A arte da pizza napolitana entra na lista de Patrimônio Imaterial da Unesco

Os fabricantes de pizza napolitana posam depois de preparar pizzas no museu Capodimonte, que hospedava o primeiro forno de pedra onde se preparava Pizza Margherita, em 6 de dezembro de 2017, em Nápoles (FOTO: AFP / TIZIANA FABI)
A arte dos "pizzaiolo" napolitanos, que deu fama mundial a esta especialidade da cozinha italiana, entrou nesta quinta-feira para a lista de Patrimônio Imaterial da Humanidade da Unesco.
A decisão foi adotada pelo Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, que se reúne desde segunda-feira na ilha de Jeju, na Coreia do Sul.
Dois milhões de pessoas assinaram a petição mundial para apoiar a candidatura desta arte praticada atualmente em Nápoles por quase 3.000 'pizzaiolo" e que, segundo os promotores da iniciativa, "desempenha um papel essencial na vida social e na transmissão entre gerações".
O presidente da associação de pizzaiolos napolitanos, Sergio Miccù, havia prometido comemorar a eventual entrada de sua arte na lista de patrimônio imaterial com a distribuição de pizzas nas ruas.
Além do espetacular manejo da massa, esta é uma habilidade culinária que associa canções, sorrisos, técnica, espetáculo, iniciada no século XVI, ressaltava a candidatura italiana.
"Vitória!", escreveu no Twitter Maurizio Martina, o ministro italiano da Agricultura.
"Identidade enogastronômica italiana cada vez mais defendida no mundo", completou.
"Longa vida à arte do pizzaiolo napolitano!", tuitou Pecoraro Scano, que já foi ministro da Agricultura.
A lista de patrimônio imaterial, criada em 2003, contava antes da reunião deste ano com mais 365 tradições ou expressões vivas, entre elas o flamenco espanhol, a cerveja belga, a filosofia milenar da ioga, entre outras.
Esta semana em Jeju, o comitê deve examinar 34 candidaturas. Cinco tradições latino-americanas entraram na lista entre quarta-feira e quinta-feira: Os Os cantos de trabalho do Llano colombiano-venezuelano, a Feira de Alasita na Bolívia, o ponto cubano, o sistema peruano de juízes de água de Corongo e as técnicas artesanais do sombreiro pintão panamenho.


AFP
O Povo

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