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Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

15 de abril de 2016

Av. Bezerra de Menezes. Anos 50, talvez? Arquivos Nirez / Diário do Nordeste

Municípios brasileiros jogam resíduos sólidos a céu aberto



O programa Meio Ambiente por Inteiro desta semana aborda a questão dos resíduos sólidos gerados nas torres residenciais, onde milhões de pessoas dividem espaço para morar em apartamentos. Viver ou trabalhar nas alturas pode até ajudar na coleta e na separação dos resíduos, mas uma questão permanece sem resposta: por que o Brasil demora tanto em cuidar da reciclagem do material recolhido?


Dados do IBGE revelam que metade das cidades brasileiras despejam milhares de toneladas de resíduos nos famigerados lixões, sem qualquer controle ambiental. Mas, como os condomínios verticais com milhares de unidades reagem à nova legislação? É possível transformar lixo em dinheiro, por meio da reciclagem? Nossa reportagem visitou um centro médico que recebe 12 mil pessoas por dia. Todos os resíduos gerados e que podem ser reaproveitados são vendidos para cooperativas de reciclagem.


O bom exemplo do condomínio comercial vem inspirando prédios residenciais também. Na opinião da engenheira ambiental Raquel Blumenschein, essa atitude já faz parte do “futuro”. “Na cidade do futuro, cada unidade, cada morador, cuidará de seu próprio resíduo. Um condomínio vertical cuidará de suas necessidades quanto ao uso de energia, de água, esgoto e material de reciclagem. O lixo será matéria-prima e o mínimo será despejado na natureza”.

FONTE - TV JUSTIÇA

“Culto afro: uma filosofia de diáspora” foi tema da palestra do professor Muniz Sodré no encerramento do ciclo “Sociedade e espiritualidade”, da ABL

A Academia Brasileira de Letras encerrou o ciclo de conferências “Sociedade e espiritualidade”, sob coordenação do Acadêmico e jornalista Cícero Sandroni, realizando sua quinta palestra – Culto Afro: uma filosofia de diáspora – com o professor e escritor Muniz Sodré. O evento aconteceu na terça-feira, dia 29 de março, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Muniz Sodré explicou a proposta de sua palestra: O que aqui e agora nos interessa é a provocativa sugestão que confere a setores da condição humana escravizada no Brasil, ao modo de uma ‘suspeita’ filosófica, um estatuto intelectual jamais entrevisto pelo status-quo etnológico. Por outro lado, abre caminho para a investigação de algo inconcebível pela entidade ‘filosofia europeia’, moldada por teólogos germânicos: a possibilidade de um genuíno pensamento por parte de intelectuais ‘orgânicos’ da diáspora africana. Quem são esses? São ex-escravos e seus descendentes.

Foram fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a coordenadora-geral dos ciclos de conferências de 2016.

Saiba mais:

Professor Titular Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, escritor com 36 livros publicados nas áreas de comunicação, cultura e ficção, Muniz Sodré também é professor visitante de universidades estrangeiras, tanto na Europa como na América Latina. 

Foi jornalista e tradutor profissional. Presidiu a Fundação Biblioteca Nacional no período de 2005 a 2010. Seu livro mais recente é A Ciência do Comum –– notas para o método comunicacional. Está no prelo o seu sexto livro de ficção: intitulado Bagulho.

Fonte: ABL

Prof. Mandredo Oliveira: Do Brasil que temos ao brasil que queremos


Papa Francisco pede à Virgem que proteja sua viagem à ilha grega de Lesbos

Por Alvaro de Juana
Foto referencial. Crédito: L'Osservatore Romano

VATICANO, 15 Abr. 16 / 11:00 am (ACI).- O Papa Francisco se dirigiu na tarde de ontem à Basílica da Santa Maria Maior, em Roma, para rezar ante a Virgem pela viagem que realizará neste sábado, 16, à ilha grega de Lesbos.

Como de costume, antes de realizar uma visita apostólica, o Pontífice reza ante a imagem da Salus Populi Romani entre às 19h e as 19h30 (hora local).

Segundo informações da Santa Sé, Francisco solicitou a proteção da Mãe de Deus para sua visita à Grécia e lhe ofereceu um buquê de rosas brancas e azuis, as cores da bandeira do país. 

Na ilha grega de Lesbos, uma das portas de entrada dos imigrantes na Europa, terá uma reunião com o Patriarca Ecumênico de Constantinopla (Turquia), Bartolomeu I, e com o Arcebispo de Atenas e de toda a Grécia, Jerónimo II, visitará um campo de refugiados e levará a eles sua proximidad

Papa assegura que a chave para abrir o coração a Deus é a humildade

Por Alvaro de Juana
Papa na Casa Santa Marta. Foto: L'Osservatore Romano

VATICANO, 15 Abr. 16 / 01:00 pm (ACI).- O Papa Francisco aconselhou hoje a abrir o coração a Deus através da humildade e assim ser dócil ao Espírito Santo.

“A humilhação é o caminho para abrir o coração. Quando o Senhor nos envia humilhações ou permite que elas venham é justamente para isso: para que o coração se abra, seja dócil, se converta ao Senhor Jesus”.

Na Missa celebrada na capela da Casa Santa Marta, Francisco explicou que Deus dá sempre a graça e a ‘dignidade’ de se erguer, se necessário, até com a humilhação.

O Papa citou o exemplo de um homem firme na fidelidade aos princípios de sua fé, Paulo de Tarso, mas com o ‘coração fechado’ e perseguia os cristãos.

Trata-se da “história de um homem que deixa que Deus mude o coração”. Paulo é envolvido por uma luz potente, sente uma voz que o chama, cai e fica momentaneamente cego. “Saulo o forte, o seguro, estava no chão”, comentou Francisco. Naquela condição, sublinhou, “compreende a sua verdade: não era um homem como Deus queria, porque Deus criou todos nós para estarmos em pé, com a cabeça erguida”.

“Mas a voz do céu não diz apenas ‘Por que me segues?’, mas o convida a se levantar: ‘Levanta-te e te será dito, deves ainda aprender’. E quando começou a se erguer, não conseguia e percebeu que estava cego: naquele momento havia perdido a visão. ‘E se deixou guiar’: o coração começou a se abrir”, disse o Pontífice.

“Assim, levando-o pela mão, os homens que estavam com ele o conduziram a Damasco, onde por três dias não pôde ver, não comeu e nem bebeu. Este homem estava no chão, mas logo entendeu que deveria aceitar esta humilhação”.

Em seguida, o Santo Padre expressou: “O protagonista destas histórias não são nem os doutores da lei, nem Estêvão, nem Filipe, nem o eunuco, nem Saulo… É o Espírito Santo. O protagonista da Igreja é o Espírito Santo que conduz o povo de Deus. 

Enfim, “a dureza do coração de Paulo se transforma em docilidade ao Espírito Santo”.

Ao finalizar, o Papa disse: “É belo ver como Senhor é capaz de mudar os corações e fazer com que um coração duro, teimoso, se torne um coração dócil ao Espírito”, conclui Francisco.

“Todos nós temos durezas no coração, todos nós. Se alguém de vocês não tem, levante a mão, por favor. Peçamos ao Senhor que nos mostre que estas durezas nos jogam no chão. Que nos envie a graça e também – se necessário – as humilhações, para não ficarmos no chão, mas levantarmo-nos, com a dignidade com a qual Deus nos criou, ou seja, com a graça de um coração aberto e dócil ao Espírito Santo”.

Leitura comentada pelo Papa:

Primeira Leitura (At 9,1-20)

Naqueles dias, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao Sumo sacerdote e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar presos para Jerusalém os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho. Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo, de repente, viu-se cercado por uma luz que vinha do céu. Caindo por terra, ele ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues? ”

Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor? ” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. Agora, levanta-te, entra na cidade, e ali te será dito o que deves fazer”. Os homens que acompanhavam Saulo ficaram mudos de espanto, porque ouviam a voz, mas não viam ninguém. Saulo levantou-se do chão e abriu os olhos, mas não conseguia ver nada. Então pegaram nele pela mão e levaram-no para Damasco. Saulo ficou três dias sem poder ver. E não comeu nem bebeu.

Em Damasco, havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: “Ananias! ” E Ananias respondeu: “Aqui estou, Senhor! ” O Senhor lhe disse: “Levanta-te, vai à rua que se chama Direita e procura, na casa de Judas, por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está rezando”. E numa visão, Saulo contemplou um homem chamado Ananias, entrando e impondo-lhe as mãos para que recuperasse a vista. Ananias respondeu: “Senhor, já ouvi muitos falarem desse homem e do mal que fez aos teus fiéis que estão em Jerusalém. E aqui em Damasco ele tem plenos poderes, recebidos dos sumos sacerdotes, para prender todos os que invocam o teu nome”.

Mas o Senhor disse a Ananias: “Vai, porque esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel. Eu vou mostrar-lhe quanto ele deve sofrer por minha causa”. Então Ananias saiu, entrou na casa, e impôs as mãos sobre Saulo, dizendo: “Saulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu quando vinhas no caminho, ele me mandou aqui para que tu recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo”.

Imediatamente caíram dos olhos de Saulo como que escamas e ele recuperou a vista. Em seguida, Saulo levantou-se e foi batizado. Tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado. Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco, e logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus.

Papa na Grécia: almoçará com refugiados e saudará 150 menores

Por Alvaro de Juana
Foto referencial. Crédito: L'Osservatore Romano

VATICANO, 15 Abr. 16 / 02:00 pm (ACI).- Serão apenas 13 horas, mas o Papa Francisco espera poder consolar os refugiados que, ao fugir do Oriente Médio, chegaram à ilha grega de Lesbos em busca de um futuro melhor, os quais visitará neste sábado, 16 de abril.

O Papa realizará sua 13º viagem fora da Itália e estará acompanhado pelo Patriarca Ecumênico de Constantinopla (Turquia), Bartolomeu I, e do Arcebispo de Atenas e de toda a Grécia, Jerónimo II.

O Vaticano apresentou ontem, o programa da viagem, que começará às 7h (hora da Itália) com a partida do aeroporto Roma-Fiumicino com destino a Mitilene na ilha de Lesbos, onde chegará às 10h20 (hora local).

Durante a apresentação do programa, o porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, indicou que se trata de uma viagem humanitária e ecumênica.

O primeiro evento do Pontífice será como sempre a cerimônia de boas-vindas, onde será recebido pelo primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras; e por Dom Fragkiskos Papamanolis, presidente da Conferência Episcopal Grega.

Em seguida, Francisco terá um breve encontro privado no aeroporto com o primeiro-ministro grego e logo será transladado junto ao campo de Moria, onde estão hospedados cerca de 2.500 refugiados.

São cerca de 150 menores reunidos no centro. Os líderes religiosos atravessarão o pátio dedicado ao registro dos refugiados e chegarão à grande tenda, onde, individualmente, saudarão os cerca de 250 requerentes de asilo.

Às 12h25 (hora local), o Arcebispo Jerónimo II, o Patriarca Bartolomeu I e o Papa Francisco pronunciarão seus discursos e depois assinarão uma declaração conjunta. Logo, os três líderes religiosos almoçarão com alguns refugiados.

O programa da tarde contempla um encontro com os cidadãos e com a comunidade católica da ilha no local da Guarda Costeira. Ali acontecerá um ato de comemoração pelas vítimas da migração e o Papa pronunciará o segundo discurso do dia. Ao término, os três líderes religiosos recitarão, cada um, uma breve oração pelas vítimas das migrações. Solicitado um minuto de silêncio, os três líderes receberão de três crianças coroas de flores, que serão lançadas ao mar.

No aeroporto, terá um encontro privado com o arcebispo de Atenas e de Toda a Grécia, o Patriarca Ecumênico, e com o primeiro-ministro da Grécia.

Depois da cerimônia de despedida no aeroporto, o avião partirá às 15h30 e chegará às 16h30 (hora de Roma).

PARSIFAL

Grecianny Carvalho Cordeiro*

Parsifal é um personagem das histórias cavalariças, cujos heróis tinham por características inatas a honra, a bondade, a coragem, a altivez.
Criado pela mãe na floresta, Parsifal estava longe de guerras, de lutas, de cavaleiros e da maldade humana. 
Certo dia, ele deslumbrou-se ao ver a marcha de vários cavaleiros passando pela floresta. Os cavalos, as roupas, as armaduras, as armas, tudo aquilo o fascinou.
Parsifal soube que para sagrar-se cavaleiro deveria ter um coração puro, cuja missão seria defender os fracos, reparar as injustiças, lutar pelo ideal de justiça. Ele percebeu ser talhado para aquela função e decidiu procurar o rei Artur.
Sagrado cavalheiro, coube a Parsifal a tarefa de encontra o Santo Graal, o cálice usado por Cristo na Última Ceia e levado por José de Arimateia para ser protegido, uma vez que continha o sangue que fluía do corpo do Salvador. Contava a lenda que, ao morrer, José de Arimateia fora erguido aos céus pelos anjos e a taça derramou o sangue sobre a terra, salvando-a da destruição.
Os anjos ordenaram a Titurel, pai de Amfortas, que construísse um castelo capaz de guardar essa relíquia sagrada, na montanha mais alta chamada Mont Salvat, um lugar místico que se tornaria sagrado, onde emanavam poderosas forças espirituais. 
Pela lenda, aquele que guardasse o Santo Graal ficaria livre de toda e qualquer impureza. Mas a honra de chegar ao castelo somente seria dada àquele que fosse digno de tamanha glória pelas suas próprias virtudes.
Parsifal conseguiu chegar ao castelo onde vivia o rei Amfortas, que sofria terríveis dores em virtude de uma lança envenenada que o atingira e, segundo a lenda, somente seria curado se um cavaleiro pudesse ouvir a voz de Deus e ver o milagre do Santo Graal.
No entanto, Parsifal ainda não estava preparado para tamanha glória. Se sentindo fracassado por não ser digno de presenciar o milagre do Santo Graal, saiu pelo mundo, desesperado, desiludido.
Ao se deparar com um eremita, Parsifal ouve suas palavras sobre Jesus e então compreende a grandeza de sua mensagem e de sua fé, abraçando-a com fervor, sentindo a alegria invadir as profundezas de sua alma. 
Renovado pela fé, Parsifal segue confiante de volta ao castelo do Mont Salvat. Quando finalmente se aproxima do Santo Graal, sua fé é tão imensa que o sofrido rei Amfortas se recupera de sua ferida.
A fé e a pureza da alma fazem milagres. Talvez o mundo esteja precisando de  cavaleiros como Parsifal.

*Promotora de Justiça, escritora e presidente da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza

Crise e Poderes

Gonzaga Mota*
Infelizmente, estamos vivenciando, no Brasil, uma crise política e econômica de largo alcance e de consequências imprevisíveis. Um olhar acurado sobre o relacionamento dos Poderes Constituídos, mostra que alguns membros integrantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário não estão cumprindo, a rigor, com suas responsabilidades delegadas direta ou indiretamente pelos brasileiros, e compatíveis com o estabelecido no art. 2º da Constituição Federal. Vale destacar, ainda, de forma pontual e aguda, a influência perniciosa da “monetarização” e a falta de espírito público de determinados funcionários, servidores e políticos. Por sua vez, os desvios de conduta se ampliaram no Executivo, quando as estratégias de “marketing” político substituíram os planos de governo e também quando se passou a priorizar o poder e não a atividade governamental. A alternância é essencial ao processo democrático. Já a perda de autonomia política do Parlamento, considerando-se suas atribuições principais: legislar e fiscalizar, deu oportunidade ao incremento da corrupção e à implantação de programas com reduzida sustentabilidade social e econômica, bem como técnica. Ademais, é importante a existência de um Judiciário capaz de garantir a legitimidade e a legalidade constitucional. Objetivando a consolidação da democracia, única forma de eliminar a crise, jamais podemos esquecer os princípios da independência e harmonia dos três Poderes, conforme definido por Montesquieu, como também não devemos concordar com a “judicialização” da política e a “politização” da justiça.

*Professor aposentado da UFC, escritor e ex-governador do Ceará