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O ideal em Jesus de Nazaré

Pe. Geovane Saraiva* Agradecimento a Deus, por não nos ter deixado em segundo plano, considerando e levando também sua graça e não nos afastando, de modo algum, como a melhor largada e saída de nossa existência, não se prescindindo do lugar da fé na comunidade, dos que confiam em Deus, permitindo que todos se envolvam na sua mesma vida, continuada, e não a de outrora. Cabe ao ser humano, sempre mais, uma reflexão, importando-se na melhor atitude, a partir de Jesus de Nazaré, não se separando jamais do mistério divino. A abertura ao infinito ou ao mistério do eterno, como criatura humana, ou na qualidade de ser que deseja caminhar na direção do definitivo, de ultrapassar a si mesmo, embora ser por si mesmo reduzido e irrelevante, pela condição humana, mas no pacto ou postulado da graça e pela vida, naquele em quem tudo consiste, por ser bondade deslumbrante e luminosa, ser infinito, nosso verdadeiro querer, desígnio da plenitude divina na pessoa humana, na realidade do mundo como um tod
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Esperança de um mundo melhor

Pe. Geovane Saraiva* A humanidade, em meio ao marasmo de desinteresse, insensibilidade e indiferença, está diante do implacável duelo que se travou no século XX, de um mundo a clamar por justiça: vida e morte, comunhão e separação; daí surge a Ação Católica. Ela quer ser recordada e valorizada, com feliz iniciativa de Pio XI em 1929, no desejo alargar seu influxo e ganhar força, ajustada à Doutrina Social da Igreja, com registro à altura do que ela mesma representou, na justiça, no compromisso de leigos, mulheres e homens de boa vontade, abertos e sensíveis aos “sinais dos tempos”, na luta por um mundo mais inclusivo, no período pré-conciliar. As pessoas que viveram um pouco mais se lembram das características e do espírito missionário do referido movimento, empenhado na conquista de um mundo melhor, através das siglas: JAC, JEC, JIC, JOC e JUC, orgulho para muitos irmãos. A Ação Católica manifesta sua verdadeira face, pelo envolvimento ou comprometimento dos cristãos leigos no apost

Alma grande do missionário

Pe. Geovane Saraiva* A humanidade, na missão ou no sonho da plena realização da cidade perfeita, sem ocaso, ou cidade celestial, apropria-se dos meios concedidos através da Igreja, naquela célebre definição de sociedade perfeita, por ela conter esses mesmos meios para se chegar ao fim último e feliz, mas tudo numa lógica cristalina, em que se busque ou deseje realizar, já aqui no mundo das pessoas, no sentido mais altaneiro e sublime, o pensamento do poeta maior, Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”.  Que no outubro missionário de 2021 se possa acreditar e se convencer, sempre e cada vez mais, de que a natureza da Igreja consiste em ser missionária, em ser o povo santo de Deus a caminho ou em marcha, no esforço ininterrupto e perdurável de quebrar a crosta do egoísmo. Como comunidade de fé, ela foi envolvida e escolhida pela imagem misteriosa, aquela de antes da fundação do mundo, evidentemente para o louvor da sua glória, manifestado na sua plenitude em Jes

A essência da missão

  Pe. Geovane Saraiva* Pe. Geovane Saraiva com Dom Beto Breis, bispo de Juazeiro-BA. Convento franciscano de Fortaleza (26/9/2021). Outubro pede de nós, cristãos, um renovado ardor missionário, hoje mais do que nunca! Jamais devemos prescindir desse ardor, encontrando eco no valor indescritível da oração como sustento da ação evangelizadora da Igreja, sucesso de todo um trabalho, que, evidentemente, passa pela íntima e estreita união com Aquele que é a essência da missão: Jesus de Nazaré. Que a Igreja, sacramento de salvação, continue firme, com alegria desmedida, a anunciar o Evangelho do Senhor no nosso tempo, sem nunca perder de vista a natureza da missão, que é partir até os confins do mundo, como ensina o Livro Sagrado: “Como é encantador ver o mensageiro pelas montanhas, trazendo notícias de paz, boas notícias de salvação!”. Voltemo-nos ao Servo de Deus, Dom Helder Câmara, numa enorme vontade de ver a terra abarrotada e recheada da glória de Deus, numa contribuição dilatadora da

Mãos humanas

Pe. Geovane Saraiva* Levando-se em conta o ser humano, mas sem desprezar o contexto da criação, por demais valorizada em Francisco de Assis, pensemos, pois, nas mãos humanas, a partir do “ministério da fé”, que sejam elas sinais da providência de Deus, radicalmente afável, benevolente e resplandecente. Na humanidade inteira, com suas mãos, em atitude de oração compassiva, num não ao ódio e à violência, ele, obediente, ao interceder, jamais se esqueceu de agradecer, ao aclamar e apoiar irmãos e irmãs, num sonho genuíno: o de um mundo divino, restaurado, renovado e pacificado no amor do Senhor. A partir do amor abrangente e cósmico de Francisco de Assis, ao encontrar Deus e descobri-lo sempre mais na natureza, peçamos aquela mesma graça de vivermos em profunda e contagiante alegria, a dos filhos de Deus. A sua lição é comovedora, afável e terna, em continuidade ao projeto do Salvador da humanidade, ao instaurar um mundo verdadeiramente de irmãos, justo e solidário, que se leve em con

Na cruz o absoluto de Deus

  Pe. Geovane Saraiva* A humanidade não cessa de contemplar, agradecida, a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, na certeza da glória e da salvação no mistério do Filho de Deus exaltado da terra. É Jesus mesmo que nos promete e nos assegura a felicidade, ao ser exaltado da terra, não apenas num futuro longe e distante, lá na eternidade, na vida futura ou vindoura, mas já aqui na terra. A decisão é nossa e consiste em abraçar o apaixonante projeto do nosso bom Deus, que nos assegura: “Quando eu for exaltado da terra, atrairei todos a mim” (Cf. Jo 12, 32).   Que Deus nos dê a graça de mais e melhor compreendermos o Seu insondável mistério, do qual somos chamados a participar, colocando-nos de um modo solidário diante de tão grande e excelso favor, associados, evidentemente, a Maria, mãe solícita, disponível e servidora. Que o Cristo exaltado na cruz seja memória clara, e que não paire dúvida sobre a redenção do gênero humano, sensibilizando-nos a proclamar bem alto e até mesmo gritar o

Teresa de Jesus é luz

  Pe. Geovane Saraiva*   Em Santa Teresa, temos luz que é Jesus Nela santidade que o mundo percebeu Por bondade divina, jamais arrefeceu Na esplêndida aventura, o Cristo da cruz.   Presa pela misericórdia, nada a perturbou O Senhor do Castelo Interior a seduziu Foi a vontade suprema que a conduziu Pelo incisivo silêncio, do mundo se desapegou.   O que mais alcançou, bondade e clemência Eis o legado da irmã Teresa, expectante na paciência De sua excelsa lição, que em Deus tudo se alcança.   Nela tudo restaurado, na insuspeita confiança No amor onipotente do redentor, quanta indulgência No caminho obscuro, em Teresa de Jesus, afável complacência!   *Pároco de Santo Afonso, blogueiro, jornalista, escritor e   integrante da academia Metropolitana de Letras de Fortaleza (AMLEF).