HÁBITO SAUDÁVEL: Cearense lê 74 livros em um ano; Média foi de 1 livro a cada 5 dias

Todos os dias, a jornalista Andressa Souza percorre mais de 200 quilômetros por dia para ir ao trabalho, no município de Canindé, e voltar para a sua casa, em Fortaleza. São quase 4 horas de viagem. Nesse tempo de “ócio”, faz o que mais gosta: ler livros.
Durante esse trajeto rotineiro, conseguiu atingir uma meta pessoal: ler 52 livros em 2017. O número escolhido era uma meta que ela achava que poderia cumprir conforme o seu ritmo de leitura do ano passado. Mas, para a sua surpresa, o desafio foi alcançado ainda no mês de julho e, ao encerrar o ano, leu 74 livros.
Foram livros de diversos gêneros literários. A meta era uma forma de Andressa sair dos tipos de obras que costuma ler. “Eu queria organizar as minhas leituras. Sair um pouco das ‘caixinhas’ de livros que costumo ler”, ressalta. A jornalista leu livros de não-ficção e reportagens, gêneros pouco lido por ela.
Mas, de todos, há o favorito. “O livro que mais gostei foi o ‘O conto de Aia’, de Margaret Atwood. Ele é um conjunto de várias realidades possíveis, apesar de ser ficção. Mostra a história de um golpe teocrático nos EUA e as mulheres passam a viver sem direito”, relata. Ao contrário dos outros livros, O Conto de Aia a deixou reflexiva. “Eu fiquei um tempo sem ler nada, porque fiquei refletindo sobre a história”, ressalta.
Uma parte dos livros foram comprados em livrarias, enquanto outros foram conseguidos por meio de parceria com uma editora. A experiência desse desafio foi compartilhada em seu site, onde faz resenhas de obras e indicações de leitura para o seu público. A ideia do “Coadjuvando” é mostrar suas experiências literárias. “Sempre tive a necessidade de conversar sobre os livros que lia e muitas pessoas queriam indicações, por isso criei o site”, conta.
Para Andressa, a leitura é um hábito e de prioridades. Em vez de destinar o seu tempo para outras atividades, como redes sociais, é optar por ler um livro. “Eu comecei a andar com o livro para qualquer canto. Eu leio nas filas de banco, parada de ônibus”, afirma.
E para organizar melhor o tempo, a jornalista baixou um aplicativo que mensurava quanto tempo gastava em redes sociais e ficou impressionada. “Eu perdia muito tempo em redes sociais. Fiquei até assustada quando soube que passava 5 horas online”, conclui.

Serviço:

Tribuna do Ceará

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