Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens

A presença da morte em meio à vida

Publicado pela José Olympio, livro inspirou autores como Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa

O realismo fantástico como hoje se conhece não teria existido sem Pedro Páramo (José Olympio, 176 pp, R$ 39,90 – Trad.: Eric Nepomuceno), livro de Juan Rulfo que inaugura o gênero e serviu de fonte onde beberam o colombiano Gabriel García Márquez e o peruano Mario Vargas Llosa. A partir da combinação de dois elementos essenciais ao sucesso da literatura latino-americana – o realismo fantástico e o regionalismo -, Juan Rulfo se destaca pela sua habilidade em contar uma história reunindo relatos e lembranças. De enredo conciso e preciso, o único romance do escritor trata da promessa feita por Juan Preciado à mãe moribunda. O rapaz sai em busca do pai, Pedro Páramo, um lendário assassino. No caminho, encontra personagens repletos de memórias, que lhe falam da crueldade implacável de seu pai. Em sua estrutura não há linha temporal exata, tampouco um narrador fixo. Juan Rulfo leva o leitor a mergulhar e a se dissolver no turbilhão dos sentimentos de todo um povoado, em torno desse grande homem.

Via PUBLISHNEWS

Livro reúne quase 300 cartas inéditas de Clarice Lispector

 

Lançada nesta sexta-feira (25) pela editora Rocco, obra integra comemorações do centenário da escritora, ajudando a compreender o itinerário literário e o universo íntimo de Clarice


Reunindo quase 300 correspondências inéditas escritas por Clarice Lispector ao longo da vida, o livro "Todas as Cartas" ganha lançamento nesta sexta-feira (25). A iniciativa faz parte da comemoração do centenário da autora, celebrado em 10 de dezembro deste ano.

Publicada pela editora Rocco, a obra ajuda a compreender o itinerário literário de Clarice e seu universo. O conjunto de correspondências inéditas endereçadas aos amigos escritores tem entre os destinatários João Cabral de Melo Neto, Rubem Braga, Lêdo Ivo, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Nélida Piñon, Lygia Fagundes Telles, Natércia Freire e Mário de Andrade.  

As correspondências foram organizadas por décadas – dos anos 1940 a 1970 – e contam com 510 notas da biógrafa Teresa Montero, que contextualizam o material no tempo, no espaço e nas inúmeras citações a personalidades e referências culturais. O editor da obra de Lispector na Rocco, Pedro Karp Vasquez, assina o posfácio da edição.

Com grande material inédito, o volume resultou de longa pesquisa realizada pela jornalista Larissa Vaz, sob orientação de biógrafos e da família, para trazer uma visão integral de Clarice. A publicação da correspondência de grandes escritores constitui-se, assim, um importante acontecimento literário, pois a escritora não perde a inspiração, o lirismo e o humor ao escrever cartas, que chegam a ser tão fascinantes e criativas quanto seus próprios livros. 

Seleção

Para o livro, foram selecionadas cartas relevantes, com interesse literário ou biográfico, sendo excluídos missivas comerciais, bilhetes e recados de caráter efêmero. A editora manterá as futuras edições abertas à inclusão de textos que possam surgir a partir da publicação desta obra.

Clarice viveu quase duas décadas no exterior e escreveu sempre neste período, para cultivar o afeto da família e dos amigos e para tratar da publicação dos seus livros. Apesar de afirmar que “não sabia escrever cartas”, suas correspondências são tão interessantes quanto seus romances, contos e crônicas.

Em alguns dos textos enviados aos amigos, a escritora – que passou parte da vida no Nordeste – também revela que se inspirou em um dos retornos a Pernambuco para escrever um novo livro. Ricas minúcias recuperadas na obra.

Todas as Cartas - Clarice Lispector
Prefácio e notas: Teresa Montero
Posfácio: Pedro Karp Vasquez
Pesquisa textual e transcrição das cartas: Larissa Vaz

Rocco
2020, 864 páginas
R$ 119,9

Diário do Nordeste

Uma homenagem ao rei do terror

 DarkSide lança coletânea que reúne contos de autores brasileiros que se inspiraram na obra de Stephen King

Dono de um legado incomparável que reúne mais de 60 livros, venda de mais de 300 milhões de exemplares e 50 prêmios, Stephen King é responsável por inspirar grandes nomes do terror contemporâneo. Para enaltecer o autor e sua obra, a DarkSide lançou Antologia Dark (224 pp, R$ 59,90). Editada e organizada por Cesar Bravo, a coletânea traz histórias inspiradas nos grandes clássicos de King: Cemitério malditoO iluminadoA dança da morteCarrie: A estranhaA torre negra, entre outros. Esse é o primeiro volume de uma coleção que vai promover a importância do conto no universo do horror e o diálogo entre autores nacionais e grandes mestres da literatura dark. Além de Cesar Bravo, entre os autores que assinam os contos de Antologia Dark estão Cláudia Lemes, Vitor Abdala, Ferréz, Carol Chiovatto, Everaldo Rodrigues, Marco de Castro, Ilana Casoy, Fernando Toste, Alexandre Callari, Antonio Tibau, André Pereira, Soraya Abuchaim e Andrea Killmore (Ilana Casoy e Raphael Montes). As ilustrações exclusivas são do brasileiro Hokama Souza.

Via PUBLISHNEWS

Xuxa lança livro que já é sucesso de vendas antes de chegar às livrarias

Livro de memórias de Xuxa sai pela Globo Livros em setembro - 

A apresentadora Xuxa Meneghel escreveu um livro de memórias que já é sucesso de vendas antes mesmo de chegar nas livrarias. Ela fez uma pré-venda pela internet e, em 17 minutos, as vendas esgotaram. O irmão da Xuxa, Blad Meneghel, comemorou o sucesso antes mesmo do lançamento oficial, que será em setembro. No livro, Xuxa fala da sua infância, da família, da chegada de Sasha, da sua trajetória profissional e de relacionamentos.

Via R7/Hora da Venenosa

Uma jornada de recuperação

 ‘Amor & sorte’ é o segundo livro de Jenna Evans Welch, autora de ‘Amor & gelato’

Jenna Evans Welch estreou na literatura com o best-seller Amor & gelato, livro que foi publicado em mais de 20 países e alcançou a marca de 30 mil exemplares vendidos no Brasil. Nele conhecemos Lina, que embarca para a Itália com a missão de realizar o último pedido da falecida mãe: conhecer o pai. Em Amor & sorte (Intrínseca, 272 pp, R$ 39,90 – Trad.: Flora Pinheiro), a protagonista é Addie, melhor amiga de Lina, e desta vez o cenário são os belos campos e falésias da Irlanda. Addie atravessou o Atlântico com a família para o casamento da tia, na Irlanda. A menina está tentando aproveitar a paisagem para não pensar em seu coração partido. Porque, assim que voltar aos EUA, vai ter que enfrentar as consequências do fim terrível de seu romance de verão. Até lá, só quer relaxar enquanto os pais não descobrem o que aconteceu. Mas Ian, seu irmão mais velho, sabe de tudo e não a deixa em paz. Agora os dois, que sempre foram próximos, não param de brigar. Tudo muda quando Addie descobre que Ian também está guardando segredos. Depois de uma série de imprevistos, em vez de ir visitar a melhor amiga na Itália, Addie se junta ao irmão em uma inesperada viagem de carro. Nessas circunstâncias nada favoráveis, Addie conta apenas com um guia de viagem roubado da biblioteca do hotel, Irlanda para corações partidos, e torce para que os conselhos do livro realmente funcionem. Amor & sorte é uma história sobre família, amizade e a jornada nem sempre fácil para se recuperar de uma desilusão amorosa.

Via PUBLISHNEWS

Comer e amar, 'simplesmente divinos'!

 Papa desmente a heresia de que os prazeres sexual e de comer deveriam ser evitados


'Terra futura' apresenta três conversas, de 2018 a 2020, entre Petrini e o papa, sobre vários assuntos e eventos importantes, como ecologia integral, Sínodo da Amazônia e pandemia
'Terra futura' apresenta três conversas, de 2018 a 2020, entre Petrini e o papa, sobre vários assuntos e eventos importantes, como ecologia integral, Sínodo da Amazônia e pandemia (Junno Arocho Esteves/CNS)

Élio Gasda*

Comer e amar são sublimes. Prazerosos! As vezes vinculamos prazer ao desejo, "desejo proibido". O desejo, assim como o prazer, está ligado a alguma satisfação emocional, racional, física.

Comer não pode ser algo apenas racionalizado, não somos seres apenas biológicos. O alimento, como o sexo, está ligado ao emocional. Comer sem prazer não é saudável e sexo sem prazer é estupro, "não tem graça".

Ao declarar que "o prazer vem diretamente de Deus, não é católico, não é cristão, nem nada parecido, é simplesmente divino", papa Francisco reafirma o Catecismo. Não há nada de polêmico em sua fala. "O prazer de comer serve para garantir que, ao comer, se tenha boa saúde, assim como o prazer sexual existe para tornar mais belo o amor e garantir a continuação da espécie", completa Francisco.

A afirmação de Francisco consta no livro-entrevista Terrafutura, que reúne diálogos sobre ecologia integral entre ele e Carlo Petrini, fundador do Slow Food. A declaração do pontífice está relacionada a argumentação de Petrini de que a "a Igreja Católica sempre mortificou o prazer, como se fosse algo a ser evitado". O papa esclarece que isso foi no passado uma "má interpretação da mensagem cristã ... uma moral carola, um moralismo que não tem sentido". Comer e sexo garantem a sobrevivência humana: "Deus os fez belíssimos, cheios de prazer. A rigidez pelagiana recusou o prazer de forma preconceituosa, causando danos enormes que se sentem com força ainda hoje", disse.

A sexualidade é da ordem do dom e do amor. Segundo o Catecismo (§369, §370) a origem da pessoa se encontra em Deus. Essa imagem e semelhança de Deus eleva sua condição como ser humano sexuado único no mundo. Sua sexualidade é única! "É fonte de alegria e de prazer: O próprio Criador... estabeleceu que nesta função (procriação) os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Os casais não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Eles acolhem o que o Criador lhes destinou (§2362).

A ética da sexualidade parte do respeito pela dignidade humana e do cuidado com o outro. A sexualidade não pode ser reduzida à realidade biológica e genital em vista da procriação da espécie. Nela está presente a pessoa toda: amor, desejo, afeto, ternura dos gestos, espiritualidade. A sexualidade não se resume ao ato sexual ou a comportamentos esporádicos. Ela é uma realidade dinâmica presente do nascimento à morte da pessoa. É uma potência decisiva no desenvolvimento da personalidade.

A ética tem uma finalidade positiva em função da bondade da sexualidade no sentido de orientar os indivíduos a encarnarem em sua sexualidade a ternura, o amor, o respeito, a fidelidade, etc. A sexualidade é da ordem da relação, da busca do outro. A ética visa proteger a sexualidade das ameaças como o estupro, a pedofilia e a pornografia. Isso exige o cuidado do respeito ao próprio corpo/sexo e ao sexo/corpo do outro.

As relações sexuais são morais quando são recíprocas e comprometidas, contribuindo no desenvolvimento integral dos envolvidos. A sexualidade deve fluir espontaneamente das profundezas da pessoa, como expressão autêntica do eu e contribuir em seu processo de humanização. É expressão do desejo da felicidade do outro.

Relações sexuais moralmente aceitáveis devem conter três elementos: intimidade, paixão e compromisso. Do contrário, pode levar à frustração e conduzir ao desrespeito. O amor sempre será o critério no momento de avaliar um comportamento afetivo-sexual. Toda forma de sexualidade deve ser integrada no amorAs relações são imorais quando abusam, são violentas, exploradoras e prejudicam o desenvolvimento humano.

Comer, rezar e amar com prazer! O cristão não vive só da oração. Alimentar a carne não é pecado, é vital. O sexo é o maior vínculo de afeto e amor que Deus nos deu, e por isso deve ser recheado de alegria e de prazer. "Desfruta da vida com a mulher que amas, durante todos os dias da fugitiva vã existência que Deus te concede debaixo do sol. Essa é a tua parte na vida, o prêmio do labor a que te entregas debaixo do sol" (Ecl. 9,9).

 "Amor é prosa, sexo é poesia" (Arnaldo Jabor).

*Élio Gasda é doutor em Teologia, professor e pesquisador na Faje. Autor de: 'Trabalho e capitalismo global: atualidade da Doutrina social da Igreja' (Paulinas, 2001); 'Cristianismo e economia' (Paulinas, 2016)

Os livros que habito

Há muitos livros dentro de mim que esperam vir à luz


Os livros não acabados dentro da gente formam uma biblioteca interna intensa que só nós mesmos conhecemos

Os livros não acabados dentro da gente formam uma biblioteca interna intensa que só nós mesmos conhecemos (Unsplash/Jaredd Craig)

Ricardo Soares*

Lancei um livro novo recentemente. "Devo a eles um romance". Mas há mais livros dentro de mim. Livros tardios que ficaram anos e anos boiando entre o consciente e o inconsciente, esperando – em vão? – o dia de virem à tona. Não sei, sinceramente, se terei disposição para trazê-los à luz, nem responder porque demorei tanto para cuidar ou descuidar deles.

Queria que alguns desses livros fossem mais curtos. Mas, de repente, mais velho, me descubro caudaloso. Um romancista ou quase isso. Justo eu que, quando jovem, não me via cometendo livros grossos. Entretanto, alguns deles estão aí, me rondando, sendo escritos dentro e fora de mim há muito tempo.

Curioso como esses livros antigos são difíceis de parir, ao contrário de dois que publiquei em tempos recentes, concebidos num jorro. Um desses livros antigos é tão antigo que o iniciei muito jovem na ilha de Itaparica, numas férias de verão, quando um foguete da Nasa explodiu nos céus do ano de 1986. Até hoje esse livro vaga numa certa placenta criativa interminável. Não o abomino, mas também não o decifro.

O outro livro antigo foi concebido em 2011, quando a partir da visão de um objeto voador não identificado alcei voos esotéricos ao redor de mim mesmo incentivado também por uma ex-companheira que testemunhou a visão comigo, mas que nunca foi muito fã da minha ficção. Mas devo a ela uma percepção e atenção maior a fenômenos que desconheço.

Os livros não acabados dentro da gente são curiosos. Formam uma biblioteca interna intensa que só nós mesmos conhecemos. Nos auto psicografamos. Os espíritos que me habitam dialogam comigo mesmo e me infernizam em eterno embate entre bloqueio e libertação. Artimanhas e armadilhas da ficção.

Além desses dois romances caudalosos e inacabados, há um volume de contos encerrado, mas que sempre reluto em publicar, assim como um livro de poesias. Há também outro livro caudaloso – que havia mais ou menos organizado e deletei por engano – e que reúne a parte, digamos, mais aproveitável dos meus muitos anos como cronista de jornais, revista e do Dom Total. Há ainda um romance satírico sobre um personagem que não consegue sair de Angola, uma história de redemocratização do Brasil contada pelo método confuso e uma reunião de 365 pequenas historietas passadas em lugares diversos do mundo que compõe o Diário do anonimato do mundo, que saiu pela edição eletrônica da revista Pessoa e que tenho publicando todos os dias no meu modesto blog nesse pandêmico 2020.

Fora tudo isso, há um inédito infanto-juvenil, várias vezes recusado – justo o que considero o melhorzinho – sem falar de dois esboços de romances curtos iniciados durante a pandemia. Ou seja, haja disciplina e empenho para dar conta disso tudo. Se por um lado isso é uma aflição criativa, por outro é um consolo, visto que, se uma crise de criatividade ou um bloqueio me acometesse, eu teria pano para manga para trabalhar nesse pequeno acervo até o fim dos meus dias. E, sinceramente, temo não ter tempo para "cuidar" disso tudo. Vontade não me falta, apesar de me perguntar todos os dias se os livros que habito deveriam emergir na nave mãe de um país tão pouco afeito à leitura, cada vez mais plasmado na desertificação das ideias prontas.

*Ricardo Soares é escritor, roteirista, diretor de tv e jornalista. Publicou 9 livros. O mais recente "Devo a eles um romance" disponível no site da editorapenalux.com.br 

A luta de um povo

Carambaia publica 'Senhores do orvalho', obra de Jacques Roumain que evoca elementos fundamentais do cotidiano do povo haitiano negro na luta por sobrevivência
Lançado originalmente em 1944, Senhores do orvalho (Carambaia, 240 pp, R$ 79,90 – Trad.: Monica Stahel), de Jacques Roumain, é uma das obras fundadoras da literatura haitiana, tematizando os elementos fundamentais do cotidiano do povo negro em sua luta por sobrevivência. O romance tem como protagonista Manuel, que volta para seu povoado no Haiti depois de 15 anos vivendo em Cuba como cortador de cana. Ao retornar, a paisagem que encontra em Fonds Rouge não é a mesma: após décadas de desmatamento, a terra está seca, as fontes de água desapareceram, e a população padece da miséria e da fome. Além disso, uma briga entre famílias locais criou uma rivalidade incontornável, e os moradores, que sempre trabalharam a terra coletivamente, com a tradicional coumbite, estavam desunidos. É nesse contexto que Manuel surge como uma espécie de herói, para, entre a experiência adquirida com os trabalhadores cubanos e um mergulho nas tradições ancestrais, tentar unir sua gente e encontrar uma solução para a miséria.

Via PUBLISHNEWS

Uma vida marcada por experiências contraditórias

José Olympio publica ‘Homem invisível’, clássico da literatura afro-americano em edição ampliada
Obra fundamental na formação intelectual de Barack Obama, um dos romances seminais do cânone afro-americano e que resume a experiência de ser negro nos EUA, Homem invisível (José Olympio, 574 pp, R$ 64,90 – Trad.: Mauro Gama), de Ralph Ellison, narra a história de um jovem negro que sai do Sul racista e vai para o Harlem, em Nova York, nos primeiros anos do século XX. Com o passar do tempo, entre experiências frequentemente contraditórias, o protagonista conhece um mundo muito diferente daquele que idealizara. Invisível para brancos racistas e também para negros, ele deseja apenas ser como é. Essa edição ampliada tem texto de orelha assinado por Luiz Mauricio Azevedo e prefácio de Gabriel Trigueiro, especialistas na obra de Ellison.
Via PUBLISHNEWS

Lígia Oizumi conta em livro como superou a depressão e encontrou a felicidade

Aos 36 anos, Lígia Oizumi tem muita história para contar, desde as aventuras pelo mundo, do Japão ao Nepal, até a vida que construiu em Nova York, nos Estados Unidos. Porém, de todas as experiências que viveu ao longo dos últimos anos, nada se compara à jornada que travou dentro de si.  
Mais uma sobrevivente da depressão, considerada a doença do século, Lígia também precisou tratar a ansiedade e o perfeccionismo, que de qualidade passou a ser um peso difícil de carregar. 
Toda essa jornada inspirou a administradora de empresas a escrever o livro “Felicidade na Prática”, publicado pela editora Gênio Criador.
O processo de criação da obra levou dois anos e acompanhou as várias mudanças que surgiram ao longo do caminho na vida da campo-grandense, com direito a um conto de fadas moderno e à maternidade do pequeno Luka. 
“O desejo de escrever o livro surgiu quando eu retornei a Nova York, já ao lado do Alex e após a nossa decisão de casar. 
Tudo o que eu tinha vivenciado desde que eu superei a depressão, a força que eu tive desde que eu comecei a realizar meu sonho, quando eu comecei a valorizar e seguir o que o meu coração falava me inspiraram a criar o livro”, explica.  
A depressão surgiu na vida de Lígia em 2008 e, entre crises de choro e tristeza, foi a mãe que a convenceu a procurar ajuda.
“Ela nunca desistiu de mim”, confessa a escritora. “Eu vivi um ano com depressão, que veio de uma vida inteira de ansiedade e perfeccionismo. Eu não sabia que eu era tão ansiosa, nunca tinha feito terapia e eu tinha um certo preconceito interno. Nunca tratei mal ninguém que estava doente, mas eu não entendia direito o que era depressão”, explica.  
A dor que não é vista pelos olhos foi decisiva para que Lígia mudasse os rumos da vida e arrumasse as malas para uma longa viagem.
“A dor da depressão não é algo que você consegue ver do lado de fora, como um corte. A dor é na alma, é dentro do coração. Quando eu fui ao médico, ele me explicou que é uma questão biológica, falta serotonina no nosso cérebro e acontece com muita gente. Ficamos no nosso mundo tão fechado, mas muitas pessoas passam por isso, atletas, famosos”, pontua. 

Tsurus

Em Mato Grosso do Sul, Lígia pode ser reconhecida como a menina dos tsurus. Ela confeccionava milhares de origamis para distribuir em eventos sociais para pessoas que precisavam de mensagens de paz e até mesmo pelo mundo, durante suas viagens.
O origami, que é um dos mais populares do Japão, também a inspirou a conhecer suas raízes. 
“Fui para o Japão em 2017. Fiz uma campanha de 72 mil tsurus em homenagem às vítimas das bombas em Hiroshima e Nagasaki. No Japão, decidi viver a experiência de viver lá, que é a terra dos meus pais, dos meus avós japoneses”, frisa.  
Nessa época, as fronteiras já não eram suficientes para segurá-la. Lígia visitou o Nepal, a Palestina e viu um chamado para uma conferência na ONU para jovens em Nova York. Decidida, se inscreveu e foi aprovada. 
“Eu vim para Nova York para participar de um evento da ONU, justamente por causa dos projetos dos tsurus. Eu queria conhecer a cidade, além de participar da conferência, e procurei contato de pessoas que pudessem me ajudar. Foi assim que eu conheci meu esposo”, relembra.  
Sem a permissão de residência americana na época, ela precisou sair e retornar ao país de seis em seis meses, até a decisão do casamento. 
“Comecei a escrever o livro em junho de 2018 porque eu queria compartilhar tudo o que eu vivenciei e foi como se eu cumprisse uma missão.
Escrevi durante esse processo com muitas emoções intensas, de ter que sair dos Estados Unidos de seis em seis meses e não saber quanto tempo a imigração iria me dar na nova volta”, ressalta.
Todo esse processo acabou sendo importante para que Lígia compreendesse o propósito da vida e os caminhos que cada um precisa seguir.  
Agora, com o primeiro filho nos braços, Luka, de apenas 14 dias, e o livro finalmente concluído, a escritora, administradora e mãe se sente grata.  
“Eu consegui entender e hoje eu sei administrar muito bem, conheço muito bem as minhas sensações, o que me faz bem e o que me faz mal, e eu sei falar ‘não’ para muitas coisas que não me fazem bem. A partir da depressão, eu aprendi a ter um equilíbrio na minha vida. O propósito do livro é contar a minha história de vida, como eu fiz para superar a depressão, a partir daí realizando meus sonhos, fazendo intercâmbio, morando no Japão, indo morar fora, viajando para Nova York e a oportunidade que Deus me deu de conhecer meu esposo”, frisa.  
Com o filho no braço, Lígia compreende muito bem a decisão da mãe de levá-la ao médico. “Hoje, com a maternidade, eu dou muito mais valor à minha mãe. Maternidade é sinônimo de maturidade e valor”, pontua.  
Serviço – Mais informações sobre o lançamento do livro no perfil da escritora: @ligiaoizumi.  

Papa Francisco: O Crucifixo é o grande livro do amor de Deus

(ACI).- O Papa Francisco destacou hoje, 14 de setembro, dia em que a Igreja celebra a Exaltação da Cruz, que o Crucifixo "é o grande livro do amor de Deus".

Assim indicou o Santo Padre em uma mensagem escrita em sua conta oficial no Twitter @Pontifiex_pt na qual enfatizou que "a revelação do amor de Deus por nós parece uma loucura", mas acrescentou que "cada vez que olhamos para o Crucifixo, encontramos esse amor. O Crucifixo é o grande livro do amor de Deus".

Nesta linha, o Papa Francisco exortou na Audiência Geral da quarta-feira da última Semana Santa a "abrir todo o coração na oração" com o Crucifixo e o Evangelho.

“Deixemos que ele fixe seu olhar em nós” para entender que “não estamos sozinhos, mas somos amados, porque o Senhor não nos abandona e nunca se esquece de nós, nunca!”, disse o Papa em 8 de abril de 2020.

Além disso, o Santo Padre convidou no Ângelus de 12 de março de 2017 a contemplar “com devoção a imagem do Crucifixo” porque “é o símbolo da fé cristã, é o emblema de Jesus, morto e ressuscitado por nós”.

Nesse sentido, o Papa explicou que a cruz "é o sinal mais desconcertante" porque "é realmente uma revelação de Deus de cabeça para baixo", pois "precisamente por meio da cruz, Jesus chegará à gloriosa ressurreição" e que será definitiva.

“Jesus transfigurado no Monte Tabor quis mostrar aos seus discípulos a sua glória, não para evitar a eles que passassem pela cruz, mas para indicar aonde leva a cruz. O que morre com Cristo, com Cristo ressuscitará. E a cruz é a porta da ressurreição. Quem luta junto a Ele, com Ele triunfará”, afirmou.

Por último, o Santo Padre advertiu naquela ocasião que “a cruz cristã não é uma mobília da casa ou um ornamento a ser usado, mas a cruz cristã é uma recordação do amor com o qual Jesus se sacrificou para salvar a humanidade do mal e do pecado”.

Apanhadão: Os riscos que o Brasil enfrenta ao taxar livros

E mais: Leitura abre no mês que vem loja no centro do Rio; Realejo Livros cresce durante pandemia com novos serviços; escritora Juliana Borges abre pequena livraria em SP e o prelo das editoras
Taxação de livros, proposta por Guedes, incendeia as redes sociais |  Revista Fórum
Neste final de semana, a Folha fez uma matéria sobre os riscos que o Brasil enfrenta ao taxar livros e copiar países ricos. Caso a reforma prevaleça contra os protestos da indústria livreira e da comunidade leitora, o país vai se afastar de um padrão dominante em quase toda a América do Sul. Segundo um relatório recente da International Publishers Association, os livros têm tributação zero na maioria dos países do continente, como Argentina, Colômbia, Bolívia, Peru e Uruguai. A matéria abordou ainda como funciona o imposto em países como França, Alemanha e Reino Unido e elencou os impactos que a reforma pode trazer para a indústria do livro.
No mês que vem, Leitura abrirá as portas no número 98 da Rua do Ouvidor, por 23 anos ocupado por uma megastore da Saraiva. Além de informar sobre a troca simbólica no centro do Rio, a coluna Capital, d’O Globo também falou sobre a estratégia adotada pela Leitura que cresceu perseguindo lojas médias em regiões e cidades esnobadas pelas rivais. “Temos de ir aonde o cliente está, e há uma carência enorme”, disse Marcus Teles, diretor da rede mineira para a coluna.
Na última semana, uma movimentação de um investidor pessoa física da Saraiva passou praticamente despercebida. Também segundo a coluna Capital, o empresário José Cláudio Pagano, que já chegou a deter mais de um quinto das ações preferenciais (PN, sem voto) reduziu sua fatia entre os papéis PN para apenas 4,67% em duas operações. Nos últimos meses, Pagano vem se desfazendo agressivamente de uma posição em ações da Saraiva construída ao longo de quatro anos. Em março, o empresário chegou a deter 16,1% de toda a empresa.
A Realejo Livros, do livreiro e colunista do PN José Luiz Tahan, foi tema de matéria do programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Durante a pandemia, Tahan criou o projeto Livreiro em domicílio, em que o empresário indica e entrega livros para o consumidor e o Clube Realejo. Nele, o assinante recebe um livro surpresa por mês, por R$ 70, mais o frete. Acompanha a quarta capa especial, uma gravura feita pelo empresário, que retrata o autor do livro, e uma playlist para embalar as leituras. A previsão é chegar a 500 assinantes até o fim do ano.
No Painel das Letras, a notícia de uma nova livraria no centro de São Paulo. A escritora Juliana Borges, com os parceiros Thom Levisky e Dani Siqueira abriu a Banca Hg, adaptada de uma banca de jornal no cruzamento da avenida Higienópolis com a rua Martim Francisco. A curadoria prioriza editoras e autores independentes e traz obras ligadas a artes e a pensamento crítico. Todo mês, um curador convidado vai colaborar indicando leituras temáticas.
Na Isto É, destaque para livreiros e leitores que se unem para transformar o comércio de livros em uma experiência comunitária. A matéria falou da Livraria Baleia, em Porto Alegre, que além da venda pelo site, realiza eventos presenciais e on-line e trouxe depoimentos de leitores assíduos.
No prelo das editoras, o Painel das Letras adiantou que a Alfaguara lança em outubro A Autobiografia da minha mãe, de Jamaica Kincaid, professora de história africana e afro-americana de Harvard, nascida em Antigua e Barbuda. Ancelmo Gois contou que a Record irá relançar em edição especial, os livros de Herman Hesse e que Fernando Henrique pretende celebrar seus 90 anos, em 2021, com um livro de memórias retraçando sua trajetória intelectual. Lauro Jardim informou que Ilona Szabó vai lançar, em outubro, o livro A defesa do espaço cívico (Objetiva). Na obra, a cientista política escreve sobre as maneiras pelas quais o governo brasileiro destrói o espaço cívico.
Via PUBLISHNEWS

Livro de estreia de autor cearense reúne contos sobre o cotidiano de Fortaleza e vivências pessoais


Lançado nesta quarentena e publicado de forma independente, “O primeiro parágrafo das memórias de um louco”, de Thiago Noronha, compila histórias tecidas de forma crítica, cômica e afetiva


À boca miúda, dizem que as melhores histórias são aquelas contadas em mesas de bar, envoltas pelo desprendimento típico dos domingos. Entre um gracejo e outro, com bebida e tira-gosto à mesa, a vida vai desfilando aventuras e desafetos, costurando memórias e confissões. Thiago Noronha sabe bem disso. Não à toa, descreve-se como um prosador afeito à essa prática da conversa livre, do relato sem amarras. Papo direito e direto.
“Amo criar cenários, personagens e situações, e gosto de brincar com arcos narrativos. Acho que meu gosto por histórias vem muito de eu ter sido uma criança ‘rato de videolocadora’, daquelas dos tempos das fitas K7, que você balançava a caixa para descobrir se a ficha de disponível estava dentro”, conta. 
Felizmente, essas minúcias nunca passaram despercebidas, ganhando maior corpo à medida que o escritor cearense se viu abraçado pela literatura, lançando-se, com cada vez mais profundidade, no fazer narrativo. A culminância inicial de anos de observação, escutas e vivências acontece agora no seu livro de estreia, “O primeiro parágrafo das memórias de um louco”.
Lançada virtualmente nesta quarentena, por meio de transmissão ao vivo com mediação de Taciana Oliveira – editora-chefe do Mirada Janela Cultural – a obra surge da organização dos textos de Thiago, escritos durante os últimos cinco anos.
“Tem muito da história da minha família, ouvidas por mim pelos anciãos que a compõem. O ciclo da borracha, o sertão. Fortaleza e o Ceará. O Rio de Janeiro, onde vivi quatro anos. Muitas geografias, tempos e viagens e inspirações na literatura que consumo, como Gabriel García Márquez, Douglas Adams, dentre tantos outros”, detalha.
De caráter independente, o livro parte, assim, de fatos ordinários da existência, numa aparente simplicidade, para evocar afetos, críticas e comicidades. Um poderoso labirinto de referências e situações em que se constata, de forma proeminente, o talento do jovem autor.

Mergulho

Esse aspecto, inclusive, é o que deve chamar mais atenção da audiência: o total controle de Thiago Noronha sobre as histórias, numa tessitura madura e inteligente de causos, verbos e acontecimentos. O caso raro de um escritor que já nasceu pronto, instigado a contar, com bastante leveza, humor e criatividade, experiências das mais inventivas e confessionais, com pitadas de fantasia e um apurado senso de verossimilhança.
No exemplar, os contos são divididos em seis partes, abusando da polifonia – ora narrados em primeira pessoa, ora em terceira – e abrangendo distintas versões do mosaico de referências que o literato abarca, de Eduardo Galeano (1940-2015) a Belchior (1946-2017), passando por Simone de Beauvoir (1908-1986) e Rincon Sapiência. São elas: “Quase ficções”, “Naquele tempo”, “Sobre eles e elas”, “Um lugar de vento doce”, “Do que vi do mundo” e “Devaneios”.
Legenda: O próprio Thiago Noronha fez a capa do livro, contando com a ilustração de um amigo, Mauro Reis, e também diagramou toda a obra, enviando-a aos amigos
Foto: Arquivo pessoal
“Acho que minhas histórias deveriam ser contadas porque são muito ricas em referências à geração e à geografia as quais pertenço, além de passear em territórios e tempos alheios, memórias familiares, sempre numa tentativa de se aproximar de situações atuais”, explica Thiago. Ao mesmo tempo, o desejo de narrar sob a égide do conto dialoga com o fato de esse gênero oferecer uma literatura de consumo e escrita mais rápidos.
“Assim, tanto atendo os leitores de redes sociais, que prezam essa narrativa mais curta e direta, quanto consigo encaixar o fazer literário na minha rotina de trabalho e estudo. Então, meus melhores trabalhos de escrita, para juntar e lançar, estavam em formato de conto”, justifica, afirmando que as principais inspirações nacionais nessa seara de criação são os renomados escritores Rubem Fonseca (1925-2020), Moacir Scliar (1937-2011), Luís Fernando Veríssimo, Fernando Sabino (1923-2004) e Angela Gutiérrez

Fortalezas e ademais

Diante desse robusto panorama de perspectivas, o Ceará e sua capital são os maiores homenageados na obra. Thiago sai como que com uma lupa, caçando tanto os tipos mais emblemáticos do chão alencarino quanto aqueles que, pela correria do cotidiano, podem facilmente passar despercebidos (uma pena, inclusive). 
São pescadores, moradores do interior, freiras administradoras de escolas, influencers, entre vários outros. Apresentados de maneira sagaz pelo contista, cada personagem imprime características que marcam por vezes pelo absurdo, por vezes pela ternura, numa boa dosagem de crítica e belas delicadezas.
“Amo Fortaleza e o Ceará. Sou devoto do meu povo, da cultura e da cultura para além da óbvia e prestigiada. Exalto no meu texto muitas Fortalezas: o João XXIII, onde nasci e me criei; o sagrado e o profano que dividem essa cidade; a Fortaleza da década de 1990, as casas de vó tão iguais e únicas”, explica o autor. “Essa cidade sempre me fortaleceu e inspirou. São os personagens, os cheiros e as ruas dela que me fazem escritor, ter vontade de contar sobre o que vejo”.
É algo que o jornalista e dramaturgo Renato Abê já deixa claro no prefácio da obra, quando evoca algumas das passagens mais emblemáticas narradas por Thiago.“O delírio com as experiências reais está presente mesmo quando a pauta é um encontro intergaláctico – tudo converge ao ordinário. Estamos numa mesa de bar, lembram? E, assim, partindo dos impropérios de uma cidade litorânea onde os gatos agem como cãos, ‘O primeiro parágrafo das memórias de um louco’ esgarça os limites entre o palpável e o inimaginável”, conclama no texto.

Recepção

O retorno que Thiago Noronha tem recebido dos leitores entra em sintonia com a opinião de Renato. Segundo o literato, muitos acham o trabalho divertido, mas também se sensibilizam em diversos momentos. “Acho que o texto consegue trazer muitas emoções e sentimentos diferentes: compaixão, nostalgia, constrangimento. Mas, a meu ver, prevalece o cômico-sarcástico”.
Isso porque o espírito do escritor é bastante político, e a política, por meio de críticas sociais óbvias – sem, contudo, penderem para o simplismo – está presente em todos os contos. A injustiça social, assim, é denunciada em prosa: o impacto ambiental, a exploração do trabalhador, as mazelas nordestinas, os preconceitos. Sobram reflexões a respeito de como a rotina se descortina ao olhar e sobre a própria situação do País.
Além disso, por se lançar de forma independente no mercado editorial – o próprio Thiago fez a capa do livro, contando com a ilustração de um amigo, Mauro Reis, e também diagramou toda a obra, enviando-a aos amigos – o autor destaca como encara o ramo de autopublicação no Estado. “É muito desgastante o processo de envio de manuscritos a editoras. E é um mercado muito complexo para emergir, mesmo os escritores talentosos. No Ceará, ser escritor e ser publicado é um desafio, inclusive o consumo da literatura pelas novas gerações, tão focadas nas redes sociais e limitações de caracteres”, situa.

Projetos

Ainda assim, não é tempo de esmorecer. O autor segue criando, com vários projetos em mente. Um deles é um romance, já com 240 páginas escritas, que se valerá do realismo fantástico para acompanhar duas gerações de uma importante família em um sertão cearense fictício, inspirado no Maciço de Baturité, lugar que o escritor frequenta até hoje.
Também pretende trazer a público um segundo livro de contos, cuja narrativa encontra-se esboçada, sobre três homens gays com histórias entrelaçadas. “Já tenho algumas partes escritas, inclusive. Tô aguardando o momento”, afirma.
Independentemente do que vier, as prerrogativas, a julgar por este primeiro trabalho, são as melhores. Será quando retornaremos à mesa de um bar literário afoito em graça e força.
O primeiro parágrafo das memórias de um louco
Thiago Noronha

Independente
2020, 200 páginas
R$ 30

Diário do Nordeste
📩 📸 🌐 ▶️