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4 de janeiro de 2018

O que é blitzkrieg?

O que é blitzkrieg? Trata-se de uma tática de guerra alemã que coordenava ataques de vários grupamentos do Exército e foi a grande responsável pelos sucessos iniciais na guerra.
A infantaria alemã foi essencial para o sucesso da blitzkrieg nos primeiros anos da Segunda Guerra
A infantaria alemã foi essencial para o sucesso da blitzkrieg nos primeiros anos da Segunda Guerra
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blitzkrieg (guerra-relâmpago, em alemão) foi uma tática de guerra utilizada pelo exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial. Foi considerada inovadora na fase inicial da guerra e contribuiu largamente para as vitórias conquistadas pelos alemães.
As forças alemãs eram formadas pelos seguintes grupos:
  • Wehrmacht: infantaria
  • Kriegsmarine: marinha de guerra
  • Luftwaffe: aviação de guerra
  • Divisões panzer: formadas pelos veículos blindados (tanques)
blitzkrieg coordenava ataques da infantaria, aviação e blindados com grande velocidade e força, de maneira a abrir as linhas de defesa inimiga e cercar as tropas adversárias para forçar sua rendição.
Na blitzkrieg, as forças alemãs utilizavam a Luftwaffe para realizar ataques atrás das linhas de defesa adversárias com o objetivo de destruir as linhas de comunicação e dificultar a transmissão de ordens. Além disso, a utilização da aviação de guerra era importante para a defesa de ataques aéreos e para promover a destruição dos campos de poucos adversários.
O uso da infantaria e dos blindados acontecia na chamada Schwerpunkt, a estratégia do ponto focal. Nessa estratégia, as forças alemãs escolhiam um ponto focal no exército adversário, onde promoveriam ataques constantes e alternados entre infantaria, apoiada com artilharia, e ataques blindados. O objetivo era abrir uma brecha nas defesas adversárias. A partir dessa brecha, as forças alemãs promoviam rápidos deslocamentos para infiltrar e separar as forças inimigas, podendo cercá-las a partir daí.
Utilização da Blitzkrieg
Franceses desolados com o desfile do exército nazista sobre Paris em junho de 1940
Franceses desolados com o desfile do exército nazista sobre Paris em junho de 1940

O exército alemão aprimorou o uso da blitzkrieg durante as campanhas realizadas contra a Polônia em 1939 e nas campanhas que foram concluídas com a conquista da França em 1940. Na fase inicial da guerra, a utilização da blitzkrieg foi essencial para que as vitórias alemãs acontecessem em muitos locais da Europa.
A primeira utilização ocorreu na Polônia, em 1939, quando o exército alemão, formado por cerca de 1,5 milhão de soldados, 3.600 veículos blindados e 1.929 aviões, cruzou a fronteira e iniciou o ataque. Esperava-se que a Polônia pudesse resistir alguns meses ao conflito, porém, em pouco mais de 20 dias, a Alemanha havia conquistado todo o país.
blitzkrieg também levou à conquista e ocupação da Noruega após mais de 60 dias de batalha em maio e junho de 1940. Além disso, DinamarcaHolanda e Bélgica foram igualmente ocupados por tropas alemãs.
O ataque à França começou no dia 10 de maio de 1940. No dia 4, as tropas alemãs desfilaram vitoriosas em Paris e, por volta do dia 25, a França rendeu-se. Apesar disso, o historiador Max Hastings afirma que a campanha alemã na França não foi resultado somente da blitzkrieg, mas também do despreparo do exército francês em comparação com as forças alemãs.
blitzkrieg também foi utilizada na fase inicial da invasão da União Soviética, mas a resistência obstinada dos soviéticos e o enfraquecimento da máquina de guerra alemã, seja em vidas, seja em recursos, levaram a União Soviética a reverter o quadro da guerra.

Por Daniel Neves
Graduado em História
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
SILVA, Daniel Neves. "O que é blitzkrieg?"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-blitzkrieg.htm>. Acesso em 04 de janeiro de 2018.

No Dia Mundial do Braille, bate-papo na Biblioteca Pública Espaço Estação discute esse sistema tátil

por Roberta Souza - Repórter
Usuária do setor braille da Biblioteca Pública Espaço Estação: variedade de obras atrai público diverso, como estudantes, idosos, crianças e interessados em geral. Livros precisam de cuidados especiais ( Fotos: Felipe Abud/Secult/divulgação )
Há mais de 200 anos - 209 para ser preciso -, nascia Louis Braille, em Coupvray, França. Este sobrenome ficaria internacionalmente conhecido por uma contribuição que o jovem daria à humanidade antes mesmo de completar 16 anos. Aos 3, ele feriu o olho com uma ferramenta do pai e uma infecção generalizada provocou cegueira total.
Com grande habilidade na escola, Louis desenvolveu, a partir de técnicas rudimentares, um sistema de escrita e leitura tátil que funciona até hoje de forma oficial para atender pessoas cegas. E, na data de hoje (4), seu aniversário, comemora-se o Dia Mundial do Braille.
Em Fortaleza, um bate-papo gratuito na Biblioteca Pública Espaço Estação abordará essa "revolução do conhecimento na ponta dos dedos". A história do Braille, a feitura dos livros e como se processa a leitura nesse sistema serão alguns dos temas levantados pelo convidado Klístenes Braga, doutorando em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual do Ceará (UECE), mestre em Linguística Aplicada pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da UECE e especialista em Gestão Pública Municipal pela mesma universidade, sendo pesquisador em tradução audiovisual acessível e consultor em acessibilidade cultural.
Ao lado dele, estarão dois mediadores: Thamyle Vieira Machado (cega) e Marcos Rodrigues de Souza (baixa visão), ambos funcionários do setor Braille na Biblioteca Pública. Marcos, que trabalha lá há cinco anos, compartilha alguns dados do projeto - institucionalizado na Menezes Pimentel desde 1979 -, atualmente sob coordenação de uma das fundadoras, Lúcia Frota. "Contamos com 4.500 títulos divididos em audiolivros e braille. São dos mais variados, desde infantil, infanto-juvenil, a literários como 'O quinze', 'Pequeno príncipe', 'O Corcunda de Notre-Dame'. São autores brasileiros e estrangeiros, uma variedade grande", revela Marcos.
O acervo, segundo ele, costuma ser atualizado três ou quatro vezes ao ano, com base na parceria entre a biblioteca e os institutos Dorina Nowill para Cegos e Benjamin Constant. A Fundação Bradesco e outras instituições também já realizaram doações. "A produção do livro em braille não é como a produção do livro em tinta, esta bem mais frequente, com linearidade, dinâmica maior", contextualiza Marcos. "O livro em braille precisa de todo um processo, desde a autorização da editora para os institutos Dorina ou Benjamin, até a feitura, as tiragens do Brasil e toda elaboração. Isso requer mais tempo, é mais dispendioso", justifica.
Manutenção
A respeito da manutenção desses livros, que exige uma atenção especial, Marcos pontua os cuidados com a temperatura, que deve variar entre 18 e 20 graus celsius, no máximo, e com a acomodação dos livros, que precisam ser organizados em pé para não danificar o braille. Ainda assim, o tempo de vida de um livro formatado nesse sistema é menor do que um impresso em tinta.
À medida que é alugado, o livro em braille também vai se desgastando, num processo natural. Aliás, existe uma regra diferenciada para quem loca estas obras. Diferente dos videntes, que podem ficar até 15 dias com as obras, podendo renovar o empréstimo por telefone, o público com deficiência visual tem direito de mantê-la por até 30 dias, também renovando por meio de ligação.
"Isso porque o usuário cego vai levar três volumes de um mesmo livro que, em tinta, seria impresso apenas em um. Portanto, necessita maior tempo de leitura", afirma Marcos, tomando o beste seller "O Código da Vinci", de Dan Brown, como exemplo. Um livro em tinta com 300 páginas equivale a um em braille de 900 a 950 páginas.
Sobre as expectativas para a transferência do setor em que trabalha para o prédio reformado da Menezes Pimentel, Marcos é otimista. "O que a gente precisa para que nossos livros cheguem lá e fiquem bem acondicionados é de uma estante própria, assim como já tínhamos antes, e deve permanecer", argumenta.
Público
O perfil do público que frequenta o setor braille da Biblioteca Pública varia entre algumas pessoas com formação universitária, outras em processo de ensino fundamental, e outras com idade adiantada, de 50 a 55 anos. "Como nosso acervo é diversificado, vai ter livro para pessoas que tem um gosto mais aprofundado de conhecimento e intelectualidade, pessoas que tem gosto por leitura religiosa, entre outros", aponta.
O audiolivro, por sua vez, não é tão procurado. "Uma coisa é você ouvir algo sobre um livro, ou ouvir um livro sendo lido, e a outra é você ler, ter o prazer. Já teve caso da pessoa pegar os dois formatos do mesmo título", conta Marcos.
Mas não é só o aluguel de obras que move o setor. "Vêm pessoas aqui que muitas vezes estão procurando apenas uma orientação. Por exemplo, tenho alguém na minha família que perdeu a visão de uma hora pra outra. Como faço? Posso ir pra algum local? Tem alguma instituição? Aqui desenvolvemos um trabalho de direcionamento", esclarece Marcos.
"O trabalho do empréstimo fica muito pequeno para o mundo que é uma pessoa com deficiência visual. Muitas vezes ela quer ser ouvida, quer experiências, compartilhamento, quer várias outras coisas", completa o funcionário.
Sobre o evento desta quinta, aberto a todos, Marcos adianta que será discutido o desenvolvimento do método de leitura e escrita braille, mas também serão abordados períodos da história em que ele não existia, e que, de alguma forma, faziam-se tentativas para atender esse público.
Os desejos de Marcos para o presente-futuro, e também de muitos pelos quais ele fala, é por dignidade, respeito, equidade e empatia. "Que um dia a sociedade possa nos perceber não apenas como pessoas com deficiência, mas como pessoas. A deficiência é apenas uma característica nossa. Não somos nós todos. Não se vê só a deficiência, mas as habilidades ao redor daquela pessoa, e é por isso que a gente luta", finaliza.
Saiba mais
O sistema Braille é um processo de escrita e leitura baseado em 64 símbolos em relevo, resultantes da combinação de até seis pontos dispostos em duas colunas de três pontos cada.
Letras, algarismos e sinais de pontuação podem ser representados. A leitura é feita da esquerda para a direita, ao toque de uma ou duas mãos ao mesmo tempo.
O Brasil conhece o sistema desde 1854, data da inauguração do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, chamado, à época, Imperial Instituto dos Meninos Cegos.
O código Braille não foi a primeira iniciativa que permitia a leitura por cegos. Havia métodos com inscrições em alto-relevo, normalmente feito por letras costuradas em papel, que eram muito grandes e pouco práticos.
Louis Braille simplificou um trabalho com pontos em relevo utilizado por soldados franceses, aprimorando-o e permitindo que o sistema fosse também utilizado para números e símbolos musicais.

Mais informações:
Bate-Papo "Dia Mundial do Braille: A revolução do conhecimento na ponta dos dedos", com Klístenes Braga, Thamyle Vieira e Marcos Rodrigues. Nesta quinta (4), das 14h30 às 17h, na Biblioteca Pública do Estado do Ceará - Espaço Estação (R. 24 de Maio, 60, Centro). Entrada franca.

Diário do Nordeste
 

A primeira noite de um homem: um clássico da Nova Hollywood

Desde 2013, quando o Cinema do Dragão foi reinaugurado, a exibição de filmes clássicos passou a integrar o DNA da programação do equipamento. Tanto que, já nesse primeiro mês do ano, três estão na grade, dois deles na Mostra Retroexpectativa, anunciando o que está por vir em 2018. Nesta quinta de estreias, as atenções estão voltadas ao longa-metragem "A primeira noite de um homem", de 1967, dirigido por Mike Nichols, que será exibido em cópia restaurada 2K.
O longa ganhou o Oscar de Melhor Direção e conta a história do recém-formado Benjamin Braddock (Dustin Hoffman) que, após cumprir todas as suas responsabilidades acadêmicas, fica sem grandes propósitos. Neste contexto, ele é induzido a ter um caso com uma mulher casada, a Sra. Robinson (Anne Bancroft). Tudo se torna mais complicado quando seus pais insistem para que ele tenha um encontro com Elaine (Katharine Ross), filha da amante.
O roteiro de Calder Willingham e Buck Henry deriva do romance de Charles Webb, e, como aponta o crítico Gabriel Carvalho em texto publicado no site Plano Crítico, "é pontual em adotar a efemeridade das relações; a busca por respostas precipitadas; a tomada de decisões futuramente prejudiciais. A juventude está florescendo, amadurecendo perante o mundo, e se há alguém certeiro em personificar essa juventude transitória, este alguém é Hoffman".
Essas características, inclusive, remetem a um período de revolução cinematográfica em Hollywood, com roteiros menos burocráticos e cinemas autorais mais urgentes, a exemplo da Nouvelle Vague francesa. O movimento, que ficou conhecido como a Nova Hollywood, era reflexo da sociedade americana na época, no auge da contracultura e do pessimismo. E todos esses processos ficam evidentes no filme "A primeira noite de um homem".
Comédia romântica
Enquadrado em um gênero que costuma ser visto com muitas ressalvas, o longa de Mike Nichols desconstrói as expectativas do público como comédia romântica. O ingênuo Benjamin Braddock é seduzido pela mulher do sócio do seu pai. A Sra. Robinson pressiona o jovem para que a acompanhe em uma bebida em casa, e assim os dois personagens protagonizam uma das cenas mais conhecidas da história do cinema norte-americano: com sucessivas indiretas dadas por ela a Benjamin, este diz-lhe: "Sra. Robinson, você está tentando me seduzir!". Esta frase já foi adaptada diversas vezes em paródias feitas em seriados e filmes.
Mas, depois disso, o rapaz acaba se interessando por Elaine, a filha do casal Robinson. Furiosa com o romance de Benjamin com a filha, a sra. Robinson conta sua traição ao marido que, se antes apoiava o namoro da filha, agora resolve vingar-se, e se muda com Elaine e a mulher para lugar ignorado por Benjamin. Este passa, então, a procurar o novo amor por todo o país, e acaba encontrando-a no dia do casamento dela com outra pessoa.
Para o curador do Cinema do Dragão, Pedro Azevedo, duas coisas se destacam no filme que será exibido na sala 1: a atuação de Dustin Hoffman, que quando interpretou Benjamin tinha trinta anos, ao passo que o personagem tinha apenas 21 anos de idade; e a trilha sonora proposta pela dupla de músicos folk Simon & Garfunkel, com canções como "April Come She Will" e "Scarborough Fair/Canticle", ambas de álbuns prévios; e ainda as populares "The Sound of Silence" e "Mrs. Robinson".
Distribuição
A distribuidora que fez parceria com o Cinema do Dragão para trazer "A primeira noite de um homem" foi a Zeta Filmes. É ela também que vai trazer o francês "Acossado" (1960), de Jean-Luc Godard, e o italiano "Stromboli" (1950), de Roberto Rosselini, ambos previstos para serem exibidos na Mostra Retroexpectativa, entre os dias 11 e 24 de janeiro. "As distribuidoras compram os direitos dos filmes e a gente entra em acordo aqui no Brasil. É uma negociação comum, como com qualquer outro filme em cartaz. Mas é interessante ver que uma série de distribuidoras nacionais têm investido nos clássicos", aponta Pedro Azevedo.
Para o curador, quando você cria a demanda, o público vem. "Em 2013, quando começamos a trabalhar com clássicos, foi instantânea a adesão. Hoje é um elemento forte da programação, e não só do Dragão, mas também de outras salas de perfis parecidos, como a do Cineteatro São Luiz. O público já espera isso da gente", acredita. A formação de plateia, portanto, está garantida.
Mais informações:
Filme "A primeira noite de um homem" (The Graduate, EUA, 1960), de Mike Nichols. Com Dust Hoffman, Anne Bancroft e Katharine Ross. Exibições de 4 a 10/01, às 20h, na Sala 1 do Cinema do Dragão. Ingressos: R$ 14 (inteira). Contato: (85) 3488.8636

Férias em Aracati: harmonia com a natureza

por Melquíades Júnior - Repórter
Os passeios de buggy são feitos por guias credenciados. Os veículos levam os turistas para conhecer o litoral de Aracati mostrando suas belezas naturais que compõem uma das principais áreas da Rota das Falésias ( Foto: Thiago Gadelha )
O esplendor de um lugar, para ser medido, vale-se de todos os sentidos. Uma imagem pode valer mais (ou menos) do que mil palavras, a depender de quem fala e quem ouve. Quer conhecer as praias de Aracati? Então aguce os sentidos e prepare-se para o espetáculo composto por dunas, falésias, sol e mar. E mais: um povo hospitaleiro, cheio de boas histórias para contar e encantar.
Esse texto é escrito por quem já visitou Canoa Quebrada não menos que cem vezes, e outros tantos as praias de Majorlândia e Quixaba, também em Aracati, no Litoral Leste do Ceará. O mar é o mesmo, mas só ele. Porque o resto é diverso, e está aí uma das belezas do lugar. As falésias não se repetem.
O colorido das areias de Majorlândia, que de tanto variar dá para engarrafar com arte, alcança um tom de vermelho alaranjado quando chega a Canoa Quebrada.
A sonoridade também é outra: enquanto em Canoa o vento compartilha ouvidos com reggae, forró e música eletrônica, em Majorlândia ou Quixaba o vento é imperador, com exceção de datas mais festivas, em que disputa espaço com o som de carros. Mas se é tranquilidade o que se procura, as três oferecem em abundância.
Mesmo para quem já conhece bem Canoa Quebrada, sempre vale a pena dar uma passada na Vila Estêvão (no fim da Rua Dragão do Mar, só andar mais 500 metros). De lá se vê a praia de perfil, com os parapentes serpenteando o céu e as ondas, beijando as falésias quando a maré está alta.
Mas, como em todo paraíso, é preciso ter cuidado para preservar o que ele tem de mais valioso, motivo pelo qual os turistas são convidados a preservarem o local que visitam. O mesmo vale para a famosa Rua Dragão do Mar, a popular Broadway, onde as noites são sempre mais animadas.
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Jangadeiros locais conduzem os visitantes em passeios pela orla de Aracati. Do mar, é possível ver o desenho traçado pelas falésias (Foto: Thiago Gadelha)

Com empatia, é possível pertencer ao lugar de onde não somos. Prova disso foi a visita de um dos ícones mundiais do Reggae e Rastafari, o músico jamaicano Cedric Myton, que improvisou o clipe "Canoa Quebrada". Sua paixão pode ser conferida no YouTube e em diversos pontos turísticos do lugar.
Dica de festa em Canoa? Neste começo de janeiro, como em todos há mais de 20 anos, acontece a cultural "Viva os Reis" (faz referência ao Dia de Reis), uma festa que reúne nativos, migrantes e turistas, todos num só balaio e com repertório de MPB, numa festa à fantasia.
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Para os turistas que buscam aventura, uma boa opção é experimentar o voo de parapente na praia de Canoa Quebrada (Foto: Kleber A. Gonçalves)

Segundos destinos
Mas se o desejo é vivenciar a tranquilidade de uma vila de pescadores, em Majorlândia e Quixaba dá para armar uma rede e ver o barco chegar com o pescado direto para as barracas de praia. Beijupirá, em postas, ou Cioba, com pirão e salada, dão uma vontade de se deixar por lá.
A praia de Quixaba é uma opção para quem quer ir além da agitação típica de Canoa, onde, seja dia ou noite, há sempre uma opção diferente de diversão.
Não por acaso, Quixaba fica depois para quem chega de Fortaleza. No local, forte na pesca, a beleza do lugar pode ser conferida sem badalação. Para quem gosta de comer bem, o local não deixa a desejar. Prova disso é a realização do Festival do Camarão da Quixaba, evento gastronômico que movimenta o vilarejo e tem tudo para conquistar novos apoiadores.
E se a paisagem muda conforme as marés, o que se mantém intacto é o amor dos moradores pelo lugar. Assim é em Majorlândia, praia de chão branco e falésias que parecem esculpidas. Algumas até inspiraram o artista plástico Toinho Carneiro, que as retratou.
Para quem é visita, souvenir melhor não há do que as garrafinhas de areia colorida. O "freguês" escolhe: pode ser tanto uma paisagem como o próprio retrato, sob encomenda.
E se parecer que um dia basta, espere então para ver o pôr do sol no Morro do Urubu e a lua cheia espelhar na água do mar.
Praias
Canoa Quebrada
Comece o dia com um passeio de buggy para conhecer as outras praias de Aracati. No local também é possível fazer um voo de parapente ou passear de jangada. Para almoçar, experimente as delícias servidas na barraca Chega Mais Beach. No fim de tarde, a duna do pôr do sol é o ponto de encontro para moradores e turistas. À noite, siga para Broadway onde acontecem as baladas e onde ficam concentrados os bares e restaurantes.
Majorlândia
Com dunas de várias cores, o local pede um passeio a pé para apreciar as belezas naturais. Na vila dos pescadores encontra-se o típico artesanato da região: as garrafinhas com desenhos feitos em areia colorida. À beira-mar, as barracas cercadas por coqueirais e falésias ornamentadas servem petiscos típicos a preços camaradas.
Quixaba
A tranquilidade dá o tom nessa praia de águas calmas, onde o vento sopra o ano inteiro e os moradores estão sempre prontos para receber os visitantes. Aproveite para provar os camarões servidos no local.

Voz da Amazônia: a condição das mulheres no Amapá

Aldinéia Machado Gomes, membro do Fórum de Mulheres do Mercosul Brasil no Amapá
Aldinéia Machado Gomes, membro do Fórum de Mulheres do Mercosul Brasil no Amapá
Aldinéia Gomes relata à Voz da Amazônia a condição das mulheres no estado do Amapá: abandono, invisibilidade, tráfico humano para fins de prostituição e violência.
 
Cristiane Murray - Cidade do Vaticano
Projeto Voz da Amazônia escuta as lideranças dos povos da floresta sobre suas lutas ,e os desafios de suas comunidades, suas resistências, suas conquistas e suas esperanças. Hoje vamos ao Amapá.
“ Abandono. Invisibilidade. Tráfico humano. Violência. Prostituição. Ausência de políticas públicas ”
Essas são palavras pronunciadas por Aldinéia Machado Gomes, membro do Fórum de Mulheres do Mercosul Brasil no Amapá, que a reportagem do Projeto encontrou.
O que angustia Aldinéia é que o abandono, a invisibilidade, o tráfico humano para fins de prostituição e a violência, consequências da ausência de políticas públicas, são a realidade e a condição de vida de um significativo número de mulheres no interior da Amazônia brasileira. E quando chegam os grandes projetos a serem implementados na região, o drama se torna ainda maior.
Segundo Aldinéia, a ausência de políticas públicas voltadas para a mulher dificulta a garantia de direitos e enfraquece as lutas das mulheres no estado. Ela conta que, com os grandes projetos, a prostituição e o tráfico de mulheres para fins de exploração sexual, que já não eram novidade naquela região, se agravaram.
Para aprofundar esse tema, sugerimos o pertinente texto da Doutora em Sociedade e Cultura na Amazônia, Marcia Oliveira: “Tráfico de Mulheres na Amazônia: resquícios do colonialismo”.
A equipe do Voz da Amazônia é formada pela Irmã Osnilda Lima, assessora de imprensa da REPAM-Brasil, o documentarista da Verbo Filmes, Gaspar Guimarães e Paulo Airton Maia, fotógrafo do Instituto Humanitas da Unicap.  

Campanha Janeiro Roxo alerta sobre a hanseníase; portador da doença morre em MT

Juliana Cézar Nunes - Repórter do Radiojornalismo da EBC
Resultado de imagem para Campanha Janeiro Roxo alerta sobre a hanseníase; portador da doença morre em MT
O governo e associações médicas fazem campanha janeiro roxo com foco no combate à hanseníase. Em Mato Grosso, um menino de 11 anos, portador da doença, morreu no primeiro dia do ano, que marcou também o início da campanha.
A criança foi internada no domingo (31) com infecção generalizada e morreu na madrugada do dia 1º de janeiro, no Hospital Regional de Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá. Daniel Rodrigues Santiago era portador de hanseníase multibacilar e estava em tratamento há três meses.
Segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan), Mato Grosso registra as maiores taxas de detecção de hanseníase do país. Em 2016, foram detectados 2.658 casos novos, o que equivale a 80,4 registros para cada 100 mil habitantes. O índice representa uma redução em relação a 2015, que teve taxa de detecção de novos casos da doença de 93 para 100 mil habitantes, totalizando 3.037 registros.
A técnica do Programa Estadual de Controle de Hanseníase de Mato Grosso Rejane Finotti relatou que a morte está sendo investigada e os médicos trabalham com a hipótese de intolerância aos medicamentos. "Não ocorre óbito por hanseníase. O que pode ocorrer é intolerância medicamentosa. Logo no início do tratamento, [o paciente] é orientado a procurar a unidade de saúde caso sinta algum sintoma diferente", disse.
A morte do menino portador de hanseníase em Mato Grosso reforça a importância do combate e prevenção à doença. Este mês, diversas organizações da sociedade civil, ministério e secretarias de Saúde promovem a campanha Janeiro Roxo. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, Cláudio Salgado, nos últimos 10 anos o número de casos caiu no país, mas a falta de tratamento dos casos existentes aumentou o número pessoas com incapacidade física.
"Sabemos que a nossa rede de atenção básica não está funcionando a contento, deveria funcionar melhor, as referências não estão sendo capacitadas, estão sobrecarregadas. Temos feito diagnósticos tardios. Temos mais pessoas chegando para fazer o tratamento, já que há capacidade física instalada, o que significa que você vai ter mais problemas e vai sobrecarregar ainda mais o sistema."
A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa e transmitida de uma pessoa doente, que não esteja em tratamento, para uma pessoa saudável suscetível. Embora tenha cura, a doença pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou se o tratamento não for feito adequadamente. A orientação é que as pessoas procurem o serviço de saúde assim que perceberem o aparecimento de manchas, de qualquer cor, em qualquer parte do corpo, principalmente se ela apresentar diminuição de sensibilidade ao calor e ao toque. Após iniciado o tratamento, o paciente para de transmitir a doença quase imediatamente.