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15 de março de 2018

'Chega!': estudantes se mobilizam nos EUA contra armas nas escolas

Centenas de estudantes organizaram um protesto aos gritos de 'Nunca mais!' e 'Chega!', exibindo cartazes onde se lia 'Protejam as pessoas, não as armas'.
Centenas de estudantes organizaram um protesto aos gritos de 'Nunca mais!' e 'Chega!', exibindo cartazes onde se lia 'Protejam as pessoas, não as armas'. (AFP)
Estudantes de todas as regiões dos Estados Unidos abandonaram as salas de aula nessa quarta-feira (14) para protestar contra a violência com armas de fogo nas escolas, ao completar um mês da matança de 17 pessoas em um colégio de Parkland, Flórida.
Na praça em frente à Casa Branca, centenas de estudantes organizaram um protesto aos gritos de "Nunca mais!" e "Chega!", exibindo cartazes onde se lia "Protejam as pessoas, não as armas".
Os grupos de estudantes depois caminharam da Casa Branca até o Capitólio, a sede do Congresso.
Brenna Levitan, de 17 anos, aluna de uma escola no bairro de Silver Springs, na periferia de Washington, disse que a ideia era "mostrar ao Congresso e aos políticos que não vamos ficar de braços cruzados, não continuaremos calados".
Em frente ao Congresso vários legisladores se uniram à marcha, incluindo o senador Bernie Sanders, ex-aspirante presidencial do partido Democrata, saudado pelos jovens como um astro de rock.
Manifestações em todo o país
"Vocês, os jovens, estão liderando este país. As pessoas se cansaram e estão indignadas com a violência com armas de fogo", disse Sanders utilizando um megafone que um estudante lhe ofereceu.
Em um dos parques em frente ao Capitólio se podia ver 7.000 pares de sapatos alinhados na grama, em referência às 7.000 crianças mortas por armas de fogo nos últimos cinco anos.
Em um colégio de ensino secundário em Cherry Hill, em Nova Jersey, quase todos os estudantes abandonaram as aulas e se reuniram no campo esportivo para protestar contra os reiterados episódios de violência com armas nas escolas.
Em Nova York, estudantes de cerca de 50 colégios marcharam vestidos com jaquetas laranjas, que distinguem os ativistas por um maior controle de armas.
Em um colégio de Los Angeles os estudantes deitaram no campo esportivo escrevendo "Chega" com seus corpos, o lema central dos protestos.
No pátio de um colégio de Portland, Oregon, os estudantes se posicionaram formando o tradicional símbolo da paz.
Homenagem às vítimas
Às 10h no horário local (11h em Brasília) os estudantes fizeram um minuto de silêncio em várias cidades do país em homenagem aos 14 alunos e três adultos assassinados no massacre do colégio Stoneman Douglas, em Parkland.
Em memória dessas vítimas foi organizada a "Caminhada Escolar Nacional", prevista para durar 17 minutos, um minuto para cada pessoa assassinada em Parkland.
O dia de protestos chega um mês depois do jovem Nikolas Cruz, de 19 anos, entrar em seu ex-colégio com um fuzil semiautomático e abrir fogo indiscriminadamente contra os que encontrou em seu caminho.
Cruz foi apresentado nesta quarta-feira ante um tribunal de Fort Lauderdale para sua acusação formal, mas se negou a responder as perguntas formuladas.
Enquanto isso, a Câmara de Representantes adotou um tímido pacote de 75 milhões de dólares por ano destinado a escolas que desejem investir na renovação de sistemas de segurança e treinamento de funcionários.
Promessas frustradas
O dia de protestos foi também uma manifestação dos estudantes de todo o país contra a aparente incapacidade das autoridades de impor qualquer tipo de controle sobre o acesso a armas, inclusive de alto calibre.
Os ataques a tiros e incidentes que envolvem o uso de armas de fogo provocam a morte de cerca de 30.000 pessoas por ano nos Estados Unidos.
Os organizadores do protesto em nível nacional afirmaram à imprensa que alunos de cerca de 3.000 escolas em todo o país se uniram às manifestações de alguma forma.
Pouco depois do massacre de Parkland, o presidente Donald Trump prometeu medidas "muito duras" para o acesso a armas, mas o plano de ação lançado pela Casa Branca foi uma enorme decepção para os estudantes.
Esse plano se apoia na ideia polêmica de treinar pessoal escolar para que carreguem armas nos centros educacionais, a fim de proteger os alunos.
Nessa quarta-feira foi divulgado que um professor disparou por acidente uma arma de fogo durante um curso sobre segurança em uma escola da Califórnia, deixando ao menos um estudante ferido superficialmente.
A proposta inicial de Trump de elevar a idade mínima de 18 a 21 anos para a compra de armas pareceu se esvaecer depois de duas reuniões do presidente com a influente Associação Nacional de Rifles (NRA, em inglês).

AFP

União Brasileira dos Escritores comemora 60 anos em solenidade no Recife

Alexandre Santos
Alexandre SantosFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
A União Brasileira dos Escritores (UBE), sediada no Recife, promoveu um encontro literário na noite dessa quarta-feira (14) em comemoração aos 60 anos da instituição. O evento, realizado na sede, denominada Casa Rosada da Rua Santana, no bairro homônimo, Zona Norte da capital, reuniu dezenas de escritores pernambucanos. Na ocasião, foi instituído o Ano Literário Raquel Carrilho, escritora que será homenageada durante 2018.
A UBE foi criada em 17 de janeiro de 1958 com o objetivo discutir políticas públicas referentes à literatura. Com sede no Recife e em São Paulo, hoje conta com 1.300 escritores associados.
Presidente da entidade há 10 anos, o escritor Alexandre Santos ressalta que a UBE é uma associação para quem escreve e para quem lê. "A leitura é mais do que um instrumento de entretenimento. As pessoas que leem compreendem o mundo sob outra ótica e passam a ser mais resistentes à manipulação. A leitura é a melhor forma de preservar a democracia", diz.
Para estimular a leitura, a União realiza programas culturais, entre eles, o Quarta às Quatro, que reúne, todas as quartas-feiras às 16h, cerca de 50 escritores em um sarau na sede da instituição. A UBE também promove o projeto O Amor na Literatura, com a realização de palestras mensais de escritores em escolas do Recife, e as Jornadas Culturais, que levam escritores para outras cidades de Pernambuco para um intercâmbio cultural e que já percorreu mais de 30 municípios.

A escritora Fátima Almeida, associada há oito anos, reforça a importância da troca de experiências proporcionada pela entidade. "É aqui que a gente se encontra, que falamos dos nossos trabalhos e escutamos as pessoas falarem sobre as coisas que escrevem, reforçando o valor da literatura", conta.
Fonte: www.folhape.com.b

Paixão de Cristo é encenada na cidade de Pacatuba

O espetáculo de Pacatuba é encenado na praça com cenários fixos que remetem às construções do tempo de Jesus. Camarotes e arquibancadas acomodam o público
Encenada há 44 anos, a Paixão de Cristo de Pacatuba chega a reunir cerca de 10 mil pessoas por edição, número expressivo, que promete se repetir na próxima Semana Santa, dias 29 e 30 de março, às 19 horas, no Anfiteatro localizado na Praça da Matriz, no centro da cidade. No primeiro dia, a entrada é gratuita. Já no segundo, o público colabora com a doação de uma lata de leite em pó, para a arquibancada, e duas latas de leite em pó, para o camarote.
O anfiteatro mantém cenários permanentes, como as réplicas do Palácio de Herodes, Caifás, Pilatos, o Santo Sepulcro, Templo de Jerusalém, entre outros. Todos foram idealizados pelo diretor da peça, Antony Fernandes. "O projeto foi desenhado por mim. Apresentei ao prefeito da época, porque estávamos todos os anos fazendo o palco de madeira, e o tempo de chuva acabava com tudo, tendo que fazer novamente. Então, o prefeito avaliou e mandou executar", recorda. A estrutura fixa foi inaugurada em 1997.
Com aproximadamente três horas de encenação, neste ano, a tradicional Paixão de Cristo de Pacatuba, realiza a sua 44ª edição. São mais de 200 pessoas envolvidas, entre artistas e produção. O elenco conta com 186 atores, a maioria, moradores da região. Entre eles, há atores que atuam desde 1974. "Cada ano é um choro diferente porque a emoção é maior. Às vezes, ao chegar na praça, perto da arquibancada cheia de gente, isso é uma emoção enorme", explica a Elizete Fernandes, que atua há 44 anos como Marta.
Considerado um dos maiores espetáculos do Ceará, a atração proporciona emoção e fé ao público espectador, contando com uma superprodução de som, iluminação, efeitos especiais, figurino e cenários.
Atração turística
"Além de dar visibilidade ao turismo, o evento é, também, uma oportunidade para os moradores participarem das atividades cênicas, além de abrir espaço para a venda do artesanato local", diz o secretário de Cultura, Rosteny Cabral.
A primeira apresentação da Paixão em Pacatuba aconteceu em 1974, quando Paulo Maria Pinto reuniu 12 pessoas e, vestido de Jesus, acompanhou junto com os colegas o vigário pelas ruas, encenando a Via Sacra. No ano seguinte, o historiador Antony Fernandes e sua esposa Elizete Fernandes passaram a dar um ar mais teatral à encenação.
Reconhecimento
Tanta dedicação rendeu a Pacatuba o título oficial de capital da encenação Paixão de Cristo do Ceará. Além disso, a lei 16.338, de 13 de setembro de 2017, inclui o espetáculo religioso no calendário oficial de eventos do Estado. A festividade tem o apoio da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura.
Mais informações:
44ª Paixão de Cristo de Pacatuba
Dias 29 e 30 de março, às 19h
Anfiteatro, Praça da Matriz - Centro de Pacatuba
Entrada Arquibancada: doação de 1 lata de leite em pó/ Camarote: doação de 2 latas de leite em pó

Diário do Nordeste

Mostra Tiradentes em São Paulo exibe filmes premiados em Minas Gerais

Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil
Começa hoje (15) e vai o dia 21 a 6ª edição da Mostra Tiradentes em São Paulo. Trata-se de uma versão itinerante do festival de cinema que ocorre anualmente na cidade mineira, no mês de janeiro. Serão exibidos 32 filmes, entre longas e curtas, destacando “a nova safra da produção brasileira contemporânea”, diz o texto de apresentação da mostra. As atividades ocorrem no CineSesc e incluem, além da exibição de filmes, debates e ações formativas.
A cerimônia de abertura será às 20h, com uma homenagem ao ensaísta, pesquisador e professor Ismail Xavier e uma performance audiovisual que apresentará a temática, a programação e o conceito do evento. O tema desta edição é Chamado Realista e tem o “propósito de refletir sobre as relações intercambiáveis entre cinema e vida”.
Na abertura também será exibido o filme Baixo Centro, dirigido por Ewerton Belico e Samuel Marotta, que foi um dos eleitos como melhor filme pelo Júri da Crítica da 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Após a sessão, haverá bate-papo com os diretores, mediado pela curadora Lila Foster. A abertura é gratuita, com a retirada de ingressos uma hora antes do início da atividade. As demais sessões terão ingressos que variam entre R$ 3,50 e R$ 12.
Lila destaca que a mostra itinerante é uma reedição dos melhores filmes exibidos em Tiradentes. “A gente pensa a mostra de São Paulo a partir das reverberações dos debates, das conversas que acontecem em Tiradentes, em janeiro”. Para a curadora, os filmes selecionados respondem, de maneira mais forte, a uma dimensão política. “Há várias outras dimensões desse Chamado Realista também, mas acho que essa seleção de São Paulo responde mais a essa energia da força política”, disse.
Mostras temáticas
Os filmes estão distribuídos em cinco mostras temáticas. A Mostra Aurora é dedicada a diretores em início de carreira, que tenham até três longas realizados. Depois de concorrerem ao prêmio do júri na mostra em Minas Gerais, eles serão exibidos pela segunda vez na capital paulista. Além do mineiro Baixo Centro, foram selecionados: Ara Pyau – A Primavera Guarani (SP), de Carlos Eduardo Magalhães; Dias Vazios (GO), de Robney Bruno Almeida; Imo (MG), de Bruna Schelb Correa; Lembro mais dos Corvos (SP), de Gustavo Vinagre; Madrigal para um Poeta Vivo(SP), de Adriana Barbosa e Bruno Mello Castanho; e Rebento (PB), de André Morais.
A Mostra Foco será integralmente exibida em São Paulo. Ela reúne curtas que também foram avaliados pelo júri da crítica em Tiradentes. Dez filmes de cinco estados integram a seleção: A Retirada Para um Coração Bruto, de Marco Antonio Pereira (MG); Calma, de Rafael Simões (RJ) ; Estamos Todos Aqui, de Chico Santos e Rafael Mellim (SP); Fantasia De Índio, de Manuela Andrade (PE); Febre, de João Marcos De Almeida, Sergio Silva (SP); Iara, de Erika Santos e Cássio Pereira Dos Santos (MG); Inconfissões, de Ana Galizia (RJ); Outras, de Ana Julia Travia (SP); Peito Vazio, de Yuri Lins e Leon Sampaio (PE); e Sr. Raposo, de Daniel Nolasco (GO).
Uma novidade da edição itinerante é a Mostra Paulista. A escolha dessa temática reflete a forte participação de filmes produzidos em São Paulo na programação apresentada em Tiradentes. Serão exibidos três longas, sendo dois deles inéditos, que foram convidados para integrar a programação. A seleção dos curadores Cleber Eduardo e Lila Foster inclui os filmes Pássaro Transparente, de Dellani Lima, Berço Esplêndido, de Lucas Acher, e Platamama, de Alice Riff.
Lila Foster disse que a seleção dos filmes paulistas mostra diferentes dinâmicas dessa produção. “Há desde filmes com energia de roteiro, que não é esse roteiro fechadinho, há filmes mais experimentais, documentários também cercados para essa ideia do Chamado Realista, explicou. Para ela, mais do que definir um “cinema paulista”, a curadoria propõe pensar “o que afinal é o cinema paulista?”.
Os curadores também elaboraram uma seleção especial para contemplar a produção de curtas paulistas. A Mostra Foco SP traz filmes que “abordam o universo urbano de maneira, ao mesmo tempo, particularizada e universal; questionam ocupações humanas, relações interpessoais e profissionais, situações afetivas”, segundo apresentação da mostra. Integram a seleção Vaca Profana, de René Guerra; Na vida, quem perdeu o telhado, recebe as estrelas, de Henrique Zanoni; Memórias de um primeiro de maio, de Danilo J. Santos; e Sweet Heart, de Amina Jorge.
Na mostra, que recebe o nome do evento deste ano, Chamado Realista, serão exibidos os curtas Peripatético, de Jéssica Queiroz; Ainda se morre na fila do hospital, de Lucas Guerra; Azul vazante, de Julia Alquéres; e Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro. A seleção de longas, por sua vez, é composta por Lírios não Nascem da Lei, de Fabiana Leite; e Escolas em Luta, de Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques e Tiago Tambelli.
A programação completa da Mostra Tiradentes SP pode ser conferida no sitehttp://mostratiradentessp.com.br/