7 de julho de 2018

Museu de Valores do BC abre aos sábados neste mês de julho

Museu de Valores do Banco Central abre aos sábados neste mês de julho
O Museu de Valores e a Galeria de Arte do Banco Central (BC), em Brasília, abrem aos sábados durante o mês de julho, das 14h às 18h. De terça à sexta-feira, a visita ocorre das 10h às 18h.

Segundo o BC, um diferencial para esse período especial será que, aos sábados, os visitantes também poderão apreciar o grande painel Descobrimento do Brasil, de Candido Portinari, que fica no Salão Nobre de Reuniões, no mesmo andar da Galeria de Arte. O painel uma composição em têmpera e óleo sobre tela de 1955, tem cinco metros de altura por quatro de base. Ele está exposto na mesma sala em que ocorre o primeiro dia das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Acervo em exposição
No Museu de Valores do BC, além da exposição permanente de cédulas e moedas do Brasil, é possível visitar a exposição temporária interativa Os Valores do Futebol, com detalhes sobre as moedas usadas nos países que participam da Copa do Mundo 2018, informações sobre a história do esporte no país-sede do torneio neste ano, a Rússia, e exposição de moedas comemorativas lançadas em homenagem a edições anteriores da competição. Há também um painel que detalha quais cédulas e moedas estavam em circulação no Brasil nos anos em que a seleção canarinha foi campeã.
Na Galeria de Arte, localizada no 8º andar do Edifício-Sede, em Brasília, os visitantes também podem ver obras de Tarsila do Amaral, Guilherme de Faria, Alfredo Volpi e Candido Portinari.

Agência Brasil

'Medicina do Além'

Paulo Eduardo Mendes*
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Nossa leitura é abrangente a tudo que possa interessar, notadamente no aspecto de jornalismo. O fascínio pela notícia, pela boa informação, faz parte do todo que nos cerca nesta seara de comunicação. Os livros são auxiliares diretos dessa "conversa" silenciosa com as obras mais portentosas em todos os setores da vida. "Medicina do Além" é um desses livros cujo título despertou nossa atenção. O autor Ismael Alonso revela, de plano, ser um trabalho percebido em psicofonia, através de João Berbel. A matéria enfocada trouxe o aval precioso de Allan Kardec, conforme destaque na Revista Espírita de número 1865. Kardec enfatiza: "Os Espíritos vêm ajudar o desenvolvimento da ciência humana e não suprimi-la". Concordamos em gênero, número e grau, por entender a mecânica dessa preciosa comunicação vinda dos planos "além da vida". Nada foi criado ao sabor de ideias ficcionais. Tudo foi colocado no papel com a respeitabilidade de estudiosos sobre o exercício dos intrincados sistemas de saúde. Métodos e preconceitos foram analisados para produzir um livro informativo de teor a prestar socorro a quem necessita encontrar a cura a procedimento cruel do corpo físico. "Medicina do Além" traz a coragem de dizer as verdades que nos ligam ao nosso plano espiritual. O prolongamento da vida é um tema que suscita perguntas cujas respostas são altamente consoladoras. É um livro advindo do impulso "sincero da espiritualidade em esclarecer e irmanar consciências sob o facho de uma mesma verdade". Beleza e divulgação em assunto delicado que interessa a quem deseja encontrar a cura entre os dois planos de vida.
*Jornalista

Documentário mostra os acertos do escritor e erros do homem

por Gustavo Fioratti - Folhapress
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O escritor Arthur Miller (1915-2005), em imagens do documentário dirigido por sua filha
O documentário "Arthur Miller: Writer", que a HBO exibe desde o fim de junho (disponível também na plataforma digital do canal), investe em um ponto de vista privilegiado e particular: quem filmou o retrato do autor de "Morte de um Caixeiro Viajante" foi sua própria filha, a cineasta Rebecca Miller ("O Plano de Maggie").
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Estamos, portanto, dentro do ambiente familiar de um escritor famoso que dedicou boa dose de sua atenção aos relacionamentos de pais e filhos, de maridos e esposas e também a um olhar cético em relação ao sonho americano.
Mas há um porém. Se o espectador tem a possibilidade de ver este, que é um escritor fundamental da dramaturgia moderna nos Estados Unidos (1915-2005), tão de perto, sobra ao final um detalhe inconcluso e de difícil digestão para o entrevistado: Arthur Miller teve um filho com síndrome de Down, do qual se afastou.
O documentário toca no assunto e depois escapa. Segundo Rebecca Miller diz em narração em off, o pai topou falar sobre Daniel, que cresceu sob a guarda de uma instituição especializada na deficiência.
Mas o tempo passou, e a cineasta foi protelando a entrevista sobre o irmão. O pai, que não havia mencionado Daniel em sua autobiografia ("Timebends", de 1987), morreu sem retomar o assunto.
Dores
As tomadas dentro de casa, as entrevistas em momentos de absoluto relaxamento, os passeios por um bosque, a permissão de entrar a toda hora em uma pequena oficina enquanto o escritor trabalhava construindo móveis ou consertando coisas, e também o farto material fotográfico e em vídeo, tudo isso vai nos colocando diante de um homem capaz de olhar para dentro de si sem muito medo.
Episódios
Das entrevistas do documentário, saltam alguns nós dolorosos da vida pessoal do autor. São episódios que tiveram reflexo em sua obra dramatúrgica. Quando fala sobre Marilyn Monroe (1926- 1962), Miller expressa a dor de ter rompido seu relacionamento com a atriz pouco antes de ela cometer suicídio.
No filme, a diretora extrai do pai como a separação e a morte de Monroe se desdobram em "Depois da Queda" (1964), cujo protagonista, Quentin, elucubra sobre nossas responsabilidades com o outro.
Torna-se explícito - Arthur carregou a culpa de não ter amparado Monroe em um momento de depressão evidente. Já no início da relação, ele dizia à atriz que ela era uma das mulheres mais tristes que ele havia conhecido.
Crepúsculo
O filme também não se furta de retratar o momento crepuscular da carreira de um homem que foi um dos artistas mais importantes de seu país.
Arthur Miller assume que não acompanhou as revoluções culturais nos anos 1960.
"Os anos 1960 foram uma reviravolta total, não só para mim, para muitos, e eu não consegui expressar satisfatoriamente minha noção de tempo. O teatro perdeu prestígio".
Em 1968, ele estreia a peça "O Preço" e tem êxito de público e de crítica. "Mesmo que fizesse sucesso, sentia que o jogo não valia mais a pena. Não sentia que havia alguém interessado nela". Em um apanhado que o filme faz de trechos de críticas da época, aparece o termo "pseudopsicólo-go" para defini-lo.
Palavra do autor
O que Arthur Miller disse, sobre suas obras e a relação delas com episódios históricos
"A Morte de um Caixeiro Viajante" (1949) e a crise de 1929
"Eu sentia uma pena terrível dele (do pai, que perdeu tudo na crise de 1929). Muito de sua autoridade vinha do fato de ele ser um comerciante bem-sucedido. De sempre saber o que estava fazendo. E, de repente, nada. Ele não sabia mais onde estava. Com isso, acho que eu entendi que nós estamos profundamente imersos na vida econômica e política do país e do mundo, e como essas forças atuam dentro do nosso quarto".
"As Bruxas de Salem" (1953) e o macarthismo
"Senti que em breve seria tarde demais para fazer qualquer coisa", diz o autor sobre a perseguição de artistas do cinema nos EUA suspeitos de serem comunistas. "Logo não poderíamos atuar ou dizer alguma coisa. Eu estava desesperado. Então, enquanto o teatro estivesse liberado, deveria dizer algo (...) A culpa da vítima era muito interessante para mim. Podem não se sentir culpados pelo que estão o acusando. Mas isso não importa. Você é acusado, então se sente culpado por outra coisa".
"Depois da Queda" (1964) e a relação com Marilyn Monroe
"Foi, em boa parte, extraído de um livro que nunca é mencionado, um livro de (Albert)Camus em que um homem observa uma mulher jovem que se joga em um rio caudaloso. Ele não vai salvá-la. Minha pergunta (proposta na peça) era: e se ele a tivesse salvo?".

Mais informações:
Documentário "Arthur Miller: Writer" (EUA, 2017), de Rebecca Miller. Disponível na plataforma HBO Go

Diário do Nordeste

Editoras independentes injetam fôlego novo na produção e consumo literário do País

por Diego Barbosa - Repórter
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Historicamente ligado à década de 1970, o movimento conhecido como Geração Mimeógrafo fomentou práticas que até hoje ecoam no mercado editorial brasileiro. A forma artesanal na qual os impressos eram concebidos, o número reduzido de cópias fabricadas – destinadas a um público seleto – e a liberdade temática presente no conceito de cada obra assinada: tudo isso ainda norteia o trabalho de editores e autores do campo literário.
Projetos capitaneados por editoras independentes talvez sejam o exemplo mais nítido da ressignificação dessa “escola”. Contudo, sob outro espectro: se, antes, o que ditava os rumos do movimento era, em parte, a dificuldade de inserção do material escrito em grandes editoras, num país sob ditadura, hoje há perspectivas que dialogam com outras variáveis.
Nesse sentido, entram em foco, por exemplo, um maior esmero no processo de concepção gráfica de cada exemplar publicado e a oportunidade de dar vez a autores e autoras que desejam ingressar no mercado do livro ou que talvez, se não por essa via, nunca seriam lidos por um público maior.
Daniel Perroni Ratto é um desses cujo pensamento reside na vontade de fazer ressoar aquilo de mais original produzido por uma turma nova, que está trilhando os primeiros dados no segmento. Jornalista e escritor nascido em São Paulo, ele passou a infância e os primeiros anos da fase adulta no Ceará, em um ambiente cercado de arte – nomes como Fagner, Rodger Rogério e Fausto Nilo, por exemplo, poderiam ser facilmente vistos atravessando os cômodos de sua casa quando ele era criança, ao passo que, quando jovem, conviveu de perto com Rodrigo Amarante, Fernando Catatau e Leco Jucá.
Talvez por esse motivo, tenha retornado à sua terra natal carregado de inspiração e empenho em fazer valer o que absorveu desse tempo de aprendizado. Reunindo talento e bagagem cultural, ingressou, então, no ramo de publicação independente, lançando, no ano 2000, seu primeiro livro, “Urbanas Poesias”, pela Editora Fiúza.
Daí em diante, não parou mais – vieram “Marte mora em São Paulo” (2012), “Marmotas, amores e dois drinks flamejantes” (2014) e “Vozmecê” (2016). Sua mais recente empreitada não difere desse universo. Pelo contrário, reforça-o a partir de outra perspectiva. É a Editora Algaroba, da qual é idealizador e editor há um ano, dividindo os trabalhos com Ciro F. Barreto. Mirando no modo independente que consagrou Perroni enquanto artista, a empresa carrega particularidades que estão vindo a somar no mercado editorial.
Resistência
Daniel conta que o processo de abertura da editora veio de uma influência especial. “Decidi entrar nesse ramo porque fui incentivado pelo Eduardo Lacerda, da Editora Patuá. Quando o conheci, há seis anos, fiquei muito mais por dentro do mercado literário independente e da guerrilha que esse ramo empreende”, relembra.
“Ingressamos nele, então, para ser mais um ponto de resistência. Por isso o nome ‘Algaroba’ para a nossa editora”, explica, afirmando que a designação é a mesma de uma árvore do sertão nordestino que, mesmo na seca mais protuberante, segue firme, gerando sombra e frutos. “Nossa proposta é atuar com firmeza nesse cenário árido que é a literatura no Brasil”.
Nessa intenção, o esforço da casa é prover publicações nos mais diversos gêneros – incluindo poesia, romance, contos e crônicas –, com especial foco sobre a qualidade gráfica com que serão disponibilizadas. De acordo com o editor, o livro também é arte e precisa expressar isso da forma mais inteligente e inventiva possível, a começar pelo modo como ele chegará às mãos dos leitores.
“Aqui, é tudo feito com muito esmero. Primeiramente, a gente seleciona e lê todos os originais. A partir dessa curadoria, definimos no que vamos investir, nesse primeiro momento. Aí passamos para a editoração. Nossa diagramação é diferente, buscamos fontes modernas e investimos em ilustrações compostas em aquarela e óleo, por exemplo. Essa parte quem assume é uma artista plástica nossa, a Mariana Dorin, o que não impede de termos outros ilustradores parceiros”, detalha. Todo esse processo é feito de forma gratuita, bem como revisão, registros, impressão e venda.</CS>
A energia investida, de acordo com Perroni, é justificada. “Eu costumo falar que a literatura é o campo cultural mais marginal de todos. Você tem mais visibilidade na música, no teatro, no cinema, na dança, e a literatura vem mais lá embaixo. E, dentro do campo, a poesia é o ramo literário ainda mais marginal. Eu entrei com esse intuito, então, de dar voz aos novos talentos, à galera que tá aí cheia de coisa boa pra mostrar pro Brasil e pro mundo e não tem espaço. Não penso em ganhar dinheiro – obviamente, eu gosto disso, mas pagando a minha cervejinha, já tá suficiente”, brinca.
Planos
Efetivamente atuando no lançamento de livros a partir de fevereiro deste ano, a Algaroba possui, no catálogo, o livro “Sobre amor, morte e moscas” – obra de poesia assinada por Mariana Lancellotti – e “Mythos Nerval”, do poeta, escritor e ensaísta Mateus Melo Machado. Quanto às tiragens, o editor calcula que cada livro ganhe de 50 a 200 impressões, disponibilizados para venda principalmente através de eventos de lançamento dos materiais e pela loja online da editora.</CS>
Para o futuro, a casa está com planos de lançar o livro de Mariana Dorin e já recebeu um original do escritor cearense Antônio LaCarne. “Estamos indo devagar, mas, dentro de nosso Plano de Negócios, pretendemos terminar o segundo ano com cinco lançamentos por mês. A gente banca todos os livros, por isso os processos são diferentes. Tenho 20 anos de literatura, então tenho minha curadoria pra poder publicar o pessoal que eu acho que vale a pena investir”, esclarece Daniel.
Além disso, há a intenção de, em breve, o negócio abrir uma livraria/café própria, voltada para a comercialização somente de obras de editoras independentes. “Temos a intenção que vire um lugar de escoar a literatura e de movimentar o aspecto social dessa arte. As editoras independentes fomentam e formam novos leitores. Trata-se de uma rede, e o que tenho visto é que todas se ajudam para alavancar o cenário”, opina.

Diário do Nordeste

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