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3 de maio de 2017

Brasileiros que superaram o 'ensino chato' e viraram campeões da matemática

Fernanda da Escóssia
Do Rio de Janeiro, para a BBC Brasil
  • iStock
O que une um rapaz da zona sul do Rio e uma moça da zona rural que passou oito anos como noviça?
A distância entre eles diminui graças à paixão por números: o garoto da zona sul, Artur Avila, se transformou no primeiro brasileiro ganhador da medalha Fields, uma espécie de Nobel para matemáticos até 40 anos; a moça, Lucy Degli Esposti Pereira, desistiu de ser freira, voltou a estudar e abocanhou quatro medalhas em concursos nacionais.
Mas casos assim ainda são exceção. O abismo da matemática no Brasil persiste, e os resultados do país nos exames internacionais são sofríveis.
Dados de 2015 mostram que 70,3% dos estudantes brasileiros de 15 e 16 anos estão abaixo do chamado nível 2 em matemática no exame do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), avaliação realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
Nesse nível, espera-se que os jovens interpretem e reconheçam situações "em contextos que não exigem mais do que uma inferência direta", ou extraiam informações relevantes de uma única fonte e utilizem modos simples de representação. A maioria dos alunos brasileiros não consegue fazer isso.
O nível 2, em uma escala que vai até o 6, é o patamar que a OCDE considera necessário para que os jovens possam exercer plenamente sua cidadania.
A nota média dos brasileiros em matemática no PISA 2015 foi de 377 pontos, significativamente inferior à média da OCDE (490), que reúne as economias mais desenvolvidas do mundo. E, embora a nota na área tenha subido 21 pontos de 2003 a 2015, caiu 11 pontos no intervalo entre os dois últimos exames (2012-2015). No ranking geral do PISA, o Brasil ficou em 63º lugar entre 70 países participantes.

Ex-noviça

Arquivo pessoal
Lucy Degli Esposti Pereira
Nota ruim em matemática nunca fez parte da vida de Lucy Pereira, aluna de uma escola da zona rural de Bom Jesus do Itabapoana, no noroeste fluminense. A jovem pensava em ser freira e ficou dos 16 aos 24 anos como noviça numa instituição voltada para a caridade. Depois que desistiu da vida religiosa, recomeçou os estudos no 6º ano do ensino fundamental.
Um dia disseram que havia uma prova nova, a Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas (OBMEP), e ela resolveu fazer. Ganhou medalha de ouro.
Depois disso vieram mais duas pratas e outro ouro, e Lucy entrou para o programa de iniciação científica oferecido aos medalhistas pelo Ministério de Ciência e Tecnologia por intermédio do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), centro de excelência em pesquisas e pós-graduação no setor. O Impa é um dos organizadores da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) e realiza também a OBMEP.
Lucy terminou o ensino fundamental em 2016. Aos 31 anos, começou neste ano o ensino médio no IFF (Instituto Federal Fluminense), onde faz curso técnico de agropecuária. Seus pais, um motorista de transporte escolar e uma merendeira, têm dez vacas, e ela quer ajudar a família a gerir o pequeno rebanho. Mas seu sonho mesmo é fazer Engenharia Civil.
"Quando saí do convento, estava depressiva e voltar a estudar já adulta parecia difícil. A matemática me mostrou um rumo. Podem achar que passei da idade, mas dá tempo ainda", afirma.

Problema crônico

O diretor do Impa, Marcelo Viana, diz que, apesar dos avanços nos últimos anos, histórias de sucesso na matemática ainda convivem com o problema crônico do ensino da disciplina. Na avaliação dele, a formação do professor é deficiente, tanto em termos de conteúdo como de método de ensino.
Além disso, afirma, a escola pública brasileira tem problemas que vão da infraestrutura (falta de professor e biblioteca) aos baixos salários dos docentes, e isso se reflete no desempenho dos alunos.
Viana critica especialmente o que chama de "ensino massificador e chato", baseado apenas na memorização de fórmulas e na imposição de conteúdo --"justamente o que a matemática não é".
Crianças pequenas costumam ter interesse pelos números, que, para eles, ainda incluem brincadeiras de contagem e medição. É a época dos problemas sobre figurinhas, pontos em jogos de futebol e divisão de balas. Viana situa na virada para dos anos finais do ensino fundamental, a partir do 6º ano, o momento em que a matéria se torna bicho-papão para crianças de 11, 12 anos de idade.
"Tudo vai ficando mais abstrato, como um jogo arbitrário em que ninguém entende por que menos com menos dá mais, mas tem que colocar isso na prova. Cabe ao professor mostrar que a matemática ainda pode ser relacionada a coisas concretas", avalia. Para tentar conquistar mais crianças, o Impa estuda começar os campeonatos já no ensino fundamental I (do primeiro ao quinto ano) e não mais, como hoje, apenas a partir do 6º.
O Brasil também celebra em 2017 e 2018 o Biênio Internacional da Matemática e sediará eventos como a Olimpíada Internacional de Matemática, neste ano, e o Congresso Internacional de Matemáticos em 2018. Outros eventos já começam a acontecer, como o Festival de Matemática no Rio (27 a 30 de abril), com palestras e atividades voltadas para crianças, jovens e adultos de várias idades.

Vencer as dificuldades

Arquivo pessoal
Alessandra Yoko Portella
A engenheira Alessandra Yoko Portella, 25, foi palestrante do festival. Contou como, pequenininha, tirou uma nota ruim e precisou de uma professora particular. Depois disso, o desafio de vencer as dificuldades acabou se transformando em prazer, medalhas e carreira.
Como aluna do Colégio Pedro 2º, foi medalhista da OBMEP e entrou para o programa de iniciação científica, completando sua formação com aulas extras de matemática.
Passou para Engenharia de Controle e Automação na UFRJ, concluiu parte do curso numa universidade americana e hoje trabalha numa empresa de engenharia e softwares.
"Na engenharia, a gente aplica matemática ao cotidiano, e tento mostrar isso aos jovens."
Entre as histórias de sucesso e o fracasso dos estudantes que, ao contrário de Alessandra, desistem de entender a matéria depois de uma nota ruim, o diretor do Impa destaca a genialidade individual --"Neymar é Neymar, Artur Avila é Artur Avila". Diz, porém, que a escola tem de identificar talentos no conjunto dos alunos e criar oportunidades para eles, sem abandonar os demais estudantes.

Desde criança

Como Neymar, Artur Avila, 37, começou cedo. "Desde criança gostava de números grandes, tentava entender a multiplicação muito antes de o assunto ser falado em sala de aula", conta o matemático à BBC Brasil. Ex-aluno do São Bento e do Santo Agostinho, escolas particulares tradicionais do Rio, tinha 13 anos quando ganhou a primeira medalha de bronze na OBM de 1992.
Zanone Fraissat/Folhapress
Artur Avila
Seguiu colecionando medalhas no Brasil e, em 1995, foi ouro na Olimpíada Internacional de Matemática. Ao final do ensino médio, entrou direto no mestrado do Impa, com 16 anos. Fez a graduação em paralelo, por exigência da legislação brasileira, e o doutorado. Em 2014, com 35 anos, recebeu a medalha Fields. Hoje se divide entre pesquisas no Impa e no CNRS (Centro Nacional de Pesquisas Científicas), na França.
Avila afirma que também na França é questionado sobre as dificuldades do conjunto dos alunos com a disciplina, apesar da existência de centros de excelência. A quem gosta, diz que é preciso estudar sempre e, muitas vezes, sozinho. Ao mesmo tempo, incentiva ele, se trata de uma ciência democrática, que absorve estudiosos de perfis diferentes, dos extrovertidos aos caladões: "A matemática aceita todo mundo".

Graças ao professor

No mundo da matemática, há lugar de honra para Cocal dos Alves, município piauiense com 5,7 mil habitantes. No ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) dos 5.565 municípios brasileiros, Cocal está na 5.535ª posição. Os indicadores de renda, educação e expectativa de vida na cidade melhoraram muito nos últimos anos, mas o IDH ainda é considerado muito baixo em Cocal. De lá saiu Sandoel Vieira, 23, doutorando no Impa.
Aluno de escola pública e vindo de uma família muito humilde --seu pai é autônomo e não sabe ler, sua mãe sabe apenas escrever o nome--, Sandoel disse que sua vida começou a mudar graças ao professor de matemática Antônio Amaral, na Escola Estadual Augustinho Brandão.
"A matéria, até então, era igual a qualquer outra", lembra. Foi Amaral que, com o apoio da direção da escola, começou a preparar os alunos para as OBMEPs, e as medalhas foram chegando.
Arquivo pessoal
Sandoel Vieira, 23, doutorando no Impa
Só Sandoel ganhou cinco delas, três de ouro e duas de bronze.
Ele foi aluno de Amaral a partir do sétimo ano, numa escola municipal, e depois na Augustinho Brandão. A ideia se espalhou pela rede pública de Cocal, e o município virou um fornecedor de medalhistas e de bons alunos. Vários, como Sandoel, se tornaram os primeiros de suas famílias a cursar o ensino superior. O rapaz se graduou em matemática, fez mestrado e emendou o doutorado no Impa.
Sandoel diz que não saberia como seria sua vida sem a matemática. Seus conselhos a quem gosta dos números são estudar sempre e aproveitar as oportunidades.
Os planos para o futuro incluem o pós-doutorado, um pouco mais de estudo e a volta para o Piauí para tentar ser professor: "Quero devolver à sociedade um pouco do que recebi".


Paul McCartney confirma show no Mineirão em outubro

Ex-Beatle volta a Belo Horizonte após apresentação histórica há quatro anos no Gigante da Pampulha.
Disco dos Beatles Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band deve ter destaque nos shows
Disco dos Beatles Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band deve ter destaque nos shows (Matheus Soares/ Mile4 Assessoria)
Atualizada às 8h57 do dia 3 de maio de 2017.
 
Para alegria dos mineiros, o ex-Beatle Paul McCartney vai falar “uai” de novo. Ele retorna ao Brasil para quatro shows, incluindo um em Belo Horizonte, no Mineirão, onde tocou em maio de 2013 para delírio de 53 mil fãs na época. A apresentação na capital mineira está marcada para 17 de outubro.
 
Os outros três shows também serão em outubro: Porto Alegre (Beira-Rio, em 13 de outubro); São Paulo (Allianz Parque, em 15 de outubro) e Salvador (Fonte Nova, em 20 de outubro). O disco dos Beatles Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, que completa 50 anos em 2017 e é considerado um dos importantes da história da música pop, deve ter destaque nas apresentações.
Para clientes com cartão ELO, a pré-venda exclusiva começa nesta sexta-feira (5) à 00h01 pela internet; às 10h na bilheteria oficial de Porto Alegre (no Estádio Beira-Rio, sem taxa de conveniência); e ao meio-dia nas bilheterias oficiais de São Paulo (no Citibank Hall, sem taxa de conveniência) e de Belo Horizonte (no BH Hall, sem taxa de conveniência).
Nos pontos de venda espalhados pelo Brasil, a pré-venda exclusiva para clientes com cartão ELO começa também ao meio-dia desta sexta-feira.
Já as vendas para o público em geral começam no dia 8 de maio à 00h01 pela internet e às 10h nos pontos de venda espalhados pelo Brasil.
BELO HORIZONTE
Quando: terça-feira, 17 de outubro
Onde: Estádio do Mineirão (Av. Antônio Abrahão Caram, 1001 - Pampulha)
Abertura dos portões: 17h30
Horário do show: 21h30
Capacidade: 51 mil pessoas
Ingressos (com meia-entrada): R$ 350 (cadeira superior vermelho leste; cadeira superior roxo oeste; e cadeira superior amarelo sul), R$ 400 (pista), R$ 580 (cadeira inferior leste, oeste e sul) e R$ 850 (premium ELO)
Classificação etária: menores de 10 anos não serão permitidos. De 10 a 15 anos permitida a entrada acompanhado de responsável. A partir dos 16 anos é permitida a entrada desacompanhada.
PORTO ALEGRE
Quando: sexta-feira, 13 de outubro
Onde: Estádio Beira-Rio (Av. Padre Cacique, 891 - Praia de Belas)
Abertura dos portões: 17h30
Horário do show: 21h30
Capacidade: 49,5 mil pessoas
Ingressos (com meia-entrada): R$ 350 (cadeira superior), R$ 400 (pista), R$ 580 (cadeira inferior), R$ 650 (cadeira premium) e R$ 850 (premium ELO)
Classificação etária: menores de 10 anos não serão permitidos. De 10 a 15 anos, permitida a entrada acompanhado de responsável. A partir dos 16 anos é permitida a entrada desacompanhada.
SÃO PAULO
Quando: domingo, 15 de outubro
Onde: Allianz Parque (Rua Turiassú, 1840 - Perdizes)
Abertura dos portões: 17h30
Horário do show: 21h
Capacidade: 45,5 mil pessoas
Ingressos (com meia-entrada): R$ 350 (cadeira superior), R$ 400 (pista), R$ 580 (cadeira inferior) e R$ 850 (premium ELO)
Classificação etária: menores de 10 anos não serão permitidos. De 10 a 15 anos permitida a entrada acompanhado de responsável. A partir dos 16 anos é permitida a entrada desacompanhada.
SALVADOR
Quando: sexta-feira, 20 de outubro
Onde: Arena Fonte Nova (Ladeira da Fonte das Pedras, s/n - Nazaré)
Ingressos: informações de pré-venda exclusiva para Clientes Cartões Elo e vendas para públicos em geral para Salvador serão divulgadas em breve

Agência Estado/DomTotal

Exposição mostra percurso de Lu Marini por 22 estados brasileiros durante nove anos

Em fotos, vídeos e objetos, 15.042 quilômetros de terras brasileiras são expostos. O caminho corresponde à rota do piloto Lu Marini, que, por nove anos, viajou por 22 estados em seu paramotor. Sob curadoria de Gabriela Alejandra Nebot, a exposição "Pelos Ares: 15.042km de Brasil" mostra aos visitantes o Atlântico, o Pantanal, a Transamazônica, o Rio Tietê, o Rio São Francisco e o Rio Doce. A abertura da exposição será nesta quinta-feira, e ela poderá ser visitada até o dia 2 de julho.
 
Para marcar a abertura da visitação, o piloto autor do material estará presente para visitação guiada do público. Haverá ainda um simulador de realidade virtual que permitirá que os visitantes se sintam voando como Marini em seu paramotor ao percorrer paisagens brasileiras. A mostra leva seu público para ver de cima desde áreas polêmicas como a Transamazônica e o Rio Doce até a realidade da população que vive às margens de um dos rios mais poluídos do País e as belezas do litoral brasileiro de norte a sul.
 
Trazendo à tona o debate em volta de descasos sociais e ambientais e da relação entre o homem e a natureza, o objetivo da exposição “Pelos Ares” é promover a reflexão e a empatia em seu público, assim como a luta por um mundo mais humano, em que podemos nos colocar no lugar um do outro e ver de outro ângulo os ambientes brasileiros. A entrada na exposição é gratuita. 
 
Serviço
  
Pelos Ares: 15.042km de Brasil
 
Quando: abertura na quinta-feira, 4 de maio, às 19h e visitação de terça a sábado, das 10h às 20h e domingo, das 12h às 19h
 
Onde: CAIXA Cultural Fortaleza (Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema)
 
Mais informações: (85) 3453 2770 
 
Entrada Gratuita 
 
Redação O POVO Online 

Filmes de guerra são exibidos no Cineteatro São Luiz

A Mostra Gêneros de Cinema apresenta neste mês de maio nove filmes de guerra, dos dias 2 a 7 de maio, no Cineteatro São Luis. A ideia do evento é trabalhar com filmes que, através da comédia ou do drama, abordam o antibelicismo. "O Grande Ditador" de Charlie Chaplin, "Dr. Fantástico", de Stanley Kubrik, e "O Pianista", de Roman Polanski, estão entre os títulos que serão exibidos no equipamento.  O público que quiser assistir aos filmes terá acesso gratuito. 
 
Nos três primeiros dias de evento, três filmes serão exibidos em duas sessões seguidas. Nesta terça-feira, o longa "Sem novidade no front", dirigido por Lewis Milestone, entra em cartaz às 16h e às 18h45. "Inferno Pacífico", de John Boorman, e Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick, fazem parte da agenda do Cineteatro na quarta e quinta-feira respectivamente, no mesmo horário.
 
Na sexta-feira, 5, dois filmes assinados por Clint Eastwood terão duas sessões seguidas em exibição. "A conquista da Honra" e "Cartas de Iwo Jima" serão exibidos às 13h15 e 16h, respectivamente. Às 19h, Charlie Chaplin, entra em cartaz com o filme "O Grande Ditador", um dos filmes de maior sucesso do cineasta.
 
"O Grande Ditador" também abre as sessões deste sábado, 6, às 10h, tratando o antibelicismo com bom humor. "Planton", de Oliver Stone, às 14h e "Apocalypse Now", dirigido por Francis Ford, às 16h30, encerram as apresentações do dia.
 
No último dia de Mostra, domingo, 7, "O Pianista" dirigido pelo diretor francês Roman Polanski será o primeiro filme a ser exibido, às 13h. Na sequência, o clássico assinado por Steven Spielberg fecha a Mostra às 16h.
 
Serviço:
 
Mostra Gênero de Filmes: Guerra
Onde: Cinetratro São Luis (Rua Major Facundo, 500 - Centro, Fortaleza)
Quando: de terça-feira, 2, a domingo, 7
Quanto: Gratuito
Terça-feira, 2
16h: “Sem Novidade no Front”
18h45min: “Sem Novidade no Front”
Quarta-feira, 3
16h: “Inferno Pacífico”
18h30min: “Inferno Pacífico”
Quinta-feira, 4
16h: “Dr. Fantástico”
18h30min: “Dr. Fantástico”
Sexta-feira, 5
13h15: “ A Conquista da Honra”
16h: “ Cartas de Iwo Jima”
19h: “ O Grande Ditador”
Sábado, 6
10h: “ O Grande Ditador”
14h: “ Platoon”
16h30min: “Apocalypse Now”
Domingo, 7
13h: “O Pianista”
16hmin: “A Lista de Schindler” 
 
Redação O POVO Online 

Boleto vencido poderá ser pago em qualquer banco a partir de julho

Cálculo de juros e multa do boleto atrasado serão feitos automaticamente

Da redação, com Agência Brasil
Um novo sistema para pagamentos de boletos começa a funcionar em julho: o boleto, mesmo vencido, poderá ser pago em qualquer banco. Além disso, o cálculo de juros e multa do boleto atrasado será feito automaticamente, o que reduzirá a necessidade de ir a um guichê de caixa e eliminará a possibilidade de erros no cálculo.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) está apresentando o novo sistema para empresas e jornalistas em várias cidades. Hoje, foi a vez de Brasília. Na apresentação, o diretor adjunto de Operações da Febraban, Walter Tadeu, lembrou que a nova plataforma vem sendo desenvolvida desde o ano passado, devido ao elevado número de fraudes em boletos. “A Nova Plataforma vai trazer mais segurança”, disse Tadeu. Ele acrescentou que o sistema atual tem mais de 20 anos de existência.
Tadeu explicou que as informações de todos os boletos emitidos pelos bancos estarão na nova plataforma única, criada pela federação em parceria com a rede bancária. Na hora de pagar o boleto, os dados serão checados na plataforma. Se houver divergência de informações, o pagamento não será autorizado, e o consumidor só poderá pagar o boleto no banco que emitiu a cobrança, uma vez que somente essa instituição terá condições de conferir o que for necessário.
De acordo com a Febraban, a nova plataforma vai reduzir fraudes na emissão de boletos de condomínios, escolas e seguradoras, por exemplo. A federação lembra que quadrilhas enviam boletos falsos às casas, que acabam sendo pagos como se fossem verdadeiros, gerando prejuízos. Há também casos de sites maliciosos que emitem “segundas vias” com informações fraudulentas, além de vírus instalados em computadores.
Walter Tadeu não soube dizer se os boletos emitidos com o novo sistema custarão mais caro para as empresas que contratam tal serviço dos bancos. Ele disse que, como se trata de uma polícia de cada banco, a Febraban não pode comentar sobre o assunto.

Cronograma

A implantação da nova plataforma seguirá um cronograma: a partir de 10 de julho, para boletos acima de R$ 50 mil; 11 de setembro, acima de R$ 2 mil; 13 de novembro, acima de R$ 200; e em 11 de dezembro, todos os boletos. Segundo Tadeu, esse cronograma é necessário para evitar falhas no sistema.

Curso ensina a combater o tráfico humano


Vários especialistas nacionais e internacionais integram o painel de formadores do curso sobre «Prevenção, identificação e combate ao tráfico de seres humanos», que vai realizar-se entre 17 e 23 de maio, na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. 

A ação de formação está dividida em seis módulos, onde serão abordadas diferentes áreas relativas ao tráfico humano, numa perspetiva teórica e prática. Podem inscrever-se desde advogados a profissionais do sistema de justiça penal, membros das forças de segurança, professores, agentes económicos, membros das organizações não governamentais, investigadores e estudantes. 

No primeiro módulo, agendado para o dia 17, a partir das 18h00, será dada uma perspetiva global do tráfico de seres humanos, traçado um quadro da situação em Portugal neste domínio e analisado o quadro legal a nível nacional, europeu e internacional, aplicável a este tipo de crime.


Fátima Missionária

Fotos «inéditas» de Fátima no Consolata Museu

«Fotografias inéditas da Cova de Iria da década de 40 do século XX» podem ser vistas a partir da próxima sexta-feira, 5 de maio, no Consolata Museu, em Fátima. As imagens integram a exposição «A minha romagem à Fátima | Padre João De Marchi». A mostra «homenageia este missionário da Consolata italiano», que chegou a Fátima em 1943 e que logo no ano seguinte fundou o primeiro Seminário de Nossa Senhora de Fátima da Consolata de Portugal. 

A exposição apresenta as primeiras edições do livro «Era uma Senhora mais Brilhante que o Sol», publicado pelo sacerdote italiano em 1945. Com 300 páginas, o livro tornou-se num «best-seller», tendo sido traduzido para italiano, inglês, espanhol, francês, alemão e holandês e considerado como «uma das obras de referência sobre Fátima».

Entre as fotos únicas em exposição, uma delas mostra o fundador dos Missionários da Consolata em Portugal com a Irmã Lúcia, em 1946, aquando da sua visita a Fátima após «deixar as Irmãs Doroteias para entrar no Carmelo de Coimbra, sendo-lhe pedido que corrigisse o livro [`Era uma Senhora mais Brilhante que o Sol ´], tendo efetuado ligeiras correções».

A exposição dá conta da «importância da figura do padre João De Marchi e dos Missionários da Consolata para a divulgação da Mensagem de Fátima para o mundo no âmbito do Centenário das Aparições», indicam os responsáveis pelo Consolata Museu | Arte Sacra e Etnologia, em comunicado. A mostra poderá ser vista até 29 de outubro de 2017, de terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

Fátima Misisonária

Reformulação no Cadastro Nacional de Adoção deixará o processo mais transparente e ágil

O Cadastro Nacional de Adoção (CNA), da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), passa por reformulação para agilizar a identificação de pais e as crianças a serem adotadas em todo o país.

Foto: Arquivo CNJ
Conforme o CNA, há cerca de 7,4 mil crianças cadastradas para adoção no país
A juíza auxiliar da Corregedoria, Sandra Silvestre Torres, disse que um conjunto de medidas estão sendo adotadas para que até o próximo semestre os dados do cadastro de adoção estejam mais transparentes e deem maior rapidez aos processos. A magistrada está à frente do grupo de trabalho de infância e juventude, instalado pela Portaria n. 36/2016 da Corregedoria, para fazer essa reformulação dos cadastros.

O CNA é uma ferramenta digital de apoio aos juízes das Varas da Infância e da Juventude na condução dos processos de adoção em todo o país lançado em 2008 pela Corregedoria Nacional de Justiça. Conforme demonstra o cadastro, há cerca de 7,4 mil crianças cadastradas para adoção no país, ou seja, cujos genitores biológicos perderam definitivamente o poder familiar. Existem no Brasil mais de 46 mil crianças e adolescentes em situação de acolhimento, ou seja, que vivem atualmente em quase 4 mil entidades acolhedoras credenciadas junto ao Judiciário em todo o país, de acordo com o Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas (CNCA).

Transparência
Atualmente, o cadastro permite que, no momento em que um juiz insira os dados de uma criança no sistema, ele seja informado automaticamente se há pretendentes na fila de adoção compatíveis com aquele perfil. O mesmo acontece se o magistrado cadastra um pretendente e há crianças que atendem àquelas características desejadas.

De acordo com a juíza Sandra, a intenção do grupo de trabalho é fazer uma modificação para que esse sistema rode automaticamente, como acontece com um banco de dados, e elenque diariamente quais seriam os pretendentes possíveis para a criança que está no cadastro. Em seguida, o sistema deverá avisar o juiz, por e-mail, da existência de um pretende para uma criança cujo processo está em sua jurisdição e, simultaneamente, informar também por correio eletrônico – assim como o “sistema push” – para o pretendente selecionado.

“Isso seria uma transparência mais absoluta que fará que as pessoas possam ficar mais tranquilas ao saberem dessa movimentação, porque uma das grandes reclamações é que os pretendentes colocam o nome e ficam parados e não acontece mais nada, eles precisam estar em constantes idas à vara por meio de advogados e grupos de auxílio à adoção”, diz a juíza Sandra.

Destituição familiar
De acordo com a juíza Sandra, existem diferentes correntes ideológicas que estão em debate atualmente sobre o processo de destituição do poder familiar (antigo poder pátrio), que muitas vezes se estende para que se tente realocar a criança com algum parente da família extensa, por exemplo. Por um lado, existe a cobrança da sociedade para que acelere essa etapa e que as crianças fiquem por menos tempo institucionalizadas em abrigos e, por outro, há aqueles que defendam que apressar essa etapa poderia significar a criminalização da miséria, já que esta condição muitas vezes acaba levando as crianças aos abrigos.

Para a juíza Sandra, muitas vezes essas crianças têm mães com problemas com drogas ou que estão no sistema prisional. “Como o problema com drogas está atualmente classificado com um problema de saúde, equivaleria a tirar uma criança de uma mãe que tem câncer, a sociedade não acharia razoável isso, mas vê com bons olhos retirar uma criança de uma usuária de drogas da forma mais rápida possível”, afirma Sandra.

De acordo com ela, essa matéria está sendo amplamente discutida entre os juízes e na Secretaria dos Direitos Humanos (SDH), e o CNJ não tem nenhuma orientação ou posição firmada sobre isso.

Apadrinhamento
O apadrinhamento afetivo é um programa voltado para crianças e adolescentes que vivem em situação de acolhimento ou em famílias acolhedoras, com o objetivo de promover vínculos afetivos seguros e duradouros entre eles e pessoas da comunidade que se dispõem a ser padrinhos e madrinhas.

Para a juíza Sandra, a adoção é uma das formas de recolocação da criança em uma família substituta, mas não é a única. “Hoje nós vemos muitos projetos excelentes de apadrinhamento, para receber essa criança no seio de uma família e que não seja só como uma adoção definitiva”, diz. Na opinião dela, a sociedade está cada vez mais generosa, mais aberta a formas múltiplas e olhares mais diferenciados. “Isso é uma evolução extrema, acolher a infância e oferecer oportunidades na infância para que se torne um sujeito de direito, escolha o seu futuro e a sua história”, diz.

Fonte: Agência CNJ de Notícias