Radicalismo

Gonzaga Mota*
O radicalismo tem influenciado de forma negativa as alterações de comportamento e de organização social, nos países socialistas e capitalistas. Crises, desemprego, miséria, endividamento e violência decorrem de movimentos radicais que não buscam soluções, mas modelos errôneos do ponto de vista socioeconômico e político. Todavia, é extremamente difícil e controvertido encontrar um modelo sociológico, filosófico e ideológico capaz de gerar unanimidade. São urgentes ações e programas que, voltados principalmente para a área social, promovam e consolidem oportunidades ao povo.
Nos dias atuais, a exacerbação do pragmatismo está ocupando espaço das opções ideológicas e institucionais. As manifestações pragmáticas são influenciadas pelo maniqueísmo da direita cartorial e da esquerda corporativa, pela ânsia de poder, pelo individualismo e pela ausência de sentimentos espirituais. O Estado existe não para ser opressor, mas para assegurar os princípios básicos da democracia. Precisamos nos voltar para o conhecimento das verdades essenciais, objetivando alcançar os valores éticos indicadores de um mundo social baseado nos conceitos de justiça e de igualdade de oportunidades.
Uma ideia se destaca hoje nas discussões e debates realizados no mundo: a globalização. É importante que ela surja como forma de promoção social universal, mediante manifestações econômicas, mas principalmente de ordem política e cultural, respeitando-se os direitos humanos e a coexistência pacífica. A globalização não pode e não deve ser instrumento para ampliar o fosso existente entre nações ricas e pobres.
*Professor aposentado da UFC

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