Guerra no Iêmen já matou 1,4 mil crianças

Outros problemas que afetam os menores de 14 anos naquele país são a fome e as doenças ( Foto: AFP )
Sanaa. Cerca de 1.400 crianças iemenitas morreram e cerca de 2 mil escolas estão fora de uso desde a escalada da guerra no Iêmen, em março de 2015, anunciou nesta quarta-feira, em Sanaa, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
"Desde a escalada do conflito, as Nações Unidas verificaram que cerca de 1.400 crianças foram mortas e mais de 2.140 feridas", declarou à imprensa a representante do Unicef no Iêmen, Meritxell Relano.
"Quase 2 mil escolas no Iêmen não podem ser usadas porque foram destruídas, danificadas, usadas para abrigar famílias deslocadas ou para fins militares", acrescentou.
Relano cita como exemplo a morte confirmada na terça-feira (10) de uma criança perto de uma escola ao norte de Sanaa durante um ataque aéreo que feriu outras quatro.
Um oficial militar iemenita e uma fonte médica forneceram números diferentes para o ataque atribuído à coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, evocando cinco mortos, incluindo duas crianças, e 13 feridos.
O ataque teve como alvo um mercado perto da escola al-Falah no bairro de Nihm, ao nordeste da capital, sob controle dos rebeldes xiitas huthis.
"As escolas deveriam ser zonas de paz, santuários", acrescentou o representante do Unicef. Ele voltou a pedir a todas as partes em conflito e àqueles que têm influência sobre os protagonistas para "proteger as crianças". Outros problemas que afetam as crianças naquele país são a fome e as doenças. Unicef contribuiu para uma campanha de vacinação contra a poliomielite que atingiu quase 5 milhões de crianças e tratou 237 mil outras por desnutrição aguda.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o conflito no Iêmen já provocou mais de 7.350 mortos em 20 meses.
Esta guerra civil opõe os rebeldes huthis apoiados pelo Irã às forças pró-governo apoiadas pela coalizão sob a liderança da Arábia Saudita.
Diário do Nordeste

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