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Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

9 de abril de 2014

Ver tudo com os «olhos de Deus»



Francisco iniciou ciclo de catequeses dedicado ao Espírito Santo

D.R.
Cidade do Vaticano, 09 abr 2014 (Ecclesia) – O Papa Francisco convidou hoje os católicos a ver o mundo com os “olhos de Deus”, no início de um novo ciclo de catequeses, dedicado aos “dons” do Espírito Santo.
“A sabedoria é isto: a graça de poder ver todas as coisas com os olhos de Deus. É simplesmente isto, ver o mundo, as situações, as conjunturas, os problemas, tudo com os olhos de Deus”, declarou, na audiência geral que reuniu dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro, Vaticano.
Segundo o Papa, este é um dom que vem da “intimidade com Deus” e distingue-se da “sabedoria humana”, fruto do “conhecimento e da experiência”.
“A sabedoria é aquilo que o Espírito Santo faz em nós para que vejamos todas as coisas com os olhos de Deus”, insistiu.
O cristão sábio, precisou Francisco, não é aquele que tem “uma resposta para todas as coisas, que sabe tudo”, mas quem “sabe como Deus age”.
“O coração do homem sábio, neste sentido, tem o gosto e o sabor de Deus. Como é importante que nas nossas comunidades haja cristãos assim”, acrescentou.
O Papa questionou os presentes sobre situações da vida familiar em que disse faltar esta sabedoria, como quando se grita com as crianças ou os casais discutem.
Em conclusão, Francisco deixou saudações aos vários peregrinos presentes, incluindo os de língua portuguesa.
“A todos vos saúdo, especialmente aos fiéis brasileiros de Belém e de Rio Bonito e aos universitários de Portugal, desejando-vos de prosperar na sabedoria que vem de Deus, a fim de que, tornados peritos das coisas de Deus, possais comunicar aos outros a sua doçura e o seu amor. Desça, sobre vós e vossas famílias, a abun

O sentido oriental de comunidade

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Onde receber e servir revelam um espírito de coletividade desconhecido no mundo.

Por Alexandre Kawakami*
Tenho boas lembranças de meu tempo na Ásia. Destas lembranças, algumas que guardo com maior carinho são as que demonstram a afeição que as pessoas têm umas pelas outras em suas comunidades, principalmente nas cidades do interior e nos subúrbios dos grandes centros. Nem tanto nas grandes cidades. Pergunto-me se o mesmo acontece em nosso país.

Era comum encontrar em vários estabelecimentos no Japão e China situações onde restaurantes, bares, padarias e lojas de varejo semelhantes oferecem serviços diferenciados de grandes redes. Um restaurante, por exemplo, oferece um “prato feito” onde os preços são mais baixos e a quantidade é maior e o preço é mais baixo do que os descritos no cardápio. Ou onde existiam promoções especiais para estudantes ou aposentados, seja para produtos ou serviços.

Muitas vezes, quando conversava com os donos destes estabelecimentos, muitos deles estabelecidos desde antes da Segunda Guerra Mundial ou da Revolução Comunista, via claramente que havia uma consciência de que os produtos e serviços oferecidos eram, ainda que cotidianos à primeira vista, importante na visão dos que os provêem. Nota-se um gosto de história nestes lugares: o esforço conjunto para a superação das tragédias em que estavam todos imersos.

Era comum ouvir de uma dona de restaurante: “Precisamos fazer um prato maior para os que trabalham na construção das casas à nossa volta. Os estudantes também precisam comer bem para poder focar em seus estudos e praticar seus esportes. O trabalho é braçal e extenuante. As pessoas precisam comer mais nessas condições. Muitas vezes mudamos o nosso cardápio para atendê-los, coitados. Sou muito agradecida em poder ajuda-los.”

É certamente o diferencial desses lugares em comparação a grandes redes de lanchonetes ou restaurantes. Não apenas pelos preços e pelas quantidades, mas pelo carinho que se sente nestes lugares. E não só isso: muitas vezes é bem mais saboroso também. Este ambiente de co-dependência e familiaridade, o aconchego resultante talvez seja bem mais importante do que outros fatores para a sobrevivência destes empreendimentos.

Pergunto-me se é um fenômeno que também acontece em nossas favelas, ao redor de nossas fábricas, de nossas residências. Vejo traço disso às vezes nos ônibus, onde as pessoas assentadas se oferecem para carregar as sacolas dos que estão de pé.

É nesses lugares e nesses momentos que sinto um espírito real de coletividade. E não quando um político sugere fazer uma lei ou aumentar um imposto. A caridade com o dinheiro alheio nunca é substituto da bondade oferecida com o próprio esforço. Esta última deixa não só memórias: constrói a base de relações de comunidade onde os laços sociais são individuais, pessoais e comprometidos.
*Alexandre Kawakami é Mestre em Direito Econômico Internacional pela Universidade Nacional de Chiba, Japão. Agraciado com o Prêmio Friedrich Hayek de Ensaios da MontPelerinSociety, em Tóquio, por pesquisa no tema Escolhas Públicas e Livre Comércio. É advogado e consultor em Finanças Corporativas.

Confissão como meio de viver a caridade

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O perdão nos restitui a amizade de Deus, a sua graça em nós, dando-nos a verdadeira paz interior.

Por Dom Orani João Tempesta*

O Sacramento da Reconciliação também pode ser chamado de Penitência ou Confissão. Por este sacramento, o cristão recebe da misericórdia de Deus o perdão de seus pecados e, ao mesmo tempo, é reconciliado com a Igreja, à qual feriu com o pecado.

Tivemos o evento "24 horas para o Senhor", organizado pelo Pontifício Conselho para a promoção da nova evangelização e aberto pelo papa Francisco em Roma. Tempo para oração, adoração, pregação e confissão. Agora é tempo dos “mutirões de confissões”, quando um grupo de padres da mesma forania ou região atende os fiéis em uma paróquia, dando oportunidade de confessores para distribuir a misericórdia de Deus. 

O pecado é uma ofensa a Deus; somente Ele pode perdoá-lo! Jesus, que é Deus bendito, tem o poder de perdoar os pecados: “O Filho do homem tem o poder de perdoar os pecados sobre a terra” (Mc 2,10). Este poder Ele concedeu à Igreja, para que o exerça em seu nome: “Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação” (2Cor 5,18); “O que ligares na terra será ligado no céu, e o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,19); “Em verdade vos digo: tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu” (Mt 18,18). 

As passagens acima citadas são claras: o Cristo, único que pode perdoar os pecados, Deus deu à sua Igreja o poder de perdoar os pecados em Seu nome! Ligar, desligar significa, na linguagem rabínica do tempo de Jesus, excluir da comunhão com Deus e com a comunidade e acolher novamente na comunhão com Deus e a Igreja. Vale a pena ainda citar Jo 20,22s: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes, ser-lhes-ão retidos”. Na potência do Espírito do Cristo ressuscitado, a Igreja continua a obra do Senhor Jesus de perdoar, em seu nome, os pecados. Aparece, portanto, com clareza, que a Igreja recebeu esta autoridade por parte do próprio Cristo.

Podemos perguntar: qual o remédio para o pecado? A resposta é uma só: uma contínua conversão pela penitência. A penitência são as atitudes e gestos que revelam a mudança interior, a conversão do coração. O Catecismo da Igreja Católica explica que “a conversão interior impele à expressão exterior com gestos e sinais visíveis, gestos e sinais de penitência” (n. 1430). E o Catecismo completa, de modo muito preciso: “A penitência interior é uma radical reorientação de toda a vida, um retorno, uma conversão a Deus com todo o coração, uma ruptura com o pecado, uma aversão ao mal, juntamente com a reprovação das más ações que cometemos” (n. 1421).

Observe-se bem que: quando falamos de sacramento da Penitência, estamos falando de uma profunda atitude de penitência! É que não tem sentido o sacramento sem a atitude interior; de nada adianta confessar-se sem o sincero sentido do pecado e o firme propósito de conversão! Desde já vai aparecendo claro que o Sacramento da Penitência insere-se numa atitude mais ampla de volta a Deus e no profundo sentido existencial de que somos pecadores. Como diz o Salmista: “Um coração despedaçado e triturado, ó Deus, não rejeitarás! Cria em mim um coração puro, ó Deus; enraíza em mim um espírito novo” (Sl 51,19.12).

Recordemo-nos que o pecado é uma ruptura da comunhão com Deus que nos desarruma interiormente e nos faz também romper com os irmãos na fé. O pecado provoca sempre uma ferida não só em nós mesmos, mas também em todo o Corpo de Cristo, que é a Igreja: eu me torno um membro ferido do Corpo de Cristo, prejudicando todo o Corpo do Senhor.

Assim, o perdão nos restitui a amizade de Deus, a sua graça em nós, dando-nos a verdadeira paz interior, sendo uma verdadeira ressurreição espiritual. É importante notar que essa paz é dada mesmo quando eu não a sinto de modo sensível. Não se trata de sentimentos, mas da realidade do Sacramento, que é ação de Cristo e da Igreja. 

O Sacramento também nos reconcilia com a Igreja, comunhão dos irmãos em Cristo, de quem o pecado nos separa. Assim, eu me torno mais forte, pois novamente estou em comunhão com meus irmãos e com a vida da Igreja, que é dada na Palavra do Senhor e nos sacramentos, sobretudo na Eucaristia. É importante notar ainda que a Reconciliação fortalece também a Igreja, pois cada membro seu que é curado de seu pecado fortalece todo o Corpo de Cristo. 

Nenhum pecado e nenhuma graça são totalmente individuais, mas têm repercussão na Igreja toda!

A Reconciliação é também, em certo sentido, uma antecipação do juízo do Senhor, dando-me a oportunidade de escolher entre a vida e a morte já, agora! Além do mais, ajuda-me muitíssimo a que me mantenha unido ao Senhor pela atenção da minha consciência, pelo cuidado em vigiar para não mais pecar. O sacramento deixa-me mais forte no combate contra o pecado e minhas más tendências!

A Igreja pede que pelo menos uma vez ao ano, na Páscoa do Senhor, nos confessemos e comunguemos. Aqui, é necessário deixar bem claro que isto é o mínimo que se pede! Quem ama não dá o mínimo; procura dar o máximo. Assim, o Sacramento da Confissão é um meio de caridade, pois, através deste chegamos a reconciliar com Deus, com a comunidade e conosco mesmo. Isso é de suma importância para a caminhada cristã e para o nosso processo de conversão.

Por isso, eis que, como pastor, recomendo a todos neste tempo quaresmal a se aproximarem dos confessionários para receber as bênçãos de Deus.
CNBB, 07-04-2014.

Vendas de imóveis novos em SP caem 50%

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Segundo a Secovi-SP, é o pior resultado de primeiro bimestre desde 2004.

Por Luciana Bruno
Rio de Janeiro- A venda de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo em fevereiro caiu quase 50% na comparação anual, contribuindo para o pior acumulado de primeiro bimestre desde 2004, segundo dados divulgados nessa terça-feira (8) pelo Secovi-SP, sindicato das empresas do setor da habitação.
As vendas de fevereiro somaram 981 unidades, queda de 49,1% em relação aos 1.927 imóveis comercializados no mesmo mês de 2013. Na comparação com janeiro, a queda foi de 4,8%. Em valores, as vendas atingiram R$ 485,4 milhões, redução de 48,7% sobre fevereiro do ano passado.
"Parte deste resultado pode ser atribuída às incertezas dos empreendedores em relação aos rumos da economia", disse em nota o vice-presidente do Secovi-SP, Emílio Kallas.
De acordo com o departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, os segmentos de dois e três dormitórios totalizaram 87,3% das vendas no mês. As unidades de dois dormitórios participaram com pouco mais da metade do volume escoado (56,9% e 558 unidades).
Os lançamentos residenciais somaram 940 unidades em fevereiro, queda de 48,2% sobre mesmo mês de 2013 e de 127,6% sobre janeiro.
No primeiro bimestre, a comercialização de imóveis somou 2.011 unidades na cidade de São Paulo, recuo de 27,5% em relação igual período de 2013. O Valor Global de Vendas (VGV) do bimestre foi de 971,2 milhões de reais, queda de 30 por cento sobre o mesmo período do ano passado.
Reuters

ABBA festeja 40 anos de sucesso

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Uma festa no museu Tate Modern, em Londres, marcou as comemorações da banda sueca.

Por Rollo Ross
Londres - A uma curta distância a pé da estação ferroviária que leva o nome de seu primeiro sucesso internacional, a banda sueca ABBA comemorou os 40 anos de sucesso com uma festa no museu Tate Modern, em Londres, para marcar a sua original canção "Waterloo".
Dois dos quatro membros da banda, que fez dos macacões de lantejoulas e grandes botas a sua marca, participaram da festa no museu da moda de Londres, na segunda-feira à noite, marcando quatro décadas desde que a melodia cativante venceu o Festival Eurovision da Canção, em abril de 1974, e projetou-os no cenário internacional.
Bjorn Ulvaeus, que escreveu muitas das canções do grupo ABBA, com o cofundador Benny Andersson, disse que ficou surpreso com o surgimento e ascensão do ABBA, mesmo depois que o grupo se desfez em 1983.
A banda não só sobreviveu com seu catálogo de discos, mas também com o longo sucesso do filme "Mamma Mia", baseado no musical, e o mais recente lançamento, o "ABBA - o Livro Oficial de Fotos", colocado no mercado no mês passado.
"Aconteceu durante um longo período de tempo", disse Ulvaeus à Reuters durante o evento de Londres, acrescentando que o sucesso não surgiu facilmente.
"Quero dizer, nós não tínhamos um sucesso após outro sucesso e outro sucesso. Nós tivemos um sucesso e, em seguida, escrevemos outra canção, gravamos, foi assim. Hoje, parece que tudo aconteceu ao mesmo tempo, mas não foi assim."
Reuters

Aquecimento global e alimentos

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Dados os cenários apresentados pelo IPCC, é preciso que as empresas ajam urgentemente.

Por Aileen Ionescu-Somers* 

O tom é sóbrio, e a mensagem, urgente. Em 2007, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) afirmou que ainda era muito cedo para dizer se o aquecimento global afetaria a produção de alimentos. Em 31 de março de 2014, o IPCC declarou provas contundentes de que a produção é, sim, afetada. 

De todo modo, a pressão sobre o sistema alimentício foi aumentando ao longo de todos esses anos devido a outros fatores que, combinados, prejudicam muito os limitados recursos do planeta: a pobreza, o crescimento populacional, dietas baseadas em carne e laticínios adotadas por países emergentes, práticas agrícolas não sustentáveis e a concorrência por espaços de terra e água entre produtores de alimentos e de energia. Acrescente o aquecimento global nessa equação e você tem – perdoe o trocadilho – "uma tempestade perfeita". E não é uma mera tempestade num copo d’água pelo seguinte motivo. 

Inevitavelmente, algumas regiões do mundo se tornarão hotspots, incapazes de se adaptar às altas temperaturas e à seca, impedindo a produção de alimentos. Isso significa um menor rendimento de culturas, como de trigo e milho, para alimentar as pessoas e, com o tempo, todos os cultivos serão afetados. Um planeta mais quente irá provocar o aumento do preço dos alimentos por volta de 3% a 84% até 2050. 

Os avanços da "Revolução Verde" na tecnologia agrícola e o crescimento populacional de 10% por década desde os anos 70 irão começar a diminuir. Isso não é bom para o atual índice de 1 bilhão de pessoas no mundo que passam fome e, pior ainda, para aquelas prestes a fazer parte dessa estatística.

Líderes empresariais precisam discutir e resolver questões críticas. Como garantir a sobrevivência e crescimento de suas empresas e, ao mesmo tempo, conservar o capital natural e melhorar as condições de vida das pessoas? Questões ambientais afetam a igualdade social e o bem-estar econômico. Questões sociais afetam a administração de terras e recursos naturais e esgotam o tecido econômico das comunidades e países. 

Para um abastecimento alimentar seguro e crescente, a agricultura deve ser cultivada e fornecida de forma sustentável. Isso significa que é necessária uma verdadeira transformação nas cadeias de valor das empresas e uma abordagem radicalmente diferente da que é adotada hoje para o abastecimento de commodities agrícolas. Quando se trata de nosso sistema alimentício, as necessidades dos cidadãos e das comunidades são tão importantes quanto a dos acionistas. 

Entendemos que seja complexo e desafiador o diálogo entre diversos acionistas e, consequentemente, o desenvolvimento de um entendimento comum. Inicialmente, as empresas podem sentir que estão em um "encontro de loucos" mas, dados os cenários apresentados pelo relatório do IPCC, a não adesão é algo cada vez mais impensável.
Ideia Sustentável, 08-04-2014.
*Aileen Ionescu-Somers é diretora do Centro de Estudos de Sustentabilidade Corporativa da escola de negócios suíça IMD.

Itália resgata 4 mil imigrantes em 48 horas

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Itália : O drama dos refugiados que tentam entrar na Itália pelo Mediterrâneo parece não ter fim. Nos últimos dias, milhares foram resgatados pelas autoridades. 


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A oportunidade perdida

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Feliz de quem põe em prática os mandamentos, porque, quando amanhecer, vai alegrar-se muito.

Por Padre Queiroz
Certa vez, um grupo de pessoas estava subindo uma montanha pedregosa, à noite. Estava muito escuro. De repente, ouviram uma voz que dizia: “Encham suas sacolas com as pedras que estão na beira do caminho. Peguem o máximo que puderem carregar. Quem não pegar, vai arrepender-se”.

 Alguns acreditaram e encheram suas sacolas e também os bolsos. Outros pegaram só um pouquinho. E houve aqueles que não pegaram nada. Eles diziam: “Já estou cansado de subir esta montanha, ainda vou carregar pedras?”

Quando o dia amanheceu, foram ver aquelas pedras, eram ouro. Ouro puro, da melhor qualidade!

Quem pegou bastante, ficou súper feliz, pois não precisava mais subir a montanha. Aqueles que pegaram só um pouquinho, e os que não pegaram nada, ficaram arrependidos, e lamentavam: “Por que não peguei mais!”

Nós estamos neste mundo, subindo a montanha da vida. Jesus nos convida a praticar boas obras, mesmo que sejam um pouco pesadas. Deus vai transformá-las em ouro puro, da melhor qualidade, como fez com tantos santos e santas.

Feliz de quem põe em prática os mandamentos, porque, quando o dia amanhecer, vai alegrar-se muito, e esse novo dia será eterno. 

Quando Maria disse “Eis aqui a escrava do Senhor”, ela antecipou o seu sim a tudo o que, no futuro, viesse da parte de Deus. Por isso assumiu com amor a pobreza no parto, a fuga para o Egito, a condenação do Filho, e abraçou a missão que ele lhe deu na cruz: Ser a nossa Mãe. Maria do sim, rogai por nós.
A12, 08-04-2014.

O carinho de Deus em nossas feridas

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O que cancela nossos pecados é o perdão de Deus e Sua misericórdia é o modo como nos perdoa.

Por Clarissa de Oliveira

Muitas vezes nos encontramos em nossos sepulcros interiores, em nossa pobreza e sujeitos a amargura. Existe em nós um apego às fraquezas, a um modo de vida habituado e fechado no pecado. É tempo de sair deste espaço, de deslocar-se e avançar, começando uma nova vida. 

Apenas Cristo pode nos ajudar a sair do sepulcro de uma vida no pecado, de áreas mortas existentes em nossos corações. Como fez com Lázaro. Ele, do lado de fora do sepulcro, gritava: “Lázaro, vem para fora” (Jo 11,43). Lázaro, do lado de dentro, envolvido em panos, com mãos e pés amarrados. Quanto esforço para sair daquele buraco, buscar a luz, ir ao encontro de Jesus. Assim vivemos também em nossas lutas, deixando de lado aquilo que "já cheira mal" (Jo 11, 39), que nos leva a morte. Jesus, porém, continua a nos convidar: "vem para fora".

A atitude é de sair da necrose espiritual, "e quando eu abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair delas, sabereis que eu sou o Senhor" (Ez 37, 13). Conhecer Aquele que realmente nos quer felizes, novos e libertos. Ninguém nos condena, Ele não nos condena. Ao contrário, está conosco sem nos criticar, ou acusar, nos espera com sua misericórdia infinita.

O que cancela nossos pecados é o perdão de Deus e Sua misericórdia é o modo como nos perdoa. Ele ultrapassa qualquer lei, qualquer impasse ou bloqueio humano. Ele nos traz a paz. “A misericórdia de Deus é uma grande luz de amor, de ternura. Porque Ele está envolvido no perdão e na nossa salvação”, disse o papa Francisco.

Chegamos à última semana da Quaresma, antes da Semana Maior, a Semana Santa. É tempo de nos prepararmos para que a Paixão e Ressurreição aconteça, de fato, em nossas vidas. 

Que tenhamos a coragem de escutar a voz daquele que nos diz “vem para fora”, como fez Jesus com Lázaro, de nos deixarmos envolver pela misericórdia daquele olhar que não condena, como fez com a mulher adúltera, pois “a misericórdia divina é uma grande luz de amor e ternura, é o carinho de Deus nas feridas dos nossos pecados”, disse o papa Francisco. Deixemos de lado os sepulcros, deixemo-nos encontrar com Jesus Cristo, Aquele que nos liberta e nos leva para a luz. “O melhor lugar para nos encontrarmos com o Senhor é a nossa própria fraqueza. Encontramos bem Jesus nos nossos pecados, nas nossas culpas, nos nossos erros”, afirma o papa.
A12, 07-04-2014.

Ser cristão não é só ser bem educado, diz papa

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Por Domenico Agasso Jr
“O cristianismo não é uma doutrina filosófica, não é um programa de vida para sobreviver, não serve para nos educar, ou para fazer as pazes. Estas são consequências. O cristianismo é uma pessoa, uma pessoa levantada na Cruz, alguém que renunciou a si mesmo para nos salvar”. Assim falou, na manhã desta terça-feira, o Papa Francisco durante a homilia da missa na Capela da Casa Santa Marta, segundo indicou a Rádio Vaticano.

Na homilia, o pontífice voltou a refletir sobre os conceitos da essência cristã, sobre o pecado e sobre a presunção de sair dele com as próprias forças. Partiu da primeira leitura do dia, do Livro dos Números, para refletir sobre a morte e o pecado. Destacou, acima de tudo, que Jesus, no Evangelho do dia, chama a atenção dos fariseus, dizendo-lhes: “Morrerão em seu pecado”. 

“Não há possibilidade de sairmos sozinhos do nosso pecado – explicou Bergoglio. Estes doutores da lei, as pessoas que ensinavam a lei, não tinham uma ideia clara sobre isto. Acreditavam, sim, no perdão de Deus, mas se sentiam fortes, sabiam de tudo. E ao final, fizeram da religião e da adoração a Deus uma cultura com valores, reflexões, certos mandamentos de conduta para serem educados e pensavam que o Senhor pudesse perdoar. Sabiam disso, mas estavam muito longe de tudo isto”.

O Senhor, no deserto, recordou o papa, manda Moisés fazer uma serpente e colocá-la sobre uma haste e diz que todo aquele que for mordido por uma serpente e olhar para ela não morrerá. “Mas, o que é a serpente?”, perguntou-se Francisco. “A serpente – explicou – é o sinal do pecado”, como já vemos no Livro do Gênesis quando “a serpente seduziu a Eva, propondo-lhe o pecado”. E Deus, prosseguiu o Pontífice, manda que se eleve o “pecado como bandeira de vitória”. E isto não compreendemos bem “se não entendemos o que Jesus nos diz no Evangelho”. Cristo diz aos judeus: “Quando tiverem levantado o Filho do Homem, saberão quem eu sou”. 

No deserto, recordou o papa, foi elevado o pecado, “aqui foi elevado Deus, feito homem e feito pecador por nós. E todos os nossos pecados estavam ali. Não se compreende o cristianismo sem entender esta humilhação profunda do Filho de Deus que se humilhou a si mesmo fazendo-se servo até a morte e morte de Cruz, para servir”. 

E por este motivo o Apóstolo Paulo, prosseguiu, “quando fala sobre o que lhe envaidece (e também podemos dizer o que nos envaidece), diz: ‘dos pecados’. “Nós – observou o Santo Padre – não temos outra coisa de que nos orgulhar: esta é a nossa miséria”. Mas, acrescentou, “da parte da misericórdia de Deus, nós nos gloriamos em Cristo crucificado”; e justamente por isso “não existe um cristianismo sem a Cruz e não existe uma Cruz sem Jesus Cristo”. 

O coração da salvação de Deus, disse o papa, “é seu Filho, que tomou sobre si todos os nossos pecados, as nossas soberbas, as nossas seguranças, as nossas vaidades, os nossos desejos de sermos como Deus”. “Um cristão – afirmou com ênfase Francisco – que não sabe gloriar-se em Cristo crucificado não entendeu o que significa ser cristão”. 

Nossas chagas, prosseguiu Francisco, “que deixam o pecado em nós, se curam somente com as chagas do Senhor, com as chagas do Deus feito homem, humilhado e aniquilado”. “Este é o mistério da Cruz”, afirmou Francisco. “Não é uma decoração que devemos colocar nas igrejas e nos altares. Não é um símbolo que nos distingue dos outros. A Cruz é o mistério, o mistério do amor de Deus, que humilha a si mesmo, que se anula, se faz pecado. Onde está o teu pecado? ‘Não sei, tenho tantos. Não, teu pecado está ali, na Cruz. Vai buscá-lo ali, nas chagas do Senhor e teu pecado será curado, tuas chagas serão curadas, teu pecado será perdoado. O perdão que Deus nos dá não é perdoar uma dívida que temos com Ele: são as feridas de seu Filho na Cruz, elevado na Cruz. Que Ele nos atraia e nós nos deixemos curar”.
Vatican Insider, 08-04-2014.

Justiça proíbe trabalho noturno de menores

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Jovens não recebiam horas extras no McDonald’s; alteração no ponto escondia irregularidade

Por meio de liminar, a 4ª Vara do Trabalho de Campinas determinou que a empresa Arcos Dourados Comércio de Alimentos Ltda., representante do McDonald’s no Brasil, efetue o registro real da jornada de trabalho de seus empregados e deixe de manter menores de 18 anos em trabalho noturno e sem o recebimento de horas extras. A decisão deve ser cumprida no prazo de 72 horas, a partir da notificação da empresa. O descumprimento da determinação pode gerar multas diárias que variam de R$ 300 a R$ 10 mil por item, multiplicadas por trabalhador em situação irregular.

De acordo com o MPT (Ministério Público do Trabalho), que propôs a ação, uma inspeção realizada na loja do McDonald´s no Shopping Parque Dom Pedro, em Campinas (SP), constatou a existência de fraude no registro de ponto dos funcionários. À época, o procurador Nei Messias Vieira verificou lacunas e correções manuais nos pontos eletrônicos. Segundo o promotor, por meio de depoimentos ficou provado que os empregados cumpriam jornada extraordinária corriqueiramente, mas devido às alterações no ponto, não recebiam o pagamento pelas horas extras.

A promotoria afirma que a mesma prática foi cometida contra funcionários menores de 18 anos que, segundo a lei trabalhista, não poderiam trabalhar depois das 22 horas. Para o MPT, a alteração no registro de horários seria uma maneira de disfarçar a situação dos menores, que trabalham em período noturno e em regime de horas extras não remuneradas, em descumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Consolidação das Leis do Trabalho. 

“Se revela inconcebível que uma instituição do porte da reclamada (Arcos Dourados-McDonald´s) reiteradamente ignore os ditames legais”, afirmou a juíza Bruna Müller Stravinski, responsável pela decisão.

A liminar determina que, no prazo de 72 horas a contar da notificação da empresa, a Arcos Dourados registre fidedignamente os horários de trabalho dos funcionários; remunere integralmente o trabalho em horas extras e em horário noturno com os respectivos adicionais, fazendo-se a incidência nas demais verbas trabalhistas; abstenha-se de exigir ou permitir o trabalho de menores de dezoito anos em horário noturno e em horas extras; fazer constar, nos recibos de salários dos empregados, notícia sobre o resultado da ação; e manter cópia da decisão da ação afixada em local acessível aos empregados de todos os setores da empresa. A decisão ainda pode ser questionada no Tribunal Regional do Trabalho de Campinas.

Procurada pela reportagem, a Arcos Dourados Comércio de Alimentos afirmou que a empresa não comenta decisões judiciais, mas reforçou que preza pelo cumprimento da legislação trabalhista em todos os seus restaurantes.
Última Instância

Dias Toffoli é eleito presidente do TSE

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O ministro Dias Toffoli foi eleito nesta terça-feira (8) presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele vai substituir o ministro Marco Aurélio, que deixará a presidência no mês que vem, quando completará quatro anos no tribunal, prazo de permanência no TSE. Toffoli vai comandar as eleições presidenciais de outubro. O vice-presidente será o ministro Gilmar Mendes. A posse será no dia 13 de maio. 

A votação foi simbólica, pelo fato da presidência ser ocupada por ordem de antiguidade entre os três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que também compõem o TSE.  Além de Toffoli, Mendes e Marco Aurélio também pertencem ao Supremo. Também fazem parte do TSE dois ministros oriundos do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois membros da advocacia.

Toffoli foi empossado como ministro efetivo do TSE em maio de 2012.  Ele nasceu em Marília (SP), no dia 15 de novembro de 1967. Formou-se em direito, em 1990, na Universidade de São Paulo (USP), e especializou-se em direito eleitoral. Em 1995, ele começou a atuar como assessor parlamentar do PT. Também foi advogado do PT nas campanhas eleitorais do ex-presidente Lula em 1998, 2002 e 2006. Toffoli também ocupou o cargo de advogado-geral da União.
Agência Brasil

O significado da Semana Santa


Por Dom Paulo Mendes Peixoto*

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, que termina no Domingo da Páscoa. A partir daí começa um novo Ciclo na dinâmica de vida dos cristãos. A fé em Deus tem sustentação na realidade da Ressurreição de Jesus Cristo. Isto significa que Deus age na história e convoca a todos para defender a vida da natureza, especialmente a dignidade da pessoa humana.

Na Semana Santa Jesus Cristo é contemplado como Aquele que enfrenta a perseguição, a condenação, a paixão e a morte. É um despojamento da condição divina, tomando forma humana para elevar o ser humano à dignidade e possibilidade de encontro com o Senhor da vida. Os ramos são a exaltação daquele que entrega a vida no caminho da paixão e da cruz. 

Há momentos em que as pessoas passam por períodos de prostração e desespero, sem ânimo para agir, necessitando de um processo de construção da esperança perdida. Elas devem contar com a manifestação amiga e solidária de Deus. Mas é necessário assumir a Semana Santa como momento de manifestação de fé e confiança naquele que é capaz de reconstruir a verdadeira vida. 

É importante não se sentir desprotegido e desamparado por Deus. Assim sendo, é possível caminhar de cabeça erguida e com capacidade de superar todo tipo de incompreensão, de injúrias e de agressões. A Palavra Bíblica deve ser o alicerce para quem nela busca seu amparo e força para agir com coragem e muita confiança. 

Viver a Semana Santa supõe entrar no clima que ela vem propor. Aí Jesus aparece como o Servo sofredor, abandonado pelos amigos mais próximos, e enfrenta os ultrajes sem perder de vista a fidelidade ao projeto divino, concretizado em sua missão. Foi traído e vendido como escravo, negado e condenado a morrer na cruz. 

O caminho percorrido por Jesus denuncia todo tipo de poder envolvido com injustiça e voltado apenas para interesses pessoais ou de algum grupo particular. Isto significa que muitas pessoas são lesadas e injustiçadas por poderes escusos e ser temor de Deus.
CNBB, 07-04-2014.
*Dom Paulo Mendes Peixoto é arcebispo de Uberaba (MG).

Lei de Patentes brasileira precisa de ajustes

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Assunto foi discutido pela pesquisadora Rúbia Carneiro Neves na manhã desta quarta-feira (9), durante o I Congresso Franco-Brasileiro ‘As funções dos Direitos de Propriedade Intelectual no século XXI’.
Aprovada com a proposta de promover o desenvolvimento tecnológico e econômico do Brasil, a atual Lei de Patentes (9.279/1996), na verdade, instaurou um mecanismo de proteção ao desenvolvimento tecnológico externo. A avaliação é da pesquisadora Rúbia Carneiro Neves, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e palestrante do I Congresso Franco-Brasileiro ‘As funções dos Direitos de Propriedade Intelectual no século XXI’.

De acordo com a professora, a lei brasileira foi criada sob influência do Tratado TRIPS (Agreement on Trade-Related Aspects of Intellectual Property Rights), que estabeleceu os atuais padrões de proteção de propriedade intelectual no mundo. Ele foi assinado em 1994, como condição obrigatória para todos os países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Estados Unidos, Canadá, Japão e países europeus pregavam que a padronização mínima dos direitos de propriedade intelectual levaria a um tratamento adequado desses direitos, favorecendo a inovação e estimulando os processos de transferência de tecnologia”, apontou a professora, durante painel sobre patentes realizado na manhã desta quarta-feira (2).

A proposta, no entanto, encontrou forte resistência de setores da sociedade brasileira, que temiam dificuldades para o crescimento das indústrias nacionais, ainda atrasadas em relação à tecnologia externa e dependentes de cópias de produtos produzidos pelas nações desenvolvidas. Mesmo assim, em 1996, a Lei de Patentes foi aprovada, incorporando as exigências do TRIPS.

“Os países desenvolvidos impuseram seus termos e nós aceitamos. Ou o Brasil fazia parte da OMC ou não iria chegar a este nível médio de desenvolvimento que temos hoje. O real acabava de ser instituído, a situação econômica era difícil, a inflação, muito alta. Foi uma troca”, explicou Rúbia.

Benéfica sob o aspecto econômico, a entrada do Brasil na OMC foi ‘extremamente negativa’ do ponto de vista do desenvolvimento tecnológico. “A internacionalização do sistema de patente coloca países fracos em concorrência direta com países muito fortes. E o Brasil, como um país menos industrializado, inevitavelmente ficou em posição muito negativa”, avaliou a professora.

“O que não significa que sou contra patentes, mas a legislação brasileira precisa corrigir equívocos”, completou. Um deles seria colocar o simples depósito de patentes como sinônimo de inovação e desenvolvimento. De acordo com Rúbia, o depósito é de fato importante, mas o Brasil precisa de investimentos concretos em áreas como infraestrutura, educação e saneamento básico. “Temos um atraso na educação de 30 anos, tirar esse atraso não é fácil. As pessoas precisam parar de falar mal do país. Sim, temos muitos problemas porque nos fomos uma colônia. Ao mesmo tempo, há muita gente lutando para fazer esse país sair do lugar que está”, defendeu.

Direito europeu

Em contraponto ao panorama sobre o Direito de Patentes no Brasil, apresentado pela professora Rúbia, o painel contou também com uma visão europeia sobre o assunto, apresentada por Emmanuel Py, da Universidade da Borgonha (França). De acordo com o professor, um dos desafios atuais em termos de patentes na Europa é entender os limites e exceções da legislação. “Há empresas que, por exemplo, compram várias patentes para obter o monopólio em determinada área e revendê-las no futuro, com preço mais alto. A manobra é legal, apesar de constituir um uso ‘pouco clássico’ das normas, que parece abusivo. Pode o juiz intervir nestes casos?”, questionou.

Emmanuel Py falou também sobre a função social das patentes, a doutrina do utilitarismo e o sistema de recompensas, entre outros pontos. Os debates do I Congresso prosseguem na tarde desta quarta-feira (9), com transmissão ao vivo pelo Dom Total.
Redação Dom Total