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Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

19 de setembro de 2016

Simplicidade

Gonzaga Mota*

José (18 anos) e Ana (17 anos) eram dois adolescentes enamorados. Ambos de classe média, moravam na rua República do Peru, entre Nossa Senhora de Copacabana e Barata Ribeiro, na cidade do Rio de Janeiro. Estudavam para concluir o curso médio e ingressar na UFRJ. Conseguiram. Os dois cursaram a faculdade de Medicina, fizeram os estágios necessários e tornaram-se médicos. Passaram a trabalhar, numa mesma clínica de pediatria, relativamente bem remunerados, decidiram se casar. Continuaram com a vida normal. A união matrimonial, no entanto, durou pouco mais de 2 anos, pois havia uma certa incompatibilidade entre o casal, causada pela vaidade de José. Talvez fosse uma maneira de demonstrar o desejo que possuía de ser mais competente do que ela. Não era o caso. Ana era preferida por um número cada vez maior de clientes. Certo dia, de forma grosseira e covarde, ele espancou a mulher, e resolveu abandonar o lar. Ainda bem que não tiveram filhos. Passou a ter uma vida de “play boy”. Largou a medicina e gastava de forma pródiga, gorda herança recebida de um tio industrial. Ana prosseguia, com amor e humildade, dedicando-se à medicina, visando superar o sofrimento conjugal como também reconstruir sua vida. A vaidade, causada pelo complexo de inferioridade, dominou José. Dinheiro na mão. “Muitos amigos”. Noitadas e mais noitadas. Perdeu a noção do ridículo. Tragicamente faleceu num desastre quando vinha de um “programa” na Barra da Tijuca. Ana, sempre seguindo os princípios cristãos, constituiu um novo lar. Com certeza, José não sabia que “A simplicidade é o mais alto degrau da sabedoria”, segundo Platão. A vida, às vezes, é assim.

*Professor aposentado da UFC  

No AP, família fica careca para apoiar matriarca no tratamento do câncer

'O que podia trazer tristeza, se tornou alegria', diz professora Izabel Vilhena. Izabel, filho e netos ficaram carecas na quarta-feira (14), em Santana.

Fabiana Figueiredo
Do G1 AP

Izabel Vilhena, câncer, raspou a cabeça, carecas, Amapá, (Foto: Minércio Vilhena/Arquivo Pessoal)Filho (cinza) de Izabel e sobrinhos ficaram carecas para apoiar professora no tratamento contra o câncer (Foto: Minércio Vilhena/Arquivo Pessoal)
O filho e netos de Izabel Maria Vilhena, de 58 anos, rasparam, todos, os cabelos da cabeça para apoiar o tratamento da professora contra o câncer. O momento que para muitos pacientes é encarado com tristeza, para a matriarca da família Vilhena foi de pura diversão, força e otimismo.
A turma se reuniu com Izabel para raspar os cabelos no quintal da casa onde moram, emSantana, a 17 quilômetros de Macapá. O corte coletivo foi na quarta-feira (14), dia em que começaram a cair os primeiros fios de cabelo da professora, conta a família.
“A quimioterapia é muito forte. A gente se solidarizou com essa situação e decidimos que, se precisasse raspar a cabeça, todos nós iríamos raspar junto com ela. É uma doença difícil, que afeta a família toda. Essa foi uma forma que encontramos para dar uma força para ela. E ela gostou, se divertiu com a brincadeira que fizemos”, contou o tatuador Minércio Vilhena, de 34 anos, filho de Izabel.
Izabel Vilhena, câncer, raspou a cabeça, carecas, Amapá, (Foto: Minércio Vilhena/Arquivo Pessoal)Família Vilhena fez homenagem à Izabel (Foto: Minércio Vilhena/Arquivo Pessoal)
Vilhena, junto com os sobrinhos de 13, 15 e 22 anos, chegaram a fazer cortes inusitados antes de raspar completamente a cabeça. O momento foi de diversão para a família.
“Na quarta-feira ela acordou e estava com o cabelo caindo. Ela mesmo quis raspar tudo. Fomos todos lá para trás, tenho a máquina de cortar cabelo e começamos a raspar. Até brincamos com cada um fazendo um corte, de moicano, samurai, e depois raspamos de fato”, lembrou Vilhena.
Um genro da professora e amigos da família também prometeram aderir à homenagem, ficando carecas. A “missão” de apoiar e dar forças à Izabel no tratamento foi realizada com sucesso, segundo ela.
“Eu gostei da atitude deles. Eu tive que raspar por conta da quimioterapia e quando eu falei que tinha decidido, eles já tinham combinado entre eles que também iam cortar o cabelo como uma homenagem para que eu não me sentisse triste. Mas eu não estou triste. Fiquei alegre porque sei que tenho o apoio da minha família, que eles estão do meu lado. O corte de cabelo que podia trazer uma tristeza, se tornou uma alegria”, comemorou Izabel Vilhena.
Câncer
Minércio contou que a mãe descobriu a doença em março. O laudo de câncer no colo do útero veio após fortes dores no abdome e a realização de exames. Ela já retirou os nódulos, passou por três cirurgias e segue o tratamento com as sessões de quimioterapia, iniciadas em agosto.

Izabel Vilhena, câncer, raspou a cabeça, carecas, Amapá, (Foto: Minércio Vilhena/Arquivo Pessoal)
Familiares chegaram a fazer cortes inusitados antes de ficarem carecas (Foto: Minércio Vilhena/Arquivo Pessoal
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Nova tecnologia se torna arma eficiente na caçada aos pedófilos

Repórteres do Fantástico acompanharam trabalho de policiais que foram treinados para descobrir quem baixa e compartilha pornografia infantil na web.












Exclusivo: uma nova tecnologia se tornou uma arma eficiente na caçada aos pedófilos. Durante três meses, os repórteres do Fantástico acompanharam o trabalho de policiais que foram treinados para descobrir pessoas que baixam e compartilham pornografia infantil na internet. A investigação  desmascarou dezenas de homens, inclusive o acusado de ter o maior número de arquivos proibidos no Brasil. Em dois anos, o vendedor Giovanni d'Epiro, de 51 anos, baixou mais de 100 mil vídeos e fotos de sexo com crianças. Veja na reportagem especial acima.
Do G1

Charmian Carr, atriz de 'A noviça rebelde', morre aos 73 anos

Atriz americana sofreu complicações causadas por forma rara de demência. No filme, ela interpretou Liesl, filha mais velha do capitão Georg von Trapp.

Do G1, em São Paulo

Charmian Carr em foto sem data fornecida pela família (Foto: AP Photo/courtesy of the Carr family)
Charmian Carr em foto sem data fornecida pela família
(Foto: AP Photo/courtesy of the Carr family)
Charmian Carr, atriz conhecida por interpretar a filha mais velha do capitão Georg von Trapp (Christopher Plummer) no drama musical "A noviça rebelde", morreu no sábado (17), informou a agência de notícias Associated Press nesta segunda-feira (19). Ela tinha 73 anos.
A artista morreu em Los Angeles, devido a complicações causadas por uma forma rara de demência, com a qual havia sido diagnosticada, segundo seu representante, Harlan Boll.
Nascida em Chicago em 1942, Carr deu vida a Liesl von Trapp na versão de 1965 do filme, aos 21 anos. Sua interpretação da música "Sixteen Going on Seventeen" se tornou famosa.
Depois de "A noviça rebelde", seu único papel grande em Hollywood foi em "Evening Primrose", um musical para a TV escrito por Stephen Sondheim, que tinha ainda Anthony Perkins no elenco.
Mais tarde, tornou-se designer de interiores no sul da Califórnia e trabalhou para nomes como Michael Jackson e o roteirista de "A noviça rebelde" Ernest Lehman.
Estúdio por trás do filme, o 20th Century Fox divulgou um comunicado em que lamenta a morte da atriz. "'A noviça rebelde' perdeu um amado membro de sua família com a passagem de Charmian Carr. Sua falta será sentida para sempre", disse a empresa no Twitter
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João Bosco finaliza comemorações de 70 anos do Sesc

A banda subiu ao palco no final da tarde do domingo (18) no palco do Parque Municipal.


O baterista Kiko Freitas falou sobre sua parceria com João Bosco.

O baterista Kiko Freitas falou sobre sua parceria com João Bosco.
Por Larissa Troian
Repórter Dom Total

Na tarde deste domingo (18), João Bosco e banda subiram ao palco do Parque Municipal para finalizar a comemoração dos 70 anos do Sesc. Kiko Freitas, renomado baterista que acompanha Bosco há 17 anos mesmo após várias mudanças na banda oficial, nos concedeu entrevista contando sobre sua carreira pessoal, a parceria com João Bosco, sua relação com a admiração das crianças com seu trabalho, além da sensação de tocar em Minas. Confira:
Dom Total: Como e quando você descobriu a bateria? Você tem acesso a outros instrumentos musicais?
Kiko Freitas: Eu venho de uma família de músicos: minha mãe cantava muito bem, meu pai, Telmo de Lima Freitas, é um compositor muito importante na música regional do sul. Ele toca tanto violão como acordeom, gaita de oito baixos, todos os instrumentos regionais do sul, além de cantar. Para completar, tive a influência dos meus avós poetas. Minha casa sempre foi efervescente na cultura, então desde muito pequeno, mais ou menos com três anos, eu já estava tocando alguns instrumentos típicos lá do sul. Depois disso, meus primos e minha irmã formaram uma banda dentro do nosso grupo familiar, e eu comecei a tocar contra baixo. Ate então o namorado da minha irmã era o baterista, mas começou a faltar em muitos ensaios por estar na aeronáutica. Nisso eu já estava encantado com a bateria, pois eu já tocava percussão antes. Foi então por volta dos 12 anos, nessa banda, que comecei realmente a assumir a bateria. Por volta dos oito anos de idade eu estudei violão também e depois surgiu o contrabaixo, com mais ou menos 11 anos. Eu continuei também com esses instrumentos e uso dessa sabedoria para compor e ter uma noção de harmonia.
Dom Total: Quais foram os nomes que mais te influenciaram e ainda influenciam sua trajetória musical?
Kiko Freitas: Muitos nomes me influenciaram. Posso citar os principais, na bateria especificamente: Buddy Rich, Jimmy Krupa, Nenê, Robertinho Silva, Pascoal Meireles e Paulo Braga, entre vários outros.
Dom Total: Você tem um livro lançado, o “Toque Junto Bossa Nova”. Conte-nos um pouco sobre ele!
Kiko Freitas: O livro Toque junto Bossa Nova surgiu com a ideia de homenagear os 50 anos da Bossa Nova. Na época, o Almir Chadiak que ainda era vivo, tinha a editora Lumiar. Ele nos chamou pra fazer esse projeto, que seria tocando musicas de Tom Jobim só que com a nossa interpretação mais contemporânea. Do corpo do livro viriam as partituras e as forma como estávamos interpretando determinada musica. São 3 livros simultâneos: da bateria, do baixo e do violão. Fizemos isso de uma forma didática. Porém, nesse meio tempo, o Almir foi tragicamente assassinado e o livro ficou engavetado. Quando passou um pouco dos 50 anos da Bossa Nova ele finalmente saiu pela editora Irmãos Vitale.
Dom Total: E a parceria com o João Bosco? Como começou?
Kiko Freitas: Eu toco com o João Bosco há 17 anos. Na verdade eu fiz um show com Vitor Ramil. Em um desses shows, o Nico Assumpção que é um dos maiores contrabaixistas de todos os tempos fez participação. Ele gostou de mim e começou a me convidar para fazer vários trabalhos no Rio, na época eu ainda morava em Porto Alegre. Um desses trabalhos foi o convite para entrar na banda do João Bosco, isso foi em 99. Desde que eu entrei, eu fui o único músico que ficou. Toda a formação mudou, mas eu continuei.
Dom Total: Você tem vários fãs mirins que te admiram e se inspiram em você para dar entrada no meio musical. Como você se sente em relação a isso?
Kiko Freitas: Eu recebo muitas cartas de crianças e isso é uma coisa que me deixa muito feliz. A criança tem uma sensibilidade muito diferente, não tem aquele julgamento, aquela dualidade de o que é certo e o que é errado, normalmente elas gostam das coisas simplesmente por gostar. Eu fico muito feliz, sou presenteado até com bichos de pelúcia que representam meu signo (leão). Procuro sempre dar atenção a elas!
Dom Total: Por fim, qual a representatividade de tocar em Minas?
Kiko Freitas: Eu gosto muito de Minas, essa coisa do barroco, eu sou muito encantado com isso. Sou apaixonado por Ouro Preto. Minas tem uma coisa diferente com a música, as pessoas são mais calorosas, receptivas e sensitivas, então pra mim tocar em BH é sempre muito bom. Eu sempre sinto aquela atmosfera do Clube da Esquina, dos grandes músicos daqui e acho que aqui as pessoas compreendem a arte de uma forma diferente.

Redação Dom Total

Começa hoje campanha para atualizar caderneta de vacinação

Aline Leal - Repórter da Agência Brasil
Começa hoje (19) a Campanha Nacional de Multivacinação em todo o país, para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. O público-alvo da mobilização são crianças menores de 5 anos e crianças e adolescentes de 9 anos a 15 anos.
O Dia D de mobilização nacional está marcado para o próximo sábado (24), quando os postos estarão abertos para atender aos que tiverem dificuldades de comparecer em horário comercial. A campanha segue até 30 de setembro em cerca de 36 mil postos fixos em todo o Brasil. Ao todo, 350 mil profissionais participam da ação.
Recife - Pernambuco antecipou o início e começou hoje a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe (Sumaia Villela/Agência Brasil)
Campanha começa hoje para atualização da caderneta de vacinação Sumaia Villela/Agência Brasil




















De acordo com o Ministério da Saúde, foram enviadas a todas as unidades da Federação 26,8 milhões de doses - incluindo 7,6 milhões para a vacinação de rotina de setembro e 19,2 milhões de doses extras para a campanha.
Atualização da caderneta
O objetivo da ação é combater a ocorrência de doenças imunopreveníveis no país e reduzir os índices de abandono à vacinação – principalmente entre adolescentes.
Mudanças no calendário de vacinação
Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde alterou o esquema vacinal de quatro vacinas: poliomielite, HPV, meningocócica C (conjugada) e pneumocócica 10 valente.
O esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral. Até 2015, o esquema era de duas doses injetáveis e três orais.
Já a vacinação contra o HPV passou de três para duas doses, com intervalo de seis meses entre elas para meninas saudáveis de 9 a 14 anos. Meninas de 9 a 26 anos que vivem com HIV devem continuar recebendo o esquema de três doses.
No caso da meningocócica C, o reforço, que era administrado aos 15 meses, passou a ser feito preferencialmente aos 12 meses, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras duas doses continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.
A pneumocócica sofreu redução de uma dose e passou a ser administrada em duas (2 e 4 meses), com um reforço preferencialmente aos 12 meses, mas que pode ser recebido até os 4 anos.