Publicado pela José Olympio, livro inspirou autores como Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa
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A presença da morte em meio à vida
Livro reúne quase 300 cartas inéditas de Clarice Lispector
Lançada nesta sexta-feira (25) pela editora Rocco, obra integra comemorações do centenário da escritora, ajudando a compreender o itinerário literário e o universo íntimo de Clarice
Reunindo quase 300 correspondências inéditas escritas por Clarice Lispector ao longo da vida, o livro "Todas as Cartas" ganha lançamento nesta sexta-feira (25). A iniciativa faz parte da comemoração do centenário da autora, celebrado em 10 de dezembro deste ano.
Publicada pela editora Rocco, a obra ajuda a compreender o itinerário literário de Clarice e seu universo. O conjunto de correspondências inéditas endereçadas aos amigos escritores tem entre os destinatários João Cabral de Melo Neto, Rubem Braga, Lêdo Ivo, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Nélida Piñon, Lygia Fagundes Telles, Natércia Freire e Mário de Andrade.
As correspondências foram organizadas por décadas – dos anos 1940 a 1970 – e contam com 510 notas da biógrafa Teresa Montero, que contextualizam o material no tempo, no espaço e nas inúmeras citações a personalidades e referências culturais. O editor da obra de Lispector na Rocco, Pedro Karp Vasquez, assina o posfácio da edição.
Com grande material inédito, o volume resultou de longa pesquisa realizada pela jornalista Larissa Vaz, sob orientação de biógrafos e da família, para trazer uma visão integral de Clarice. A publicação da correspondência de grandes escritores constitui-se, assim, um importante acontecimento literário, pois a escritora não perde a inspiração, o lirismo e o humor ao escrever cartas, que chegam a ser tão fascinantes e criativas quanto seus próprios livros.
Seleção
Para o livro, foram selecionadas cartas relevantes, com interesse literário ou biográfico, sendo excluídos missivas comerciais, bilhetes e recados de caráter efêmero. A editora manterá as futuras edições abertas à inclusão de textos que possam surgir a partir da publicação desta obra.
Clarice viveu quase duas décadas no exterior e escreveu sempre neste período, para cultivar o afeto da família e dos amigos e para tratar da publicação dos seus livros. Apesar de afirmar que “não sabia escrever cartas”, suas correspondências são tão interessantes quanto seus romances, contos e crônicas.
Em alguns dos textos enviados aos amigos, a escritora – que passou parte da vida no Nordeste – também revela que se inspirou em um dos retornos a Pernambuco para escrever um novo livro. Ricas minúcias recuperadas na obra.

Diário do Nordeste
Uma homenagem ao rei do terror
DarkSide lança coletânea que reúne contos de autores brasileiros que se inspiraram na obra de Stephen King

Xuxa lança livro que já é sucesso de vendas antes de chegar às livrarias

Livro de memórias de Xuxa sai pela Globo Livros em setembro - Divulgação
A apresentadora Xuxa Meneghel escreveu um livro de memórias que já é sucesso de vendas antes mesmo de chegar nas livrarias. Ela fez uma pré-venda pela internet e, em 17 minutos, as vendas esgotaram. O irmão da Xuxa, Blad Meneghel, comemorou o sucesso antes mesmo do lançamento oficial, que será em setembro. No livro, Xuxa fala da sua infância, da família, da chegada de Sasha, da sua trajetória profissional e de relacionamentos.
Via R7/Hora da Venenosa
Uma jornada de recuperação
‘Amor & sorte’ é o segundo livro de Jenna Evans Welch, autora de ‘Amor & gelato’

Comer e amar, 'simplesmente divinos'!
Papa desmente a heresia de que os prazeres sexual e de comer deveriam ser evitados

Élio Gasda*
Comer e amar são sublimes. Prazerosos! As vezes vinculamos prazer ao desejo, "desejo proibido". O desejo, assim como o prazer, está ligado a alguma satisfação emocional, racional, física.
Comer não pode ser algo apenas racionalizado, não somos seres apenas biológicos. O alimento, como o sexo, está ligado ao emocional. Comer sem prazer não é saudável e sexo sem prazer é estupro, "não tem graça".
Ao declarar que "o prazer vem diretamente de Deus, não é católico, não é cristão, nem nada parecido, é simplesmente divino", papa Francisco reafirma o Catecismo. Não há nada de polêmico em sua fala. "O prazer de comer serve para garantir que, ao comer, se tenha boa saúde, assim como o prazer sexual existe para tornar mais belo o amor e garantir a continuação da espécie", completa Francisco.
A afirmação de Francisco consta no livro-entrevista Terrafutura, que reúne diálogos sobre ecologia integral entre ele e Carlo Petrini, fundador do Slow Food. A declaração do pontífice está relacionada a argumentação de Petrini de que a "a Igreja Católica sempre mortificou o prazer, como se fosse algo a ser evitado". O papa esclarece que isso foi no passado uma "má interpretação da mensagem cristã ... uma moral carola, um moralismo que não tem sentido". Comer e sexo garantem a sobrevivência humana: "Deus os fez belíssimos, cheios de prazer. A rigidez pelagiana recusou o prazer de forma preconceituosa, causando danos enormes que se sentem com força ainda hoje", disse.
A sexualidade é da ordem do dom e do amor. Segundo o Catecismo (§369, §370) a origem da pessoa se encontra em Deus. Essa imagem e semelhança de Deus eleva sua condição como ser humano sexuado único no mundo. Sua sexualidade é única! "É fonte de alegria e de prazer: O próprio Criador... estabeleceu que nesta função (procriação) os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Os casais não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Eles acolhem o que o Criador lhes destinou (§2362).
A ética da sexualidade parte do respeito pela dignidade humana e do cuidado com o outro. A sexualidade não pode ser reduzida à realidade biológica e genital em vista da procriação da espécie. Nela está presente a pessoa toda: amor, desejo, afeto, ternura dos gestos, espiritualidade. A sexualidade não se resume ao ato sexual ou a comportamentos esporádicos. Ela é uma realidade dinâmica presente do nascimento à morte da pessoa. É uma potência decisiva no desenvolvimento da personalidade.
A ética tem uma finalidade positiva em função da bondade da sexualidade no sentido de orientar os indivíduos a encarnarem em sua sexualidade a ternura, o amor, o respeito, a fidelidade, etc. A sexualidade é da ordem da relação, da busca do outro. A ética visa proteger a sexualidade das ameaças como o estupro, a pedofilia e a pornografia. Isso exige o cuidado do respeito ao próprio corpo/sexo e ao sexo/corpo do outro.
As relações sexuais são morais quando são recíprocas e comprometidas, contribuindo no desenvolvimento integral dos envolvidos. A sexualidade deve fluir espontaneamente das profundezas da pessoa, como expressão autêntica do eu e contribuir em seu processo de humanização. É expressão do desejo da felicidade do outro.
Relações sexuais moralmente aceitáveis devem conter três elementos: intimidade, paixão e compromisso. Do contrário, pode levar à frustração e conduzir ao desrespeito. O amor sempre será o critério no momento de avaliar um comportamento afetivo-sexual. Toda forma de sexualidade deve ser integrada no amor. As relações são imorais quando abusam, são violentas, exploradoras e prejudicam o desenvolvimento humano.
Comer, rezar e amar com prazer! O cristão não vive só da oração. Alimentar a carne não é pecado, é vital. O sexo é o maior vínculo de afeto e amor que Deus nos deu, e por isso deve ser recheado de alegria e de prazer. "Desfruta da vida com a mulher que amas, durante todos os dias da fugitiva vã existência que Deus te concede debaixo do sol. Essa é a tua parte na vida, o prêmio do labor a que te entregas debaixo do sol" (Ecl. 9,9).
"Amor é prosa, sexo é poesia" (Arnaldo Jabor).
*Élio Gasda é doutor em Teologia, professor e pesquisador na Faje. Autor de: 'Trabalho e capitalismo global: atualidade da Doutrina social da Igreja' (Paulinas, 2001); 'Cristianismo e economia' (Paulinas, 2016)
Os livros que habito
Há muitos livros dentro de mim que esperam vir à luz

Ricardo Soares*
Lancei um livro novo recentemente. "Devo a eles um romance". Mas há mais livros dentro de mim. Livros tardios que ficaram anos e anos boiando entre o consciente e o inconsciente, esperando – em vão? – o dia de virem à tona. Não sei, sinceramente, se terei disposição para trazê-los à luz, nem responder porque demorei tanto para cuidar ou descuidar deles.
Queria que alguns desses livros fossem mais curtos. Mas, de repente, mais velho, me descubro caudaloso. Um romancista ou quase isso. Justo eu que, quando jovem, não me via cometendo livros grossos. Entretanto, alguns deles estão aí, me rondando, sendo escritos dentro e fora de mim há muito tempo.
Curioso como esses livros antigos são difíceis de parir, ao contrário de dois que publiquei em tempos recentes, concebidos num jorro. Um desses livros antigos é tão antigo que o iniciei muito jovem na ilha de Itaparica, numas férias de verão, quando um foguete da Nasa explodiu nos céus do ano de 1986. Até hoje esse livro vaga numa certa placenta criativa interminável. Não o abomino, mas também não o decifro.
O outro livro antigo foi concebido em 2011, quando a partir da visão de um objeto voador não identificado alcei voos esotéricos ao redor de mim mesmo incentivado também por uma ex-companheira que testemunhou a visão comigo, mas que nunca foi muito fã da minha ficção. Mas devo a ela uma percepção e atenção maior a fenômenos que desconheço.
Os livros não acabados dentro da gente são curiosos. Formam uma biblioteca interna intensa que só nós mesmos conhecemos. Nos auto psicografamos. Os espíritos que me habitam dialogam comigo mesmo e me infernizam em eterno embate entre bloqueio e libertação. Artimanhas e armadilhas da ficção.
Além desses dois romances caudalosos e inacabados, há um volume de contos encerrado, mas que sempre reluto em publicar, assim como um livro de poesias. Há também outro livro caudaloso – que havia mais ou menos organizado e deletei por engano – e que reúne a parte, digamos, mais aproveitável dos meus muitos anos como cronista de jornais, revista e do Dom Total. Há ainda um romance satírico sobre um personagem que não consegue sair de Angola, uma história de redemocratização do Brasil contada pelo método confuso e uma reunião de 365 pequenas historietas passadas em lugares diversos do mundo que compõe o Diário do anonimato do mundo, que saiu pela edição eletrônica da revista Pessoa e que tenho publicando todos os dias no meu modesto blog nesse pandêmico 2020.
Fora tudo isso, há um inédito infanto-juvenil, várias vezes recusado – justo o que considero o melhorzinho – sem falar de dois esboços de romances curtos iniciados durante a pandemia. Ou seja, haja disciplina e empenho para dar conta disso tudo. Se por um lado isso é uma aflição criativa, por outro é um consolo, visto que, se uma crise de criatividade ou um bloqueio me acometesse, eu teria pano para manga para trabalhar nesse pequeno acervo até o fim dos meus dias. E, sinceramente, temo não ter tempo para "cuidar" disso tudo. Vontade não me falta, apesar de me perguntar todos os dias se os livros que habito deveriam emergir na nave mãe de um país tão pouco afeito à leitura, cada vez mais plasmado na desertificação das ideias prontas.
*Ricardo Soares é escritor, roteirista, diretor de tv e jornalista. Publicou 9 livros. O mais recente "Devo a eles um romance" disponível no site da editorapenalux.com.br
A luta de um povo

Uma vida marcada por experiências contraditórias

Lígia Oizumi conta em livro como superou a depressão e encontrou a felicidade
O pequeno Luka tem apenas 14 dias, mas já distribui sorrisos e inspira ainda mais a mãe - Foto: Divulgação
Tsurus
Publicação “Felicidade na Prática” foi lançada no Brasil pela editora Gênio Criador - Foto: Divulgação
Via Correio do Estado
Papa Francisco: O Crucifixo é o grande livro do amor de Deus
(ACI).- O Papa Francisco destacou hoje, 14 de setembro, dia em que a Igreja celebra a Exaltação da Cruz, que o Crucifixo "é o grande livro do amor de Deus".
Assim indicou o Santo Padre em uma mensagem escrita em sua conta oficial no Twitter @Pontifiex_pt na qual enfatizou que "a revelação do amor de Deus por nós parece uma loucura", mas acrescentou que "cada vez que olhamos para o Crucifixo, encontramos esse amor. O Crucifixo é o grande livro do amor de Deus".
Nesta linha, o Papa Francisco exortou na Audiência Geral da quarta-feira da última Semana Santa a "abrir todo o coração na oração" com o Crucifixo e o Evangelho.
“Deixemos que ele fixe seu olhar em nós” para entender que “não estamos sozinhos, mas somos amados, porque o Senhor não nos abandona e nunca se esquece de nós, nunca!”, disse o Papa em 8 de abril de 2020.
Além disso, o Santo Padre convidou no Ângelus de 12 de março de 2017 a contemplar “com devoção a imagem do Crucifixo” porque “é o símbolo da fé cristã, é o emblema de Jesus, morto e ressuscitado por nós”.
Nesse sentido, o Papa explicou que a cruz "é o sinal mais desconcertante" porque "é realmente uma revelação de Deus de cabeça para baixo", pois "precisamente por meio da cruz, Jesus chegará à gloriosa ressurreição" e que será definitiva.
“Jesus transfigurado no Monte Tabor quis mostrar aos seus discípulos a sua glória, não para evitar a eles que passassem pela cruz, mas para indicar aonde leva a cruz. O que morre com Cristo, com Cristo ressuscitará. E a cruz é a porta da ressurreição. Quem luta junto a Ele, com Ele triunfará”, afirmou.
Por último, o Santo Padre advertiu naquela ocasião que “a cruz cristã não é uma mobília da casa ou um ornamento a ser usado, mas a cruz cristã é uma recordação do amor com o qual Jesus se sacrificou para salvar a humanidade do mal e do pecado”.
Apanhadão: Os riscos que o Brasil enfrenta ao taxar livros
Livro de estreia de autor cearense reúne contos sobre o cotidiano de Fortaleza e vivências pessoais
Lançado nesta quarentena e publicado de forma independente, “O primeiro parágrafo das memórias de um louco”, de Thiago Noronha, compila histórias tecidas de forma crítica, cômica e afetiva
“Amo criar cenários, personagens e situações, e gosto de brincar com arcos narrativos. Acho que meu gosto por histórias vem muito de eu ter sido uma criança ‘rato de videolocadora’, daquelas dos tempos das fitas K7, que você balançava a caixa para descobrir se a ficha de disponível estava dentro”, conta.
Mergulho

Fortalezas e ademais
“Amo Fortaleza e o Ceará. Sou devoto do meu povo, da cultura e da cultura para além da óbvia e prestigiada. Exalto no meu texto muitas Fortalezas: o João XXIII, onde nasci e me criei; o sagrado e o profano que dividem essa cidade; a Fortaleza da década de 1990, as casas de vó tão iguais e únicas”, explica o autor. “Essa cidade sempre me fortaleceu e inspirou. São os personagens, os cheiros e as ruas dela que me fazem escritor, ter vontade de contar sobre o que vejo”.
Recepção
Projetos
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