Museu da Fotografia Fortaleza (MFF) oferta Oficina de Construção de Portfólio

Exposição "Memória e Imagem - Oju Isese: Os olhos da tradição", projeto assinado por Beto Skeff em parceria com a pesquisadora Kelma Nunes ( Foto: Beto Skeff )
O equipamento está em dia. A delicadeza do olhar e o desejo inerente ao registro do instante perfeito também estão presentes. Tudo segue uma ordem precisa e para o fotógrafo já tarimbado ou, até mesmo iniciante, uma querela comum da área em determinado momento vai irromper. Falamos de como este fotógrafo vai organizar o acervo e preparar uma apresentação substancial de sua apaixonada atividade.
A troca de informações e diálogo com nomes do mercado sobre este tema constitui uma oportunidade preciosa. Em uma lógica mais simples, quando um profissional está em busca de uma nova oportunidade de emprego é necessário que ele apresente um currículo para possíveis contratantes. Entretanto, quando este profissional é um fotógrafo, apenas um resumo dos trabalhos já realizados é muito pouco.
Já constituído na Capital como um equipamento voltado a todos os alicerces em torno da imagem, o Museu da Fotografia Fortaleza (MFF) abraça essa etapa formativa e recebe, no próximo sábado (24), de 14h às 17h, a Oficina de Construção de Portfólio. Voltada para os amantes da fotografia, a formação tem como objetivo orientar no planejamento e na montagem de um portfólio bem organizado para apresentação ao mercado dos trabalhos realizados. O Museu vem realizando uma série de ações que visam a divulgação de novos talentos, a promoção da fotografia contemporânea e oficinas e workshops, além de cursos e visitas guiadas.
Diálogo
Com vagas limitadas, as inscrições já estão abertas e podem ser realizadas presencialmente na recepção do Museu durante seu horário de funcionamento. O investimento total é de R$ 50 por pessoa. A oficina será ministrada por renomados profissionais cearenses que compartilharão suas experiências e ensinamentos aos participantes: a fotojornalista Iana Soares, mestre em Belas Artes e professora da Travessa da Imagem; e Beto Skeff, designer, especialista em marketing, educador e diretor do Instituto da Fotografia (Ifoto).
Por telefone, um dos convidados para essa decisiva tarde de intercâmbios, Beto Skeff, explica que as expectativas em torno da oficina são as melhores possíveis. A missão, defende o realizador, é estabelecer uma grande rede de diálogo entre plateia e facilitadores. A conversa com o fotógrafo flui como certeira aproximação com a força, dinâmica e relevância em torno da imagem. Ou seja, uma arte universal.
Skeff orienta que a iniciativa é global. Constitui uma chance para todos aqueles que de alguma forma dedicam suas carreiras ao expediente da imagem. A procura pela oficina revela um público constituído não só de fotógrafos, também reúne profissionais de outras áreas. Estes, preocupados com a possibilidade de comunicar eficazmente com o outro sobre as trajetórias no mercado.
Sobre esta característica, a de reunir diferentes universos, comenta o palestrante. "É para fotógrafos e qualquer outra pessoa interessada. Pode ser aplicada a qualquer profissão, pois a oficina interfere em como este realizador vai vender seu trabalho. O público que estiver presente pode adequar esta formação para a necessidade que deseja".
Ao estabelecer um elo com amantes da fotografia, designers e pessoas ligadas às artes visuais como um todo, a Oficina de Construção de Portfólio busca facilitar para estes criadores sobre os caminhos de como apresentar de modo eficaz seus trabalhos, independente da plataforma onde o profissional esteja inserido. Pontos equivalentes a "como faz pra ser visto", ou "o que evitar fazer no momento em que o mercado vai olhar seu trabalho" serão uma partida para a tarde de formação.
Formato
A oficina será dividida em três momentos. A primeira parte diz respeito aos convidados dividirem suas experiências na área. Ou seja, como Iana e Skeff se estabeleceram no mercado ao longo dos anos, os projetos de que participaram e que olhar e percepção sobre este campo estão em voga atualmente.
O segundo passo entre público e convidados envolve a troca de exemplos basilares de portfólios. A perspectiva é discutir com os presentes casos de sucesso na área e dialogar sobre as várias plataformas em que o acervo destes realizadores pode ser apresentado. Para finalizar, a oficina espera que os inscritos levem seus portfólios para serem discutidos. "É um grande bate-papo, a expectativa é das melhores e o cerne, a coluna dorsal será a imagem, a síntese incide sobre de que forma tratar e de que forma comunicar sua atividade", resume Skeff.
Com uma ótica apurada sobre o tema, o realizador explica o quão é decisivo para um profissional optar por um bom conteúdo de sua obra. "É essencial como você mostra, por uma escolha errada seu trabalho não aparece, as vezes é uma bobagem que não identificamos. Quando se está na área, existe muito envolvimento emocional com o que se está produzindo, pessoas de fora, ou constituir um grupo ao seu redor lhe ajuda a ver melhor sobre seu conteúdo", argumenta o palestrante.
A busca, destaca o organizador, é melhorar. Nesse mérito, a oficina constitui-se como uma chance de evolução no estabelecimento de contatos e trocas entre criadores e pesquisadores. "O intuito é contribuir para que as pessoas consigam perceber seus trabalhos, o que não é facil, e deixar o outro também opinar. É bom superar vaidades e identificar o que pode positivo e negativo e aplicar no portfólio. É um trabalho de autoconhecimento tanto de você quanto da sua atividade", finaliza Skeff.
Diário do Nordeste

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