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19 de novembro de 2016

Homem devolve livro para biblioteca após 42 anos de atraso

Redação RedeTV!

(Foto: Guilderland Public Library Central Library)

Retirado em abril de 1974, um exemplar de "Ascensão e Queda do Terceiro Reich", de William Shirer, foi devolvido para a biblioteca pública de Guilderland, em Nova York (EUA), na última terça-feira (25), totalizando 42 anos de atraso.

"É algo notável, e que não acontece com muita frequência. Tenho trabalhado em bibliotecas faz 30 anos e esse é o livro com maior atraso que eu já recebi", surpreendeu-se Tim Wiles, diretor da biblioteca, à NBC Washington.

Wiles ainda explicou que o autor do empréstimo explicou que acabou levando o exemplar quando mudou de país e só agora, ao retornar aos Estados Unidos, conseguiu devolvê-lo.

Apesar dos 15.531 dias em atraso, o homem foi isentado de pagar a multa acumulada em US$ 3,106.20 (cerca de R$ 9,9 mil) graças à sua honestidade em devolver o exemplar. 

De volta à biblioteca, o livro fará parte do acervo sobre a história do local, como exemplo para outros usuários sobre a importância de devolver os empréstimos.

Rede TV.

EDITORA WISH. LANÇAMENTO: Contos de Fadas em suas Versões Originais

Famosos no mundo inteiro pelos desfechos felizes, os contos de fadas nem sempre foram traduzidos de acordo com os acontecimentos originais. No universo de autores como Hans Christian Andersen e Charles Perrault há muito mais dor, sofrimento, sangue e violência do que o grande público conhece. Ao detectar esta “lacuna no mercado brasileiro”, a produtora editorial Marina Avila resolveu traduzir e publicar essas histórias em suas versões originais. Este mês ela lança, através da Editora Wish, o segundo volume de Contos de Fadas em suas Versões Originais.

O livro tem textos amplamente difundidos entre o grande público, como A Bela Adormecida e Os Três Porquinhos. Mas, também, algumas histórias que nunca haviam sido publicadas em português. Entram-se nesse grupo o conto celta Filhos de Lir e o texto Sol, Lua e Talia, que é a versão da original de A Bela Adormecida e datado do século XVII.

“Geralmente, os adaptados adicionaram uma ‘censura infantil’. A maioria retira as partes de sangue, abuso sexual infantil, mutilações, extremo patriarcalismo. Acredito ser justo com os autores apresentar as versões originais para o público. Era o retrato de uma época e não podemos negar este conhecimento aos brasileiros”, explica Marina ao O POVO. Em virtude do caráter sangrento, o livro é indicado para maiores de 18 anos.

O segundo volume da obra foi impresso graças a financiamento coletivo que atingiu 86% da meta. Agora, a Editora Wish se dedica a produção do terceiro livro, que completará a trilogia e trará ao mercado uma nova leva de versões originais. Mais uma campanha de financiamento coletivo deve ser lançada, em fevereiro, para arrecadar verbas para impressão distribuição.

“Também pesquisamos as imagens de livros muito antigos, datados entre os anos de 1600 e 1900. Algumas são conhecidas e fáceis de achar e outras tivemos de revirar os bancos de dados para saber de quais contos eram, qual o nome do ilustrador e outras informações. Quisemos encontrar as mais raras para nossos leitores”, explica a 
produtora editorial.


Também fazem parte do segundo volume os contos A Bela Adormecida, Os Cisnes Selvagens, Polegarzinha, A Rainha da Neve, O Pequeno Polegar, Irmãozinho e Irmãzinha, O Flautista de Hamelin, Os Três Porquinhos e João e Maria. Algumas das histórias, aponta Marina, estão disponíveis em português no mercado, mas com “diferenças dos originais ou adaptações de expressões e nomes de personagens”.

De fato, além de se propor a suprir uma demanda do mercado, os dois volumes já lançados de Contos de Fadas em suas Versões Originais têm como mérito o fino trato editorial. As capas e as ilustrações antigas foram cuidadosamente escolhidas para transportar os leitores aos lugarejos, vilas e castelos de séculos passados. Outro mérito das publicações é permitir o entendimento de costumes, desejos intrínsecos e modos de vida típicos de outros povos e outras épocas.

“A cultura nórdica ainda está presente em nós e nenhuma aula de história explica, com detalhes, como meninas de 15 anos se apaixonavam por reis e homens mais velhos, por exemplo. Com os contos, podemos entender que, muitas vezes, elas tentavam fugir e outras eram obrigadas a se casar repentinamente. Pouco sabemos também sobre as torturas e sempre imaginamos que eram causadas exclusivamente pela igreja. Com os contos, percebemos que eles tentaram retratar, em parte, o que realmente acontecia, e mutilações, torturas psicológicas e abusos eram comuns e vistos como finais felizes, desde que empregados nos vilões”, diz Marina.


SERVIÇO


Contos de fadas em suas versões originais
Volume 2
Editora Wish
Quanto: R$ 29,90

Contos de fadas em suas versões originais
Volume 1
Editora Wish
Quanto: R$ 29,90
O Povo

Mostra Sesc Cariri de Culturas chega a 18ª edição

Levando mais cores às ruas das cidades do Cariri cearense, a Mostra Sesc Cariri de Culturas chega a 18ª edição. O evento é realizado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) Ceará, a partir desta sexta-feira, 18. A agenda teve início com o espetáculo Maneiro Santo André, do Grupo Mestre Adriano, em Juazeiro do Norte. A programação segue até o dia 22 de novembro. 

Serão cinco dias de integração das linguagens artísticas e culturais, promovendo o intercâmbio, o desenvolvimento e a cooperação entre artistas.

A mostra conta com apresentações de trabalhos de literatura, música, artes visuais, audiovisual e artes cênicas  de  71 grupos de todo o Brasil, sendo 29 do Ceará. Haverá ainda apresentações de mais de 100 grupos de tradição popular, com reisados de congo e de baile, maracatu, capoeira, banda cabaçal, maneiro pau, entre outras manifestações populares. Toda programação é gratuita.

O cronograma do evento também abraça a Feira Popular de Cultura e o Seminário Arte e Pensamento, que este ano tem como tema "As mudanças culturais no Cariri: Um cenário de transformações e novas perspectivas".

A mostra visa a contribuir para a construção e difusão da identidade regional, brasileira e universal, revelando, divulgando e apoiando artistas, formando plateias, articulando saberes, proporcionando diversão e reflexão intercaladamente, consolidando a interação e o compartilhamento de conhecimentos que perdurem, influenciem e transformem o conceito das comunidades, das cidades, do Estado do Ceará e da sociedade brasileira como um todo.

Em 2016, a Mostra Sesc Cariri de Culturas completa 18 anos de existência, consolidados no calor da busca permanente pela excelência das ações culturais, sem esquecer de vincular a cultura com a valorização e preservação do patrimônio ambiental, através de ações educativas representadas por um dos símbolos naturais da Região do Cariri, símbolo da Mostra, “O Soldadinho-do-Araripe”.

A programação dos cinco dias de evento pode ser encontrada no site mostracariri.sesc-ce.com.br
Redação O POVO Online

Livro Sou Linda Assim trata sobre preconceito racial na infância

Será lançado hoje, no Espaço O POVO de Cultura & Arte, o livro infantil Sou Linda Assim, de Pâmela Gaino. O livro, produzido pelas Edições Demócrito Rocha, aborda o preconceito racial entre crianças e conta a história real de Mafoane Odara, uma garota com raízes africanas que, depois de morar com os pais em Angola, retorna ao Brasil e precisa encarar as diferenças numa escola brasileira.

No lançamento, a autora fará a leitura interpretada da história do livro e ainda ministrará oficinas para as crianças. A personagem da narrativa infantil, Mafoane Odara, atualmente é psicóloga e há anos trabalha com diversidade e questões de gênero e relações étnico-raciais.

“Tudo começa na escola. Este é o primeiro enfrentamento que uma criança com descendência africana tem de saber lidar. Então é nessa hora que a família e os professores precisam estimular a criança a reconhecer a beleza na diversidade, influenciando o ambiente escolar ou outros”, afirma Pâmela Gaino, que passou por um processo semelhante, quando, apesar de ter pele clara, assumiu os cabelos crespos.

O livro Sou Linda Assim disponibiliza para os educadores um material em vídeo gravado pela própria autora com orientação para uso do texto em sala de aula.O vídeo está disponível no link bit.ly/SouLindaAssim.

O livro estará disponível para venda no local e, também, pelo site livrariadummar.com.br.


SERVIÇO


Lançamento do livro Sou Linda Assim, de Pâmela Gaino
Quando: hoje, 19 de novembro, às 17 horas
Onde: no Espaço O POVO de Cultura & Arte (Avenida Aguanambi, 282)
Preço do livro: R$ 32
O Povo

Elasticidade

Gonzaga Mota*

Tentaremos mostrar neste pequeno espaço, apesar das dificuldades, dentro do possível, sem a utilização de fórmulas matemáticas e de gráficos ilustrativos o conceito básico de elasticidade na Economia. Usado muito no estudo da demanda de um produto, os formuladores de políticas utilizam também em vários outros assuntos. Por exemplo, renda, oferta, taxa de câmbio (exportações, importações e movimento de capitais), taxa de juros(poupança e investimento), etc. Elasticidade, a rigor, é o tamanho do impacto que a modificação em uma variável pode afetar outra, "coeteris paribus”.  O melhor sinônimo de elasticidade é sensibilidade, pois uma variável elástica (maior que 1) reage a mudanças de outras variáveis; já a inelástica(menor que 1) pouco responde. Respectivamente, exemplificando, “filet mignon”(demanda elástica) e sal de cozinha(demanda inelástica), ao se analisar a elasticidade preço da demanda. Ademais, a representação gráfica da curva de demanda, no sistema cartesiano, no 1º quadrante, é descensional da esquerda para a direita, estando os preços no eixo das ordenadas(vertical) e as quantidades no eixo das abscissas(horizontal). Podemos citar fatores determinantes que influenciam a procura de um bem em razão de uma variação no seu preço. Eis alguns: essencialidade, concorrência (monopólio, duopólio e oligopólio), crédito, política tributária, etc. Diante do exposto desejamos ressaltar a importância do conceito de elasticidade, em vários assuntos econômicos, com vistas à definição de uma política de equilíbrio geral. P.S- É bem melhor escrever e ler poemas do que temas de Economia.

*Professor aposentado da UFC 

Número de hipertensos dobra em 40 anos

A quantidade de pessoas que sofrem de hipertensão no mundo dobrou nos últimos 40 anos, chegando a cerca de 1 bilhãoA quantidade de pessoas que sofrem de hipertensão no mundo dobrou nos últimos 40 anos, chegando a cerca de 1 bilhão - informa um estudo publicado nesta quarta-feira (16), o qual revela que a maioria vive em países em desenvolvimento, sendo metade delas na Ásia.
Enquanto a hipertensão afetava principalmente os países ricos em 1975, a situação mudou de forma radical desde então, com um espetacular desenvolvimento do fenômeno em países de rendas baixa e média.
Segundo o estudo publicado pela revista americana The Lancet, a quantidade de hipertensos - ou seja, pessoas com pressão arterial superior a 140/90 mmHg - passou de 594 milhões, em 1975, para mais de 1 bilhão, em 2015, em consequência de um forte aumento do fenômeno na Ásia e na África Subsaariana.
"A hipertensão é o principal fator de risco dos acidentes cerebrovasculares (ACVs) e das doenças cardiovasculares, matando 7,5 milhões de pessoas todo ano no mundo, principalmente nos países em desenvolvimento", afirma o principal autor do estudo, Majid Ezzati, do Imperial College de Londres.
Dados coletados em cerca de 1.500 estudos sobre 19 milhões de adultos residentes em 200 países mostram que países como Canadá, Grã-Bretanha, Peru e Cingapura eram os que tinham menos hipertensos em 2015 - ou seja, um homem a cada cinco, e uma mulher a cada oito.
De 1,1 bilhão de pessoas com hipertensão em 2015, mais da metade (590 milhões) vivia na Ásia, sendo 199 milhões na Índia e 226 milhões na China, acrescenta o estudo.
Os registros mais elevados em média foram detectados no Leste Europeu, na Ásia Central, na África Subsaariana e na Oceania, enquanto os mais baixos estão na Coreia do Sul e no Canadá.

AFP

*O DomTotal é mantido pelas instituições de ensino Dom Helder Escola de Direito e Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE). Saiba mais!

Aventura 'Animais Fantásticos e onde Habitam' retoma apelo mágico de 'Harry Potter'

Por Neusa Barbosa
Alison Sudol, Dan Fogler, Katherine Waterston em 'Animais Fantásticos e onde Habitam'.Do grande baú que gerou os livros e filmes sobre o bruxinho Harry Potter, ou seja, a imaginação da escritora britânica J.K. Rowling, vem o que pretende ser uma nova franquia, tão bem-sucedida quanto a primeira.
Pontapé inicial desse projeto, a aventura “Animais Fantásticos e onde Habitam” saiu como livro em 2001 e agora inspira o primeiro filme – que já tem quatro sequências em desenvolvimento. Contando com um roteiro da própria autora – o primeiro de sua autoria –, o diretor David Yates (dos últimos quatro filmes de Harry Potter), o produtor David Heyman (de todos os oito filmes daquela franquia) e Stuart Craig (desenhista de produção de todos os oito também), trata-se de uma empreitada que navega nas conhecidas águas da magia, ainda que todos os personagens sejam novos, aprofundando o tema da zoologia bizarra que já frequentava a saga original.
O parentesco com o universo Harry Potter é garantido, pois o protagonista aqui é Newt Scamander (Eddie Redmayne), que os leitores mais atentos lembrarão como autor de um dos manuais usados pelo bruxinho em Hogwarts, cerca de 80 anos depois desta história – o que transforma este filme numa espécie de prequel. Magizoologista, o britânico Scamander chega à Nova York de 1926 com uma discreta maletinha – de onde podem sair, no entanto, os mais incríveis animais que a imaginação puder conceber.
Newt chega com uma missão secreta, envolvendo um de seus animais. São tempos pós-1ª Guerra, de muita intolerância, desigualdade, xenofobia, autoritarismo e traços de fundamentalismo religioso. Por isso, os bruxos vivem clandestinamente, tentando escapar à atenção dos humanos e severamente vigiados por agentes de seus próprios órgãos de segurança, como a MACUSA, sigla para Congresso Mágico dos EUA.
Evidentemente, a missão de Newt não está autorizada e ele é rapidamente detectado pela agente Tina Goldstein (Katherine Waterston), após um tremendo tumulto causado, num banco, por uma das criaturas de Newt, um bichinho obcecado por coisas brilhantes que escapou da maleta.
O incidente une os caminhos não só de Newt e Tina como de um humano não-bruxo – “não-maj”, no jargão local. Trata-se de Jacob Kowalski (Dan Fogler), um modesto operário que apenas buscava um financiamento bancário para seu sonho de abrir uma padaria e se viu envolvido na confusão.
Ao trio se soma a irmã de Tina, Queenie (Alison Sadol), capaz de ler pensamentos e que se toma de amores por Kowalski – por mais que romances mistos entre bruxos e humanos não sejam permitidos naquele tempo e lugar.
Além destas inúmeras referências evidentes a outros períodos históricos, inclusive o atual, a história joga com contrastes instigantes entre o apego do magizoologista por suas inusitadas criaturas, o que o transforma num precursor dos ecologistas, diante do rigor burocrata de Tina e dos integrantes da MACUSA e também do fanatismo antibruxo dos novos salemianos, liderados pela beata Mary Lou (Samantha Morton).
Na parte visual, funciona bem o 3D, especialmente para valorizar a fantástica fauna de Newt, produto de computação gráfica, animatronics e uso de marionetes. Mas a fotografia do premiado veterano Philippe Rousselot derrapa, no entanto, em algumas cenas muito escuras, dificultando a visualização.
Como boa parte das aventuras de Harry Potter, “Animais Fantásticos e onde Habitam” explora personagens ambíguos, como o diretor de segurança mágica da MACUSA, P. Graves (Colin Farrell) e o garoto Creedence (Ezra Miller), um dos órfãos oprimidos pela beata. Não falta, igualmente, um toque contemporâneo sobre magnatas da imprensa, no caso, Henry Shaw (Jon Voight), e sua íntima relação com a política, através da figura de um filho senador (Josh Cowdery). 
Curiosamente, a Nova York dos anos 1920 foi recriada inteiramente nos estúdios britânicos de Leavseden, nos arredores de Londres, com algumas locações extras em Liverpool. A rivalidade entre britânicos e norte-americanos é também um dos temperos de humor na história, como a disputa do título de melhor escola de bruxaria do mundo entre a yankee Ilvermorny e a britânica Hogwarts.
Mesmo ancorado no universo Harry Potter, o desafio de “Animais Fantásticos e onde Habitam” tem sua particularidade, já que não se trata mais de uma história infanto-juvenil com personagens idem, que cresciam com seus fãs a cada novo livro e filme. Aqui a identificação do público – também preferencialmente infanto-juvenil – tem que ocorrer pelas paixões destes personagens adultos, como o desprendido Newt e o divertido Kowalski, que se engajam na aventura com entusiasmo de criança grande.
Johnny Depp, desta vez, é vilão e aparece só numa ponta de luxo – pelo menos, neste capítulo inaugural da franquia.

Reuters

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Isabelle Huppert protagoniza história polêmica sobre estupro em 'Elle'

Por Neusa Barbosa
'Elle' é estrelado por Isabelle Huppert.Diretor por trás de “Instinto Selvagem” (1992), Paul Verhoeven, com 78 anos, mostrou que ainda é capaz de apertar os botões certos para provocar e divertir perversamente seu público em seu mais recente trabalho, “Elle”, que competiu no Festival de Cannes e foi indicado o representante francês a uma indicação ao Oscar de filme estrangeiro 2017. 
A polêmica sobre jogos sexuais violentos envolvendo Michèle Leblanc (Isabelle Huppert) e um agressor mascarado – não revelemos ainda sua identidade, para não entregar nada antes da hora – certamente virá depois.
Em todo caso, não há dúvida de que Verhoeven, como um Hitchcock moderno e bem mais explícito, explora os lados obscuros das pulsões de seus personagens, partindo do livro de Philippe Djian, autor de “Betty Blue”, que rendeu o filme cult de 1986.
A protagonista é uma executiva de sucesso, que comanda uma bem-sucedida empresa de videogames, ao lado de uma amiga, Anna (Anne Consigny) – uma chance para que o filme explore com ironia o choque de gerações, já que as duas senhoras chefiam uma turma de garotos. Cabe a Michèle exercer esse controle com mão de ferro, observações duras e nenhuma concessão.
O filme começa em tom alto, justamente pelo som da agressão sexual a Michèle em sua ampla casa - a princípio, nada se vê, exceto o final. Verhoeven voltará a essa cena outras vezes, para definir o caráter contraditório dessa mulher fria, calculista e que esconde um passado complicado, mantém relações ambíguas com seu casal de vizinhos, Patrick (Laurent Lafitte) e Rebecca (Virginie Efira), além de um duelo permanente com seu filho (Jonas Bloquet) e nora (Alice Isaaz).
Esse passado de Michèle, que envolve seu pai, justifica a reação surpreendente dela em relação à denúncia à polícia (mais uma vez, evite-se os detalhes). O que cabe dizer é que “Elle” é um filme de gênero que escapa de muitas armadilhas habituais justamente por pescar em águas sombrias e ser eficaz em seu suspense, humor negro e drama de gênero.
A personagem foi feita à imagem e semelhança dos recursos de Isabelle, sempre crível quando é feroz. Essa consistência na composição da personagem é que impede que a história se torne misógina (embora sempre possa haver quem tenha essa interpretação). Provocativa ela é, e muito.

Reuters

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25 milhões de menores na UE correm risco de pobreza

Entre 2010 e 2015, o número de crianças em risco diminuiu ligeiramente no bloco europeu.Uma em cada quatro crianças na União Europeia está em risco de exclusão social e pobreza, indicou nesta quarta-feira o instituto de estatísticas europeu, Eurostat, que aponta para um aumento nos países do sul da Europa.
"Em 2015, cerca de 25 milhões de crianças na UE, ou seja, 26,9% da população entre 0 e 17 anos, estavam ameaçadas pela pobreza ou exclusão social", disse em um comunicado a Eurostat, por ocasião do Dia Mundial da Infância em 20 de novembro.
Entre 2010 e 2015, o número de crianças em risco diminuiu ligeiramente no bloco europeu de 27,5% para 26,9%, enquanto que aumentou nos países do sul da Europa, mais atingidos pelas consequências da crise financeira de 2008, como Espanha (de 33,3% para 34,4% para quase 2,9 milhões) e Portugal (28,7% para 29,6%, cerca de 536 mil a menos no total em 2015).
A Grécia, submetida desde 2010 a uma série de programas de resgate em troca de reformas difíceis, lidera o aumento na UE deste grupo vulnerável, de 28,7% em 2010 para 37,8%, cinco anos depois, para 710.000 crianças.
Os países nórdicos - Suécia, Finlândia e Dinamarca - registraram o menor risco de exclusão social e pobreza na UE, abaixo de 16%.
A Romênia e a Bulgária, por sua vez, apresentaram o maior percentual em 2015, acima de 43%.
Eurostat leva em consideração em seus cálculos, as famílias em risco de pobreza econômica, em situação de grave privação material, como aquelas que não podem pagar o aluguel ou aquecimento, e as famílias onde os membros trabalham menos de 20% do tempo máximo estipulado.
De acordo com o instituto de estatísticas, a proporção de crianças em risco de pobreza e exclusão social diminui à medida que o nível de educação dos pais aumenta.

AFP

*O DomTotal é mantido pelas instituições de ensino Dom Helder Escola de Direito e Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE). Saiba mais!

Quando o amor vence o câncer

A moça na foto é Katie Kirkpatrick, no momento com 21 (vinte e um) anos de idade. Ela tem câncer e está em fase terminal.
Passa horas por dia recebendo tratamentos e medicação.
Ao lado dela seu noivo, Nick com 23 (vinte e três) anos de idade, esperando por ela até o fim em uma das muitas sessões de quimioterapia submetidas a ela.