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Advocacia

Por Paulo Eduardo Mendes - Jornalista

A todo cidadão é dado o direito de defesa. Princípio básico da advocacia. Defender é prerrogativa inerente à profissão do Operador do Direito. Exercer o múnus defensivo está ficando complicadíssimo, em face do alto índice estatístico dos crimes praticados, tristemente evolutiva, dos desmandos de toda natureza. A sofisticação dos crimes surpreende pelo inusitado dos atos selvagens praticados. Inacreditáveis ações de bestialidades atribuídas aos “seres humanos” da Criação Divina.
Nunca a advocacia foi tão necessária. Advogados podem e devem usar toda a filosofia do humanismo para defender os prevaricadores da lei. Aproveitar a oportunidade para apontar o Direito justo e bom que sustenta a sociedade. Usar as regras legais para firmar o lado correto da vida de convivência. Todos merecem uma defesa, mas nem sempre visando à liberdade não merecida.
O advogado tem poderes para convencer o seu assistido da necessidade de uma reparação recuperadora. Defesa, sim, dentro dos princípios éticos da aplicação do Direito sem jaça. O exemplo do Ministério Público em que o seu agente pede a absolvição de um acusado, por estar ele isento das culpas da lei, serve para nortear rumos da coerência na seara do Direito justo. Advocacia como primoroso exercício da cidadania. Norte de civilidade para construir a paz social tão desejada. É preciso usar da altivez que se conquista nas bancas acadêmicas para interpretar as filosofias da harmonia que são repassadas em aulas memoráveis do dia a dia dos estudantes de Direito.

Direito e clamor maior de quem deseja viver bem. Todas as profissões do mundo têm a assistência das leis que visam à proteção igualitária da civilização dos que se aconchegam à vontade de praticar o bem, sem olhar a quem. Advocacia a iluminura de uma profissão voltada para a grandeza de servir, sem medos. Fortaleza de uma atividade múltipla por surgir das raízes do conhecimento que engrandece.

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