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24 de abril de 2017

AMLEF na cobertura da programação da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará


ACOMPANHE A PROGRAMAÇÃO ABAIXO:

Encerramento contou com show do Quinteto Agreste

Encerramento da Bienal do Livro do Ceará foi marcado por momentos emocionantes, show do Quinteto Agreste e grandes resultados para a cultura cearense


A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará teve seu encerramento na noite deste domingo, 23/4, no Centro de Eventos do Ceará. Após uma programação de último dia marcada pelo diálogo com o escritor Ignácio de Loyola Brandão e roda de saberes com os mestres da cultura Zé Pio, de Fortaleza, e Aldenir, do Crato, no auditório do Centro de Eventos, o público conferiu um show com o Quinteto Agreste, que entoou o tema da Bienal logo na primeira música, em um emocionante improviso: “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”, além de um flash mob realizado pelo grupo Vitrola Nova, com o tema musical “Redescobrir”, de Gonzaguinha.
Foto: Leonardo Albuquerque
Durante a solenidade de encerramento, o secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba, dedicou a 12ª Bienal do Livro ao povo cearense e fez questão de agradecer toda equipe que participou da Bienal, passando por curadores, equipe de produção, de coordenadores e de comunicação.
O momento foi de emoção quando o secretário contou a história de Douglas Girão e Régis Oliveira, jovens de Pacajús, que foram convidados a subir ao palco. “Conheci esses jovens aqui na Bienal. Eles me contaram que há pelo menos um ano se planejaram para virem à Bienal. E vieram somente com o dinheiro de ir e voltar. Eles foram ao espaço do Café Literário e participaram de uma conversa com o escritor Jéferson Assunção. Eles tinham na mochila um livro de Caio Fernando Abreu e o presentearam. Ouvindo essa história, entramos em contato com eles“, revelou.
Foto: Leonardo Albuquerque
Após comentar mais um pouco da história dos dois garotos de Pacajús, que se alfabetizaram tardiamente e hoje ensinam a mãe a ler e escrever, o gestor falou do convite que fez a eles para visitarem mais dias a Bienal. Além de participarem das atividades, eles foram presenteados com livros.
Foto: Leonardo Albuquerque
“Ouçam as palavras de quem começou a estudar com 10 anos. Existem coisas,nossas que só entendemos quando lemos. Existe uma coisa que só entendo nos livros. Existe uma força que vem dos livros que rompe solidões. O tempo é tão importante e hoje sei disso. Pensei que não podia estar aqui. Apenas obrigado”, disse ao público o jovem Douglas, em um dos momentos mais emocionantes da Bienal.

A Bienal da diversidade, afetos e encontros

“Essa foi uma bienal de encontros, que se marca pela diversidade, mas também há duas palavras aqui que gostaria de destacar: foi um lugar de afeto e encontro. Contra o tempo de violência, houve aqui o tempo da leitura, da literatura e das artes”, acrescentou o secretário da Cultura do Ceará, Fabiano dos Santos.
Foto: Leonardo Albuquerque

A coordenadora geral da Bienal e coordenadora da Política de Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca da Secult, Mileide Flores, destacou sua percepção sobre a edição da Bienal. “É muita emoção. Há mais de uma ano vimos pensando nessa Bienal. A Bienal do Livro do Ceará tem crescido bonito de forma competente e tem sido recebida pela população do Ceará como um evento que transforma, que emociona e que faz pessoas saírem de um estado pro outro e entrar lacrimejando no Centro de Evento e dizer ‘que emoção’, ‘que tema’! A gente não tem muito que dizer, a não ser obrigado”, ressaltou.
Já o escritor e curador da Bienal do Livro do Ceará, Lira Neto, falou de transformações pessoais, parabenizando os coordenadores de cada espaço criado na Bienal. “Queira dizer que saio dessa bienal renovado. Os dias são de desencanto. Muitas vezes me pequei achando que a pessoa mais sensata do país era o Belchior, que deu uma forma de sumir. Mas hoje acredito que não. A sensatez está em acreditar que podemos fazer um lugar mais bonito pra gente viver”, disse, dedicando a Bienal a seus filhos e ao público.

A Bienal em números

“Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”. Com este tema, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará celebrou os títulos de papel, que, tanto quanto os moradores, povoam casas e aplacam solidões, como afirmou o escritor português Valter Hugo Mãe, dialogando com a escritora cearense Cleudene Aragão, dois dos 168 autores convidados pelo evento, entre grandes nomes da literatura do Ceará, do Brasil e de diversos países.
Indo além da condição de referência para o setor como o maior evento cultural do Estado, a Bienal foi destaque no dia dos cearenses e visitantes, pautando o livro e a leitura nos meios de comunicação, nas conversas entre familiares, colegas, amigos, com grande e positiva repercussão também nas redes sociais. Autores e leitores, histórias e ideias estiveram fortemente presentes na agenda da sociedade. Com sucesso de público, com mais de 450 mil pessoas passando pelo Centro de Eventos, a Bienal contabilizou uma média de público de 45 mil participantes por dia, mesmo com os problemas no sistema viário da Capital, registrados nos dias 19 e 20.
Foto: Felipe Abud
Além de encontros e experiências inesquecíveis, diálogos com grandes autores, realização de sonhos e de transformações pessoais, a Bienal também se destacou pela forte contribuição à economia do estado. O evento gerou 3.100 empregos diretos e indiretos, com 350 editoras presentes, distribuídas em 110 estandes, trazendo à Bienal cerca de 60 mil títulos, nada menos que 120 toneladas de livros. A movimentação financeira estimada é de R$ 5 milhões montante avaliado como bastante positivo, tendo em vista a atual conjuntura econômica do País.
Estendendo-se ao longo de 10 dias, aberta ao público na maioria deles de 9h às 22h, a Bienal promoveu 125 horas de atividades, entre debates, lançamentos de livros, contações de história, conversas com autores, apresentações teatrais, circenses e musicais, oficinas, jogos, declamações, cantorias, cortejos e muitas outras manifestações. Tudo isso distribuído por mais de 20 salas, em três andares.
As ações da Bienal Fora da Bienal estenderam a programação do evento a outros dez ambientes externos, em Fortaleza e outros quatro municípios cearenses: Aquiraz, Caucaia, Redenção e Itaitinga. As areias da praia do Titanzinho, o jardim de girassóis da Unidade Prisional irmã Imelda em Aquiraz, a comunidade dos índios Anacé, a praia do Vila do Mar, no Pirambu, e as ruas do Centro de Fortaleza, entre outros espaços, contaram com a presença de diversos escritores convidados da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, mobilizando visitantes, moradores e afetos, em momentos inclusivos e especiais.
Em um dos seus grandes diferenciais, esta foi a Bienal dos mestres e mestras da Cultura do Ceará, presentes todos os dias na programação. A Bienal dos escritores cearenses lado a lado, em todas as mesas de diálogos, com autores de outros estados e países. Da acessibilidade cultural e da educação inclusiva, com a programação especial de experiências sensoriais, de circo e de audiodescrição, além dos intérpretes de Libras. Das crianças que compartilharam leituras com os pais e dos adolescentes de diversos bairros que mergulharam na programação da literatura fantástica, das batalhas épicas e dos RPGs. Dos cordelistas e repentistas que lotaram a todo momento a Praça do Cordel comprovando a força da literatura popular. Dos autores e personagens reunidos nos bate-papos do Café Literário. Da programação de artes e ciências, de agentes de leitura, do Plano Setorial de Livro e Leitura e do Sistema Estadual de Bibliotecas. Das gerações saudosas do Cais Bar reunidos em rodas de música e conversa no espaço Fortaleza Boêmia.
Turismo cultural
O calendário da Bienal do Livro do Ceará, situado este ano entre dois feriados nacionais (Semana Santa e Tiradentes), explicitou o potencial do Estado para o turismo cultural. A Bienal atraiu ao Centro de Eventos moradores de Fortaleza que aproveitaram os feriadões para viajar nos livros, assim como cearenses do Interior que vieram de seus municípios para visitar a Bienal e turistas em trânsito por Fortaleza nos dias do evento.
Como prova disso, os dias de maior número de visitantes estiveram relacionados aos feriados prolongados: o primeiro fim de semana, de sexta a domingo, registrou 125 mil pessoas; e em 21 de abril, Dia de Tiradentes, nada menos que 72 mil pessoas percorreram os espaços do Centro de Eventos.

Escolas

Promover a socialização de práticas leitoras e pedagógicas em um dos mais importantes espaços formativos de novos apreciadores de livros – a escola – é também uma das missões da Bienal. Nesse sentido, vale destacar a exitosa adesão das visitações escolares: em cinco dias (de 17 a 21 de abril), 34,5 mil estudantes de 775 instituições de ensino – públicas, privadas e ONGs – passaram pelo evento, mobilizando 862 ônibus. Gestores, alunos, educadores e educadoras de 59 municípios (um deles do Rio Grande do Norte) usufruíram da programação gratuita e das muitas opções da feira literária.
“O sucesso desta edição se deve também à parceria estabelecida com outras secretarias. A contribuição das pastas municipal e estadual de Educação foi fundamental para a adesão das escolas e a democratização da feira. Além disso, a programação da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado foi um dos grandes atrativos desta Bienal, estendendo a percepção de leitura e literatura para o universo científico”, ressalta Mileide Flores, coordenadora geral da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará.
Para a coordenadora, a XII Bienal do Livro estabelece um marco na cronologia do evento ao se recobrir do espírito-tema que a moveu: a ideia de que cada sujeito traz consigo inúmeras narrativas. Como destaca o secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba, também a história desta Bienal não acaba neste domingo: “Ela continua todos os dias, na sequência dos encontros proporcionados e na construção das políticas públicas de cultura, livro, leitura, bibliotecas e acervos – porque políticas públicas não se conjugam na primeira pessoa. São, na verdade, construções coletivas”.

Números:

450 mil pessoas (média de 45 mil pessoas por dia, mesmo com problemas no sistema viário, registrados nos dias 19 e 20)
350 editoras
110 estandes
60 mil títulos expostos
120 toneladas de livros
168 autores
300 convidados
125 horas de atividades, sempre com entrada franca
775 escolas visitaram a Bienal
34.500 estudantes
59 municípios (um deles do Rio Grande do Norte)
862 ônibus destacados para visitações escolares
Acompanhe toda a cobertura fotográfica da XII Benal Internacional do Livro do Ceará em nosso flickr, acesse aqui.
COMUNICAÇÃO - SITE_COMUNICACAO

Bienal em vídeos, dia 23 de abril

Leitura é interação social
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Na Bienal, Leonardo Sakamoto e Márcia Tiburi participaram de mesa sobre debates nas redes sociais. Esse foi o tema da entrevista feita com eles na TVC.
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COMUNICAÇÃO - SITE_COMUNICACAO

Cem gravuras de Salvador Dalí são expostas na Caixa Cultural Fortaleza

Cem gravuras assinadas pelo "mestre do surrealismo" Salvador Dalí serão expostas na Caixa Cultural Fortaleza a partir de quarta-feira, 26. Seguindo em cartaz até dois de julho, "Dalí: A Divina Comédia" traz gravuras que fazem uma ponte entre as artes visuais de Salvador Dalí e a literatura de Dante Alighieri (autor de "A Divina Comédia"). Com entrada gratuita, a mostra poderá ser visitada terças a sábados, das 10 horas às 20 horas, e aos domingos, das 12 horas às 19 horas.    
Pintor, escultor e gravurista, o catalão Salvador Dalí (1904-1989) foi um dos grandes representantes da estética surrealista no mundo. As imagens, sempre inusitadas beirando o bizarro, eram alusões ao subconsciente e aos sonhos, como relógios derreditos (em "A persistência da memória", de 1931).
"O anjo caído - Purgatório" é uma das gravuras exibidas na mostra.
A mostra que chega a Fortaleza pertece a uma coleção privada da Espanha. São obras produzidas entre as décadas de 1950 e 1960, sob encomenda do governo italiano, para ilustrar uma edição comemorativa aos 700 anos de nascimento do escritor, poeta e político florentino, Dante Alighieri (1265-1321). Os trabalhos foram apresentados em Paris, em momentos diferentes, nomeadamente, em 1960, o "Inferno", em 1962, o "Purgatório" e, em 1964, o "Paraíso".
Serviço
Dalí: A Divina Comédia
Quando: de 26 de abril a dois de julho de 2017
Visitação: terça-feira a sábado, das 10h às 20h | domingo, das 12h às 19h
Onde: Caixa Cultural Fortaleza (Avenida Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema)
Entrada Gratuita
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 12 anos
Redação O POVO Online

Termina em 2 de maio prazo para regularizar título de eleitor

Segundo o TSE, mais de 1,8 milhão de eleitores estão com seus títulos irregulares por ausência nas três últimas eleições

Agência Brasil
Até o dia 2 de maio, o eleitor que não votou e não justificou a ausência nas três últimas eleições ou não pagou as multas correspondentes deve regularizar sua situação perante a Justiça Eleitoral. Após esse prazo, essas pessoas correm o risco de ter o título cancelado, lembrando que a legislação considera cada turno de votação um pleito diferente para efeito de cancelamento.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em todo o país, mais de 1,8 milhão de eleitores estão com seus títulos irregulares por ausência nas três últimas eleições. Em São Paulo (SP), esse número chega a 118.837 eleitores; no Rio de Janeiro (RJ) o total é de 119.734; em Belo Horizonte (MG) são 26.570; em Salvador (BA) esse número é de 31.263; e em Porto Alegre (RS), 18.782.
O cancelamento automático dos títulos de eleitores ocorrerá entre 17 a 19 de maio de 2017.
Os eleitores com voto facultativo (analfabetos, eleitores de 16 a 18 anos incompletos e maiores de 70 anos) ou com deficiência previamente informada à Justiça Eleitoral não necessitam comparecer ao cartório para regularizar a sua situação.
Para fazer a regularização, no cartório eleitoral, o eleitor deverá apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência e, se possuir, título eleitoral e os comprovantes de votação, de justificativa ou de quitação de multa.
O cidadão pode consultar sua situação perante a Justiça Eleitoral nos cartórios eleitorais, no site do TSE ou no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado. Pode ainda ir ao cartório eleitoral e solicitar essa informação.

Decreto inclui pessoas com deficiência em cotas de universidades federais

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
As universidades federais e os institutos federais de ensino técnico de nível médio deverão reservar parte das vagas destinadas às cotas de escolas públicas a estudantes com deficiência. A reserva deverá ser na mesma proporção da presença total de pessoas com deficiência na unidade federativa na qual está a instituição de ensino, segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A nova regra, publicada hoje (24) no Diário Oficial da União, altera o Decreto 7.824/2012, que regulamenta o ingresso por cotas nas instituições federais.
Atualmente, as instituições federais já devem reservar pelo menos 50% das vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Dentro dessa reserva, pelo menos metade deve ser preenchida por estudantes com renda familiar bruta igual ou inferior a um salário mínimo e meio por pessoa, o equivalente a R$ 1.405,50. Essas regras estão mantidas.
O decreto de 2012 já estabelecia também a reserva de vagas a estudantes pretos, pardos e indígenas, na mesma proporção da presença na unidade federativa. Agora, foi incluída também a reserva para estudantes com deficiência.
As instituições de ensino terão 90 dias para se adaptar. Nesse prazo, o Ministério da Educação deverá editar os atos complementares necessários para a aplicação dos novos critérios.
Edição: Lílian Beraldo

Palestra aborda saúde, comportamento e riscos para o desenvolvimento infantil

A palestra será voltada a estudantes e profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social, além de pais e familiares de crianças que se encontrem dentro da faixa da primeira infância

Foto: Ariel Gomes e Tiago Stille / Governo do Ceará
O evento Saúde na Primeira Infância: Intervenção Precoce com bebês e seus Cuidadores, com realização do grupo interdisciplinar ProCria, acontece sábado (29), em Fortaleza. A palestra é voltada a estudantes e profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social, além de pais e familiares de crianças que se encontrem dentro da faixa da primeira infância.

O psicólogo e psicanalista da Universidade Federal do Ceará (UFC), Daniel Franco fará a mediação da palestra, que contará também com psicanalista Daniele de Brito Wanderley, profissional do estado da Bahia. Daniele Wanderley traz esclarecimentos sobre o uso de protocolos específicos, IRDI (Brasil) e PREAUT (França), que auxiliam na detecção e na intervenção precoces junto a riscos para o desenvolvimento infantil, incluindo o risco para autismo, problemas da fala, da oralidade, da motricidade etc. Além disso, a convidada debaterá sobre achados em psicopatologia relacionados ao período da primeira infância.

No Ceará, podemos mencionar o Programa Mais Infância Ceará, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (PADIN) e o Programa Cresça com o seu Filho, todos custeados com recursos públicos, federal, estadual e municipal, além de contarem com a perspectiva de investimentos de outras fontes, do Banco Mundial, por exemplo.

Primeira Infância
Segundo Daniel Franco, a primeira infância se refere a crianças na faixa etária de 0 a 6 anos. O período de 0 a 3 anos é chamado de primeiríssima infância.  Para o psicólogo, os investimentos e atenção com as crianças cresceram, mas ainda não são  suficientes. "Embora não se trate ainda do ideal, observamos o nascimento de ações, políticas públicas e programas relacionados a algumas das necessidades da primeira infância, nas áreas de saúde, educação, alimentação, saneamento, emprego, moradia, segurança, proteção”, afirma Franco.
A primeira infância não deve ser vista somente como uma responsabilidade materna. Esses cuidados não necessariamente devem se prender a figura da mãe biológica. Segundo pesquisa da Organização Mundial do Trabalho (OMT), há vantagens para o bebê no que diz respeito a maior participação e envolvimento da figura paterna na ocasião do nascimento da criança. De acordo com Franco "a participação ativa desse pai, desde um primeiro momento, quando ele irá dividir os cuidados com a criança com outros cuidadores, inclusive substituindo a mãe quando necessário, é muito importante. Cabe ainda ao pai, por exemplo, agir como um escudo-protetor da dupla mãe-bebê, além de exercer a função de interdição de alguns comportamentos da criança ou mesmo apresentar para ela o mundo", completa.

Tecnologia na Infância
Hoje é comum para crianças. ainda na primeira infância, o uso de tablets, smartphones e outros eletrônicos. São muitos os atrativos, seja para assistir desenhos, vídeos do youtube ou para jogar. Muitos pais se preocupam e acreditam que o uso desses dispositivos pode via a prejudicar o desenvolvimento da criança. Para Franco, os riscos existem, sobretudo se a criança faz uso excessivo dos equipamentos, podendo resultar em situações como a exposição precoce à violência, o isolamento social, prejuízos na capacidade de experimentar a empatia, sedentarismo, obesidade, lesões nas articulações, distúrbios oculares etc.

De acordo com o psicólogo, as crianças podem utilizar tais ferramentas tecnológicas contanto que haja controle e moderação. "São também reconhecidas vantagens no uso de eletrônicos por parte das crianças, desde que o uso seja moderado, responsável e mediado pelos seus cuidadores. Os limites devem ser sempre negociados entre pais, responsáveis, familiares e filhos. Assim, ganhos e aquisições como o raciocínio lógico, a coordenação motora, a criatividade, a fantasia, a organização, a disciplina e o planejamento são visíveis" explica.

Também se considera que o uso de alguns jogos eletrônicos reforçam atitudes solidárias e cidadãs e mesmo os jogos competitivos apresentem algumas vantagens, pois auxiliam no desenvolvimento da capacidade de lidar com vitórias, derrotas, perdas, fracassos e frustrações. Franco faz a seguinte advertência: "deve-se ressaltar que pais, responsáveis e familiares, enfim, os cuidadores em geral, não devem encarar jogos, equipamentos eletrônicos ou outros meios de entretenimento como formas de se desresponsabilizar por longos períodos de suas crianças, transferindo assim a responsabilidade pelos seus cuidados. Os jogos eletrônicos não devem ocupar tanto espaço quanto a família e a escola na vida da criança e, se isso acontece, pode ser sinal de que a família e a escola estejam em prejuízo em seu papel.

Serviço
Palestra Saúde na Primeira infância
Local:Teatro Nadir Papi Saboya
29/04, 8h 30min às 12h 30min
Colégio Farias Brito - Sede FB Jovem Aldeota
Rua 8 de setembro, 1331 - Varjota
procriafortaleza@hotmail.com
(85)9 8879-2554 (85)9 9689-2554 (85)9 9984-0740 (85)9 9662-9636

Boa Notícia

XII Bienal do Livro foi vista por 450 mil pessoas

A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará foi encerrada ontem (23) deixando um gostinho de quero mais para os apreciadores de literatura. Em dez dias de evento, cerca de 450 mil pessoas, incluindo muitas famílias e crianças, passaram pelo Centro de Eventos do Ceará para conferir a vasta programação literária que contou com a presença de importantes autores, veteranos e estreantes - locais, nacionais e internacionais - e, ainda, puderam visitar estandes das editoras e livrarias.
O evento gerou, segundo a organização, 3.100 empregos diretos e indiretos, com 350 editoras presentes, distribuídas em 110 estandes, trazendo à Bienal cerca de 60 mil títulos, nada menos que 120 toneladas de livros. A movimentação financeira estimada é de R$ 5 milhões. Em dez dias, 450 mil pessoas passaram pelo Centro de Eventos, numa média de 45 mil por dia.
De acordo com a coordenadora geral da mostra literária, Mileide Flores, que participa da Bienal desde 2000, o evento no Ceará está amadurecido. "É uma Bienal que não deixa a desejar a nenhum evento literário que eu conheça", afirmou.
Além disso, Flores acredita que esta XII edição vai ficar na história como o antes e o depois. "Da mesma forma que na Bienal de 2.000 quando a gente introduziu a Bienal internacional, pois, até então, era uma feira", lembrou. Ela destacou, este ano, o sorriso dos visitantes ao entrar e o tempo de permanência dos escritores que decidiram passar a semana na Capital cearense e frequentaram todos os dias as programações .
Pluralidade
Este ano, foi a Bienal da diversidade e da alteridade, na avaliação da coordenadora geral. "Também fizemos parcerias com outras secretarias o que fez diferença nessa Bienal. Como a participação das secretarias de Educação, tanto do Estado como do Município, e da Secretaria de Ciência e Tecnologia que trouxeram um outro olhar sobre a leitura", destacou Flores. Assim, como a imagem da índia brincando com o robô, que ganhou grande repercussão mundial.
Participante da Bienal do Ceará desde 2000, o escritor cordelista Antônio Carlos da Silva, mais conhecido como Rouxinol do Rinaré, por conta do pássaro que remete a sua infância em Quixadá, ressaltou o ganho do espaço e da visibilidade para a arte popular do cordel.
"O espaço do cordel começou tímido. Fomos acolhidos pela direção na época na área de uma livraria e daí o espaço foi se 'agigantando'", contou. Atualmente, existem poetas de vários lugares do Brasil.
"Tenho um sentimento de gratidão e felicidade em ver o cordel sendo divulgado para mais pessoas e com mais qualidade", disse. Este ano, o evento superou suas expectativas por causa da crise nacional e por cair em feriados prolongados. Em um dos dias, ele conseguiu superar a venda de um dia na Bienal do Livro em São Paulo. "Estou surpreendido, não deixei de vender".
Presenças marcantes
Entre os nomes que compareceram para troca de conhecimento nesta edição da Bienal, Angela Escudeiro, Valter Hugo Mãe, Ignacio Loyola Brandão, Daniel Galera, Daniel Munduruku, Ademir Assunção, Angela Gutierrez, Jefferson Assunção, Márcia Tiburi, José Castilho Marques Neto, Nei Lopes, Mary Del Priore, Sérgio Rodrigues, Oswald Barroso, Gilmar Chaves, Ana Miranda, entre outros renomados.
Festa da cultura
Balanço positivo
Durante 10 dias, a XII Bienal Internacional do Livro foi aberta ao público de 9h às 22h. Promoveu 125 horas de atividades, entre debates, lançamentos de livros, contações de história, conversas com autores, apresentações teatrais, circenses e musicais, oficinas, jogos, declamações, cantorias, cortejos e muitas outras manifestações. Tudo isso distribuído por mais de 20 salas, em três andares. Ressalte-se a presença diária dos mestres da cultura do Ceará todos os dias. Fotos: Nah Jereissati

Diário do Nordeste