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Com muito carnaval, Olinda comemora o Dia do Frevo nesta sexta-feira

O frevo mistura gêneros musicais, danças, capoeira e artesanato, e foi inscrito pelo Iphan como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2007.
Olinda celebrará o segundo dia de carnaval oficial, com muita festa e condecorações.
Olinda celebrará o segundo dia de carnaval oficial, com muita festa e condecorações. (Divulgação)

Na data em que o estado de Pernambuco comemora o Dia do Frevo, 9 de fevereiro, Olinda celebrará o segundo dia de carnaval oficial, com muita festa e condecorações. A folia desta sexta-feira começa às 18h, na Praça do Carmo, ao som da orquestra Villa-Lobos. Às 20h, será a vez da orquestra Henrique Dias, seguida, às 21h, pela orquestra Maestro Ozéias.
As festividades contarão com homenagem aos maestros Clóvis, Henrique Dias, Ozéias, Carlos, Cézar e Serginho. Os mestres de frevo de Olinda também serão reverenciados durante a comemoração. Na lista estão os professores Wagner, Carlinhos, Walquíria, Beto, Vera, Mateus Ramos, Adriana do Frevo, Daniel e Alexandre Spain.
Desde 2012, o frevo pernambucano é considerado Patrimônio Cultural e Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O gênero musical urbano surgiu no fim do século 19, no carnaval, como forma de expressão popular.
O frevo mistura gêneros musicais, danças, capoeira e artesanato, tendo sido inscrito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2007.
Confira a programação:
Polo Tito Lívio (Praça do Carmo, na Av. Liberdade - próximo ao Coreto)
19h - Orquestra Villa-Lobos (maestro Clóvis)
20h - Orquestra Henrique Dias
21h - Orquestra Maestro Ozéias

Agência Brasil

Mostra Agremiações Carnavalescas de Fortaleza acontece hoje

O evento será no Centro Cultural Belchior. A programação é gratuita com início programado para as 18h
Foto: Divulgação / Evento
Com objetivo de valorizar os costumes tradicionais dos fortalezenses, democratizando o acesso a práticas e saberes culturais, acontecerá nesta quinta-feira (08), a Mostra Agremiações Carnavalescas de Fortaleza, no Centro Cultural Belchior.
A programação gratuita começa às 18h e traz oficina de mamulengos para crianças e adolescentes, além das apresentações culturais do Maracatu Nação Iracema, Afoxé Acabaca, Bloco a Turma do Mamão e Escola de Samba Império Ideal.
O projeto promoverá a realização de uma oficina de manipulação de mamulengos voltada para as crianças até 12 anos com organização da teatróloga Reijane Reinaldo, ex-integrante do Boi Tungão do Mestre Pedro Boca Rica e diretora do teatro da Boca Rica, espaço instituído em homenagem ao maior mestre mamulengueiro do Nordeste Brasileiro, que se vivo completaria 80 anos de nascimento.
“O nosso objetivo é colaborar com ações que garantem o desenvolvimento de práticas de criação e difusão cultural, no âmbito da cultura e da infância, de uma tradição da cultura popular, recentemente considerada patrimônio cultural do Brasil, e com forte expressão no Ceará, o teatro de bonecos ou mamulengos”, explica Rejane Reinaldo, produtora cultural que está a frente desse projeto.
Também se apresentam as agremiações carnavalescas de Fortaleza, contempladas em toda sua diversidade: do maracatu e do afoxé aos blocos e cordões, até a escola de samba. O projeto Mostra Agremiações Carnavalescas de Fortaleza é uma realização do Instituto Assum Preto de Arte, Cultura, Cidadania e Meio Ambiente; com apoio da Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Ceará, por meio do XII Edital Carnaval do Ceará.
“O projeto vem promover a valorização das tradições carnavalescas do município, o fortalecimento das políticas de patrimônio, a preservação da memória e difusão dos usos e costumes do ciclo carnavalesco do Ceará, garantindo que crianças e jovens da comunidade do entorno do Dragão do Mar, do Poço da Draga e da Praia de Iracema tenham acesso às formações e produções culturais, contribuindo assim para o entretenimento e desenvolvimento da cidadania”, destaca Rejane.

Serviço

Mostra Agremiações Carnavalescas de Fortaleza
Data: 08/02/18 (quinta-feira)
Horário: A partir das 18h
Local: Centro Cultural Belchior (Rua Pacajus, 123- Praia de Iracema)

Com informações da Assessoria do Evento

Confira opções de lazer gratuitas no Ceará durante o feriadão de carnaval

Foto: Divulgação / Assessoria
São shows, filmes, maratonas, bailinhos para a criançada, Blocos de Carnaval, além dos projetos apoiados pelo XII Edital Carnaval do Ceará 2018, que trazem apresentações de Maracatus, Escolas de Samba, Blocos, Cordões, Afoxés,”Bandas e Música” e “Bailes e Matinês”, que compõem a programação carnavalesca da capital e do interior, todos voltados para a produção, a circulação e a difusão das tradições regionais cearenses nas manifestações carnavalescas.
19º Festival Jazz & Blues terá programação em Guaramiranga e Fortaleza
Dori Caymmi, Filipe Catto, Juarez Moreira, Arismar do Espírito Santo e o cearense Macaúba do Bandolim estão entre as atrações desta edição, que acontece de 10 a 13/02, em Guaramiranga, e nos dias 15 e 16, em Fortaleza – Ceará. Do jazz ao blues, passando pelo choro, o forró, a valsa, o mambo… Música do Brasil e universal. Ritmos diversos, arranjos autorais ou ricos improvisos que transformam tudo em um grande encontro da música nos palcos do Festival Jazz & Blues. A 19ª edição acontece de 10 a 13 de fevereiro em Guaramiranga, na região serrana do Ceará, dá uma pausa na Quarta-Feira de Cinzas, e segue com mais programação nos dias 15 e 16 em Fortaleza. Com apoio institucional da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o Festival Jazz e Blues 2018 é uma realização é do Ministério da Cultura e da Via de Comunicação.

Para os dias de Festival na serra, a Cidade Jazz & Blues será erguida na rua principal de Guaramiranga, a cerca de 600 metros da Praça do Teatro Rachel de Queiroz. O local abrigará os Shows ao Pôr do Sol, os espetáculos das 21h, as Jam Sessions, além dos Ensaios Abertos à tarde e as atividades musicais pela manhã, destinadas às crianças. Em Fortaleza três espaços vão receber a programação. No Cineteatro São Luiz acontecerão shows nos dias 15 e 16, às 19 horas. No Centro Cultural Banco do Nordeste haverá oficina de gaita no dia 15 às 17h e show às 18h30 e, para fechar esta edição, o Theatro José de Alencar será palco da Festa de Encerramento no dia 16 às 20h30, com direito a dois grandes shows.
PROGRAMAÇÃO NOS EQUIPAMENTOS
CINETEATRO SÃO LUIZ
DIA 09/02 (Sexta-feira)
12h [CURTA SÃO LUIZ] “CARNAVAL DA CANÇÃO” COM BÁRBARA SENA
Entrada: gratuita | Classificação indicativa: livre | Duração: 60 min
Local: Hall do Cineteatro São Luiz (Foyer)
Release: O Carnaval da Canção celebra a alegria dos corações apaixonados, transbordantes de amor. Ao lado da cantora e compositora Bárbara Sena, seu pai, o multi-instrumentista e compositor Tarcísio Sardinha e o cantor e compositor Valdo Aderaldo. Juntos apresentam canções de vários tempos e lugares do carnaval cearense e brasileiro.

14h CINEMA LOGAN
Entrada: gratuita | Classificação indicativa: 16 anos | Legendado
Direção: James Mangold | Ação, Ficção científica, Aventura | EUA | 2017 | 2h 17min
16h50 CINEMA IT: A COISA
Entrada: gratuita | Classificação Indicativa: 16 anos
Dirigido por Andy Muschietti | EUA | 2017 | 2h15 | Legendado
19h30 CINEMA IT: A COISA
Entrada: gratuita | Classificação Indicativa: 16 anos
Dirigido por Andy Muschietti | EUA | 2017 | 2h15 | Legendado

DIA 10/02 (Sábado)
9h30 CINEMA SÃO LUIZ 3D | DOUTOR ESTRANHO
Entrada: gratuita | Classificação Indicativa: 12 anos
Dirigido por Scott Derrickson | EUA | 2017 | 2h15 | Legendado
13h30 [CINEMA] MARATONA DE SÉRIES: VIKINGS – 1ª TEMPORADA | EPISÓDIOS 1, 2 E 3
Entrada: gratuita | Classificação Indicativa: 16 anos
Dirigido por Johan Renck | EUA | 2013 | 2h18 | Legendado
Episódio 1: Ritos de Passagem;
Episódio 2: A Ira dos Nórdicos;
Episódio 3: Despossuído.
16h30 CINEMA MARATONA DE SÉRIES: VIKINGS – 1ª TEMPORADA | EPISÓDIOS 4, 5 E 6
Entrada: gratuita | Classificação Indicativa: 16 anos
Dirigido por Ciarán Donnelly | EUA | 2013 | 2h12 | Legendado
Episódio 4: Julgamento;
Episódio 5: O Ataque;
Episódio 6: O Enterro dos Mortos.

DIA 11/02 (Domingo)
10h CINEMA O BOM GIGANTE AMIGO
Entrada: gratuita | Classificação indicativa: Livre
Direção: Steven Spielberg | Animação | EUA / Índia | 2017 | 1h57 | Dublado
13h30 CINEMA MARATONA DE SÉRIES: VIKINGS – 1ª TEMPORADA | EPISÓDIOS 7, 8 E 9
Entrada: gratuita | Classificação Indicativa: 16 anos
Dirigido por Ken Girotti | EUA | 2013 | 2h14 | Legendado
Episódio 7: O Resgate de um Rei;
Episódio 8: Sacrifício;
Episódio 9: Todas as Mudanças.

16h30 CINEMA MARATONA DE SÉRIES: VIKINGS – 2ª TEMPORADA | EPISÓDIOS 1 E 2
Entrada: gratuita | Classificação Indicativa: 16 anos
Dirigido por Ciarán Donnelly | EUA | 2014 | 1h34 | Legendado
Episódio 1: A Guerra do Irmão;
Episódio 2: Invasão.

DIA 12/02 (Segunda-Feira)
10h CINEMA O PODEROSO CHEFINHO
Entrada: gratuita | Classificação Indicativa: 9 anos
Dirigido por Tom McGrath | EUA | 2017 | 1h38 | Dublado
14h CINEMA MARATONA DE SÉRIES: VIKINGS – 2ª TEMPORADA | EPISÓDIOS 3 E 4
Entrada: gratuita | Classificação Indicativa: 16 anos
Dirigido por Ken Girotti | EUA | 2014 | 1h33 | Legendado
Episódio 3: Traição;
Episódio 4: Olho por Olho.

16h10 CINEMA MARATONA DE SÉRIES: VIKINGS – 2ª TEMPORADA | EPISÓDIOS 5 E 6
Entrada: gratuita | Classificação Indicativa: 16 anos
Dirigido por Ken Girotti e Jeff Woolnough | EUA | 2014 | 1h33 | Legendado
Episódio 5: Respostas de Sangue;
Episódio 6: Imperdoável.

DIA 13/02 (Terça-Feira)
10h CINEMA FÉRIAS NO SÃO LUIZ | MEU MALVADO FAVORITO 3
Entrada: gratuita | Classificação Indicativa: 3 anos
Dirigido por Pierre Coffin, Kyle Balda | Animação | EUA | 2017 | 1h30 | Dublado

14h CINEMA MARATONA DE SÉRIES: VIKINGS – 2ª TEMPORADA | EPISÓDIOS 7 E 8
Entrada: gratuita | Classificação Indicativa: 16 anos
Dirigido por Kari Skogland| EUA | 2014 | 1h39 | Legendado
Episódio 7: Águia de Sangue;
Episódio 8: Sem Ossos.

16h10 CINEMA MARATONA DE SÉRIES: VIKINGS – 2ª TEMPORADA | EPISÓDIOS 9 E 10
Entrada: gratuita | Classificação Indicativa: 16 anos
Dirigido por Ken Girotti | EUA | 2014 | 1h32 | Legendado
Episódio 9: A Escolha;
Episódio 10: A Oração do Senhor.

CENTRO DRAGÃO DO MAR DE ARTE E CULTURA
Dia 9 | Sexta
19H MÚSICA DRAGÃO BLUES ESPECIAL CARNAVAL
Entrada: Gratuita
Classificação etária: Livre
Local: Espaço Rogaciano Leite Filho
Programa mensal do Dragão do Mar, em parceria com a Casa do Blues, o Dragão Blues apresenta shows temáticos relacionados ao gênero blues. Nesta edição, confira tributo a Robert Johnson.

Foto: Divulgação / Assessoria
Dia 10 | Sábado
16H MÚSICA CATIGURIA: O BAILE DE CARNAVAL
Entrada: Gratuita
Classificação etária: Livre
Local: Espaço Rogaciano Leite Filho
A festa Catiguria comemora 1 ano com seu baile de carnaval, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Os djs Catiguria e a banda Dubaile (residentes da festa), recebem o Uaná System, um duo audiovisual criado em Belém do Pará, formado pelo DJ Waldo Squash e o VJ Luan Rodrigues.

19H30 MÚSICA FESTIVAL DE VIOLONCELOS EM FOLIA
Entrada: Gratuita com retirada de ingressos a partir das 17h30
Classificação etária: Livre
Local: Teatro Dragão do Mar
Versão brasileira do Festival Violoncelles en Folie, iniciado em Briançon, na França, em 2006, sob direção do violoncelista cearense Fernando Lage (professor do Conservatório de Briançon), o festival segue a mesma linha de congregar praticantes e apreciadores do violoncelo além de oferecer ao público concertos nacionais e internacionais de qualidade.

Dia 11 | Domingo
18H MÚSICA SALVE, JOÃO GILBERTO
Entrada: Gratuita com retirada de ingressos a partir das 16h
Classificação etária: Livre
Local: Teatro Dragão do Mar
O cantor e intérprete Marcus Caffé levanta a bandeira da música brasileira de conteúdo ao homenagear João Gilberto, o representante de uma das mais importantes estéticas brasileiras, a bossa nova em seu violão gago.

MÚSICA BLOCO IRACEMA BODE BEAT
Entrada: Gratuita
Classificação etária: 18 anos
Local: Praça Verde (não será permitida a entrada com bebidas no espaço)
Aos domingos, O Bloco Iracema Bode Beat, uma das revelações do Carnaval 2017, toma a Praça Verde do Dragão com os primorosos instrumentistas da Iracema Big Band, as vozes de Daniel Groove e Nayra Costa e ainda artistas circenses que abrilhantam o bloco.

Dia 13 | Terça
17H MÚSICA ORQUESTRA POPULAR DO NORDESTE – CARNAVAL DO PIXINGUINHA
Entrada: Gratuita
Classificação etária: Livre
Local: Arena Dragão do Mar
DIA 07 | QUARTA | 20H
“Sandra Bar”, de Daniel Rufino
[Dança]
Nas palavras do artista, que fez formação em dança no projeto É NOIZ PERIFA do CCBJ, em 2017: “Ouvi trezentos e nove músicas de amor; vi seis mil e dezesseis galos marchando em formação e devorando uns aos outros entre areias e gritos; entendi que o meu coração nunca vai perder o seu nome escrito na minha parede. Te amo.”
Classificação Etária: 14 anos

DIA 08 | QUINTA | 18H
“Saudade do que não sei…”
João Osmar
[Dança]
Dançar as memórias e contorcer as lembranças é preservar o próprio corpo, seus afetos e suas recordações. O tempo que não volta ou a palavra não dita, tudo isso é motivo de dança e digno de poesia. o movimento representado pela técnica de contorção transita entre o corpo frágil e o corpo sem forma, tendo por objetivo a defasagem exaustiva de movimentos que representa o descontrole e a efemeridade da vida.
Classificação Etária:Livre. Toda a programação é GRATUITA

TEATRO CARLOS CÂMARA
Dia 09/02
17h às 23h – Baile de Carnaval É o Gera – Axé Lindo, bebê. Com os Djs: C-Lecta Fisherman, Tomé e Kinas

THEATRO JOSÉ DE ALENCAR
DIA 09 – SEXTA
Visita Guiada
09h 10h 11h – 14h 15h 16h 17h

19H30
[MÚSICA] ABERTURA DO III FESTIVAL INTERNACIONAL VIOLONCELOS EM FOLIA
Palco Principal | Ingresso: Gratuito | Classificação Indicativa: Livre

Com informações da Assessoria de Comunicação
Boa Notícia

Imperatriz conta enredo dos 200 anos do Museu Nacional na Sapucaí

Cristina Índio do Brasil - Repórter da Agência Brasil
A escola Imperatriz Leopoldinense, do bairro de Ramos, na zona da Leopoldina, no norte da capital fluminense, conta os 200 anos do Museu Nacional no seu desfile no grupo especial do carnaval carioca, na segunda-feira que vem (12). Para chegar até lá, a escola conta com o esforço de uma grande equipe.
A partir desta reportagem, a Agência Brasil publica uma série, nesta semana prévia ao carnaval, em que conta sobre os preparativos para os desfiles das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro.
À frente do trabalho incessante da escola está Regina Cairo, de 72 anos e há 44 envolvida com a Imperatriz. De lá para cá, chegou a se afastar da escola por um período, mas há 30 anos é funcionária da agremiação, onde o trabalho não para durante o ano todo.
Dona Regininha, funcionária da escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense
Dona Regininha atua na Imperatriz há 44 anos e há 30 é funcionária da escola. Cristina Índio do Brasil/ Agência Brasil
Dona Regininha, como é chamada, está à frente do trabalho incessante do barracão da Imperatriz na Cidade do Samba, na região portuária da capital. “É muito bom trabalhar dentro de uma escola de samba. A gente fica aqui o ano inteiro. Somos registrados pela escola. Aqui você tem seus amigos, uma função. É uma responsabilidade”, contou.
Na rotina da escola de samba, após o desfile, o movimento no galpão para o ano seguinte começa a esquentar em abril e se intensifica com o passar dos meses. Quando chega perto do carnaval, cerca de 230 pessoas trabalham no local. Dona Regininha admitiu que em alguns barracões, o estresse às vésperas do desfile pode ser grande, principalmente para as escolas menos organizadas. Mas a ansiedade é geral. “Quando está chegando pertinho, é terrível”, opinou.
O trabalho nos barracões é retomado após o desfile com a desmontagem dos carros alegóricos, separando o que pode ser aproveitado de materiais, como ferragens e madeira. O esforço diminui os custos do ano seguinte. Com o enredo definido, são feitos o planejamento da compra de materiais e a avaliação os recursos financeiros disponíveis para cobrir os gastos.
Além disso, é necessário contratar os especialistas que vão trabalhar nas alegorias, entre ferreiros, escultores, eletricistas e os responsáveis pelos mecanismos que serão utilizados para dar movimento na decoração dos carros.
Para este ano, o batalhão aumentou, com a contratação de engenheiros que acompanharam cada modalidade de engenharia envolvida nas alegorias. Essa foi uma das determinações do Ministério Público do Trabalho que, após uma fiscalização, interditou os barracões da Cidade do Samba entre outubro e novembro, até que tudo fosse providenciado.
Dona Regininha bota ordem no local e as solicitações são as mais diversas, desde atender às necessidades dos profissionais responsáveis pelo desenvolvimento das alegorias até ver o que é necessário para os materiais que serão usados na confecção das fantasias no ateliê montado no quarto andar do barracão. Apesar da correria, ela diz que no fim sempre dá certo.
“É um filho que tem de nascer. Tem dia e hora para acontecer. Às vezes a coisa é bem mais fácil do que a gente pensa. Ai, meu Deus, não vai dar! Mas acaba dando tempo. Nunca vi não dar certo”, contou, acrescentando que, perto do dia do desfile, no entanto, os profissionais que trabalham no barracão ficam mais nervosos, com medo dos atrasos.
Cuidar ainda da alimentação dos profissionais é outra atribuição de Dona Regininha, que administra um refeitório que funciona em todos os turnos. “Temos um café da manhã, damos almoço e uma janta, uma sopa para eles irem alimentados, embora não façam serão até tarde. A gente tem a preocupação de dar a alimentação para eles chegarem em casa já mais forradinhos. Tem gente que mora longe. Tem horário para tudo, parece jardim de infância”, disse, achando graça.
Para a funcionária da Imperatriz, o trabalho feito ao longo do ano credencia a escola na luta pelo título de campeã de 2018. A Verde e Branco conquistou o campeonato oito vezes: em 1980, 1981, 1989, 1994, 1995, 1999, 2000 e 2001.
Enredo
Este ano, o enredo Uma Noite Real no Museu Nacional homenageia o museu instalado na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio. Criado por dom João VI em junho de 1818, ainda com o nome de Museu Real, o Museu Nacional é a mais antiga instituição científica do Brasil e o maior centro de visitação sobre história natural e antropológica da América Latina.
Segundo o carnavalesco Cahê Rodrigues, além da homenagem ao museu, o enredo também chamará atenção para o estado precário de suas instalações. “Quem visitou o museu há pouco tempo sabe as condições em que se encontra. O museu clama por ajuda, assim como várias instituições no país, mas a gente está falando de um bicentenário de um museu histórico. Qualquer barulho que a gente faça na imprensa para que alguém olhe com mais carinho para aquela instituição é necessário. Não é qualquer dia que uma instituição no Brasil completa 200 anos”,disse.
Cahê contou que, quando levou a proposta do enredo para a direção da Imperatriz, ela foi logo aceita. Ele relatou que os profissionais do museu se emocionaram em saber que as comemorações do bicentenário começariam com o desfile de uma escola de samba na Marquês de Sapucaí.
Cahê Rodrigues, carnavalesco da escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense
O carnavalesco Cahê Rodrigues conta que os funcionários do Museu Nacional ficaram emocionados ao conhecer o tema da escolaCristina Índio do Brasil/ Agência Brasil
“Eles já tinham uma agenda de eventos que começa em junho, mas não podiam imaginar que uma escola de samba como a Imperatriz pudesse exaltar a sua história. Claro que o carnaval tem o poder de mídia e de divulgação, de agregar valores. Eles vislumbraram a possibilidade de uma repercussão gigantesca e é o que está acontecendo. Tem pessoas que nunca passaram pela Quinta da Boa Vista que estão frequentando. Tem componentes da escola com mais de 60 anos que nunca foram ao museu e o visitaram agora por conta do enredo da Imperatriz”, disse, empolgado com a possibilidade de a escola levantar uma bandeira da cultura nacional.  “Isso realmente é o carnaval fazendo a sua parte na sociedade”, completou.
Tradição
O diretor de carnaval Wagner Araújo lembrou que a Imperatriz é uma escola muito ligada à comunidade, que em grande parte tem renda mais baixa, e este ano volta a passar na Marquês de Sapucaí com um enredo contando a história de reis, rainhas, príncipes e princesas, como foi em alguns anos em que levou o título.
Essa temática já é uma tradição, pois, segundo o diretor, agrada aos componentes da escola, que gostam de se sentir bem-vestidos. Em alguns momentos, outros temas não foram tão bem recebidos na comunidade.
“Já fizemos alguns carnavais em que a fantasia impressionou a comunidade negativamente, porque eram roupas simples”, afirmou Araújo, lembrando que o cuidado com as fantasias ocorreu até nos anos em que a escola teve os enredos sobre o jogador Zico, os cantores Zezé de Camargo e Luciano e o líder sul-africano Mandela.
Dona Regininha concorda. “Eu gosto de ver a suntuosidade da coisa. A Imperatriz acostumou a gente assim, a ver carnavais bonitos. Eu venho de carnavais com Arlindo Rodrigues, um mestre. Este tipo de enredo eu gosto”, acrescentou.
Desfile da comunidade
A Imperatriz Leopoldinense vai este ano para a avenida com 2600 componentes no chão e 110 nas alegorias. Como não tem ala comercial, a escola paga todas as fantasias, que são distribuídas para pessoas que frequentam a agremiação e para comunidades da zona da Leopoldina, próximas à quadra.
Wagner Araújo destacou que, durante anos, as alas das escolas vendiam as fantasias por preços elevados e apenas baianas, os ritmistas da bateria, a velha guarda, as alas infantis e os passistas ganhavam o figurino. A mudança, segundo ele, foi para melhor. Os componentes entram na avenida mais identificados às escolas e cantam o samba com mais força, um bom caminho para conseguir notas mais altas no quesito evolução.
*Matéria alterada às 10h32 para correção de informação e do título. Diferentemente do informado, quem abre o desfile não é a Imperatriz Leopoldinense, e sim a Império Serrano. A Imperatriz Leopoldinense desfila na segunda-feira (12).
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