Em sua quarta edição, Festival Concreto ocupa Fortaleza até o próximo dia 26

As cores urbanas ganham novos tons durante este mês. Começa neste sábado, 18, a quarta edição do Festival Concreto, que reúne mais de 60 artistas, entre locais, nacionais e de outros países. As ações de formação, residência artística, performances e intervenções poderão ser encontradas em vários pontos alencarinos durante o período que se estende até o próximo dia 26. 
 
Neste domingo, começam as pinturas no Conjunto Habitacional Sabiá, no Passaré, e na Escola Porto Iracema das Artes, além da Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo (Seas) e do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Durante a próxima semana, a programação se estende com aplicações de Lambe Lambe, oficinas, esculturas sonoras, palestras, exposições e até vídeo mapping. 
 
As formas começaram a tomar os espaços de Fortaleza mesmo antes do lançamento do festival. Desde o último dia 13, seis artistas pintam quatro paredes externas do Centro de Eventos do Ceará. Para esse trabalho, os artistas internacionais Ino (Grécia) e Kislow (Crimeia) se unem aos paulistanos Finok e Ise, e os cearenses Rafael Limaverde e Narcélio Grud.
 
O designer Alberto Gadanha, produtor do festival, destaca que "têm sido dias intensos" de trabalho no equipamento. "Essa convivência entre os artistas reflete na arte local porque os artistas cearenses também estão nessa parceria. Estamos recebendo uma série de pessoas que se interessam por essa vivência", afirma. "A arte urbana, que é pública, um pouco mais democrática, não fica limitada somente aos espaços mais privilegiados da Capital. Esse é nosso grande triunfo". 
 
Gadanha se refere a ações como a construção de um mobiliário urbano para crianças do bairro Jangurussu, instalado no Fundo de Acolhimento Comunitário (FAC). Os quatro centros da Seas, no bairro Passaré, também receberão iniciativas de arte urbana.
"O festival tem essa origem, de estar na rua. Essa transformação, com aceitação de uma parcela da sociedade, é importante para que fique claro que a arte existe como possibilidade", pondera. "É um festival que vem sendo feito com muita coragem. É importante que as pessoas percebam o impacto disso. A gente quer uma cidade melhor". 
 
Monk com a família que liberou o espaço para o grafite: Fabiano Marinho, a esposa Olinda Ribeiro e o filho Davi Ribeiro Marinho
Monk com a família que liberou o espaço para o grafite: Fabiano Marinho, a esposa Olinda Ribeiro e o filho Davi Ribeiro Marinho (Foto: Roberto Kennedy)
 
O designer chileno Andres Agosin (Monk), que já expôs nos Estados Unidos, Uruguai, Alemanha e Argentina, onde mora, está em Fortaleza pela primeira vez para o Concreto. Ele vai trabalhar, a partir deste domingo, 19, em um dos murais no piso superior do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Desde que chegou na Capital, ele acompanha os trabalhos da Galeria Electric Circus, no bairro Joaquim Távora.
Misturando arquitetura com desenho gráfico, Andres Monk recorre às referências da arquitetura para se expressar. "São grafites que lembram as plantas do fundo do mar, misturando desenho gráfico e formas geométricas. Muito do que eu pinto geralmente", descreve Monk, que também é diretor de arte da revista argentina 1:100. "Penso que importância desse trabalho (do Festival Concreto) é democratizar a arte para que todo mundo possa olhar, ao passar nas ruas, sem necessariamente pagar para entrar em um museu. E é uma maneira de deixar a cidade mais bonita". 
 
RUBENS RODRIGUES
O Povo

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