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12 de agosto de 2019

Livro "Encontros com a Misericórdia" será lançado nesta segunda-feira (12)

Por Redação


Publicação foi escrita pelo Padre Eugênio Pacelli e por Marilia Fiúza


O livro, escrito em parceria do Padre e Fiuza, traz alguns dos encontros de Jesus com outros personagens retratados no Evangelho
O livro "Encontros com a Misericórdia", escrito pelo Padre Eugênio Pacelli e por Marilia Fiúza, será lançado nesta segunda-feira (12) durante a "Noite da Misericórdia", a partir das 19h15, no Colégio Santo Inácio.
Com um total de 112 páginas, a publicação traz vários momentos do evangelho e se propõe a repassar as experiências vivenciadas nas "Noites da Misericórdia".  As celebrações, comandadas pelo sacerdote jesuíta há pelo menos 10 anos, são realizadas às segundas. Na quadra da escola, cerca de quatro mil pessoas se reúnem no início das semanas.
De acordo com o Padre, a intenção é dedicar o livro aos frequentadores da celebração, que também é transmitida pelas redes sociais e pelo rádio.
Serviço
Lançamento do livro "Encontros com a Misericórdia"
Nesta segunda-feira (12), às 19h15, no Colégio Santo Inácio (Av. Desembargador Moreira, 2356, Dionísio Torres). Valor do livro: R$ 22. 

Fonte: Diário do Nordeste

Trabalho infantil: o que é e por que esse é um problema a ser combatido


O trabalho infantil envolve condições superiores às forças físicas e mentais das crianças e adolescentes, acarreta traumas enfraquece laços familiares e prejudica q escolaridade. Foto: Gustavo Pelizzon

Entenda o que são as atividades laborais realizadas por crianças e adolescentes e o mal que elas causam no mundo e no Brasil


Trabalho infantil: o que é e por que esse é um problema a ser combatido

No mesmo mês em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completou 29 anos, o presidente Jair Bolsonaro defendeu o trabalho realizado por crianças aos lembrar de sua própria infância. A declaração foi dada numa transmissão ao vivo pelas redes sociais no dia 4 de julho e, claro, repercutiu. Entre críticas e defesas, o que ficou claro foi o quanto o conhecimento sobre tema ainda é superficial, o que leva a posicionamentos equivocados.
Alguns dias antes, em 12 de junho, era celebrado o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, data instituída no calendário oficial do País por uma lei de 2007. Mas esse também é o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2002, quando foi apresentado o primeiro relatório global sobre o trabalho infantil na Conferência Anual do Trabalho.

No mundo e no Brasil

Ou seja, se a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para o trabalho dá tanta importância ao assunto, vê-se que estamos falando de um problema mundial. Em 2016, segundo a OIT, 152 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos eram vítimas de trabalho infantil ao redor do planeta. Só para se ter uma ideia, todas as pessoas nesta mesma faixa etária no Brasil somam 40,764 milhões, conforme os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em outras palavras, se juntarmos todas as crianças e adolescente do País, precisaremos multiplicá-las por 3,7 para chegar próximo do número de dessas vítimas do trabalho infantil no mundo. São 88 milhões de meninos e 64 milhões de meninas. Quase metade do total, cerca de 73 milhões, realizavam formas perigosas de trabalho. Em torno de 19 milhões tinham menos de 12 anos de idade.
No Brasil, também segundo informações da Pnad 2015, são 2,7 milhões de trabalhadores infantis, o equivalente a toda a população de Fortaleza.
Uma observação: o IBGE chegou a divulgar um decréscimo desse número para 1,8 milhão em 2016. Contudo, o número é controverso, já que houve uma mudança no critério de avaliação, e não incluíram as crianças e adolescentes que trabalham para o próprio consumo.

Direito Fundamental

Quando o ECA foi promulgado, no dia 13 de julho de 1990, eram 7,7 milhões. O número alarmante fez o estatuto reiterar e regulamentar a previsão constitucional de proibir “qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, sendo este um direito fundamental.
Outra obervação: o texto constitucional original de 1998 proibia “qualquer trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condição de aprendiz”. O texto foi alterado pela Emenda Constitucional nº 20.

Por que o trabalho infantil é ruim

São comuns os testemunhos de quem amadureceu e se tornou um cidadão consciente através do trabalho quando ainda era criança. Depois da manifestação do presidente, personalidades bem-sucedidas País afora fizeram relatos semelhantes, declarando o quanto aquelas atividades moldaram seus caracteres e os tornaram pessoas melhores.
Só que isso não é o que a legislação reconhece como o trabalho infantil propriamente dito. Daí a confusão, pois nem todo trabalho exercido por crianças e adolescente deve ser classificado como trabalho infantil, segundo os critérios da OIT. O termo se refere às atividades laborais que privam “as crianças de sua infância, seu potencial e sua dignidade, e que é prejudicial ao seu desenvolvimento físico e mental”, diz a organização internacional.
Quando Bolsonaro disse que “trabalhando com nove, dez anos de idade na fazenda” não foi prejudicado em nada, arando a terra e dirigindo tratores, ele não considerou que os casos de trabalho infantil envolvem condições superiores às forças físicas e mentais das crianças e adolescentes, acarretam com frequência traumas psicológicos com o amadurecimento precoce, o enfraquecimento dos laços familiares e o prejuízo ao desenvolvimento da escolaridade, pontos levantados pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) ao criticar a fala do presidente.
Da mesma forma, ajudar com tarefas no comércio da família ou mesmo trabalhar como ator e modelo, desde que respeitados os limites legais, não são configuram o problema em questão.

Características

É considerado trabalho infantil, segundo a OIT, o trabalho que:
  • É mental, física, social ou moralmente perigoso e prejudicial para as crianças;
  • Interfere na sua escolarização;
  • Priva as crianças da oportunidade de frequentarem a escola;
  • Obriga as crianças a abandonar a escola prematuramente; ou
  • Exige que se combine frequência escolar com trabalho excessivamente longo e pesado.
Há ainda as formas mais extremas de trabalho infantil, nas quais crianças são escravizadas, separadas de suas famílias, ficam expostas a sérios riscos e doenças e deixadas para se defender sozinhas nas ruas das grandes cidades. E isso muitas vezes com poucos anos de vida, denuncia o órgão.
“Para que um trabalho seja considerado ‘trabalho infantil’ é preciso avaliar uma série de fatores, como a idade da criança, o tipo e horas de trabalho realizadas e as condições em que é executado”, explica a OIT.

Fonte: Diário do Nordeste