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26 de setembro de 2016

Plantão Gramatical se mantém com público fiel e alta procura

Há 36 anos em funcionamento, o Plantão Gramatical se mantém com público fiel e alta procura em meio as fontes de recursos virtuais. Credibilidade é razão apontada para o serviço conseguir atravessar tantas décadas

Quando o Plantão Gramatical surgiu, em 1980, não existiam os recursos virtuais para eximir dúvidas de língua portuguesa. Dicionários, gramáticas e enciclopédias eram as fontes de pesquisa. O tempo passou, o mundo evoluiu e, hoje, é possível consultar a correta utilização de uma palavra com poucos cliques. Mas o Plantão Gramatical, ferramenta do Instituto Municipal de Pesquisa Administração e Recursos Humanos (Imparh), continua solucionando questões de ortografia, morfologia, sintaxe e semântica.
Para retirar as dúvidas - explica o professor Francisco Marino, que trabalha no plantão há mais de 20 anos - é necessário apenas telefonar. Na sala repleta de livros, dicionários e gramáticas, seis professores se revezam em turnos para atender as linhas e solucionar os problemas. Mesmo com as facilidades das novas tecnologias, o serviço continua sendo amplamente utilizado. De janeiro a agosto de 2016 foram mais de sete mil atendimentos. O alto índice de procura é explicado pela credibilidade que o Plantão Gramatical galgou ao longo das décadas, aponta Marino. Existem dezenas de páginas com conteúdos e dicionários online, mas nem sempre transmitem confiança.
O serviço completou 36 anos de atuação e, para os próximos meses, continuará crescendo. André Ramos, presidente do Imparh, conta que estão sendo estudadas formas de disponibilizar o tira-dúvidas em site e em aplicativo no celular. Além de questões técnicas, será necessário adequar a estrutura com maior número de professores, novos turnos e infraestrutura. “Estamos analisando as viabilidades. A previsão é lançar os novos formatos para o público até o fim do ano”.

Público fiel
Há quem se pergunte: quem telefona para tirar dúvidas de português quando tantas respostas estão disponíveis na internet? Professores, cerimonialistas, estudantes, revisores e concurseiros fazem consultas. O público é heterogêneo.

Algumas situações, entretanto, são de praxe. Como o dia seguinte a concursos públicos de alta demanda, quando os candidatos ligam para certificar respostas e consultar se é possível anular questões.
A professora Lilian Suassuna aponta diferenças entre o trabalho na sala de aula e as atividades no plantão. Nas escolas, as aulas e os conteúdos são planejados. Já no tira-dúvidas, surgem diariamente questões de vários conteúdos. “Demanda uma grande capacitação”, aponta.
Durante dois anos, a rotina de Artur William Uchôa foi ligar para o plantão diariamente. Hoje guarda municipal, ele se preparava à época para o concurso em casa. “O pessoal até conhecia a minha voz”, brinca. Artur descobriu o tira-dúvidas em um panfleto de telefones úteis. “Sempre fui curioso por português. Estudava em casa, com os meus materiais. Mas sempre surgiam pequenas dúvidas nos conteúdos e recorria ao plantão”, diz Artur. “Até hoje, se quero saber algo, é só ligar para lá”.  

Saiba mais
O tira-dúvidas foi fundado por Agnelo Neves, em 1980. À época, ele presidia a Fundação Educacional de Fortaleza (Funefor), hoje convertida no Imparh.

As dúvidas levadas ao atendimento são variadas. Da utilização de hífen à etimologia de palavras, das colocações pronominais às regências verbais, das acentuações à separação silábica. Tudo, reitera o professor Francisco Marino, é respondido conforme a gramática da língua portuguesa.

A Academia Brasileira de Letras mantém um tira-dúvidas, o Volp. Informações: http://bit.ly/2cUJt0N

Serviço
Plantão Gramatical
Onde: Instituto Municipal de Pesquisa Administração e Recursos Humanos - Imparh (avenida João Pessoa, 5609 – Damas)
Horário: das 8h às 17 horas, de segunda-feira a sexta-feira
Atendimento através do telefone: 3225 1979 

O Povo

Nelson Rodrigues é editado pela primeira vez

Responsável pela publicação busca uma ponte entre a literatura de Portugal e do Brasil.

Para editora, apesar da alta qualidade editorial, ainda somos um país que não valoriza os livros.Para editora, apesar da alta qualidade editorial, ainda somos um país que não valoriza os livros.


O dramaturgo, jornalista e escritor Nelson Rodrigues, famoso por sua polêmica coluna 'A vida como ela é', escrita ao longo de dez anos (de 1951 a 1961), será publicado pela primeira vez em Portugal. A responsável pela publicação é Bárbara Bulhosa, 44 anos, diretora editorial da Tinta-da-China, editora portuguesa que, desde 2012, busca fazer uma ponte entre a literatura de Portugal e do Brasil.
"Acho que [o público português] vai receber o Nelson Rodrigues lindamente, porque ele é um gênio, escreve maravilhosamente e tem uma inteligência fora do comum. É um autor extraordinário que, por acaso, é brasileiro, mas podia ser inglês, alemão... Ele tem muito de brasileiro, toda aquela sacanagem, a forma do entendimento dele do relacionamento entre um homem e uma mulher. O conhecimento dele dos homens e das mulheres é uma coisa extraordinária, e isso está visível nos contos A vida como ela é de uma forma brilhante", disse Bárbara Bulhosa.
Bárbara disse acreditar que, como ela, os leitores portugueses vão se encantar com Nelson Rodrigues. "Quando começas [a ler], não queres parar, principalmente pela sensibilidade dele, a inteligência, e o fato de ele nos perturbar, ser desconcertante. Eu acho que só um grande autor é desconcertante, mexe contigo, te irrita, te faz rir, te faz chorar. E o Nelson Rodrigues faz isso".
Bárbara Bulhosa, que é formada em história e trabalhou durante dez anos em uma rede de livrarias, conta que sempre teve o sonho de trabalhar com livros. Em 2004, após ficar desempregada, decidiu fazer uma pós-graduação em técnicas editorias na Faculdade de Letras de Lisboa, com o intuito de criar uma editora.
"Eu sabia que queria trabalhar com livros e queria fazer qualquer coisa a volta dos livros, editora foi a saída que encontrei".
Foi a partir dessa experiência que nasceu a Tinta-da-China, uma editora que, ao longo dos anos, foi ganhando o reconhecimento do mercado português pela qualidade de suas publicações. Tinta da China é a expressão portuguesa para aquilo que, no Brasil, chamamos de nanquim. O nome da editora surgiu num brainstorming e tem a ver com o fato de que o nanquim não se apaga.
"E o imaginário leva-te para uma coisa antiga. O que nós tentamos fazer com os nossos livros, enquanto objetos, é manter grafismo e materiais clássicos, paginações clássicas. Estamos, no fundo, a recuperar uma memória de livros antigos. Mas olhas para os livros e percebes que são modernos", disse Bárbara.
A partir de 2012, quando entrou no mercado editorial brasileiro, Bárbara começou a publicar autores portugueses, clássicos e contemporâneos, que nunca tinham sido lançados em nosso país. Ao mesmo tempo, começou a levar para Portugal livros de autores brasileiros inéditos no país. A opção da editora é sempre trabalhar com as obras no idioma original, sem fazer adaptações.
"Sou defensora da língua portuguesa nas suas variantes. Acho que foi um grande erro, durante anos, nós adaptarmos Jorge Amado, por exemplo. Há muitos autores africanos que escrevem na língua portuguesa, mas de uma forma muito oral ou com palavras que não conhecemos, como Mia Couto. Mas isso é essencial, porque isso é a riqueza da língua. A língua é viva e nos entendemos assim. Acho muito importante nós começarmos a ler os autores como eles escrevem", defende Bárbara Bulhosa.
"Quando trabalhei como livreira, percebi que a qualidade pode vender. Percebi que se eu destacasse livros com muita qualidade - livros que muitas vezes não estão destacados porque não são best sellers -, eu os vendia. Quando fui para a edição, a minha premissa era a de que a qualidade pode vender. Faço livros para quem gosta de ler e para quem gosta de livros. Não faço livros para toda a gente".
Para a editora, apesar da alta qualidade editorial do Brasil, ainda somos um país que não valoriza os livros. "Comparativamente, mesmo em termos relativos, em Portugal lê-se mais do que no Brasil. No Brasil edita-se muito mais e a qualidade da edição é extraordinária. Aqui [em Portugal] também tem grande parte da população que não lê, mas há uma elite que lê, inclusive a elite econômica. Acho que essa é uma grande diferença. Porque no Brasil, quando vou à casa de pessoas muito ricas, não vejo uma biblioteca, vejo obras de arte contemporâneas. Aqui em Portugal, as pessoas com muito dinheiro, mesmo que não leiam, compram livros".

Agência Brasil

OMS lança campanha de combate às doenças cardiovasculares

Todos os anos morrem 17 milhões de pessoas, vítimas de problemas cardíacos. Objetivo da ação é contribuir para aumentar a prevenção, sobretudo nos países em desenvolvimento


A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou esta semana uma campanha à escala mundial destinada a sensibilizar e prevenir as doenças cardiovasculares, a principal causa de morte no mundo. Na fase inicial o programa será desenvolvido em 12 países, entre eles a Colômbia, Índia, Irão, Jordânia, Nigéria e Tailândia, mas está aberto à participação de todas as nações interessadas. 

«A cada ano, 17 milhões de pessoas morrem de enfermidades cardíacas, a causa número um de mortes no mundo. Lançamos a iniciativa `Corações Globais´ para atacar estas doenças, mais que tudo o enfarte e os derrames. É um problema que podemos prevenir, podemos melhorar também o tratamento para evitar essas mortes. A ideia da iniciativa é realmente trabalhar com os países para melhorar a prevenção e o tratamento», explicou o porta-voz da campanha, Etienne Krug. 

Segundo a OMS, muitas das pessoas que morrem de doenças cardiovasculares foram «expostas a comportamentos poucos saudáveis», incluindo o uso de tabaco, consumo de comidas com muito sal e atividade física «inadequada». E, ao contrário do que se pensava, este é um problema de todos os países, e não apenas dos mais desenvolvidos. 

Neste sentido, a diretora-geral da organização, Margaret Chan, espera que a operação possa salvar milhões de pessoas através do aumento de medidas de prevenção já testadas com sucesso, como a taxação do tabaco, a redução do sal na comida, a deteção e tratamento de situações de risco e o fortalecimento dos serviços de saúde primária. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, a aplicação destas medidas reduziu em 40 por cento o número de mortes por doenças cardíacas.


Fátima Missionária

Exposição apresenta obras do único daguerreotipista brasileiro

Paulo Virgílio - Repórter da Agência Brasil
Técnica fotográfica pioneira, surgida em 1835, e anos depois substituída por processos mais práticos e baratos, a daguerreotipia ainda é praticada por cerca de 50 artistas em todo o mundo. O único brasileiro é Francisco Moreira da Costa, que inaugurou na última sexta-feira (23), na Galeria do Ateliê da Imagem, na zona sul do Rio de Janeiro, a exposição Tempo Improvável, com obras que revelam como essa técnica esquecida pode se tornar uma linguagem integrada à arte contemporânea.
Concebido pelo pintor, cenógrafo, físico e inventor francês Louis Daguerre (1787-1851), o daguerreótipo é uma imagem única realizada sobre uma placa de cobre recoberta por uma fina camada de prata. Conforme o ângulo do olhar, a superfície prateada da placa mostra ora uma imagem negativa, ora uma positiva.
Muito usada para retratos na primeira metade do século 19, a daguerreotipia começou a ser pesquisada por Francisco Moreira da Costa em 1996, pouco mais de uma década depois de sua iniciação na arte fotográfica. Para desenvolver seu equipamento, ele se valeu de manuais do século 19, que ensinavam o processo.
De acordo com a pesquisadora Marcia Mello, curadora da mostra, os objetos retratados pelo artista – candeeiros, cestos, jarros de flores, raízes - “trazem à discussão o passado abandonado e deixam lembranças de algo que, possivelmente, sequer fizeram parte de nossa vida”. Ao observar as obras o visitante pode, segundo ela, “ser tomado pela poesia de Manoel de Barros, pelas imagens intimistas de Josef Sudek [fotógrafo checo], pelas sutilezas de Morandi [Giorgio Morandi, pintor italiano] e pelo universo particular de Cora Coralina”.
A exposição Tempo Improvável fica em cartaz até 19 de novembro e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 21h, e aos sábados, das 10h às 17h, com entrada franca. O Ateliê da Imagem Espaço Cultural fica na Avenida Pasteur, 453, na Urca, zona sul do Rio.

Para Acnur, acesso a celular e internet é essencial para segurança de refugiados

Marieta Cazarré – Correspondente da Agência Brasil
Refugiados esperando para atravessar a fronteira a partir de Salzburgo na Áustria para Freilassing na Alemanha
Para a Acnr, ter um aparelho celular com conectividade é uma ferramenta importante para salvação e capacitação de refugiados EPA/Barbara Gindl/Agência Lusa/Direitos Reservados





















O acesso a celulares e à internet é fundamental para a segurança dos refugiados, afirma o relatório Connecting Refugees: How Internet and Mobile Connectivity can Improve Refugee Well-Being and Transform Humanitarian Action (Conectando Refugiados: como a internet e a conectividade móvel podem melhorar o bem-estar dos refugiados e transformar iniciativas humanitárias, em tradução livre) produzido pela Agência da ONU para os Refugiados, Acnur, e pela empresa Accenture.
O estudo analisou 44 países, em quatro continentes, e concluiu que ter um aparelho com conectividade é, além de uma ferramenta de salvação, muito importante para a capacitação dos refugiados.
O Alto Comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, afirma que acesso à internet esmartphones pode ser “um meio primordial para compartilhar informações vitais, comunicar-se com membros de famílias separadas, ter acesso a serviços essenciais e reconectar-se com as comunidades locais, nacionais e globais”.
De acordo com a Acnur, atualmente mais de 65 milhões de pessoas estão vivendo como refugiados ou deslocados internos, arrancados de suas casas em busca de segurança e, muitas vezes, lutando para acessar meios básicos de sobrevivência. Destes, 21,3 milhões são refugiados.
Segundo o relatório, os refugiados que vivem em áreas urbanas tendem a ter acesso semelhante às redes móveis assim como outras populações urbanas. No entanto, para refugiados em localidades rurais a situação é muito diferente. Apenas um em cada seis refugiados em áreas rurais tem acesso a internet 3G e um em cada cinco não tem nenhuma cobertura móvel.
Proposta
Diante deste cenário, o estudo recomenda investimentos em três áreas principais que, juntas, formam a base de uma nova Estratégia Global da Acnur para a Conectividade dos Refugiados: disponibilidade de redes móveis, melhora da acessibilidade e fornecimento dos meios de acesso à formação, conteúdos e serviços digitais.
O estudo concluiu que, como resultado da falta de conectividade segura, refugiados acabam por não ter acesso a informações de que necessitam para melhorar suas vidas, assim como meios para se comunicar com suas famílias e prestadores de serviços humanitários. O acesso a Internet criaria um poderoso efeito multiplicador que pode melhorar o bem-estar dos refugiados e das comunidades que os acolhem.
A Acnur pretende investir 6 milhões de dólares no lançamento de um projeto-piloto de conectividade em dez países. A ideia é desenvolver uma estratégia para a integração do suporte de conectividade em operações humanitárias como um recurso padrão para apoiar refugiados que precisam assegurar sua proteção e bem-estar.

Ceará passa por maior seca dos últimos 100 anos

Antes desse período de estiagem, somente a seca de 1979 a 1983 havia sido tão grave e longa

Agência Brasil
Açude Castanhão, um dos três maiores do estado do Ceará / Foto: Everardo Onofre - Ministério da Integração NacionalAçude Castanhão, um dos três maiores do estado do Ceará / Foto: Everardo Onofre – Ministério da Integração Nacional
Desde 1910, o Ceará não passava por uma seca tão severa como a dos últimos cinco anos, revela levantamento feito pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), com base nos volumes de chuva dos últimos 100 anos.
Antes desse período de estiagem, somente a seca de 1979 a 1983 havia sido tão grave e longa: a média anual de chuvas registrada na época foi de 566 milímetros (mm). De 2012 a 2016, a média caiu para 516 mm.
A pouca água acumulada nos reservatórios, chuvas abaixo da média histórica, o crescimento da população nas zonas urbanas e o incremento de atividades econômicas no estado são fatores que, aliados, culminam na crise hídrica atual.
Segundo o presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), João Lúcio Farias de Oliveira, os 153 açudes monitorados pelo órgão tiveram recarga média de 890 milhões de metros cúbicos (m³) em cada um dos últimos cinco anos de seca. A média anual histórica do estado é de 4 bilhões de m³. “As reservas foram caindo a cada ano, e temos perdas por evaporação muito altas: chegam a 2 mil milímetros, quando a média pluviométrica do Ceará é de 800 milímetros”, compara.

Abastecimento

Oliveira informou que, com o fim da quadra chuvosa deste ano no Ceará (período que vai de fevereiro a maio), a Cogerh elaborou cenários com medidas e decisões necessárias para manter o abastecimento humano e as atividades econômicas no estado, notadamente na região metropolitana de Fortaleza, altamente dependente da Bacia do Rio Jaguaribe (onde fica o Açude Castanhão), que hoje tem 20% menos de água nas torneiras.
Dos açudes monitorados pela Cogerh, sete são responsáveis pelo abastecimento da região metropolitana, entre os quais os três maiores reservatórios do estado: Castanhão (capacidade para 6,7 bilhões de m³ água); Orós (1,9 bilhão de m³); e Banabuiú, (1,6 bilhão de m³).
De acordo com Orós é considerado reserva estratégica e estava sendo preservado, mas começou a ofertar água para o sistema da região agora em setembro. Atualmente, o Orós conta com 21% do volume útil. O Banabuiú, com 0,58% do total da capacidade, atende hoje somente a demanda local do município, a 220 quilômetros da capital.
Além da limitação da oferta de água para a região metropolitana, Oliveira ressalta as medidas destinadas a gerar novas reservas, como o reúso da água da lavagem dos filtros da Estação de Tratamento de Água Gavião (ETA Gavião), a perfuração de poços na região do Porto do Pecém (vazão estimada de 500 litros por segundo) e a construção de um açude no Rio Maranguapinho, que deverá contribuir com 200 litros de água por segundo.
“Temos condições de chegar à próxima quadra chuvosa com essas ações. Já estamos traçando cenários para o primeiro semestre de 2017 considerando o menor aporte hídrico. Vamos ver o comportamento das chuvas, mas já levamos em conta esses cenários para ver como será a operação dos reservatórios”, diz Oliveira. Ele destaca que as decisões são tomadas a partir de debate com os 12 comitês das bacias hidrográficas do estado, dos quais seis envolvem mananciais que abastecem a região metropolitana.