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9 de janeiro de 2019

Gestão Bolsonaro retira violência contra mulher de edital de livros

Folhapress
© Foto: Getty
O combate do governo Bolsonaro à suposta doutrinação de esquerda na educação terá como um dos alvos os livros didáticos.
O Ministério da Educação já publicou uma nova versão de um edital que orienta a produção de livros escolares e suprimiu trechos como o compromisso com a agenda da não-violência contra as mulheres, a promoção das culturas quilombolas e dos povos do campo.
Para membros do time do presidente Jair Bolsonaro (PSL), esses seriam temas da esquerda. O primeiro ato do novo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, foi desmontar uma secretaria do MEC responsável por ações de diversidade, como direitos humanos e relações étnico-raciais.
Além disso, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, publicou no Twitter no último dia 5 que os professores não deveriam ensinar sobre feminismo.
O novo edital de compras de livros didáticos ainda excluiu orientação às editoras para que ilustrações retratassem "a diversidade étnica da população brasileira, a pluralidade social e cultural do país". Um trecho que vetava publicidade nos livros didáticos também foi excluído. A publicidade em material didático é vetada por resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente por ser considerada abusiva.
As alterações no edital do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) 2020 constam em nova versão publicada no dia 2 de janeiro. Esse documento, publicado inicialmente no ano passado, serve de referência para que as editoras produzam as obras didáticas e as apresente para avaliação do governo.
Após a análise de uma comissão técnica, uma lista de obras é levada para as escolas e redes, que escolhem os títulos que serão adotados. O edital em questão trata de livros para escolas dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e que devem chegar às unidades de todo país em 2020. Também contempla livros literários. As obras serão escolhidas, portanto, com base nessa nova versão.
Na versão anterior do edital, a orientação para as editoras, com relação a princípios éticos necessários, é que as obras promovam "positivamente a imagem da mulher, considerando sua participação em diferentes trabalhos, profissões e espaços de poder, valorizando sua visibilidade e protagonismo social, com especial atenção para o compromisso educacional com a agenda da não-violência contra a mulher".
Na versão atual, o último trecho sobre a atenção especial à agenda da não-violência contra a mulher foi suprimido. Os livros deveriam ainda "promover positivamente a cultura e a história afro-brasileira, quilombola, dos povos indígenas e dos povos do campo". O MEC exclui desse trecho as menções às palavras quilombola e povos dos campos.
A reportagem identificou ao menos dez alterações no documento, que mantém, no geral, o mesmo conteúdo original. Há orientação para que os livros estejam livres de preconceitos sobre orientação sexual ou gênero que foi mantido, por exemplo.
É comum que os editais do programa sejam retificados algumas vezes mesmo durante o processo de produção de obras. Mas desta vez, houve essas alterações pontuais sobre temas sensíveis ao novo governo. A nova versão está disponível no site do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), órgão do MEC.
O foco nos livros didáticos como forma de combate a supostas doutrinações de esquerda tem sido articulado desde antes da posse do presidente e do ministro Vélez Rodriguez. Um dos colaboradores do movimento Escola sem Partido que faz análises de supostas irregularidades em livros didáticos integrou a equipe oficial da transição da pasta.
O professor goiano Orley José da Silva deve ser nomeado para um cargo no MEC, ainda não definido. Religioso e conservador, Silva é doutorando em ciências da religião em Goiás. Em seu blog, Silva afirma, por exemplo, que a questão quilombola é uma pauta do PT. O próprio Bolsonaro já fez ataques a comunidades e membros quilombolas.
"Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais", disse o agora presidente da República. O governo já determinou a suspensão de cerca de 1,7 mil processos para identificação e delimitação de territórios quilombolas.
Sob o título "Livros do MEC de Temer poderão engessar ações didáticas do MEC de Bolsonaro", Silva relativiza a escravidão de negros e o genocídio de indígenas na colonização. Ele critica obras que chegam no ano que vem às escolas por apresentar a escravidão "como um ato desumano exclusivo da elite branca eximindo as comunidades africanas que escravizam sua própria gente".
A partir da reprodução de páginas de livros, ele afirma que as obras insistem na questão indígena, "como se os europeus não tivessem oferecido nada de bom aos índios, nem mesmo educação." Uma das prioridade da nova equipe à frente do Ministério da Educação é o combate ao chamado marxismo cultural, o globalismo e "ideologia de gênero", termo esse nunca usado por educadores.
Ao tomar posse como ministro da Educação, Vélez Rodríguez exaltou em discurso a família, igreja e valores tradicionais. Os livros didáticos são muitas vezes as únicas ferramentas pedagógicas de apoio aos professores. Em cidades mais pobres, em que secretarias de Educação têm pouca estrutura, essa realidade é ainda mais forte.
Para o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a exclusão desses temas do edital do livro didático é preocupante. "A educação é também uma política de construção da identidade nacional. Parte fundamental da construção nacional é a capacidade reconhecer a diversidade", diz.
"Em relação à violência contra a mulher, o governo nega problemas estruturais fazendo relativismo histórico e suprimindo temas que existem no dia a dia. A função da escola é mostrar que violências são atitudes equivocadas mas também servir de alerta para questões que podem acontecer no cotidiano das crianças."
A priorização no combate a supostas doutrinações também estará presente nos processos de avaliação, como o Enem e o Saeb (avaliação federal que compõe o Ideb, indicador de qualidade da educação).
O também goiano Murilo Resende Ferreira foi indicado para a Diretoria da Avaliação da Educação Básica, subpasta responsável pelas duas ferramentas dentro do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).
Em publicações e palestras, Ferreira já atacou professores, chamando-os de desqualificados e manipuladores. Seguidor do escritor Olavo de Carvalho, já fez parte do MBL (Movimento Brasil Livre) mas Renan Santos, um dos coordenadores nacionais do movimento, escreveu no Twitter que ele fora expulso por ser "lunático, conspiratório, fora da realidade".
Muitas escolas e redes de ensino pautam suas atividades a partir do que cai no Enem e no Saeb. O Enem é a porta de entrada para praticamente todas universidades federais. O próprio Bolsonaro já publicou nas redes sociais mensagem em apoio a Resende, que é doutor em economia mas não tem experiência em avaliação educacional.
Até a publicação desse texto, o MEC não havia respondido aos questionamentos da reportagem. Orley Silva também foi procurado, mas preferiu não se posicionar e disse que não participou desse processo. A reportagem não conseguiu contato com Murilo Resende Ferreira, que ainda não foi nomeado oficialmente. Com informações da Folhapress.

Grafite em Paris reinterpreta obra de Delacroix com 'coletes amarelos'

Assim como na obra de Delacroix, no grafite se pode ver uma Marianne - símbolo da República Francesa - segurando a bandeira tricolor, em meio a um grupo de manifestantes.
Homem fotografa em 8 de janeiro de 2018, em Paris, um mural do artista de rua PBOY, que recria o quadro de Delacroix, 'A liberdade guiando o povo', mas com os coletes amarelos no lugar dos revolucionários de 1830
Homem fotografa em 8 de janeiro de 2018, em Paris, um mural do artista de rua PBOY, que recria o quadro de Delacroix, 'A liberdade guiando o povo', mas com os coletes amarelos no lugar dos revolucionários de 1830 (AFP)

Um artista de rua fez um grafite em um muro de Paris em que faz uma releitura do célebre quadro de Eugène Delacroix, "A liberdade guiando o povo", no qual inseriu os "coletes amarelos".
Este afresco apareceu em um bairro popular do norte da capital francesa e é assinado por PBOY (Pascal Boyart), um artista que se define como "autodidata e independente".
Assim como na obra de Delacroix, no grafite se pode ver uma Marianne - símbolo da República Francesa - segurando a bandeira tricolor, em meio a um grupo de manifestantes.
Mas neste caso, no lugar dos insurgentes com fuzis que participaram da revolução de julho de 1830 foram colocados manifestantes usando coletes amarelos, em alusão ao movimento popular de protesto que agita a França há meses.
"Quis retomar o tema da tela, uma das mais conhecidas do mundo, e atualizá-la", explicou à AFP.
Este artista parisiense costuma pintar obras que denunciam o sistema financeiro. Um código QR Bitcoin, inserido na parte inferior de seus grafites lhe permite receber doações.
Pode ser que as finanças "sejam a causa das causas por trás destes acontecimentos", denunciou.
O movimento dos "coletes amarelos", que pôs contra as cordas o governo do presidente Emmanuel Macron, surgiu a princípio como um protesto contra a alta nos preços dos combustíveis para depois defender reivindicações mais amplas, relativas sobretudo à desigualdade social.

AFP

Padre Quevedo morre aos 88 anos em BH, Parapsicólogo, autor de dezenas de livros e por quadro no Fantástico onde usava o bordão ‘Isso non ecziste’

Por G1 Minas — Belo Horizonte

Padre Quevedo, que morreu em BH nesta quarta-feira, desmistificou casos 'paranormais'
Padre Quevedo, que morreu em BH nesta quarta-feira, desmistificou casos ‘paranormais’
Oscar González Quevedo Bruzan, o Padre Quevedo, de 88 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (9), em Belo Horizonte, por complicações cardíacas. Padre Quevedo morreu na Casa Irmão Luciano Brandão, no Bairro Planalto, na capital mineira, onde são atendidos jesuítas idosos e com problemas de saúde. Ele morava no local desde 2012.
A assessoria de imprensa da Casa Jesuíta não divulgou o local do velório do religioso alegando que a cerimônia será restrita a amigos e parentes. O enterro está marcado para esta quinta-feira (10), às 11h, no Cemitério Bosque da Esperança, no Bairro Jaqueline, Norte de Belo Horizonte.
Natural de Madri e naturalizado brasileiro, Padre Quevedo é considerado um dos maiores especialistas do mundo na área de parapsicologia e autor de dezenas de livros, muitos dos quais traduzidos para outras línguas, como “O que é parapsicologia”, “A Face Oculta da Mente” e “As Forças Físicas da Mente”. Na década de 1970, ficou famoso por desmascarar o ilusionista Uri Geller, que dizia entornar talheres com seus poderes paranormais.

“Isso non ecziste”

O religioso ganhou, anos depois, um quadro no Fantástico  para desvendar fenômenos da natureza e desmascarar charlatões. Ficou famoso pelo bordão “Isso non ecziste”.
Segundo o site Memória Globo, a ideia surgiu em agosto de 1999, quando a produção do programa decidiu colocar no ar um quadro que seguisse a linha de Mister M, sucesso de audiência naquele ano. Após negociações, Padre Quevedo aceitou o convite, dizendo que não interpretaria nenhum personagem, já que era um estudioso com a missão de “desmistificar essa mentalidade mágica que envolve os fenômenos parapsicológicos”.
O Caçador de Enigmas foi ao ar entre janeiro e maio do ano 2000, com apresentação de Cid Moreira que, diante de um fundo preto, parcialmente iluminado, apresentava o assunto do dia em clima de mistério: “esse é um caso para padre Quevedo.”
Padre Quevedo morreu por complicações no coração — Foto: Comunicação da Província dos Jesuítas do Brasil/Divulgação
Padre Quevedo morreu por complicações no coração — Foto: Comunicação da Província dos Jesuítas do Brasil/Divulgação
O religioso investigou casos como o de gêmeas que diziam sentir as mesmas coisas, mesmo estando separadas; expôs a farsa de uma casa mal-assombrada; interpretou gravações impostores diziam ser do além; comentou casos de premonição envolvendo a queda do Fokker da TAM.

Naturalizado brasileiro

Segundo a Ordem dos Jesuítas, Padre Quevedo ingressou na Companhia de Jesus aos 15 anos. Em 1959, aos 29 anos, chegou ao Brasil e, na década de 1960, naturalizou-se brasileiro.
Ele foi professor universitário de parapsicologia no Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal) e no Centro Latino-Americano de Parapsicologia (Clap), onde também foi diretor.
Fachada da Casa Irmão Luciano Brandão, em BH, onde o Padre Quevedo morreu — Foto: Carlos Eduardo Alvim/TV Globo
Fachada da Casa Irmão Luciano Brandão, em BH, onde o Padre Quevedo morreu — Foto: Carlos Eduardo Alvim/TV Globo
O corpo do padre Quevedo será sepultado nesta quinta-feira — Foto: Reprodução/TV Globo
O corpo do padre Quevedo será sepultado nesta quinta-feira — Foto: Reprodução/TV Globo

Veja vídeos do Padre Quevedo no Fantástico:

Padre Quevedo questiona o poder dos curandeiros
Padre Quevedo questiona o poder dos curandeiros
Padre Quevedo encontra homem que dizia encarnar Lúcifer
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A livraria mais bonita do mundo

Quem diz é a National Geographic… e você, o que acha?

Clique aqui para abrir a galeria de fotos

Folhear um livro e sair sem comprar nada é um grande luxo nesta livraria, que acaba de ser considerada pela National Geographic como a mais bonita do mundo. O prédio foi, durante anos, um belo teatro e cinema. 
Estamos falando da livraria “El Ateneo Grand Splendid”, localizada em Buenos Aires, Argentina. Antes do título concedido pela National Geographic blogs de viagens e guias turísticos já a consideravam a mais bela do mundo. São mais de 120 mil livros à venda. 
Localizado na Avenida Santa Fé, uma das mais tradicionais de Buenos Aires, o local funciona como livraria desde o ano 2000. Mas o edifício foi inaugurado em 1919 e era um teatro dedicado especialmente a apresentações de tango, balé e ópera. Virou um ícone do esplendor cultural da cidade na primeira metade do século XX. 
O prédio ainda conserva o dourado original e a cúpula pintada pelo italiano Nazareno Orlandi depois da Primeira Guerra Mundial para celebrar a paz. No subsolo – hoje dedicado à leitura infantil – está o palco, protegido por belas cortinas vermelhas. Atrás da tela, onde eram projetadas obras do cinema mundial, ficam algumas mesas de café, que proporcionam maravilhosas experiências literárias.
Deensel
O “Ateneo Grand Splendid” não tem a paz que teria se fosse uma biblioteca, já que a circulação de pessoas é grande. Tampouco se encontram em suas estantes grandes joias literárias. Mas o local tem um esplendor que nenhuma outra livraria de Buenos Aires tem. Vale a pena visitar!

Abaixo, apresentamos as mais belas bibliotecas monásticas do mundo para que você possa comparar com o “Ateneo”. Clique em “Abir a galeria de fotos”. 
Aleteia

Livro mostra os desafios do Transtorno do Déficit de Atenção (TDA)

Com propósito de incentivar outras famílias, mãe relata como ajudou sua filha a lidar com transtorno
Nada dura para sempre, somente o amor de uma mãe. É com essa frase que a escritora Margarete A. Chinaglia resume o enredo do seu livro “Transtorno do Déficit de Atenção – TDA: sob o ponto de vista de uma mãe”. A autora diz que pretende ajudar outras famílias que passam pelo mesmo problema, revelando todos os desafios que enfrentou com a sua filha, desde o diagnóstico na infância até a fase adulta.

Margarete conta que descobriu que sua filha tinha Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) aos nove de idade. Ela diz que a luta foi grande. A família buscou apoio em médicos, psicólogos, psicopedagogos e em parentes. Mas ninguém conseguiu diminuir as angústias e medos que sentia. “Desde o diagnóstico, minha vida foi obter conhecimento, estudar e aprender a lidar com o diferente para ajudar minha filha com um único objetivo que ela fosse feliz”.
A vivência a incentivou a escrever o livro com o propósito de ajudar outras pessoas que vivem o mesmo drama. Chinaglia diz que a obra ficou guardada por quatro anos depois de ter terminado de escrever. O receio era com a exposição da sua família, principalmente da filha. “Porém, a vontade de contribuir com outras pessoas me levou a publicar”.
O drama
Segundo a autora, o primeiro desafio foi a aceitação do desconhecido, pois na época pouco se sabia sobre o TDA. Já na adolescência, precisou enfrentar uma escola despreparada para receber crianças com esse tipo de transtorno. Teve de lidar ainda com a ausência de inclusão, além da depressão de sua filha pela baixa autoestima e o isolamento.
No prefácio, a autora preferiu usar o desabafo nas próprias palavras da filha como relato de quem convive com o transtorno na pele todos os dias: “Para mim, vivenciar o TDA foi uma mistura de emoções muito grande: ora depressão ora medo ora intimidação. Às vezes, interminável. Outras, impossível de vencer.”
Como lidar
Margarete aconselha outras mães a sempre ir em busca de diferentes opiniões médicas. Diz para sempre tentar ajudar seus filhos com paciência e persistência. Comenta que, em muitas circunstâncias, é preciso explicar repetidas vezes porque algo não está correto e ter a certeza de que ele entendeu. “O portador de TDA não aprende com os seus erros. Porém, uma hora ele amadurece. Incentive e elogie quando merecer. Não se atenha só nas críticas, elas destroem a autoestima”.
– Espero que o livro ensine que para quase tudo nesta vida há jeito e que as pessoas com TDA também são capazes, basta querer e enfrentar as dificuldades de cabeça erguida. Mostre para seus filhos que diante de qualquer dificuldade, as pessoas que os amam sempre estarão ao seu lado – conclui.
Atualmente
Hoje, a filha de Margarete tem 27 anos e é mãe de uma menina de 5. A autora diz que sua filha tem consciência das limitações dela. O transtorno a fez amadurecer tarde, resultando em muitas dificuldades, erros e sofrimentos. “Algumas vezes, ela comenta que não sabe como foi capaz de tomar certas atitudes. Apesar de saber que o TDA sempre irá acompanhá-la, costuma dizer, ‘Nada dura para sempre, somente o amor de uma mãe!’”.
Sobre a autora:
Margarete A. Chinaglia nasceu em São Carlos (SP), mas tornou-se uma paranaense de coração. Formada como farmacêutica bioquímica, sua atuação é em gestão hospitalar, com objetivo de promover um atendimento de qualidade nos hospitais.
Ficha técnica:
Livro: Transtorno do Déficit de Atenção – TDA: sob o ponto de vista de uma mãe
Autora: Margarete A. Chinaglia
Editora: Bonecker
Tamanho: 15 x 23 cm
Páginas: 120
Preço: R$ 39,00
Links para comprar:

Com informações da Assessoria de Comunicação
Boa Notícia

Dois brasileiros estão entre os finalistas do prêmio Global Teacher

Os professores brasileiros, Jayse Ferreira, de Pernambuco, e Débora Garofalo, de São Paulo, estão entre os 50 finalistas do prêmio internacional Global Teacher, que analisa o trabalho de profissionais de 171 países focalizando métodos inovadores e criativos para lecionar. Houve mais de 30 mil inscrições. A entrega do prêmio será em março, em Dubai, nos Emirados Árabes.
Jayse Ferreira_Débora Garofalo_ Global Teacher
Os brasileiros Jayse Ferreira e Débora Garofalo - Divulgação/Secretarias de Educação de Pernambuco e São Paulo

Em Itambé, Pernambuco, Jayse Ferreira decidiu incentivar, na Escola de Referência de Ensino Médio Frei Orlando, o amor à arte. Por meio do cinema, de filmagens feitas pelos estudantes, eles passaram a relatar o cotidiano de violência e pobreza, assim como de discriminação.
Com apoio de empresas locais, o projeto cresceu. Houve doações de equipamentos, roupas e fantasias. Os alunos executaram todo o processo de filmagem: desde a atuação até a edição. O vídeo resultante foi visto mais de 20 mil vezes no Youtube em menos de uma semana.
Daí para a frente os estudantes ampliaram o projeto e produziram um vídeo, mostrando os riscos do consumo de álcool por motoristas. Paralelamente às filmagens, os alunos de Ferreira se envolvem em debates sobre os assuntos que abordam, entre os quais identidades raciais e religiosas diante de experiências de preconceito.
O resultado veio com o aumento do número de inscrições em universidades, redução da evasão e reconhecimento local e nacional do projeto.

Reciclagem

Débora Garofalo teve uma infância difícil, superou obstáculos e decidiu transformar a Escola Municipál de Ensino Fundamental Almirante Ary Palmeiras, em São Paulo, em modelo e passou a dar treinamento para outros professores. Com base no mapeamento que os alunos fizeram sobre os problemas do bairro, como pobreza e violência, ela desenvolveu projetos de tecnologia.
A partir de aulas abertas sobre gestão de resíduos para a comunidade local, Débora Garofalo usa a cultura “criadora” para incentivar os alunos a transformar esse desperdício em protótipos de coisas que imaginaram, projetaram e construíram.
Mais de 2 mil alunos participaram do programa e criaram protótipos de tudo, desde robôs e carrinhos até barcos e aviões, usando cerca de 700 quilos de lixo transformados. Os estudantes, segundo levantamento, desenvolveram suas habilidades de trabalho colaborativo e interdisciplinar e aprofundaram sua compreensão de eletrônica e física.
Os resultados das provas mostram que os alunos que participam dos projetos elevam suas notas, em média, de 4,2 para 5,2, enquanto pelo menos 28 alunos permaneceram na escola quando estavam em risco de abandono.
O Prêmio Global Teacher é concedido pela Fundação Varkey, sob o patrocínio do sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoum, vice-presidente e primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos e governante de Dubai.
*Com informações do Prêmio Global Teacher

Agência Brasil