30 de dezembro de 2012

A FELICIDADE É PLURAL

Para mim, a felicidade é plural. Se eu entrego todos os meus pensamentos e projetos, e dúvidas, fraquezas e revezes, e sucessos e superações a Deus... Se inicio, paro ou concluo minhas atividades e tarefas em nome da Trindade Santa... E acredito de coração e ação que recebo do Pai os bens materiais e os dons para administrá-los, comunitariamente, em benefício dos meus e dos demais filhos de Deus... Então posso buscar, sim, a felicidade... nos acontecimentos corriqueiros ou não, nas coisas simples, na natureza, no rosto de cada irmão (no sorridente e no que sofre), no êxtase da vitória, nas provações e no amargo da dor, na espera enfadonha... Deus merece o louvor em qualquer circunstância! A felicidade existe, sim, e começa aqui e agora, a partir de dentro de mim... Mas só se concluirá definitivamente, com todas as letras maiúsculas, na morada eterna. É nisto que eu creio. Que sejamos todos felizes de fato, a partir de agora e no ano novo que chega, com tudo que Ele nos dá para administrarmos. Olímpio, Margarida e família.

28 de outubro de 2012

IMORTAL É A MENSAGEM!

Pitágoras proclamou: “Todas as Coisas são Números”. Os que se embrenham pelas florestas numéricas costumam sentir a mesma sensação dos bandeirantes: perscrutam, desbravam, descobrem e se extasiam com a novidade! Também creio na numerologia! E foi com essa crença nos números que acolhi a incumbência, que é sempre uma deferência, emanada do nosso Presidente Seridião Correia Montenegro para lhes proferir estas singelas frases de efusão. É a nossa festa de aniversário e a mim me cabe saudar os neófitos. Mirei no calendário nossa data de fundação: 25 de junho. Ano 2005. Se abstrairmos os dois zeros de 2005 também chegaremos a 25. Somando, 2+5 é igual a 7. Sete é o cabalístico número da perfeição. Aristóteles dizia que todas as coisas deviam sua existência à imitação ou à representação dos números. Os pitagóricos também assentaram que é a masculinidade um número ímpar e a feminilidade um número par. Assim, a nossa Academia, sacramentada no altar matrimonial entre o dois e o cinco, nasceu sob o signo da pluralidade feita expressão singular, da unidade fiada na diversidade. A ciranda constitutiva da AMLEF exibe uma inaudita sintonia entre a construção rebuscada da erudição e a mais genuína inspiração popular. Em nossos convescotes literários têm desfilado, com igual relevo, a sílaba portentosa e o fonema singelo. Os córregos que deságuam neste Sodalício transportam tanto a água quimicamente impecável como a potável água das fontes cristalinas. E os que se abancam entre nós nesta noite memorável reforçam essa excelsa tradição. São pessoas oriundas de manjedouras distintas, porém trazem na alma as pilastras da essencialidade humanística da cidadania militante, que mesclam literatura e amor à livre criatura. Saramago já dizia que aonde vai o escritor vai também o cidadão. É com fraternal prazer que anuncio: os cidadãos José Hilton Lima Verde Montenegro e Antônio Tarcísio Carneiro passam a compor a moldura de Acadêmicos Correspondentes da AMLEF. Da terra de Eleazar de Carvalho, Evaldo Gouveia e Humberto Teixeira, o engenheiro mecânico José Hilton, que também perambula pelos campos da filosofia e das letras, resolveu perscrutar a engenhosa mecânica da História. Produziu obras memoráveis. Antonio Tarcisio Carneiro é músico, compositor, poeta popular, cantor, contista e dramaturgo. Marinheiro de profissão, nunca olvidou os tórridos rincões de Santana do Acaraú. Por transpiração virou o Carneiro do Sertão. Mansamente se achegou ao nosso convívio. Hoje mansamente correspondemos seu afeto. No nosso pórtico de honra, na categoria de Acadêmico Honorário, inscrevemos com reverente dignidade os nomes de José Augusto Bezerra, José Lins de Albuquerque e Francisco Eloy Bruno Alves. Como o próprio nome consigna, o primeiro José tem a sensibilidade do carpinteiro de Nazaré e a augusta solenidade de um imperador romano. O mestre José Augusto Bezerra exibe talento multifacetário: escritura e empresaria, cultiva a bibliofilia e irradia filantropia. Agraciado com a Sereia de Ouro, pertence às mais destacadas Academias Cearenses, inclusive a mais antiga do Brasil. Meu destino eu mesmo traço: a fraternidade me deu régua e compasso – pode ele afirmar parodiando Gilberto Gil. Na pessoa do poeta Juarez Leitão, saúdo o meu conterrâneo José Lins de Albuquerque, um ser constelado que conserva a invariável expertise de bafejar com o incenso da competência os espaços por onde passa, poliu a mente e a alma nas montanhas das Minas Gerais. Certamente nas Alterosas apurou a visão aguçada, sedimentou o estilo sóbrio, fiou o jeito silencioso e disciplinou-se no rigor técnico. Pai de oito filhos, com 22 netos e dois bisnetos, o nonagenário, porém adolescente engenheiro, professor, poeta, contista e memorialista mergulhou nas águas plácidas da aposentadoria com a dignidade de um varão de Plutarco, dedicando-se ao culto da família e às delícias do espírito, escrevendo Contos Verdadeiros e Versos de Muito Amor & Outras Poesias. A primeira reunião desta Arcádia em que me fiz presente ocorreu na Parangaba. Qual não foi minha surpresa quando surgiu ali a figura de um padre: Francisco Eloy Bruno Alves, hoje monsenhor da Igreja Ortodoxa. Àquela época profetizou, fazendo uso de uma parábola evangélica, que esta Academia se assemelhava ao grão de mostarda: embora a menor das sementes, lançada em solo fértil, cresce e se torna a maior de todas as hortaliças. E este voo imaginativo parece que, agora, ganha contornos de realidade. Após enfrentar problemas de saúde, Padre Eloy retorna à AMLEF. Exibirá o Diploma de Acadêmico Emérito o jornalista Francisco Lima Freitas. Patrono do municipalismo no campo das letras, Lima Freitas preside o mais representativo sodalício de letras da Terra da Luz, a ALMECE (Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará). É um apóstolo da cultura, um missionário das letras, semeador de livros e um peregrino incansável da causa literária. Para abrilhantar nossa bancada de Acadêmicos Efetivos oficializamos o ingresso do Padre Francisco Geovane Saraiva Costa, cadeira nº 8, Patrono Olavo Oliveira; da professora Michelly Barros Andrade Sousa, cadeira nº 15, Patrona Natércia Campos; e do doutor Francisco Régis Frota Araújo, cadeira nº 31, Patrono Antônio Bezerra de Menezes. O Padre Geovane, que atualmente pastoreia em Fortaleza, aprendeu com dom Helder Câmara, nascido para as coisas maiores, a ser um peregrino da paz. Trabalhador incansável na messe do Senhor, o pároco da Parquelândia é também articulista, cronista e biógrafo. Adentra o nosso círculo para nos ensinar que o ódio e a paz, o simbólico e o diabólico, o céu e o inferno não são instituições alienígenas, mas forças que se debatem no universo do nosso ser. Padre Geovane bafejará este Sodalício com os fluidos da espiritualidade a fim de que nos voltemos, sempre, para os pensamentos superiores. A professora Michelly Barros é uma heroína popular que seduziu o nosso Silogeu antes da admissão. Sua história de vida é um enredo épico. Muito mais que isso: uma indelével lição existencial. Um culto de amor à luta pela sobrevivência. Um hino à superação. Por mais de 17 anos erigiu sua trincheira nos morros de areia branca e vegetação abundante do Conjunto Santa Terezinha. Da pobreza extraiu beleza. Graduou-se pela UFC e abraçou a causa do magistério. Escritora e compositora, exalta a rica e autentica linguagem regionalista do matuto cearense. Nenhuma porta lhe foi aberta. Ela as abriu. Inclusive as desta Academia. Seu diploma foi confeccionado por uma matéria chamada merecimento. Parabéns, Michelly Barros Andrade Sousa! “Instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social” – eis uma parte do Preâmbulo da Constituição Brasileira, a nossa Magna Carta, o principal e um dos mais belos documentos do nosso ordenamento. A terceira cadeira será ocupada por um intelectual irrequieto, amante do direito constitucional, que já percorreu meio mundo estudando essa temática. O professor Francisco Régis Frota Araújo, mestre pela UFC, doutor pela Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha, Presidente da Associação Ibero-Americana de Direito Constitucional Econômico, cujas produções técnico-jurídicas aliam rigor científico e brilhantismo literário, nos honrará com sua distinta companhia. Portanto, tomai assento entre nós, humanos livres e de saudáveis costumes! Aqui sentireis a camaradagem que contagia um modesto sodalício de destemidos militantes em defesa dos direitos da inteligência, que presta reverência aos ditames do Espírito, que busca cumprir os deveres do coração! Vamos formar um pelotão de mãos conjuncionais. Vamos erigir um monumento ao belo, ao sagrado, ao essencial! Publiquemos, juntos, o édito da paz! A missão primeira de quem se entrega à tarefa de cunhar as sílabas oníricas é proclamar a civilização da claridade e o império do amor. Deixemos que esta Casa nos transforme em indeléveis centelhas da alegria, eternos operários das estrelas, perenes súditos da aurora! Rotulam-nos de imortais. Não o somos. Imortal é a mensagem daquele que consegue encravar sua escritura no solene pergaminho estampado no átrio do sonho humano. Para fazê-lo, precisamos emprestar as nossas mãos às invisíveis mãos do Insondável, algo que só é possível quando nos abrimos à iluminação. Por isso o espaço em que vos acolhemos chama-se Palácio da Luz! Assim, vos desejamos êxito no cumprimento deste múnus fulgurante! Fiat Lux! Viva a AMLEF! (Discurso proferido por Júnior Bonfim na sessão de 24.08.2012 da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza – AMLEF – no Palácio da Luz, Fortaleza, Ceará)

13 de março de 2012

SERIDIÃO MONTENEGRO LANÇA "EXPRESSO PARA O FUTURO" NA QUINTA-FEIRA, DIA 15 DE MARÇO DE 2012, NA OBOÉ DA MARIA TOMÁSIA

O Centro Cultural OBOÉ e a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - AMLEF - têm a honra de convidar para o lançamento do livro "EXPRESSO PARA O FUTURO" de autoria de Seridião Correia Montenegro com apresentação do Deputado Mauro Benevides.
Dia 15 de março de 2012
19h30min
Centro Cultural OBOÉ
Rua Maria Tomásia, 531.


11 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

HOMENAGEM À MULHER

Lucarocas

A divindade de um ser
Na vida se faz mister
E para então conhecer
O maior valor que houver
Só basta ter paciência
Ver a grandeza da essência
Da alma de uma Mulher.

Homenagem a todas as mulheres pela passagem do seu dia
e pela luta de todos os dias.


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Hoje, ao despertar com o canto dos pássaros, e os primeiros raios do sol, lembrei-me que este é o dia que o mundo consagra a mulher.

Não posso ficar silente, por isto decidi homenagear as mulheres em particular, aquelas do nosso distrito 4490.

Inicialmente, as idéias ficaram embaralhadas, e imagens começaram a surgir na minha mente.

Lembrei de minha MÀE – Maria Alice, e do cancioneiro popular, quando diz: “Maria o teu nome principia na palma de minha mão”. Sim, é lá que está desenhado o M de MÃE e de MULHER, por isto, por isto que sempre que abrimos a mão, num gesto súplice, vemos o M e reverenciamos a figura de uma MULHER.

Com esta lembrança parabenizo você MULHER MÃE.

Você MULHER AMANTE e COMPANHEIRA receba a homenagem nos verso de Karl Khali , quando disse:

Mulher feita por um Deus Artista
Escultural perfeita
Seus seios apontando para o céu
Coxas esguias e pernas longas te colocam Mais perto do céu
Mulher feita por um Deus artista

Te esculpiu
Te torneou a cintura - Única

Tua pele é macia
Teus pés de seda,
Feitos para pisar apenas em pétalas de rosa uma mulher poesia
um Deus Artista um homem inebriado de amor apaixonado –
escravo - súdito apenas um homem

Você MULHER MENINA, na pureza de sua infância e adolescência, numa prece uníssona vamos pedir por um amanhã com mais amor e fraternidade. Só assim, como disse Martin Luther King, palavras como guerra, seqüestros, violência, não farão mais sentido, pois pertenceram a um passado distante.

PARABÉNS MULHERES, por serem a matriz que gera a Pátria.

Julio Lossio - Acadêmico da AMLEF
(2007 - quando Governador do Rotary do distrito 4490)



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MULHER, UMA BELEZA QUE NUNCA ACABA

Quando uma criança vem ao mundo e é uma menina, começa aí mais uma
história de encantamentos, capaz de tornar a vida mais leve, mais bela,
mais sensível, mais pura e mais cheirosa.

Tendo ela um bom punhado de cabelos na cabecinha ou apenas algumas
penugens, a mamãe, a titia, a madrinha ou a vovó, logo tratam de colocar
um lacinho, uma fivelinha ou um pitozinho, afinal de contas, enfeitar
externamente, significa que a beleza interior do ser humano mulher,
precisa ser enxergado por todos, desde cedo .

Vem a primeira infância, a segunda, o adolescer, a juventude adulta
e a vaidade, a graciosidade, o perfume, a sensibilidade e tantas outras
características femininas continuam estimulando com luz, com sabor, com
bom cheiro e com pele todos os nossos sentidos. Quando Deus criou a
mulher, apresentou para o mundo a imagem, o som, o odor, o gosto e o
tato da felicidade.

Mesmo ao envelhecer, no outono da vida, quando as rugas, os cabelos
brancos e o cansaço no rosto aparecem, a mulher mantém toda a
essencialidade de sua criatura; Podemos perceber facilmente, que todas
aquelas manifestações produzidas quando criança, quando adolescente,
quando adulta, estão ainda presentes na maturidade. É o criador falando
pra gente, que a mulher é o símbolo da eternidade, ela gera, ela cuida,
ela educa, ela alimenta, ela reza, enfim, ela faz tudo para que a vida,
também feminina, tenha sempre batom, perfume, bom penteado, e seja
sempre vaidosa, não no sentido da beleza maquiada, mas no significado de
ser uma Dádiva de Deus, por mais que o tempo passe.

Com todas as formas, com todas as alturas, com todas as estampas,
com todas as classes sociais, seja de que maneira for a mulher, a
presença dela é indispensável para que não desistamos de ter esperança,
nem de crer na beleza que nunca acaba.


Paulo Roberto Cândido - Acadêmico da AMLEF

14 de fevereiro de 2012

CONVITE




Estamos convidando você, seus familiares e amigos, para a
apresentação do Maracatu Luzes da Alma, que acontecerá nesta
quinta-feira, dia 16 de Fevereiro de 2012, às 15h, no Teatro do CUCA Che
Guevara, localizado à Av Presidente Castelo Branco 6417, Barra do Ceará.

O Luzes da Alma é o Maracatu da Sociedade de Assistência aos Cegos,
formado pelos alunos com deficiências visuais da Instituição e que neste
ano, apresenta o tema "SAC, 70 anos de uma linda história.

"Ouça, é o som do Maracatu
veja, é o cortejo do Maracatu

Hoje Maracatu vem contar
o que faz a gente cantar
70 anos de linda história
que está viva em nossa memória..."


Venha e participe deste verdadeiro carnaval da inclusão.

Paulo Roberto Cândido
Compositor da música do Maracatu e um dos seus fundadores

16 de janeiro de 2012

CASAL DE ACADÊMICOS PAULO EDUARDO E GILMAISE PRESTIGIAM BIENAL DO LIVRO




FELIZ DIA NOVO!

Tudo tem uma primeira vez na vida. Pela vez primeira passei um réveillon fisicamente distante dos meus rebentos. Por um dever de ofício, mas, sobretudo arrebatado de ardente paixão por uma causa, fiquei no plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, pleiteando um alvará de soltura para um sexagenário pai de família que estava lançado às agruras da masmorra, à escuridão das catacumbas, à solidão do cárcere. Sentinela da liberdade – assim me senti.


Um colega de escritório me ligou e disse: “você já fez tudo o que era possível. Vá ao encontro de sua família”.


Porém, algo me dizia que eu devia ficar. E fiquei. Era uma forma de me solidarizar com a dor de outra família, separada não por uma decisão voluntária, mas por uma imposição sistêmica.


Todo ritual de passagem – e o conjunto de gestos e decodificações simbólicos na travessia de um ano para outro é exatamente isso – tem um forte apelo à transformação. É um mergulho nas águas batismais do Jordão. O incenso que exala do ciclo de alteração anual é um convite a um passeio pelos labirintos da memória e ao êxtase do sonho da projeção. Daí o mantra “Feliz Ano Novo!”.


Repisando o gramado do itinerário pessoal, fiquei relembrando algumas lições que solidifiquei ao longo de 2011. Quero compartilhar três delas.


A primeira é a tradução daquele longevo ensinamento dos nossos ascendentes: “fazer o bem sem olhar a quem”. No que pertine a esse mandamento, somos sempre estimulados a distinguir quem é merecedor e quem não o é. Evite isso. Faça o bem sem olhar a quem. Faça o bem! E não espere atitudes de retorno ou gestos de gratidão de quem, naturalmente, deveria prestá-los. A vida nos surpreende. Quantas vezes, sem explicação plausível, recebemos recompensas incomensuráveis de pessoas que nenhum débito tem para conosco?! Quase sempre a bondade retorna para nós por vias desconhecidas, surpreendentes e inimagináveis!... Por isso, faça o bem sem olhar a quem!


A segunda: alimente esse vulcão indomável, essa cachoeira silenciosamente rumorosa, essa árvore singela de raízes colossais chamada fé. Descobriu-se que o átomo, a menor partícula de um elemento químico, é pura energia. O maior fenômeno da evolução tecnológica, a transmissão de dados por via digital, que aparentemente parece fruto de ímpeto materialista, só se concretiza porque as pessoas crêem. Crêem que, instantaneamente, imagens podem ser enviadas de um extremo para outro do planeta. Tudo é energia, inclusive nós. Ironicamente, é preciso se ter muita fé para não acreditar em Deus...


A terceira é: renove. Inove: renove-se continuamente. Alguns gênios do nosso cancioneiro conseguiram a façanha de revestir melodias bonitas com conteúdos de linho filosófico. São profetas da composição. Suas músicas se incorporaram às partituras de nossas almas. Gonzaguinha – oh! quão cedo se foi! - quedou-se imortalizado em pérolas compositivas carregadas de interrogação e exclamação. Em uma delas, O Que É, O Que É?, com a singeleza de um infante, traduziu esse espasmo mágico de quem ainda mantém acesa a brasa da infância: “Eu fico/ Com a pureza/ Da resposta das crianças/ É a vida, é bonita/ E é bonita.../ Viver!/ E não ter a vergonha/ De ser feliz/ Cantar e cantar e cantar/ A beleza de ser/ Um eterno aprendiz...”


Chico Buarque, no hino filosofal intitulado Todo o Sentimento, fala-nos do encantamento com o tempo da delicadeza. A delicadeza é encantadora. Dilata a mente, desobstrui artérias do corpo e da alma, cura feridas, revitaliza o ser. Eis o desafio para 2012: inaugurar o tempo da delicadeza! Tornar diário o mantra anual. Ao invés do voto de um ano novo, fazer a cada manhã os votos de um dia novo. Construir e desejar Feliz Dia Novo!


(Júnior Bonfim)