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16 de abril de 2019

Literatura e cinema ajudaram a tornar Notre-Dame conhecida no mundo

Catedral de Notre-Dame é o lugar mais visitado da França: 13 milhões de pessoas de todo o mundo visitam a igreja, uma média de 30 mil por dia.


Por Jornal Nacional
 
Literatura e cinema ajudaram a tornar Notre-Dame conhecida no mundo
Literatura e cinema ajudaram a tornar Notre-Dame conhecida no mundo

Em mais de oito séculos de história, a literatura e o cinema ajudaram a transformar a principal igreja de Paris num símbolo reconhecido mundialmente.
Parecia um milagre: Notre-Dame finalmente passaria finalmente por uma grande restauração. Santos de três metros ganharam as alturas.
Mas o chamado foi da Igreja e não dos céus. O apoio financeiro era urgente: o vento batia e a catedral se despia em pedregulhos. Bastava o toque de um dedo para um pedaço de calcário desmoronar.
A decadência do prédio não era novidade. Há quase 200 anos, Victor Hugo denunciou “mutilações, amputações” na “nossa Dama”. O célebre escritor enxergava cicatrizes “ao lado de cada ruga na face desta velha rainha de nossas catedrais”.
O livro “Notre-Dame de Paris” lançou luz sobre o estado decrépito do edifício. Mas Victor Hugo também ajudou a construir a fama do lugar. A história do Quasimodo, o sineiro desfigurado inspirou adaptações no cinema.
O “Corcunda de Notre-Dame” constrangeu autoridades na época. O romance provocou uma restauração em 1844, que usou pedras de baixa qualidade e até cimento.
Mas nada abalou a reputação de Notre-Dame, hoje o lugar mais visitado da França: 13 milhões de pessoas de todo o mundo visitam a catedral, uma média de 30 mil por dia.
Uma Notre-Dame em chamas causa um choque próximo ao de um Big Ben pegando fogo. Esse ícone londrino também passa por obras, o que deixa essa tragédia ainda mais familiar. Mas, na verdade, cada país pode imaginar a perda dos seus símbolos. Então, fica fácil para o mundo inteiro sentir essa tristeza de Paris.
O incêndio desta segunda-feira (15) devorou um trabalho de 182 anos. Quase dois séculos. Uma catedral construída por franceses humildes. Pedra sobre pedra.
O resultado foi um marco na arquitetura gótica; uma obra-prima de mais de 850 anos. As gárgulas observavam lá de cima a História da França. Pássaros monstruosos disfarçavam os canos por onde escoava chuva. Mas esta segunda não era dia da água. As gárgulas não conseguiram afastar os maus espíritos – e se viram aterrorizadas pelo descaso humano.

Reformas no Museu do Ceará começam em maio e têm previsão para durar 120 dias

O Bode Ioiô empalhado é um dos itens que podem ser encontrados em visita ao Museu
O Bode Ioiô empalhado é um dos itens que podem ser encontrados em visita ao Museu (Foto: Divulgação)
A figura lendária do Bode Iô Iô, artefatos indígenas e peças do vestuário de Padre Cícero, que estão abrigados no Museu do Ceará, serão resguardados do olhar de visitantes, uma vez que o equipamento passará por reformas. Com a medida, estarão fechadas as exposições e demais programações do museu. Por meio de nota, a Secretaria da Cultura do Ceará (Secult) informou que as visitas ao espaço estão suspensas, devido às obras que terão início no mês de maio. A previsão é que os reparos sejam concluídos em até 120 dias após o início da reforma.
Ao O POVO online, a diretora do equipamento, Carla Vieira, explicou que o encerramento prévio das visitações se deu em razão da necessidade de remanejar os artefatos. “Por tratar-se de um museu e, como é sabido, abrigar um acervo de inestimável valor cultural, é necessário todo um cuidadoso trabalho de deslocamento dos objetos das áreas que sofrerão intervenções para áreas seguras onde sua salvaguarda estará garantida”, informou.
As melhorias serão acompanhadas pela Coordenadoria de Patrimônio Cultural e Memória (Copam), com ações intensificadas na coberta, e nas instalações elétricas e hidrossanitárias. O custo das atividades de reparos deve girar em torno de R$ 410 mil.
Ainda segundo a pasta, a obra tem caráter preventivo e visa melhorar a estrutura e a segurança do espaço, como forma de assegurar o bem cultural exposto na edificação situada no Centro da Capital. A solução encontrada para destino das obras durante a reforma foi remanejá-las para os ambientes onde os serviços não estarão sendo realizados.
Resgatando acontecimentos no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e o do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, Carla Vieira declarou que os incêndios de 2015 e 2018, respectivamente, serviram como alerta. “O acontecimento do Museu Nacional alertou a todos e todas para uma maior atenção aos cuidados preventivos necessários para as instituições de preservação e difusão da memória e história do nosso Estado”, completou.
No fim de 2017, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já havia emitido um comunicado para a pasta estadual pontuando alguns problemas estruturais que afetavam o museu. O diagnóstico do Iphan resultou em uma manutenção prévia, com proporções menores do que a obra que deve iniciar no próximo mês.  
A diretoria do equipamento informa ainda que o Museu do Ceará seguirá em funcionamento administrativo durante as obras, com atendimento de pesquisa ao acervo e setor administrativo funcionando em horário comercial.
DANIELBER NORONHA
O Povo

Como é a Catedral de Notre Dame de Paris: história, estilo e elementos

Templo dedicado a Nossa Senhora no coração da cidade começou a ser construído em 1163

ACatedral de Notre-Dame de Paris é dedicada a Maria Santíssima – e é daí que vem o seu nome: “Notre-Dame” quer dizer “Nossa Senhora“, em francês.

A história

Situada na pequena ilha de la Cité, no Rio Sena, a catedral começou a ser construída em 1163 e foi concluída em meados do século XIV, o que explica algumas diferenças estilísticas presentes no edifício predominantemente gótico. Alterações continuaram a ser feitas ao longo dos séculos seguintes, com algumas adaptações realizadas durante a época barroca, por exemplo. O templo enfrentou momentos críticos no decorrer da Revolução Francesa, quando, sob o autoproclamado “Culto da Razão”, diversos elementos foram destruídos, vários tesouros foram roubados e o espaço em si acabou sendo usado como armazém de alimentos. Já em 1844, na época romântica que revalorizou o passado medieval, começou uma restauração da catedral que duraria vinte e três anos. Os riscos, no entanto, ainda não estavam eliminados, já que, na breve ascensão da Comuna de Paris, em 1871, a catedral quase foi incendiada.
Em 15 de abril de 2019, um incêndio brutal está atingindo a catedral, sob os olhares atônitos do planeta inteiro que assiste ao vivo a uma das maiores tragédias recentes envolvendo um patrimônio religioso, cultural e artístico da humanidade.
Notre Dame
Cathédrale Notre-Dame de Paris.
NOTRE DAME DE PARIS
Anna & Michal I CC BY-SA 2.0

O estilo e seus elementos

arquitetura gótica, surgida na Idade Média, substituiu as paredes grossas das igrejas românicas por colunas altas e arcos capazes de sustentar o peso dos telhados. Isto deu aos edifícios góticos um aspecto de leveza e altura. Também mais amplas e mais altas, as janelas passaram a ser decoradas com vitrais coloridos que filtravam a luz natural, criando, juntamente com a grande altura, um “clima” de misticismo, elevação e iluminação espiritual.
A Catedral de Notre-Dame ainda sofre influências estilísticas do românico normando, com uma forte e compacta unidade. No entanto, já conta com as evoluções arquitetônicas do gótico em sua capacidade de suportar muito bem o peso da alta estrutura.
planta em cruz romana se orienta para o ocidente, mas não é perceptível do exterior do edifício porque os braços do transepto não excedem a largura da fachada. A cruz, assim, fica “embebida” na catedral, envolta por um duplo deambulatório que circula o coro na cabeceira e se prolonga paralelamente à nave, dando espaço a quatro naves laterais.
NOTRE DAME DE PARIS
Dame de Coeur
fachada apresenta um traçado coerente e racional, reduzindo seus elementos ao essencial. A parede interliga todos os elementos e passa a integrar a escultura em locais pré-definidos, evitando as expansões aleatórias que aconteciam no estilo românico. Há três níveis horizontais e três zonas verticais divididas pelos contrafortes ligeiramente proeminentes, que unem em verticalidade os dois pisos inferiores e reforçam os cunhais das duas torres.
No nível inferior da fachada, três portais surgidos em épocas diferentes formam um conjunto profusamente trabalhado, que penetra na parede mediante uma sucessão de arcos envolventes em degrau. Trata-se dos portais de Santa Ana (à direita), do Julgamento (central) e da Virgem (à esquerda).
MEDIEVAL; STAINED GLASS
Julie Anne Workman|Wikipedia|CC BY-SA 3.0
The north rose window at Notre Dame de Paris, c. 1268,
No nível intermediário, a rosácea de 13 metros de diâmetro se encaixa entre os contrafortes e é ladeada por janelas gêmeas. À sua frente, a estátua da Virgem Maria com o Menino Jesus. Por fim, erguem-se no nível superior as duas torres, de 69 metros de altura.
interior gótico liga a terra ao céu e leva o crente a experimentar o convite à ascensão, pela verticalidade monumental das paredes que parecem contrariar a gravidade, tornando-as leves e deixando filtrar-se a luz pelos grandes vitrais coloridos. A rosácea do braço norte do transepto, com 13 metros de diâmetro, tem como cor dominante um azul forte. A composição, baseada no número 8 e suas multiplicações, simboliza o Universo, a Terra e os sete planetas então conhecidos. No centro surge a Mãe de Deus, rodeada de medalhões com representações de personagens do Antigo Testamento, profetas, reis e altos clérigos. Já a rosácea do braço sul do transepto se baseia no número 12 e apresenta no centro a imagem de Cristo como o Juiz do mundo. Em torno dele, surgem os apóstolos e anjos.


NOTRE DAME DE PARIS

Aleteia

Mercado editorial brasileiro vive crises, aponta CBL

As vendas de livros no Brasil caíram 18% em volume e 19% (valor) na comparação entre o primeiro bimestre de 2018 e de 2019. No período, a queda de venda dos livros escolares foi pior: diminuição de 43% em volume e 38% em valor. Os dados são do 1º Painel das Vendas de Livros no Brasil deste ano, feito pela consultora Nielsen Bookscan e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).
Conforme o painel, em 2018, o crescimento do volume de vendas foi de 1,32% (44,3 milhões de exemplares) e no valor 4,59% (faturamento total de R$ 1,86 bilhão). O ano passado foi marcado pelo pedido de recuperação judicial de duas grandes redes varejistas, além do encerramento de atividades no Brasil de uma cadeia de megastore francesa para venda de livros, CDs, jogos eletrônicos e aparelhos eletrônicos.
O presidente da Câmara Brasileira de Livros (CBL), Vitor Tavares, disse à Agência Brasil que o setor livreiro “vive crises”, no plural. Segundo ele, a recessão e o baixo crescimento econômico visto em 2017 e 2018 afetaram o comportamento dos consumidores. “Os orçamentos pessoal e familiar diminuíram. As pessoas vão cortando consumo. O livro passa a ser considerado algo que pode esperar".
Além da economia, Tavares assinala as mudanças no negócio, impactado com a venda na internet e pelos custos de manutenção de grandes lojas em shoppings. Ele também considera que a venda de livros no Brasil é limitada pela falta do hábito de leitura. “Somos um país de não-leitores”, lamenta.
Brasília - 33ª Feira do Livro de Brasília. Na programação tem debates, recitais, palestras, apresentações culturais e lançamentos de livros (Wilson Dias/Agência Brasil)
As vendas de livros no Brasil caíram 18% em volume e 19% (valor) na comparação entre o primeiro bimestre de 2018 e de 2019 - Arquivo/Wilson Dias/Agência Brasil

Hábito de leitura

A visão do presidente da CBL é compartilhada por especialistas e já foi verificada em mais de uma edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. De acordo com Zoara Falia, coordenadora do levantamento, 70% dos brasileiros admitiram não ter lido um livro inteiro por vontade própria nos três meses antes da pesquisa (edição de 2016). Trinta por cento dos entrevistados declararam nunca ter comprado um livro em qualquer momento da vida.
Conforme Vitor Tavares, o impedimento da compra de livros não está no preço dos títulos. “A desculpa do preço é inerente à falta de hábito de leitura". Em meados de 2018, a Nielsen Bookscan calculava que o preço médio do livro era de R$ 34.
De acordo com última edição da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do IBGE (2008), o gasto com livros é baixo em todas as faixas de renda familiar. Entre aqueles com rendimento de até dois salários mínimos, a despesa com “livros didáticos e revistas técnicas” foi de 0,1%, o mesmo percentual de gastos com “periódicos, livros e revistas não didáticas”.
No outro extremo, quem recebia mais de 25 salários mínimos, o dispêndio com livros didáticos e revistas técnicas também era de 0,1%. Enquanto que o gasto com periódicos, livros e revistas não didáticas chegou a 0,4%. “O preço é empecilho se tem valor absurdo. E se não tem dinheiro, a pessoa pode pegar o livro na biblioteca”, argumenta Vitor Tavares.
Conforme o site do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, há 6.057 bibliotecas em todo o país, faltando ainda instalar em 112 cidades (dado de 2016). Apesar da quase universalização nos municípios, as bibliotecas não são utilizadas por grande parte da população, aponta Zoara Falia.
“As pessoas percebem a biblioteca para estudantes e para pesquisa, não um espaço cultural aberto à toda a população. Não percebem que ali encontram literatura que possa interessar”, analisa a especialista. Ela lamenta: “Às vezes, é único equipamento cultural que o município tem e deveria ser explorado, não só para acesso aos livros mas para eventos culturais”. Dado da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil indicam que menos de um terço da população (com mais de cinco anos de idade) vai às bibliotecas.
Na edição deste ano, bibliotecas públicas, privadas e comunitárias concorrem com 201 projetos
Biblioteca - Arquivo/MEC/Wanderley Pessoa/Divulgação

Obrigação de ler

A coordenadora da pesquisa ainda avalia que há razões dentro de casa e em sala de aula para o livro ser pouco consumido. “A escola não desperta o gosto pela leitura. A leitura acontece por forma obrigatória, isso não consegue atrair”, ressalta ao também descrever que nas famílias também “está faltando mediação, alguém que faça o contato do livro com as crianças e os jovens”.
“O hábito de leitura vem de casa ou vem da escola”, concorda Mansur Bassit, ex-secretário de Economia da Cultura, atualmente no Projeto Livro Conectado. Ele lembra que, em tempos de smartphone e internet, a atenção das pessoas está sempre em disputa. No caso dos estudantes, é preciso reforçar a preparação de docentes para essa realidade.
“É falha a formação dos nossos professores e isso reflete no mercado que não cresce. Capacitação dos professores é um dos grandes segredos para a gente melhorar a leitura, mas isso leva décadas”, pondera. Em geral, os docentes do ensino fundamental pertencem às redes municipais e os professores do ensino médio são de escolas estaduais.
A secretária executiva do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Renata Costa, assinala que “o mercado editorial está mais aberto e voltado para as políticas públicas”. Segundo ela, os programas de aquisição de livros didáticos e paradidáticos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) “democratizam o acesso livro” e “aquecem o mercado”.
Este ano, o FNDE deve gastar mais de R$ 1,1 bilhão com a aquisição de 126 mil livros para atendimento aos professores da educação infantil e a todos os estudantes e professores dos anos iniciais do ensino fundamental, e para a reposição dos livros consumíveis para os estudantes e professores dos anos finais do ensino fundamental e ensino médio.
Outro programa governamental que viabiliza o aumento do consumo de livros é o programa Vale-Cultura, que entre 2013 e 2018, resultou no gasto de meio bilhão de reais em cultura entre trabalhadores empregados com carteira assinada. De acordo com base de dados do Ministério da Cidadania, 65% do valor (R$ 336 mil) foram gastos com aquisição de livros, jornais e revistas.
Conforme Lei nº 13.696/2018, o Ministério da Cidadania e o Ministério da Educação deverão implantar até final deste semestre a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), baseada em diretrizes do Plano Nacional de Cultura (2010-2020); no Plano Nacional de Educação (2014-2024) e no Plano Plurianual (2020-2024).
Agência Brasil

Começam hoje as inscrições para o Prêmio Professores do Brasil

As inscrições para a 12ª edição do Prêmio Professores do Brasil serão abertas nesta terça-feira (16). Todos os professores de escolas públicas, desde a creche até o ensino médio, podem participar. As inscrições podem ser feitas no site do prêmio até 31 de maio.
Neste ano, o prêmio conta com cinco temas especiais: Esporte como estratégia de aprendizagem; Uso de tecnologias de informação e comunicação (TICs) no processo de inovação educacional; Educação empreendedora; Criação e produção de linguagens de mídia por professores e estudantes no ensino fundamental e médio; e Aprendizagem Criativa.

O objetivo do prêmio é reconhecer, divulgar e premiar o trabalho de professores de escolas públicas que contribuem para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos nas salas de aula.
"O principal ator que ganha o prêmio é o estudante porque são projetos que ele precisa apresentar como resultado em termos de aprendizagem. Na relação ensino e aprendizagem, se a aprendizagem não se concretiza, o professor não ensinou, só informou", disse a coordenadora-geral de Valorização, Saúde e Bem-estar dos Profissionais de Educação da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Mara Ewbank.
A coordenadora de valorização, Saúde e Bem-estar dos Profissionais de Educação, Mara Silva André Ewbank, durante lançamento da 12ª edição do Prêmio Professores do Brasil.
A coordenadora de valorização, Saúde e Bem-estar dos Profissionais de Educação, Mara Silva André Ewbank - Valter Campanato/Agência Brasil
"Aprende o professor, aprende o aluno, aprende a coordenação, aprende a direção da escola, aprendem os gestores educacionais. É um processo contínuo de aprendizagem. O prêmio é, a cada ano, mais reconhecido pela sociedade em geral, principalmente na escola pública", acrescentou.
Etapas
A premiação tem três fases. Na etapa estadual, são 486 premiados, dos quais 162 seguem para a próxima etapa, a regional. Na fase regional, há um vencedor por categoria, por região, totalizando 30 vencedores.
A etapa final, nacional, contempla seis vencedores, sendo um de cada categoria. Os professores vencedores da fase regional participarão do evento final, com todas as despesas de viagem custeadas pelo Ministério da Educação, além de ter suas experiências publicadas na página do prêmio.
O resultado final dos ganhadores deste ano será divulgado no dia 28 de novembro em Cuiabá (MT). Serão distribuídos R$ 278 mil em prêmios aos educadores, além de uma viagem para os seis vencedores nacionais e seus respectivos coordenadores pedagógicos, totalizando 12 pessoas.

Professora ganhadora

Vandete Pereira Lima, professora da Escola Classe 8, do Cruzeiro, em Brasília, foi uma das ganhadoras do Prêmio Professores do Brasil no ano passado. Ela recebeu a premiação pelo projeto Uma mensagem para você, desenvolvido nas turmas de alfabetização. Para incentivar os estudantes a ler e escrever, ela usou algo bastante comum nos dias de hoje: o formato de mensagens enviadas pelo celular.
A professora Vandete Pereira Lima durante lançamento da 12ª edição do Prêmio Professores do Brasil.
A professora Vandete Pereira Lima, durante lançamento da 12ª edição do Prêmio Professores do Brasil. - Valter Campanato/Agência Brasil
Segundo a descrição do projeto, mais de 80% da turma demonstraram avanços nos objetivos de leitura, escrita, pontuação e uso de linguagem multimodal.
"Parece uma ideia super simples, mas é altamente motivadora para nossos problemas. Hoje, a solução para nossos problemas é a criatividade", disse.
Apesar de a atuação do professor ser importante, Vandete afirmou que a melhora do desempenho dos estudantes depende também de uma boa estrutura de apoio nas escolas.
"Acho que a educação não pode trabalhar sozinha, tem que estar associada à saúde, tem que pensar em equipes multidisciplinares. O aluno de escola pública tem problema de alimentação, além de familiares. É preciso pensar em equipe de apoio para esses alunos. Só o professor em sala de aula não dá conta de todas essas questões que, de certa forma, vão influenciar no resultado do desempenho dos alunos", acrescentou.
Agência Brasil

Coração é impresso em 3D em Israel a partir de tecido humano

Cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Jerusalém, apresentaram um coração vivo feito a partir de tecido humano com uma impressora 3D.
O estudo, publicado na revista Advanced Science, abre caminho para a realização de transplantes sem risco de rejeição, já que o órgão é feito com células do próprio paciente.
Um copo transparente contendo o que os cientistas israelenses da Universidade de Tel Aviv dizem ser o primeiro coração vascularizado impresso em 3D e vascularizado do mundo
Copo transparente com o que os cientistas israelenses dizem ser o primeiro coração vascularizado impresso em 3D e vascularizado do mundo  (REUTERS/Amir Cohen TPX IMAGES/Direitos reservados)
"Já haviam conseguido imprimir em 3D a estrutura de um coração, mas esta é a primeira vez que alguém consegue projetar e imprimir um coração inteiro, repleto de células, vasos sanguíneos, ventrículos e câmaras", disse ontem (15) o professor Tal Dvir, que liderou a pesquisa, ressaltando que o coração está completo, vivo e palpitando.
"Realizamos uma pequena biópsia de tecido adiposo do paciente, removemos todas as células e as separamos do colágeno e de outros biomateriais, as reprogramamos para que fossem células-tronco e, então, as diferenciamos para que sejam células cardíacas e células de vasos sanguíneos", detalhou.
O protótipo de coração tem cerca de três centímetros, o equivalente ao tamanho do órgão de um coelho ou de uma cereja.
No momento, as células podem se contrair, mas o coração completo não bombeia. "Ainda é muito básico", disse Dvir.

Transplante

De acordo com o pesquisador, é preciso desenvolvê-lo mais, para conseguir um órgão que possa ser transplantado para um ser humano.
"O próximo passo é amadurecer essas células e ajudá-las para que se comuniquem entre elas, de forma que se contraiam juntas. É preciso ensinar as células a se comportarem adequadamente", explicou.
"Depois, teremos outro desafio, que é conseguir desenvolver um coração maior, com mais células. Temos que descobrir como criar células suficientes para produzir um coração humano", acrescentou.
Futuramente, a equipe liderada por Dvir planeja transplantar os corações em pequenos animais, como coelhos e ratos.
"Talvez, em dez anos, haja impressoras de órgãos nos melhores hospitais do mundo, e esses procedimentos sejam conduzidos rotineiramente", finalizou Dvir.
*Com informações da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)