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Três mulheres vencem o prêmio Oceanos de literatura

SÃO PAULO
A escritora portuguesa Djaimilia Pereira de Almeida foi anunciada a vencedora do prêmio Oceanos deste ano, com o livro "Luanda, Lisboa, Paraíso", publicado pela Companhia das Letras.

O prêmio de literatura em língua portuguesa paga ao vencedor R$ 120 mil e foi anunciado em cerimônia no Itaú Cultural, em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (5).

Em seu segundo romance, Almeida narra a viagem de um pai com seu filho de Luanda para Lisboa, em direção à favela de Paraíso, para que esse pai passe por um tratamento médico em Portugal nos anos 1980.

Segundo o júri, "Djaimilia Pereira de Almeida compõe, através de linguagem viva, um relato sensível sobre as ilusões e desilusões do mundo pós-colonial".

Nesta edição, o Oceanos passou a premiar três livros, e não mais quatro. Com isso, três mulheres foram anunciadas vencedoras.

Em segundo lugar ficou "Eliete" (Tinta da China), da portuguesa Dulce Maria Cardoso. Em terceiro, "Sorte" (Moinhos), da brasileira Nara Vidal. Elas receberam R$ 80 mil e R$ 50 mil, respectivamente.

Criado em 2003, o prêmio era chamado Portugal Telecom até 2014. Na edição deste ano, 1.467 livros foram inscritos e analisados inicialmente por 72 jurados.

Entre os dez finalistas, estavam nove romances e um livro de contos —escritos por cinco autores brasileiros, quatro portugueses e um angolano. Além das vencedoras, concorriam nomes como Pepetela, Cristovão Tezza e Nei Lopes.

As ganhadoras foram eleitas por um corpo de jurados composto pelos portugueses Daniel Jonas e Manuel Frias Martins e pelas brasileiras Eliane Robert Moraes, Maria Esther Maciel e Veronica Stigger.

Folha de S. Paulo

Com cinco autores brasileiros, Prêmio Oceanos revela os dez finalistas

Marcus Leoni/Folhapress
O Prêmio Oceanos, que recebeu este ano a inscrição de 1.467 livros de 314 editoras de 10 países, anuncia nesta quarta, 6, seus 10 finalistas. Concorreram obras de qualquer gênero literário publicadas originalmente em português.
O angolano Pepetela é o único africano da lista e disputa o prêmio com o romance Sua Excelência, De Corpo Presente. Pepetela, que acaba de lançar no Brasil O Quase Fim do Mundo, é nome frequente entre os finalistas do Oceanos.
São cinco livros de autores brasileiros na lista: Alguns Humanos (Tinta-da-China), de Gustavo Pacheco; A Tirania do Amor (Todavia), de Cristovão Tezza; O Imortal (Companhia das Letras), de Mauricio Lyrio; O Preto Que Falava Iídiche (Record), de Nei Lopes; e Sorte, de Nara Vidal.
De Portugal, concorrem Eliete, de Dulce Maria Cardoso; Ensina-me a Voar Sobre os Telhados, de João Tordo; Luanda, Lisboa, Paraíso, de Djaimilia Pereira de Almeida; e Meio Homem Metade Baleia, de José Gardeazabal.
Cristovão Tezza, o autor do superpremiado O Filho Eterno (2007), é finalista, ainda, do Prêmio São Paulo de Literatura e do Jabuti. Gustavo Pacheco também é finalista do Jabuti.
Este ano, chegaram à final 9 romances e um livro de contos (o de Pacheco) – o prêmio não é dividido em categorias. Uma curiosidade: em 2018, dos quatro autores premiados, três eram poetas. Marília Garcia ficou em primeiro lugar com Câmera Lenta.
Desta vez, não serão mais premiados quatro ganhadores – mas os três de agora vão ganhar um pouco mais. O valor total da premiação, que era R$ 230 mil em 2018, passa para R$ 250 mil este ano. O vencedor ganha R$ 120 mil. O segundo colocado, R$ 80 mil e o terceiro, R$ 50 mil.
Os ganhadores serão conhecidos no dia 5 de dezembro, em encontro no Itaú Cultural.
O júri foi formado pelos críticos literários Eliane Robert Moraes e Ítalo Moriconi, pelas escritoras Maria Esther Maciel e Veronica Stigger, do Brasil; pela jornalista Ana Sousa Dias, pelo poeta Daniel Jonas e pelo crítico literário Manuel Frias Martins, de Portugal; e pelo crítico literário Francisco Noa, de Moçambique. Em nota, eles destacaram que entre os títulos selecionados “figuram sobretudo narrativas que tratam dos temas da desterritorialização, da inquietação existencial e da sexualidade”.
Os curadores são Adelaide Monteiro, Isabel Lucas, Selma Caetano e Manuel da Costa Pinto. O Oceanos é realizado em parceria com o Banco Itaú, República de Portugal, CPFL Energia e tem o apoio do Itaú Cultural, Instituto CPFL e Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde.
Fonte: MetroJornal

Prêmio Oceanos de Literatura em Língua Portuguesa divulga finalistas

Foi divulgada a lista de obras semifinalistas da edição de 2019 do Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa. São 54 livros de diferentes gêneros literários, produzidos por autores de três países – Angola, Brasil e Portugal – e selecionados entre 1.467 trabalhos inscritos.
As obras foram indicadas por um júri composto de 72 profissionais. Até novembro, nove desses jurados vão reavaliar os trabalhos e eleger os dez finalistas.
Realizado desde 2015, o Oceanos contempla escritores de todos os países de língua portuguesa e avalia os trabalhos sem distinção de gênero ou forma – da prosa à poesia, do romance e do conto à crônica e à dramaturgia.
Clique aqui para saber mais sobre o prêmio e conhecer as obras semifinalistas.
Itau cultural

Prêmio Oceanos de Literatura abre inscrições nesta sexta-feira

Com
Com "Karen", Ana Teresa Pereira venceu o Oceanos em 2017 | Foto: Divulgação / CP
O Itaú Cultural e o Prêmio Oceanos de Literatura em Língua Portuguesa abrem nesta sexta-feira as inscrições para a edição 2018. Até o dia 18 de março, podem ser inscritas obras de poesia, romance, conto, crônica e dramaturgia, escritas em língua portuguesa e publicadas pela primeira vez em 2017, em qualquer lugar do mundo. As produções de cada gênero concorrem entre si pelas quatro distinções, correspondentes a um valor total de R$ 230 mil: R$ 100 mil para o primeiro colocado, R$ 60 mil para o segundo, R$ 40 mil para o terceiro e R$ 30 mil para o quarto.

A grande novidade pra este ano é a composição da curadoria, que traz dois novos nomes. A escritora e jornalista portuguesa Isabel Lucas e a editora brasileira Mirna Queiroz se juntam à gestora e idealizadora do prêmio, Selma Caetano, e ao jornalista Manuel da Costa Pinto. As inscrições podem ser feitas pela editora ou pelo autor do livro, a partir do preenchimento da ficha disponibilizada no site. Na hora do envio, é preciso anexar uma cópia da obra em PDF, ainda que tenha sido publicada originalmente em versão física.

A escolha dos vencedores ocorrerá em três etapas. Na primeira fase, um júri composto por escritores, críticos, professores e jornalistas do Brasil, de Portugal e de países da África lusófona elegerá as 50 obras semifinalistas entre os livros inscritos validados pela curadoria e escolherá, por votação, os membros dos júris subsequentes (intermediário e final). Ao júri intermediário caberá selecionar dentre os 50 semifinalistas os 10 finalistas, dentre os quais serão escolhidos, pelo júri Final, os premiados deste ano. Os ganhadores serão anunciados no dia 29 de novembro, em local e horário a confirmar. 

Em 2018, o Itaú Cultural e o Oceanos completam quatro anos de parceria para a produção do prêmio e mantém a proposta de promover um intercâmbio da literatura em língua portuguesa, aumentando a abrangência cultural e a repercussão do prêmio no mundo. Esta edição consolida o processo de ampliação levado a cabo no ano passado, quando a láurea passou a contar com um júri internacional e a contemplar obras publicadas tanto em países lusófonos quanto em países de outros idiomas, desde que escritas em primeira edição em língua portuguesa. Com isso, o Oceanos se tornou um radar da produção contemporânea da comunidade unida pelo idioma.

Fonte: Correio do Povo
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