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Dois destinos

Por Gonzaga Mota
Ricardo e Zé, nordestinos, resolveram morar em São Paulo. O primeiro foi ocupar um cargo na diretoria de uma sólida e grande empresa. Zé, semianalfabeto, viajou com a coragem e a cara, além da mulher e um filho de três anos, na esperança de conseguir trabalho. Na cidade grande, Ricardo, executivo importante, analisava e discutia diariamente os agregados econômicos do País, as taxas de juros, de câmbio, o "spread" bancário, enfim o comportamento dos indicadores com vistas à obtenção de lucros crescentes. Morava num bairro nobre da Capital. Possuía belos automóveis, lanchas, haras, aeronaves e frequentemente viajava ao exterior, a negócios ou fazer turismo. Seu padrão de vida era muito elevado; não sei se o nível de felicidade também o era. Por sua vez, Zé conseguiu, por acaso, uma colocação de auxiliar de portaria no condomínio habitado pelo Dr. Ricardo. O pobre zelador ficou muito feliz. Recolhia o lixo, cuidava do jardim, vigiava os portões e ganhava o salá…
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Reunião Mensal Ordinária da AMLEF - 25/01/2010

Com a nova Diretoria Biênio 2019-2021






PODCAST: Conversão de São Paulo

Por Pe. Geovane Saraiva

A cidade

Por Paulo Eduardo Mendes - Jornalista
Estacionamos numa bucólica cidade do interior e ali fizemos um pouso para uma semana de lazer. Brincar, comer, sonhar e acordar, renovado e de alma pura. Pela manhã, um galo cantou "encabulado" sem executar seu conto completo... Parecia engasgado! Cantou ou fez que cantava durante um breve tempo. Nenhum outro galo respondeu! Daí a pouco surge um arremedo de canto só de uma nota "có" e nada mais! Os galos recolhidos com medo de cantar. Pode haver constatação mais óbvia de que está tudo mudado? A falta de um "cocoricó" para nos despertar talvez seja um prenuncio da vitória do celular com "Google" trazendo a sonorização que se deseja para um acordar "diferente" e logo segurar o celular para as pesquisas de campo! Dedos hábeis digitam em teclado minúsculo as mensagens que não falam, mas dão o recado direitinho. Há romance nesta forma do viver eletrônico? Parece que sim. Os namorados, casais de todo tip…

Só Deus basta

Padre Geovane Saraiva* Pensemos, como São Paulo, no ocaso da vida a penetrar na escuridão da noite, sem jamais se afastar da aurora, indicador e anúncio do dia, dia este que nos ajuda a imaginar a vida envolvida em mistérios, pedindo-nos disposição para acolher, num abraço esperançoso, os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo, encontrando-O no ápice da crucifixão, morte e ressurreição. Os apóstolos foram verdadeiros continuadores da missão iniciada por Jesus Cristo, confiando-lhes essa missão, e iam de comunidade em comunidade, querendo, na fidelidade, sensibilizar o coração das pessoas, no sentido de viverem virtuosamente a ascese cristã, ou mesmo os ideais apostólicos.

Com um olhar de fé e confiança em Jesus de Nazaré, o apóstolo Paulo tão bem anunciou o Evangelho, e revelou-o às pessoas sedentas e desejosas de mudança de vida, ao mesmo tempo voltadas à Justiça divina, que significa paz em abundância. Semelhante sinal nos faz compreender o anúncio do Reino, que se tornou visível pelo …

Papa alerta para narrativas «falsas» e «devastadoras» na mensagem para o 54.º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Mensagem para o 54.º Dia Mundial das Comunicações Sociais sublinha poder das boas histórias, em tempos de «confusão» Foto: Lusa/EPA Cidade do Vaticano, 24 jan 2020 (Ecclesia) – O Papa alertou hoje para as narrativas “falsas” e “devastadoras” que marcam a comunicação atual, apelando a um maior espaço para “boas histórias”. “Numa época em que se revela cada vez mais sofisticada a falsificação, atingindo níveis exponenciais (o ‘deepfake’), precisamos de sabedoria para patrocinar e criar narrações belas, verdadeiras e boas”, escreve, na mensagem para o 54.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, divulgada pelo Vaticano. O texto tem como tema “‘Para que possas contar e fixar na memória’ (Ex 10, 2). A vida faz-se história”, centrando-se no papel central que a “narração” tem na história do ser humano. Francisco alerta para as histórias que “narcotizam”, apelando ao consumo, inclusive de mentiras. “Quase não nos damos conta de quão ávidos nos tornamos de bisbilhotices e intrigas, de quanta vio…

As relações tendem a deteriorar-se

Para contrariar o processo quase natural de degradação das relações humanas com o tempo, há que estar atento e trabalhar, no sentido de as fortalecer e as renovar a cada dia. Uma espécie de manutenção ativa e permanente. O otimismo nas relações humanas pode ser muito prejudicial. Só quem, nas uniões, se prepara para o pior é capaz de as fortalecer e animar. A simples passagem do tempo faz suceder oportunidades para que o mal apareça e comece a criar fendas. Assim, ou se está atento ou é quase certo que vai acabar, mal. Nunca é imediato. O desgaste é lento, muito lento. O diagnóstico tem de ser o mais prematuro possível. Na verdade, quando se conhece alguém, a relação começa no alto e só aí se mantém se ambos lutarem por isso. Raras vezes melhora, quase sempre piora. Alguns acham que o problema não é seu e que este processo de enfraquecimento é apenas sinal de que é a outra pessoa que não está certa. De que não é a certa. E saem para procurar outra pessoa que seja felicidade instantân…