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10 de maio de 2019

Literatura na luta pela cidadania

Sérgio Vaz lança em Londrina o livro 'Flores de Alvenaria' que aborda temas variados como educação, negritude, liberdade, sexo, empatia
Sérgio Vaz lança em Londrina o livro 'Flores de Alvenaria' que aborda temas variados como educação, negritude, liberdade, sexo, empatia | Divulgação
Um dos destaques a agenda do Londrix 2019 nesta sexta-feira (10) é o Sarau Vista Bela. Programado para às 15 horas, o evento que acontece no Museu Histórico contará com a presença do poeta paulista Sérgio Vaz. Ele vem à cidade para participar do bate-papo “Poesia contra a violência, a literatura como instrumento de cidadania” e aproveita a ocasião para lançar o livro “Flores de Alvenaria”...

Autor do projeto Poesia Contra a Violência (Cooperifa), que percorre as escolas da periferia de São Paulo, Sérgio Vaz mora em Taboão da Serra (Grande São Paulo), onde também atua como agitador cultural. O Cooperifa é um movimento que transformou um bar da periferia da zona sul de São Paulo em um centro cultural. O projeto promove o encontro de leitores e escritores, além de divulgar a poesia nas escolas. Já deu origem a centenas de saraus, além da publicação independente de mais de 100 livros.
O mais recente livro de autoria de Vaz, “Flores de Alvenaria” aborda temas variados como educação, negritude, liberdade, sexo, empatia. Com apresentação do cantor e compositor Chico César, a obra traz diálogos, relembra a situação da periferia em outras épocas e conta com poemas que costumam ser declamados na Cooperifa.
A agenda diária do Londrix conta ainda com mais uma edição do Sarauzinho, que acontece às 10 horas e será comandada por Gilza Santos e pelo Palhaço Mequetrefe. Às 19 horas, será realizado o Café das Letras, com sessão de autógrafos do livro “Concreticidades, 17 contos de jovens autores”, obra organizada por Victor Hugo Barbosa e editada por Rafael Silvaro. No mesmo horário, terão início os bate-papos “A transformação do mercado editorial”, com Rafael Silvaro e Christine Vianna; e “Escrita como ato de liberdade”, com Eduardo Baccarin Costa, que autografará o romance “O solitário do 406”. Também estão programados o lançamento do livro “Procura-se um coração”, de Giovana Vaccaro, além do bate-papo “Vídeo Poema, A poesia e as novas plataformas”, comandado por Fran Camilo.

Às 20 horas, tem o bate-papo “Palestina, um olhar além da ocupação”, com a presença de Nilton Bobato, Paulo Porto e Jihad Abu Ali. A programação será encerrada às 21 horas, com o “Sarau: prosa, poesia e outras delícias / Ler para ser” evento que reunirá o poeta Sérgio Vaz e vários convidados. Todas as atividades são gratuitas.

Serviço:
Londrix 2019
Sexta-feira (10)

10h - Sarauzinho (Infantil)

15h - Sarau Vista Bela, com Sérgio Vaz e Leandro Palmerah

19h - Café das Letras, autógrafos e bate-papos

21h – Sarau: prosa, poesia e outras delícias, com Sérgio Vaz e convidados

Fonte: Folha de Londrina

Mensagem Pe. Geovane Saraiva – 75ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil



Minicurso "Feminismo e Literatura" é realocado

O minicurso, que aconteceria Espaço O POVO de Cultura & Arte, agora será ministrado na Maurício de Nassau, próximo ao O POVO. Dia e horário permanecem os mesmos


Hilda Hilst
Hilda Hilst (Foto: Divulgação)
Após grande procura do público, foi realocado para a Uninassau o minicurso "Feminismo e literatura: Virginia Woolf, Simone de Beauvoir e Hilda Hilst", ministrado pela escritora Juliana Diniz. Inicialmente, o evento, que integra a programação do Bazar de Livros da Editora Dummar (que ocorre até sábado, 11), estava marcado para acontecer no Espaço O POVO de Cultura & Arte, assim como o restante da programação do evento. Dia e horário permanecem os mesmos: sábado, 11, das 9h às 12 horas.
A mudança foi pensada como uma alternativa à alta procura do minicurso, que está com as inscrições encerradas há mais de dez dias. Os 250 lugares do auditório da Uninassau, que estará aberto a partir das 8h30min, serão ocupadas por ordem de chegada dos inscritos, conforme explica Regina Ribeiro, editora-executiva da Fundação Demócrito Rocha (FDR).
"É ótimo saber que Fortaleza está reconhecendo esse tipo de programação, que tem a ver com o livro, mas é diferente. É um encontro diferente das pessoas com o livro, porque, mesmo inclusa no Bazar, promove outras experiências por meio de atividades como o bordado, a biodança, a poesia", comemora Regina.
Escritora desde 2015, a também professora de Direito da Universidade Federal do Ceará Juliana Diniz é conhecida por construir histórias inseridas no universo feminino, narradas por personagens mulheres. Para este minicurso, a ideia é mostrar como a literatura das escritoras Virginia Woolf, Simone de Beauvoir e Hilda Hilst dialoga com o pensamento emancipador da mulher. "Quero explorar as obras delas para ilustrar como a literatura pode ser um espaço de expressão, individual e coletivo, para dar conta de problemas relacionados à experiência das mulheres", conta a escritora.
Iniciado na última terça-feira, 7, o bazar promove cinco dias de intensa programação gratuita, com atividades, oficinas, palestras e minicursos, além de descontos nos livros da Editora Dummar.

Minicurso Feminismo e literatura: Virginia Woolf, Simone de Beauvoir e Hilda Hilst

Onde: Maurício de Nassau (Av. Aguanambi, 251 - José Bonifacio)
Quando: sábado, 11, 9 às 12 horas
Gratuito, por ordem de chegada dos inscritos
Vinicius de Moraes
Vinicius de Moraes

PROGRAMAÇÃO ABERTA NO BAZAR

Hoje, 9, às 19 horas, dentro da programação do Bazar da Editora Dummar, o grupo Verso de Boca leva poesia falada e um bom bate-papo ao Espaço O POVO de Cultura & Arte. O evento é gratuito e aberto, sem necessidade de inscrição prévia. O grupo, que surgiu no curso de Letras da Universidade Federal do Ceará, apresentará obras literárias performadas, recitando poesias. Chamada "MPB: Mostra de Poesia Brasileira", a apresentação vai passear por autores e autoras do cânone ocidental - como Cecília Meireles e Vinicius de Moraes. O coletivo surgiu sob orientação e direção do poeta e professor Roberto Pontes e da professora Elizabeth Dias Martins. A atividade da noite desta quinta-feira será mediada por Isabel Costa - repórter do Núcleo de Cultura e Entretenimento do O POVO.
GABRIELLE ZARANZA
o povo

Bienal Internacional do Livro do Ceará anuncia novos autores que estarão no evento

Bienal Internacional do Livro do Ceará anuncia novos autores que estarão no evento

Abdulai Sila estará no evento. Autor do romance guineense Eterna Paixão, e é considerado uma das maiores vozes da literatura de Guiné-Bissau.
Abdulai Sila estará no evento. Autor do romance guineense Eterna Paixão, e é considerado uma das maiores vozes da literatura de Guiné-Bissau.(Foto: Divulgação)
A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) anunciou novos autores que estarão presentes a XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará, evento que acontecerá no Centro de Eventos do Ceará, entre os dias 16 e 25 de agosto.
Entre os nomes estão Abdulai Sila, de Guiné-Bissau; Audino Muiang, de Moçambique; Ondjki, da Angola; Julio Machado, de Porto Alegre; Mariana Fujisawa, de São Paulo; Andre Mauro, André Telles do Rosário, Jo A-mi e Rodrigo Ordine Graça, ambos cearenses.
Segundo a Secult, a presença de autores da África é garantida pela parceria com a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) para o Encontro de Oralidades & Escritas em Língua Portuguesa. O encontro que acontece no Centro de Eventos é levado também ao Maciço de Baturité e à outros espaços de Fortaleza.
Além de garantir a presença de autores do continente africano, a Secult informa que também realiza ações de diálogo com múltiplos setores da sociedade, como mulheres, negros, povos tradicionais, indígenas, afro, ciganos, infância e LGBT. Os Comitês de Expressões Culturais Afro-brasileiras e de Políticas Culturais Indígenas no Ceará fazem diálogos constantes, segundo a secretaria.
Dentre as apresentações culturais no Encontro de Oralidades e Escritas em Língua Portuguesa estão a Banda Cabaçal Palmares, formada por estudantes da Unilab; o grupo de Estudos com Povos Indígenas (GEPI), que promove a formação de contadores de histórias; o grupo Firkidta Di No Kampada, projeto de jovens escritores de várias nacionalidades; o grupÁo Vozes D’África, que visa promover e fortalecer a integração entre países da cooperação; e o Nixon Araújo, exposição e oficina de colagens baseada no livro Terra Sonâmbula.
REDAÇÃO O POVO ONLINE

Reconstrução de Notre-Dame é tema de projeto de lei na França

A proposta cria um mecanismo para gerenciar as doações recebidas, que se aproximam de 1 bilhão de euros, e prevê que os contribuintes poderão se beneficiar de uma dedução fiscal.
A expectativa de Macron é reconstruir Notre-Dame em cinco anos, ou seja, a catedral estaria pronta em 2024, quando a França sedia os Jogos Olímpicos.
A expectativa de Macron é reconstruir Notre-Dame em cinco anos, ou seja, a catedral estaria pronta em 2024, quando a França sedia os Jogos Olímpicos. (AFP/Arquivos)

Os deputados franceses debatem nesta sexta-feira um projeto de lei para dar uma estrutura legal às obras de restauração da catedral de Notre-Dame de Paris, parcialmente destruída por um incêndio há quase um mês. A restauração da catedral, uma obra-prima da arte gótica severamente danificada em 15 de abril pelo incêndio, representava uma "desafio sem precedentes" técnico, arquitetônico e financeiro para o governo francês. Por esta razão, optou-se por dar-lhe um enquadramento legal.
Depois de debatido pelos deputados, o texto será encaminhado ao Senado em 27 de maio. O projeto de lei prevê um mecanismo para gerenciar e monitorar as doações recebidas, que se aproximam de 1 bilhão de euros. O texto afirma que o montante total deverá ser doado ao Estado ou a uma instituição pública e que os indivíduos que contribuíram financeiramente para a reconstrução da catedral parisiense poderão beneficiar de uma dedução fiscal.
Apesar de ainda não haver uma avaliação oficial do custo da restauração da catedral, cujo telhado e torre em forma de agulha ruíram, especialistas estimam em entre 600 e 700 milhões de euros. Alguns deputados sugeriram distribuir o dinheiro restante, uma vez as obras concluídas, entre outras catedrais ou igrejas em perigo na França. Mas para acabar com a polêmica, o ministro da Cultura, Franck Riester, disse que todo o dinheiro arrecadado será destinado à Notre-Dame.
A segunda parte do projeto de lei é mais controversa. Propõe a criação, por decreto, de um estabelecimento público encarregado de conceber, executar e coordenar as obras. Também estabelece, por decreto, um regime de derrogação das regras de planejamento urbano e proteção ambiental para agilizar os trabalhos.
Para alguns, a rapidez responde ao desejo do presidente Emmanuel Macron de reconstruir Notre-Dame, um dos monumentos mais visitados da Europa, dentro de cinco anos, ou seja, 2024, ano em que Paris sediará os Jogos Olímpicos.

AFP