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Com cinco autores brasileiros, Prêmio Oceanos revela os dez finalistas

Marcus Leoni/Folhapress
O Prêmio Oceanos, que recebeu este ano a inscrição de 1.467 livros de 314 editoras de 10 países, anuncia nesta quarta, 6, seus 10 finalistas. Concorreram obras de qualquer gênero literário publicadas originalmente em português.
O angolano Pepetela é o único africano da lista e disputa o prêmio com o romance Sua Excelência, De Corpo Presente. Pepetela, que acaba de lançar no Brasil O Quase Fim do Mundo, é nome frequente entre os finalistas do Oceanos.
São cinco livros de autores brasileiros na lista: Alguns Humanos (Tinta-da-China), de Gustavo Pacheco; A Tirania do Amor (Todavia), de Cristovão Tezza; O Imortal (Companhia das Letras), de Mauricio Lyrio; O Preto Que Falava Iídiche (Record), de Nei Lopes; e Sorte, de Nara Vidal.
De Portugal, concorrem Eliete, de Dulce Maria Cardoso; Ensina-me a Voar Sobre os Telhados, de João Tordo; Luanda, Lisboa, Paraíso, de Djaimilia Pereira de Almeida; e Meio Homem Metade Baleia, de José Gardeazabal.
Cristovão Tezza, o autor do superpremiado O Filho Eterno (2007), é finalista, ainda, do Prêmio São Paulo de Literatura e do Jabuti. Gustavo Pacheco também é finalista do Jabuti.
Este ano, chegaram à final 9 romances e um livro de contos (o de Pacheco) – o prêmio não é dividido em categorias. Uma curiosidade: em 2018, dos quatro autores premiados, três eram poetas. Marília Garcia ficou em primeiro lugar com Câmera Lenta.
Desta vez, não serão mais premiados quatro ganhadores – mas os três de agora vão ganhar um pouco mais. O valor total da premiação, que era R$ 230 mil em 2018, passa para R$ 250 mil este ano. O vencedor ganha R$ 120 mil. O segundo colocado, R$ 80 mil e o terceiro, R$ 50 mil.
Os ganhadores serão conhecidos no dia 5 de dezembro, em encontro no Itaú Cultural.
O júri foi formado pelos críticos literários Eliane Robert Moraes e Ítalo Moriconi, pelas escritoras Maria Esther Maciel e Veronica Stigger, do Brasil; pela jornalista Ana Sousa Dias, pelo poeta Daniel Jonas e pelo crítico literário Manuel Frias Martins, de Portugal; e pelo crítico literário Francisco Noa, de Moçambique. Em nota, eles destacaram que entre os títulos selecionados “figuram sobretudo narrativas que tratam dos temas da desterritorialização, da inquietação existencial e da sexualidade”.
Os curadores são Adelaide Monteiro, Isabel Lucas, Selma Caetano e Manuel da Costa Pinto. O Oceanos é realizado em parceria com o Banco Itaú, República de Portugal, CPFL Energia e tem o apoio do Itaú Cultural, Instituto CPFL e Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde.
Fonte: MetroJornal

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