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Mostrando postagens de Março 18, 2021

Rosto desfigurado de Cristo

Padre Geovane Saraiva* Na liturgia da Semana Santa, o Cristo na cruz, desfigurado e sem aparência, abre-nos um novo caminho, numa reflexão solidária, a partir do rosto do irmão, na grande maioria dos desfigurados. Sim, faz-se necessário refletir as vozes de prantos e lamentos que já não mais se ouvirão, igualmente os clamores angustiantes, os quais cessarão (cf. Is 65, 17s). A profecia de Isaías, na sua forma estimulante, ou exaustiva, aponta para a felicidade, com novos tempos – messiânicos – no sonho de uma realidade plenamente reconciliada e pacificada em Deus, sendo prenúncio da mais completa simetria e sintonia entre o velho e o novo, com Deus, o mundo e seu povo: “...novas todas as coisas”. É a grande novidade em Jesus de Nazaré, o Filho amado do Pai, que, pelo seu anúncio e sua própria voz, traz a esperança da promessa, jubilosa e alegre, para todo o povo (cf. Lc 2, 10). A lógica salvífica da fé vai ao encontro da humanidade, mas no sentido de antever em Cristo o homem novo, na