Indagações

Gonzaga Mota*
Com certeza esta manhã é a primeira do meu fim. Todavia, espero que não seja a última da minha vida. Com as bênçãos do Senhor, desejo viver mais para tentar amar, fazer o bem; ter fé e esperança; como também pedir e agradecer. Assim, deve-se buscar viver num ambiente onde prevaleçam a amizade e a solidariedade e não o interesse e a falsidade. Ademais, ser feliz não é simplesmente ter uma existência boa, mas a convicção de que apesar dos desafios e das dificuldades é importante viver. Dentro desta linha de raciocínio, apresenta-se um poema/prosa, fugindo dos aspectos formais, sem rima e sem métrica, consubstanciando indagações para refletir e, se possível, alcançar uma vida melhor. Talvez! Eis o texto, formado por 10 estrofes, sendo um terceto, oito dísticos e uma quadra: 1) A vida é um belo dom. Não se sabe a hora da partida. Passa rápido como o som. 2) Por quê ambicionar o poder? Mais vale cumprir o dever. 3) Por quê, cada vez mais, buscar o dinheiro? Importante é ser um cidadão inteiro. 4) Por quê tanta vaidade? Nunca traz felicidade. 5) Por quê a inveja? Atitude que nada almeja. 6) Por quê a ausência da solidariedade? Comportamento que leva à deslealdade. 7) Por quê a humildade? Sentimento que demonstra bondade. 8) Por quê a harmonia? Para se alcançar a sabedoria. 9) Por quê combinar fé e razão? Visando obter a verdadeira união. 10) A vida é para amar e servir. Apesar da indesejada rapidez. Vale a pena viver com lucidez. Pensando sempre no porvir. Convém lembrar, respectivamente, Manuel Bandeira e Fernando Pessoa: “Vivo nas estrelas porque é lá que brilha a minha alma” e “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.  

*Professor aposentado da UFC

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