XIX Unifor Plástica homenageia o artista Sérvulo Esmeraldo

Além das obras de Sérvulo Esmeraldo e Marco Ribeiro, esta edição reúne trabalhos de artistas cearenses ou residentes no Estado ( Foto: Kleber A. Gonçalves )
A efervescência criativa da atual geração das artes plásticas do Ceará foi brindada, na noite de ontem, no lançamento da XIX Unifor Plástica, realizada na Universidade de Fortaleza - como parte do Mundo Unifor - e que nesta edição traz como tema "Uma constelação para Sérvulo Esmeraldo", homenagem ao artista cearense que tinha como principal característica o rigor geométrico-construtivo e suas incursões no campo da arte cinética. A mostra, que segue em cartaz até janeiro de 2018, conta também com 17 exposições de artistas locais, que possuem influência de Esmeraldo.
Para Ivo Mesquita, curador da exposição, a escolha de Sérvulo Esmeraldo como homenageado foi uma maneira para manter viva sua obra e tê-la em contato com produções artísticas, com seus contemporâneos. "Ele foi um artista de muitas artes: escultura, desenho, gravura, pintura, design e gráfica, com trabalhos que vão de um rigor absoluto na concepção da forma ao espírito mais livre e lúdico com os limites que esta impõe ao seu programa plástico, ao seu projeto estético, sempre em expansão e afirmativo da dimensão humana e transformadora da experiência criativa e artística", destaca. O curador explica como ocorreu a seleção das obras para a mostra.
"São artistas cearenses convidados, de diferentes gerações, trabalhando com suportes e estratégias que envolvem fotografia, desenho, escultura, pintura, vídeo e instalação. Com esse partido curatorial, a mostra busca construir um panorama da produção artística cearense em torno da figura central de Sérvulo Esmeraldo", acrescenta.
O artista plástico Marco Ribeiro, que participa da XIX Unifor Plástica, fala sobre sua relação com a arte e a importância da mostra. "Essa é a primeira vez que eu participo da Unifor Plástica. Em 2015, eu decidi me afastar da publicidade e fui para as artes plásticas, mergulhando de cabeça", relata Marco, que teve um contato direto com Sérvulo Esmeraldo e a oportunidade de ser orientado pelo artista.
Além das obras de Sérvulo Esmeraldo e Marco Ribeiro, esta edição reúne trabalhos de artistas cearenses ou residentes no Estado, entre eles, Eduardo Frota, José Guedes, José Albano, Carlos Macedo, Tiago Santana, Eduardo Eloy, Rafael Vilarouca, Ícaro Lira, Cadeh Juaçaba, Márcio Távora, Jared Domício, Luiza Veras, Waleria Américo, Sabyne Cavalcanti e Rodrigo Frota.
A mostra surgiu em 1973, por iniciativa da Fundação Edson Queiroz, A exposição - antes um salão, agora uma mostra bienal de arte contemporânea - tem promovido sucessivas gerações de artistas, constituindo uma importante referência para a formação e a difusão da visualidade contemporânea brasileira.
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"Ela é interessante do ponto de vista educativo. As exposições são porta de abertura para ver de fato a arte como de fato ela está ao nosso redor. Ela dá liberdade para que as pessoas construam suas opiniões"
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Kaíque Lopes. Estudante de Psicologia

Diário do Nordeste

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