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8 de junho de 2017

Professor cearense fica querido por alunos por incorporar memes ao dia a dia das aulas

Por Lucas Barbosa em Educação

Quando viralizou na internet a reportagem sobre um professor mineiro que usa memes na divulgação das notas, muitos foram os alunos de Fortaleza que lembraram do cearense João Henrique Viana, de 37 anos. Professor dos cursos de Administração da Faculdade Farias Brito (FBB) e da Universidade Estadual do Ceará (Uece), ele também é conhecido por ser adepto do uso de memes na sala de aula e no relacionamento com os estudantes, sobretudo via redes sociais.
Professor universitário há 10 anos, João Henrique percebeu que a formalidade do meio não proporcionava uma comunicação efetiva. “A ideia de utilizar memes se deu pois eu comecei a perceber que o público-alvo das minhas disciplinas era mais jovem e que, às vezes, a linguagem formal não surtia o mesmo efeito que outra mais próxima da realidade”, relembra João Henrique.
Assim, ele conta ter começado a usar os memes aos poucos, para testar a reação dos estudantes. Enquanto professor, ele se via em um dilema: se por um lado “comunicar é tudo” no mundo do marketing, deixar claro os papéis também é fundamental.
A reação dos alunos o fez saber qual caminho a seguir. “Certa vez, um grupo de alunos disse que eles estavam ansiosos para estudarem comigo no semestre seguinte, porque além da aula ser super bacana, eu utilizava memes”, conta. “Foi aí o momento de catarse: Deu certo!
Hoje, João Henrique usa os memes para várias situações. Nos portais oficiais, a linguagem permanece atendendo os parâmetros das instituições. Já nas redes sociais, os memes vão das informações de detalhes das disciplinas que ministra a avisos sobre vagas de emprego ou cursos. “A comunicação melhorou de forma surpreendente“, avalia.
Linguagem da internet como estratégia
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Linguagem da internet como estratégia

João Henrique Viana percebeu que a formalidade do meio não proporcionava uma comunicação efetiva (FOTO: Adriano Paiva/Tribuna do Ceará)
Linguagem da internet como estratégia
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João Henrique Viana percebeu que a formalidade do meio não proporcionava uma comunicação efetiva (FOTO: Adriano Paiva/Tribuna do Ceará)
Linguagem da internet como estratégia
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Linguagem da internet como estratégia

João Henrique Viana percebeu que a formalidade do meio não proporcionava uma comunicação efetiva (FOTO: Adriano Paiva/Tribuna do Ceará)
Linguagem da internet como estratégia
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Linguagem da internet como estratégia

João Henrique Viana percebeu que a formalidade do meio não proporcionava uma comunicação efetiva (FOTO: Adriano Paiva/Tribuna do Ceará)
Alunos adoram
A turma também concorda. É o que diz Adriene Santos, aluna dele no curso de Administração da Uece desde o início de 2016. Ela, uma das principais entusiastas do uso de memes, afirma que as aulas ficaram mais espontâneas.
“De cara, já me apaixonei por ele, porque ele dava uma aula muito legal e todos prestavam atenção. Todo mundo que tem aula com ele fala a mesma coisa”, relata. “Aliás, ele é um dos melhores professores que já tive”.
João Henrique vê que o uso de memes torna o ensino mais “fluído” e “participativo” para os professores, enquanto para os alunos o aprendizado fica mais “interessante” e “rico”, já que diminui as distâncias entre os docentes, as instituições e os alunos.
“Comecei a perceber que quebrar essa barreira foi fundamental até mesmo pros alunos chegarem em sala de aula para uma prova ou trabalho, por exemplo, e não acharem que aquilo era o fim da vida ou necessariamente um momento de angústia”, indica. Seus alunos agradecem.

Tribuna do Ceará
 

Novo livro de Timothy Snyder gera exposição e largo debate sobre desafios sociopolíticos enfrentados hoje

por Lucia Guimarães - Agência Estado
O autor Timothy Snyder: "Sair de casa, encontrar as pessoas e agir restaura a confiança"
Um dos momentos inesquecíveis da bizarra campanha presidencial americana de 2016 foi a cena do pai de um soldado morto no Iraque, em 2004, brandindo o exemplar da Constituição dos EUA que sempre carrega no bolso. Discursando na Convenção Democrata, o paquistanês Khzir Khan perguntou a Donald Trump, "Você já leu a Constituição?". Agora, o presidente notoriamente arredio ao hábito da leitura pode somar outro volume de bolso ao vácuo presumível.
O best-seller "Sobre a Tirania: Vinte Lições do Século XX para o Presente", que está sendo lançado pela Companhia das Letras, foi considerado pelo crítico do Washington Post "apenas um pouco menos vital" do que a Constituição. O livro evoluiu de um post que o respeitado historiador Timothy Snyder, da Universidade de Yale, escreveu no Facebook logo após o resultado da eleição em novembro.
Snyder é conhecido estudioso do Holocausto e da história do autoritarismo na Europa do Leste. No texto do Facebook compartilhado por dezenas de milhares de pessoas, alertou: "Os americanos não são mais sábios que os europeus, que viram a democracia dar lugar ao fascismo, ao nazismo ou ao comunismo. Nossa única vantagem é ser capaz de aprender com a experiência deles".
Como parte do lançamento, a Companhia das Letras encomendou 20 cartazes a designers brasileiros inspirados em cada uma das lições do livro, que ficarão expostos entre 10 e 18 de junho no Conjunto Nacional na Avenida Paulista (São Paulo).
"Eu tinha uma ideia geral de que dezenas de milhões de americanos estariam chocados", diz Snyder em entrevista. O que ele não esperava era a extensão do choque. O livro vendeu 200 mil exemplares nos EUA e o professor precisou interromper o volume mais longo que já vinha escrevendo, sobre a dissolução do poder no Ocidente, para se dedicar a falar de "Sobre a Tirania" em palestras, entrevistas e manifestações diversas.
Organização civil
A intenção foi produzir um livro normativo e didático. A primeira lição é "Não obedeça de antemão". "Os americanos tinham uma noção ingênua de que as instituições se protegem sozinhas, mas elas precisam de indivíduos", argumenta o autor. "O Poder Legislativo está fracassando nessa missão e cabe ao público se organizar para protegê-las". Snyder destaca manifestações pelo país e a resistência que servidores públicos têm discretamente oferecido a medidas drásticas do novo governo.
A nona lição do livro é "Trate bem a língua" e nela Snyder recomenda: "Evite repetir as frases que todo mundo usa. (...) Faça um esforço para afastar-se da internet". Pergunto a ele se há comparação entre o uso do rádio pelos nazistas na década de 1930 e o potencial da rede social para desinformar. "É uma comparação interessante", diz. "Pensamos em tecnologia como meio para a comunicação se espalhar melhor e mais rápido. Mas, de fato, a tecnologia tem poder de atingir emoções. Quando a imprensa apareceu, foi primeiro usada para incitar ódio religioso, não para informar".
Já o rádio, lembra o autor, foi usado pelos nazistas para consolidar o nacionalismo. "A internet tem um potencial autoritário na medida em que nos dá o conforto de comunidades em que só procuramos o que queremos. As pessoas são inocentes sobre a internet, pensam, se está escrito, é verdade, e as corporações sabem disso", conclui.
Quase cinco meses depois da posse de Donald Trump, Snyder constata a importância da décima lição, "Acredite na verdade". Ele se sente encorajado pela reação da imprensa americana com maior ênfase em reportagem investigativa. "Acho que talvez a principal missão deste governo é destruir a confiança do público em fatos", diz o historiador, que alerta: "Abandonar fatos é abandonar a liberdade".
Mas ele vê também um flanco desprotegido na decisão de deixar milhares de cargos vazios na burocracia federal, sob inspiração do controverso conselheiro de Trump Steve Bannon, homem que admitiu querer desmontar tudo "como Lenin". "Ironicamente", explica Snyder, "falta gente para executar mudanças autoritárias".
Um debate comum hoje nos EUA é sobre a eficácia do que é chamado de movimento de resistência. Ele inclui recrutamento de candidatos para concorrer em eleições locais, mobilização de associações profissionais e adquire visibilidade também em múltiplas manifestações de protesto. Será que os americanos vão sofrer de fadiga de indignação?
"Este é o ponto do meu livro", explica Snyder. "O sistema sempre vai se defender. A fadiga é um obstáculo constante. Mas sabe o que cansa mais? Manter os olhos fixados numa tela. Sair de casa, encontrar as pessoas e agir restaura a confiança na agência individual".
Livro
Sobre a tirania
Timothy Snyder
Companhia das Letras
2017, 128 páginas
R$ 24,90

Diário do Nordeste

Cidade do Cabo: belezas naturais que encantam

por Yohanna Pinheiro* - Especial para o TUR
Waterfront é uma das atrações mais visitadas da África do Sul . O complexo abriga bares, restaurantes, opções de lazer, shopping e roda- gigante. É possível também ver estátuas em homenagem aos vencedores sul-africanos do Prêmio Nobel
O visual de montanha e mar não poderia ser mais convidativo. A Cidade do Cabo, uma das mais turísticas de toda a África do Sul, possui cenários deslumbrantes que se estendem pela costa da região ocidental, até o Cabo da Boa Esperança, o ponto mais ao sudoeste do país. Mas, além de toda a beleza natural, oferece boa infraestrutura, alta gastronomia e passeios inusitados, como mergulhos com focas e até tubarões.
Uma parada obrigatória é a Montanha da Mesa (Table's Mountain), característica por ter o topo reto. Pode ser vista de praticamente todos os pontos da cidade. Para visitá-la, é possível caminhar até o pico gratuitamente ou pegar o bondinho - o valor por adulto é de 255 rands, cerca de R$ 65 (ida e volta). Como o parque pode fechar por conta do mau tempo, a dica é ir logo se o clima estiver bom.

Arredores
Alugar um carro é ótima opção, mas também é possível passear pela cidade e arredores em ônibus turísticos do tipo "Hop On Hop Off", com cinco opções de rotas.
O visitante também não pode perder a oportunidade de ver o pôr do sol na famosa praia Camps Bay, caminhar pelo calçadão à beira mar, conhecer o curioso bairro de Bo-Kaap, com suas casas coloridas, e provar da culinária local em restaurantes do Victoria & Alfred Waterfront.
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Na Boulder's Beach, em Simon´s Town, os visitantes podem observar os pinguins que circulam pela praia
Península
Um dia da viagem deve ser reservado só para visitar vários pontos da Península do Cabo, inclusive o Cabo da Boa Esperança, que já chegou a ser chamado de "Cabo das Tormentas" na época das grandes navegações.
De carro, a primeira parada é a Hout Bay, uma praia rodeada de montanhas onde se pode ver algumas focas, comer em um dos restaurantes e comprar lembrancinhas em uma feira local.
Vale também uma parada rápida em Chapman's Peak a fim de observar a linda vista da Hout Bay antes de seguir viagem ao Cape point. Lá, fica o Cabo da Boa Esperança e há dois pontos principais para visitar: a famosa placa, na praia, e o farol, no ponto extremo da península, com vista incrível. Só é preciso ter cuidado com os babuínos, que andam livremente pela região e são atraídos por comida.
Para ter acesso ao farol, assim como à Montanha da Mesa, pode-se ir caminhando, gratuitamente, ou pegar o trem funicular por 60 rands para adultos, cerca de R$ 16 (ida e volta).
No retorno, pare na Boulders Beach, em Simon's Town, onde há uma colônia de pinguins que circulam livremente pela praia e podem ser observados de um mirante. Para visitar a reserva, é cobrada tarifa de conservação por 70 rands (cerca de R$ 18) para adultos.
Vinícolas
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Vinícola Jordan, uma das opções para fazer o safári de vinhos e visita às plantações de uva 
Para quem busca opções mais tranquilas de lazer, a cerca de 30 minutos de carro da Cidade do Cabo há uma região com mais de 200 vinícolas. De colonização holandesa, a cidade de Stellenbosch é uma das principais. Tem restaurantes e cafés com cadeiras próximas às calçadas. Além de vários hectares de plantações de vinhedos, muitas vinícolas oferecem acomodações a turistas.
A Spier, por exemplo, abriga grande complexo de acomodações, restaurantes, área de lazer e SPA. Um passeio divertido oferecido pelo estabelecimento é o safári de vinho em segways - equipamento de transporte pessoal com duas rodas paralelas, muitas vezes usados por seguranças em shoppings. Há pequeno treinamento para se adaptar ao aparelho. O passeio de uma hora custa 300 rands por pessoas (cerca de R$ 75).
Outra opção de safári de vinho é na Jordan. O passeio é em um veículo 4x4, o mesmo tipo de safáris tradicionais, e conta também com uma parte da degustação de vinhos produzidos pela marca em meio às plantações e a paisagens estonteantes, o que é um diferencial - custa 400 rands por pessoa (cerca de R$ 100). Ainda há opções de degustação no terraço a partir de 50 rands por pessoa (cerca de R$ 13).
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Na região do Cabo Ocidental, também há safáris com animais selvagens, como girafas, leões e elefantes
Aventura
Já para quem procura por opções com mais emoção, várias empresas realizam passeios a fim de observar baleias de junho a dezembro, além de mergulhos com focas, tours com helicópteros, barcos e até para, de dentro de uma jaula, observar tubarões em seu habitat natural. Há ainda opções de safáris de animais selvagens da região, como leões, elefantes, girafas, rinocerontes e zebras, entre outros.
*A jornalista viajou a convite do South African Tourism e da South African Airways

Diário do Nordeste

Santuário de Fátima lança livro infantil “Fátima no Coração”

É a segunda publicação dedicada ao público mais jovem durante este ano do Centenário

Capa de Fátima no Coração. Ilustrador: Bolota. Divulgação
Neste próximo 10 de junho, o Santuário de Fátima, em Portugal, apresentará ao público o livro infantil “Fátima no Coração”, do autor João Manuel Ribeiro. Ele conta a história dos amiguinhos Isabel, João e Ana, que, ao passarem as férias com a vovó Amélia, aproveitarão para rezar e conhecer a mensagem de Nossa Senhora de Fátima e o local das suas aparições. Guiados a cada dia por uma “pista bíblica”, os três descobrirão, por exemplo, a Capelinha das Aparições, a Basílica de Nossa Senhora do Rosário e a nova Igreja da Santíssima Trindade.
Fátima no Coração” é o segundo livro que o Santuário dedica ao público infanto-juvenil dentro deste ano do Centenário. O primeiro foi “A Missão do Francisco”, escrito por Maria Teresa Maia Gonzalez.

Pedro Valinho Gomes, responsável por ambas as edições, comenta:
“Questionamo-nos frequentemente sobre como transformar a história simples de três crianças do início do último século, Lúcia, Francisco e Jacinta, que foram tocadas pela luz de Deus, de forma que os leitores de hoje, mais ou menos jovens, sintam o mesmo fascínio por essa luz que transforma as vidas. A história que o livro ‘Fátima no coração’ conta é precisamente a do crescimento desse fascínio, desse maravilhamento dentro do coração de três crianças de hoje”.
O autor do livro, João Manuel Ribeiro, explica:
“O que se propõe, no fundo, é uma visita guiada a um local tão emblemático para os crentes e não apenas. O que se espera é que, no final, todos se sintam ‘cansados, mas em paz’. E, nesta espécie de roteiro que o livro apresenta, nem mesmo a procissão das velas fica esquecida. Ela constitui, aliás, um episódio forte da obra, fazendo recordar o dia 13 de maio, com milhares e milhares de pessoas assistindo ao espetáculo de luz e recolhimento: ‘Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida’”.
Em quase uma década voltada a escrever, João Manuel Ribeiro lançou mais de 40 obras, a maioria focada no público infanto-juvenil, com traduções em diversos países.

Aleteia

Inscrições para o ProUni do segundo semestre terminam amanhã

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
sala de aula
O Ministério da Educação  informou que serão ofertadas 147.492 bolsas em 1.076 instituições privadas de educação superior Arquivo/Agência Brasil
As inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni) do segundo semestre de 2017 terminam amanhã (9). Os estudantes interessados poderão consultar as bolsas oferecidas e se inscrever na página do ProUni na internet. O Ministério da Educação (MEC) informou que serão ofertadas 147.492 bolsas em 1.076 instituições privadas de educação superior, um aumento de 17% em relação à segunda edição do programa do ano passado. Do total de bolsas, 67.603 são integrais e 79.889, parciais.
O ProUni é voltado para estudantes da rede pública ou bolsistas integrais de escolas particulares. Também estão incluídas as pessoas com deficiência e professores da educação básica em escolas públicas que compõem o quadro de pessoal permanente da instituição. Só poderão participar do processo seletivo os candidatos brasileiros que não tenham diploma de curso superior e que tenha feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016. É preciso ter obtido no mínimo 450 pontos na média das notas do Enem e não ter tirado zero na redação.
O estudante pode concorrer a uma bolsa integral se sua renda familiar bruta mensal per capitanão exceder a 1,5 salário-mínimo. No caso da bolsa parcial, a renda familiar por pessoa não pode ser maior que três salários-mínimos. O ProUni possui ainda ações conjuntas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que permite ao bolsista parcial financiar a parte da mensalidade não coberta.
Até as 11h de terça-feira (6), dia que as inscrições foram abertas, o sistema já havia registrado 71.942 inscritos, num total de 137.761 inscrições. O estudante pode selecionar até duas opções de curso.
Cronograma
O processo seletivo será constituído de duas chamadas sucessivas, a primeira chamada será feita em 12 de junho e a segunda prevista para o dia 26 de junho. O candidato selecionado deverá comparecer à respectiva instituição de educação superior para a comprovação das informações prestadas e a eventual participação em processo seletivo próprio, quando for o caso, no período de 12 a 19 de junho, na primeira chamada; de 26 a 30 de junho, na segunda chamada.
Para participar da lista de espera, o estudante deverá manifestar seu interesse na página do programa, entre 7 e 10 de julho. A lista estará disponível no sistema, para consulta pelas instituições de educação superior, no dia 13 de julho. Neste caso, o candidato deverá comparecer à instituição e entregar a documentação no período de 17 a 18 de julho.

Cooperativa promove inclusão digital para jovens na periferia de Fortaleza

Tecnologia social já capacitou mais de mil jovens carentes para o mercado de trabalho

Foto: Divulgação / Capacitação
 
Criar oportunidades a partir da capacitação e inclusão digital. Esse é o principal objetivo da Cooperativa de Tecnologia da Informação Pirambu Digital, que há dez anos vem atuando para possibilitar a inserção de jovens no mercado de trabalho.
 
Vencedora do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2015, na categoria Juventude, a cooperativa utilizou os recursos que recebeu como premiação para fazer melhorias na infraestrutura de atendimento da comunidade de Pirambu, bairro de Fortaleza (CE). Segundo a vice-presidente da entidade, Josilda Ribeiro, o reconhecimento trouxe maior visibilidade junto à sociedade, que passou a prestigiar a instituição como geradora de transformação social.
 
A entidade oferece cursos de desenvolvimento, implementa¬ção, manutenção e suporte de sistemas de computadores. Mais de mil jovens já foram atendidos com os cursos de formação. Somente em 2016, cerca de 50 pessoas foram capacitadas e encaminhadas ao mercado de trabalho. Os treinamentos têm duração de três a seis meses, dependendo do curso realizado.
 
Criada na comunidade de Pirambu há dois anos, a entidade vem enfrentando os desafios para dar continuidade às atividades sociais e ampliar sua atuação. Este ano, firmou parceria com o Movimento Emaús Amor e Justiça para iniciar o projeto Casa do Saber, que atenderá crianças de seis anos a jovens de 24 anos, com reforço escolar e atividades culturais, como música, teatro e dança. Além disso, serão prospectados novos apoios para oferecer novas atividades esportivas e de qualificação profissional.
 
Conheça mais sobre Pirambu Digital
Conhece iniciativas como essa? Até o dia 31 de maio, estão abertas as inscrições da 9ª edição do Prêmio que vai certificar e premiar iniciativas inovadoras capazes de gerar soluções para problemas sociais. Podem participar instituições sem fins lucrativos, como fundações, organizações da sociedade civil, instituições de ensino e pesquisa, legalmente constituídas no Brasil, de direito público ou privado, e que tenham sua iniciativa desenvolvida no País. 
 
Neste ano, foi criada categoria internacional com os temas "Água e Meio Ambiente, Agroecologia ou Cidades Sustentáveis", destinada a iniciativas realizadas em um ou mais países da América Latina e do Caribe, que possam ser reaplicadas no Brasil. O concurso tem a cooperação da UNESCO no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Os resultados de cada etapa do Prêmio serão divulgados no site da Fundação Banco do Brasil www.fbb.org.br  e no BTS tecnologiasocial.fbb.org.br.
 
Boa Notícia