Cinema: Wim Wenders leva filme sobre o Papa a Cannes

Apresentação de «Pope Francis – A Man of His Word» marcada para 13 de maio


Lisboa, 09 mai 2018 (Ecclesia) – O cineasta alemão Wim Wenders vai levar este domingo ao Festival de Cannes o filme “Papa Francisco: Um homem de palavra”.
‘Pope Francis – A Man of His Word’ pretende ser “uma jornada pessoal com o Papa Francisco”, referiu o Vaticano, numa nota divulgada à imprensa para apresentar o filme, em março.
O documentário, com “as ideias do Papa e a sua mensagem”, procura “apresentar o seu trabalho de reformas e as suas respostas às questões globais atuais”.
“A partir de sua profunda preocupação com os pobres e com a desigualdade na distribuição de renda, seu empenho nos temas ambientais e de justiça social, o Papa Francisco envolve o público diretamente e faz uma exortação à paz”, concluiu a nota, com a hashtag ‘#ThePopeMovie’.
O projeto partiu da vontade expressa por monsenhor Dario Edoardo Viganò, ex-prefeito da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé, de produzir um filme “com o Papa Francisco e não sobre o Papa Francisco”.
O filme apresenta ainda o Papa nas suas várias viagens internacionais, incluindo a passagem pelo Santuário de Fátima, o discurso nas Nações Unidas, a homenagem às vítimas das Torres Gémeas, as passagens por prisões e campos de refugiados, entre outros momentos.
A coprodução com o Vaticano mostra Francisco a falar sobre os “principais desafios globais de hoje”: a morte, a justiça social, a imigração, a ecologia, as desigualdades, o materialismo ou o papel da família.
Wim Wenders, presidente da Academia de Cinema Europeu, fala num processo que demorou dois anos, nos quais sentiu “uma grande responsabilidade”.
“Foram quatro sessões de longas entrevistas, meses na sala de edição e filmagens em Assis, cidade natal de São Francisco para realizar uma obra em que o Papa pudesse falar diretamente a cada um, face a face, de suas preocupações”, explica ao ‘Vatican News’.
Wenders confessa-se “muito impressionado” com a forma como o Papa Francisco se revelou “aberto a cada pergunta” ou cumprimentava todos, “sem fazer distinção entre o realizador, o eletricista ou o assistente”.
“Já tinha a maior consideração pelo Papa Francisco antes de conhecê-lo, mas encontrá-lo pessoalmente, vê-lo e ouvi-lo todos os dias na sala de edição e ler os seus pronunciamentos em todo o mundo para refugiados, presos, políticos, cientistas, crianças, ricos ou pessoas pobres, fizeram-me perceber o quanto é corajoso, sem medo. E esse seria o meu desejo: que ele nunca perca essa coragem implacável”, concluiu.
O filme chega aos cinemas dos EUA a 18 de maio.
OC

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