Artista cearense em Brasília

Trabalho do cearense Diego de Santos: nos desenhos, o artista utiliza a técnica de fixação da fuligem e o uso de diferentes processos de queima
As obras já estão sendo empacotadas e aguardando os últimos detalhes da transportadora para este mês trilhar caminho de Fortaleza à Brasília. A exposição "Poema 193", do artista plástico cearense Diego de Santos, fica em cartaz entre 16 de fevereiro e 2 de abril deste ano, na Galeria Fayga Ostrower.
Em 2015, Diego se inscreveu para o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, considerado um dos maiores do País nessa categoria, e para sua surpresa ganhou nota máxima na aprovação do projeto.
"Sabia que tinha um bom projeto e torcia pela aprovação, mas não esperava a nota máxima. Me senti imensamente feliz e orgulhoso pelo meu trabalho, estou realizando um sonho", lembra, emocionado. Agora, ele e sua equipe estão em ritmo de pré-produção para embarcarem em fevereiro representando o Ceará, no Distrito Federal. "Foram dezenas de inscrições de todo o Brasil e explodimos de alegria quando saiu o resultado", conta a produtora Renata Damasceno.
Técnicas
"Segundo o realizador, a exposição é um dos resultados dos processos de experimentação do projeto 'Poema 193'. Todos os elementos, suas simbologias e conexões já eram recorrentes na minha produção", pontua.
"Eu já tinha uma pequena coleção de conchas e sempre as pensei dentro de uma proposição artística, não tinha executado ainda porque estava em outros projetos, mas veio a vez delas e juntamente com o fogo pude relacionar com uma problemática social: os incêndios criminosos" descreve o artista. Nos desenhos, o artista utiliza a técnica de fixação da fuligem e o uso de diferentes processos de queima, além da utilização das condições climáticas naturais e da parafina.
"A superfície do papel, acima da chama da lamparina, recebe toda a fuligem liberada pelo fogo e nunca é possível determinar a imagem a ser gerada", explica ele.
"Em alguns momentos, antes de fixar a fuligem com verniz, submeto aquele desenho à ação do lugar: esqueço-os na parede ou no chão para que insetos caminhem sobre eles, deixando rastros; aproveito raros serenos, deixando que gotículas de água da chuva fina intervenham sobre a fuligem" completa o artista.
Currículo
Diego de Santos é formado em Artes Plásticas pelo IFCE e expõe desde 2005. Vive e trabalha em Caucaia e Fortaleza. Em 2016, foi contemplado com o Prêmio de Criação em Artes Visuais de Teresina - que consistiu em uma residência artística na cidade por três meses.
A experiência teve, como resultado final, o projeto "À Margem Toda Vida", percorrido de bicicleta de Teresina à Parnaíba, usando a estrada como um verdadeiro laboratório a céu aberto.
Em 2014 ganhou o prêmio Pipa (Prêmio Investidor Profissional de Arte), na categoria Online Popular, e também produziu o projeto "Lar é Onde Ele Está" pela Escola Porto Iracema das Artes.
Antes, em 2013, foi premiado no Salão de Artes de Mato Grosso do Sul, e no 8º Salão de Arte Sesc Amapá, em 2010. Já participou de edições de feiras como SPArte e ArtRio.
Diego Tem obras no acervo do Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB-Fortaleza), da Galeria Graça Landeira (Belém), Amparo 60 (Recife) e ainda de vários galeristas, colecionadores e curadores no Brasil e no exterior.
Diário do Nordeste

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