Destaque

Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

25 de janeiro de 2019

Hoje a Igreja celebra a Conversão de São Paulo

REDAÇÃO CENTRAL, 25 Jan. 19 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 25 de janeiro, a Igreja Católica celebra o dia em que São Paulo – então chamado Saulo – alcançou a conversão, a caminho de Damasco, para onde se dirigia para perseguir os cristãos.
Como se recorda, quando ia para Damasco, Saulo foi derrubado do cavalo pelo próprio Jesus por meio de uma luz do céu que brilhou sobre ele e seus companheiros, cegando-o por três dias. Durante esse tempo, Saulo permaneceu na casa de um judeu chamado Judas, sem comer nem beber.
O cristão Ananias, a pedido de Cristo, foi ao encontro de Saulo, que recuperou a vista e se converteu, recebendo o batismo e passando a pregar nas sinagogas sobre o Filho de Deus, com grande espanto de seus ouvintes. Assim, o antigo perseguidor se converteu em apóstolo e foi eleito por Deus como um de seus principais instrumentos para a conversão do mundo.
São Paulo nasceu no Tarso, Cilícia (atual Turquia), e seu pai era cidadão romano. Cresceu no seio de uma família em que a piedade era hereditária e muito ligada às tradições e observâncias dos fariseus. Colocaram-lhe o nome Saulo e, como também era cidadão romano, levava o nome latino de Pablo (Paulo).
Para os judeus daquele tempo era bastante comum ter dois nomes, um hebreu e outro latino ou grego. Paulo será, pois, o nome que utilizará o apóstolo para evangelizar os gentios.
O período que vai do ano 45 ao 57 foi o mais ativo e frutífero de sua vida. Compreende três grandes expedições apostólicas das quais Antioquia foi sempre o ponto de partida e que, invariavelmente, terminaram por uma visita à Jerusalém.
Os restos do santo descansam na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma. Este templo é o maior, depois da Basílica de São Pedro.

Sobre um mar de gente

A imagem da Jornada Mundial da Juventude do Panamá que está emocionando o mundo

A foto está dando a volta ao mundo. No Panamá, um grupo de jovens levanta um rapaz na cadeira de rodas para que ele consiga ver a chegada do Papa Francisco.
A imagem é de Carlos Yep e simboliza o companheirismo e a amizade. Graças a estes detalhes, Lucas Henrique pode sentir o olhar de agradecimento do pontífice por tanto esforço.
Os amigos abriram mão de ver o Papa, mas fizeram questão que Lucas aproveitasse o momento único na vida de um católico.
Aleteia

Livro infantojuvenil ajuda a identificar e ensina a combater notícias falsas

POR BRUNA RIBEIRO

Você sabe o que são fake news? O livro Esquadrão Curioso: Caçadores de fake news (Panda Books), do jornalista Marcelo Duarte, é a primeira obra a responder a pergunta a crianças e adolescentes.
A história é sobre um garoto de 12 anos, que ficou impressionado com uma notícia que viu na internet: Cheirar o pum do parceiro prolonga a vida e evita doenças. Desconfiado, o pai do menino disse que poderia ser mais um caso de fake news.
Logo depois, um blog que desvenda mentiras virtuais revelou que a notícia era mesmo falsa. O pai e o filho em questão são o próprio autor Marcelo Duarte e seu caçula, Antonio.
Com o bombardeio de informações que todos sofremos na internet, falar sobre fake news se tornou muito importante entre adolescentes e jovens. Para não correr o risco de formar opiniões a partir de fatos irreais, é preciso estar atento.
Como a conectividade só aumenta, o tema entrou para ficar em sala de aula. Professores estão mostrando como podemos nos preparar para não cair em armadilhas. Uma das habilidades abordadas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é a busca e a seleção de fontes confiáveis e análise de informações.
Assim é possível favorecer o desenvolvimento de uma atitude crítica em relação ao noticiário jornalístico. Detalhe: o livro inteiro é baseado em fake news efetivamente publicadas, é claro! As ilustrações são de Caco Bressane.
Estadão Conteúdo

Triste amor

Por 
Nesse texto, fugindo dos temas filosóficos (onde a lógica de viver considera a dialética da causa e efeito), políticos (que envolve a análise dos processos de Estado e de Governo para assegurar justiça, direitos e obrigações), econômicos (consistindo nos exames da oferta, da demanda, da incerteza, do risco e outros), etc, tentamos mostrar a ansiedade e o sofrimento de um homem apaixonado que não foi correspondido por sua amada (Alice). 
A ideia central foi extraída do poema em prosa “Três Horas” de nossa autoria e constante, inicialmente, do livro “Amor e Dor”. Alice era uma moça bem intencionada, esperava plantar sementes de amor, pois assim sua vida ficaria mais interessante. Essa história de amor, talvez paixão, não apresentou um final feliz. Eis, a seguir, as sete estrofes do mencionado poema prosa:
1. Estou no restaurante sozinho; são três horas; já está tarde pra jantar; Alice ainda não chegou. 2. Ainda virá? Pergunto-me; além da fome, sinto sua falta; gostaria de depois amar. 3. Já é tarde, são três horas, madrugada triste; ao lado, um casal bebendo e feliz; com certeza aguardam bons momentos. 4. Em outra mesa quatro boêmios cantam Lupicínio; “Nunca”, “Vingança”, “Volta”, “Cadeira Vazia”... 5. Meu coração sofre, são três horas; à minha frente uma cadeira vazia; Alice não mais virá. 6. Vou-me embora, abatido; não bebi e não beberei; sóbrio, enfrentarei a decepção; Alice está com outro amor. 7. Já são mais de três horas; magoado e cabisbaixo; vou caminhando para casa; pensando, quase chorando; Alice me abandonou. 

Assim, diante da realidade, disse a mim mesmo: para conquistar o coração de uma mulher, devo primeiro alterar o meu, bem como ter a consciência de que a compreensão e a tolerância permitem alcançar a paz. Lembrei-me de Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

Vivemos tempos estranhos


Grecianny Carvalho Cordeiro - Promotora de Justiça

Como diz a letra da canção: “o mundo está ao contrário e ninguém reparou”.

No mundo do politicamente correto, tem que ter muito cuidado com o que se diz, sob pena de ser mal interpretado. De repente, vale mais o que se diz – pesado e medido – do que a sinceridade com que se diz. E nisso, as coisas se inverteram, pois o importante é falar o que os outros querem ouvir, embora não seja necessariamente o que você pensa. 
Hoje, tudo é motivo para discórdia. Hoje, as frases ditas e mal ditas por uma pessoa, especialmente se político, tem o condão de gerar uma dissensão nacional.
E aí voltam as intrigas, os bate-bocas nas redes sociais, a repercussão dada pela imprensa. As pessoas então embarcam nessa onda, movidas por uma paixão quase juvenil, lançando imprecações, tratados filosóficos e sociológicos, etecetera e tal.
Esquecem as pessoas que aquilo que é idiota não deve ser supervalorizado, superdimensionado, dando-se importância em demasia à imbecilidade, propagando-a com a velocidade da luz.
Num dia, a pessoa posta no facebook e no instagram que homens e mulheres são iguais em direitos, que a igualdade de gêneros deve ser assegurada. No dia seguinte, alardeia que todo mundo deve escrever como uma garota, porque as mulheres tiraram as maiores notas em redação no Enem.
Num dia, a pessoa prega o amor ao próximo, a solidariedade, a caridade, a liberdade expressão e de opinião. No dia seguinte, posta nas redes sociais comentários grotescos sobre ser burro e imbecil porque se votou em fulano ou sicrano, porque se apoiou determinada causa ou não.
Hoje, quando chegamos em algum lugar, antes de emitir qualquer posicionamento sobre qualquer coisa, temos que primeiro avaliar o terreno, procurar saber quem são as pessoas que ali estão, para então podermos dizer o que pensamos. Se o ambiente for favorável, podemos ser sinceros. Se for desfavorável, melhor calar ou se retirar.
Muito se fala em liberdade de expressão. Muito se cobra quanto ao direito de falar, de emitir opinião, no entanto, tal liberdade se esbarra, principalmente, em nossa própria intolerância, em nossa incapacidade de compreender o outro, sem necessariamente ter que concordar ou ter que bater palmas.
Vivemos tempos estranhos.
Exigimos receber sem dar. Queremos falar sem ter que ouvir. Apontamos sempre o dedo para o outro sem jamais fazermos uma autocrítica. Amigo bom é o que concorda com nossos pontos de vista. O falar importa mais que o agir.
Digressões…