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Papa dedica livro às crianças

O livro “As crianças são esperança”, com mensagens do Papa Francisco, foi lançado hoje na Itália.
A obra, organizada pelo padre Antonio Spadaro, diretor da revista jesuíta ‘La Civiltà Cattolica’, apresenta-se como “um convite às crianças para fazer do mundo um lugar melhor””.
O portal de notícias do Vaticano informa, que, através de frases e desenhos, o livro procura trazer uma mensagem universal de “alegria, tolerância e paz”.
“Com uma linguagem simples e direta, o Papa convida os mais pequenos a serem generosos, a não ter medo de chorar e a fazer o bem na vida”, refere o ‘Vatican News’.
As mensagens são acompanhadas por ilustrações de Sheree Boyd, do jornal ‘The New York Times’ e a revista ‘American Baby’.
obra custa cerca de 10 euros e é definida pela editora como “um livrinho especial, com uma mensagem universal para tornar o mundo um lugar melhor”.
O padre Spadaro já tinha organizado o livro ‘Querido Papa Francisco’, em que o pontífice respondeu a 30 questões, numa troca de correspondência com crianças.
OC

Papa alerta para narrativas «falsas» e «devastadoras» na mensagem para o 54.º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Mensagem para o 54.º Dia Mundial das Comunicações Sociais sublinha poder das boas histórias, em tempos de «confusão»
Foto: Lusa/EPA
Cidade do Vaticano, 24 jan 2020 (Ecclesia) – O Papa alertou hoje para as narrativas “falsas” e “devastadoras” que marcam a comunicação atual, apelando a um maior espaço para “boas histórias”.
“Numa época em que se revela cada vez mais sofisticada a falsificação, atingindo níveis exponenciais (o ‘deepfake’), precisamos de sabedoria para patrocinar e criar narrações belas, verdadeiras e boas”, escreve, na mensagem para o 54.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, divulgada pelo Vaticano.
O texto tem como tema “‘Para que possas contar e fixar na memória’ (Ex 10, 2). A vida faz-se história”, centrando-se no papel central que a “narração” tem na história do ser humano.
Francisco alerta para as histórias que “narcotizam”, apelando ao consumo, inclusive de mentiras.
“Quase não nos damos conta de quão ávidos nos tornamos de bisbilhotices e intrigas, de quanta violência e falsidade consumimos”, adverte.
A mensagem papal lamenta que a comunicação gere, cada vez mais, “histórias devastadoras e provocatórias”, quando se “misturam informações não verificadas, repetem discursos banais e falsamente persuasivos”, levando a “proclamações de ódio”.
Precisamos de coragem para rejeitar as falsas e depravadas. É necessária paciência e discernimento para descobrirmos histórias que nos ajudem a não perder o fio, no meio das inúmeras feridas de hoje; histórias que tragam à luz a verdade daquilo que somos, mesmo na heroicidade oculta do dia a dia”.
O Papa convida a “respirar a verdade das histórias boas”, perante a crescente “confusão das vozes e mensagens”, na atualidade.

“Temos necessidade duma narração humana, que nos fale de nós mesmos e da beleza que nos habita; uma narração que saiba olhar o mundo e os acontecimentos com ternura, conte a nossa participação num tecido vivo, revele o entrançado dos fios pelos quais estamos ligados uns aos outros”, apela.
A mensagem considera que, perante Deus, “não existem histórias humanas insignificantes ou pequenas”.
“Cada história humana tem uma dignidade que não pode ser eliminada. Por isso, a humanidade merece narrações que estejam à sua altura, àquela altura vertiginosa e fascinante a que Jesus a elevou”, aponta o pontífice.
Ninguém é mero figurante no palco do mundo; a história de cada um está aberta a possibilidades de mudança. Mesmo quando narramos o mal, podemos aprender a deixar o espaço à redenção; podemos reconhecer, no meio do mal, também o dinamismo do bem e dar-lhe espaço”.
A mensagem papal apresenta o ser humano como um “ente narrador”, que em toda a sua vida sente “fome de histórias”, em forma de “fábula, romance, filme, canção, ou simples notícia”.
“Não tecemos apenas roupa, mas também histórias: de facto, servimo-nos da capacidade humana de «tecer» quer para os tecidos, quer para os textos”, escreve.

Francisco indica que as pessoas têm “necessidade” de se narrar a si próprias, uma narração ameaçada constantemente pelo mal.
“Enquanto as histórias utilizadas para proveito próprio ou ao serviço do poder têm vida curta, uma história boa é capaz de transpor os confins do espaço e do tempo: à distância de séculos, permanece atual, porque alimenta a vida”, pode ler-se.
mensagem do Papa é tradicionalmente publicada por ocasião da festa litúrgica de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, no dia 24 de janeiro.
OC
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