18 de outubro de 2017

Bienal de Artes de São Paulo fará mostra no Ceará pela primeira vez

por Roberta Souza - Repórter
O trabalho "Estás vendo coisas", da pernambucana Bárbara Wagner, mergulha nos gêneros brega e funk, em Pernambuco e São Paulo, documentando a vida de jovens MCs ligados a esse movimento
Apresentada em setembro de 2016 no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Ibirapuera, em São Paulo, a 32ª edição da Bienal de Artes de São Paulo respirava um conceito chave: a incerteza viva diante da degradação ambiental, da violência, da ameaça a comunidades e à diversidade cultural, dos colapsos econômicos e políticos, entre outras questões. Pouco mais de um ano depois, em seu programa de itinerância, uma mostra do que pôde ser conferido naquele período chega a Fortaleza, com abertura prevista para o próximo dia 7 de novembro, no Museu de Arte Contemporânea (MAC) do Dragão do Mar.
É a primeira vez que Fortaleza recebe o projeto, somando-se a outras treze cidades do Brasil e duas do exterior atendidas pela itinerância: Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), São José dos Campos (SP) Cuiabá(MT), São José do Rio Preto (SP), Ribeirão Preto (SP), Garanhuns (PE), Palmas (TO), Santos (SP), Itajaí (SC), Vitória(ES), Bogotá (Colômbia) e Porto (Portugal).
O recorte de dezesseis trabalhos que será apresentado aqui foi concebido a partir das obras de 81 artistas e coletivos sob curadoria de Jochen Volz e dos cocuradores Gabi Ngcobo (África do Sul), Júlia Rebouças (Brasil), Lars Bang Larsen (Dinamarca) e Sofía Olascoaga (México). Em todas, uma reflexão sobre as atuais condições da vida em tempos de mudança contínua e sobre as estratégias oferecidas pela arte contemporânea para acolher ou habitar incertezas.
Uma das preocupações de Jochen Volz, curador geral da mostra em Fortaleza, foi de que não fosse transmitida a ideia de uma Bienal "pequena" e sim de uma mostra "focada". "Ela traz a mesma riqueza, os mesmos assuntos, com menos obras, mas com focos mais específicos", classifica.
Antonio Malta Campos (Brasil) Bárbara Wagner (Brasil), Charlotte Johannesson (Suécia), Felipe Mujica (Chile), Francis Alÿs (Bélgica), Gilvan Samico (Brasil), Gu¨nes¸ Terkol (Turquia), Grada Kilomba (Portugal), Jonathas de Andrade (Brasil), Michal Helfman (Israel), Misheck Masamvu (Zimbábue), Mmakgabo Helen Sebidi (África do Sul), Pierre Huyghe (França), Rachel Rose (EUA), Vídeo nas Aldeias (Brasil) e Wilma Martins (Brasil) foram os nomes escolhidos para, com seus trabalhos, comporem a Bienal em Fortaleza.
"As questões que uma Bienal traz são sempre ancoradas a uma experiência dos artistas de nosso tempo; eles têm uma certa urgência. No nosso caso, essa incerteza foi muito baseada no momento que vivemos em 2014, quando começamos a pensar a curadoria", conta Volz. "Em outubro, no segundo turno das eleições presidenciais, palavras como 'impeachment' e 'golpe' estavam muito distantes, mas a sensação da incerteza já estava por aí", lembra.
Para Volz, tudo que foi discutido nas obras - com destaque para os aspectos ecológicos, proteção da Amazônia, respeito aos povos indígenas, valorização da educação e da cultura -, ganhou ainda mais relevância no modo como a história foi se desenhando nos dois últimos anos. "Quem faz uma exposição sempre escuta primeiro com o que os artistas estão preocupados e eles estão preocupados com isso", afirma.
Parceria
A vinda da Bienal para o Ceará foi uma grata surpresa para o curador. "O interesse de Fortaleza em participar, entrar nesse processo foi algo novo, muito especial, muito lindo de acontecer. Isso tudo tem a ver com o momento de descentralizar um pouco a Bienal, dela não ser um evento, mas realmente algo que gera discussões e que pode se desdobrar num prazo mais extenso", diz.
O presidente do Instituto Dragão do Mar, Paulo Linhares, insere essa aposta em uma articulação maior que vem sendo desenvolvida com outras instituições nacionais. "Essa articulação envolve desde o curso de especialização em Gestão e Políticas culturais, promovido em parceria com o Itaú, até negociações com a Fundação Bienal e o Sesc São Paulo, com destaque para a circulação de artistas daqui por Rio de Janeiro e São Paulo, por meio do projeto Porto Dragão", contextualiza. A abertura da mostra da 32ª Bienal de Artes de SP em Fortaleza acontece, portanto, dentro de uma programação maior vinculada ao Dia Nacional da Cultura (5/11).
Novembro será o "Mês da Arte e Liberdade" no Dragão do Mar. E as atividades do dia 7 incluem, além da exposição, o lançamento da Revista do Dragão, publicação institucional trimestral com mais de 100 páginas, focada na formulação de um pensamento local, que será vendida e distribuída nacionalmente; e um debate com Eduardo Sarón, diretor do Itaú Cultural, Danilo Miranda, diretor do Sesc São Paulo, e Juca Ferreira, ex-Ministro da Cultura, sobre o cenário artístico nos dias atuais.
"A ideia é que a gente mostre, sem entrar nessa obscura e baixa polêmica de internet, que só se faz arte com liberdade, que não há limites, e que essa possibilidade da gente encontrar uma convivência social nesse país tão atravessado por injustiças depende muito da capacidade da cultura brasileira de se desenvolver e manifestar", explica Paulo.
"Vivemos momentos de obscurantismo e é preciso que o Dragão participe desse projeto de crença numa cultura livre, corajosa, ousada. Vamos debater muito centrado nessa perspectiva de sair desses impasses que estamos vivendo hoje, do Minc em crise, da censura permanente a jornalistas. Uma série de ações que caracterizam quase uma nova Idade Média", finaliza.

Mais informações:
32ª Bienal de Artes de SP em Fortaleza. De 7 de novembro de 2017 a 28 de janeiro de 2018, no MAC (R. Dragão do Mar, 81, Praia de Iracema). Visitação de terça a domingo, das 9h às 19h (acesso até as 18h30) e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito. Agendamentos: (85) 3488.8621

Diário do Nordeste

Grupo Verso de Boca interpreta poemas de Augusto dos Anjos e dá vida à obra do escritor em novo espetáculo

Atores do Grupo Verso de Boca em cena: no espetáculo, principal recurso é a modulação vocal
Rigor na forma e riqueza em conteúdo metafórico. Assim é classificada a obra de Augusto dos Anjos, poeta paraibano que faz ecoar em seus versos sentimentos avassaladores e sensações indescritíveis. Visando aproximar a poesia de Augusto com a realidade cotidiana das pessoas, o Grupo Verso de Boca apresenta "Augusto dos Anjos: o poeta do hediondo", todas as quintas-feiras de outubro, no Teatro Universitário.
"Utilizamos um contexto para que a poesia fique mais verossímil. Sempre pensamos muito quanto à elaboração deste espetáculo, na questão de envolver mais o publico com a poesia", explica Silas Façanha, integrante do Verso de Boca.
Formado por estudantes do Curso de Letras da UFC, o grupo apresenta-se, portanto, "em casa". A entrada é gratuita, sendo cobrado apenas um quilo de alimento não-perecível, destinado à doação para uma instituição de caridade.
A estreia da montagem aconteceu no último dia 5. "Muitas pessoas que vão ao espetáculo já conhecem o poeta e acham interessante essa transferência, mas outra parte intrigante são os expectadores que fazem o caminho inverso: primeiro assistem à apresentação, depois buscam o Augusto dos Anjos nos livros", explica Silas.
Performance
A escolha pelo poeta vem da inspiração que o grupo sente por Augusto. Nordestino e poeta ímpar da literatura brasileira, ninguém conseguiu classificar sua obra. Em seus poemas vê-se a tentativa de usar o verso para expressar de maneira mais crua a realidade: "Com um pouco de saliva quotidiana / mostro meu nojo à Natureza Humana" ("Monólogo de uma sombra", da obra "Eu").
É justamente essa obra que o Verso de Boca toma como base para construir sua performance sobre o artista. Assim, o espetáculo revela-se um mergulho pelos mais profundos poemas do paraibano, retraçando seu percurso na busca do autoconhecimento.
Modulações
A apresentação mostra o homem organismo, o homem em seu embate entre a Matéria e a Ideia. Sem a utilização de microfones, o grupo usa apenas a voz, com modulações vocais, para interpretar os versos e foco na dicção poética - recurso responsável por transformar o poema, o livro em espetáculo, aproximando o poema do espectador.
A ação, portanto, é desenhada pela fala dos atores em cena, que procuram dar corpo ao texto de Augusto dos Anjos, através de uma expressão corporal mínima, acentuando o valor da enunciação verbal.
Projeto
Os estudantes já apresentaram o presente espetáculo na Paraíba, na Universidade Federal daquele estado.
O cenário é econômico, mas capaz de sugerir o clima da criação "augustiana", com suas matizes dramáticas e excentricidades no vocabulário. Busca-se criar um cenário hiper-hediondo, que tanto inspirou Augusto em suas rimas.
O Grupo Verso de Boca tem dezoito anos de atuação vinculada à Universidade Federal do Ceará (UFC) e atualmente é um projeto da Secult/Arte-UFC. É coordenado pelo poeta Roberto Pontes e a professora do Departamento de Literatura Elizabeth Dias Martins.
Criado a partir da bem-sucedida experiência do Grupo Poesia Simplesmente, do Rio de Janeiro, tem em seu elenco Carolina Sena, Daniel Pereira, Leo Cerqueira, Milene Peixoto, Carlos Henrique, Victória Vasconcelos, Kaio Tillesse, Brenda Nobre, Thaiany Santana e Silas Façanha.
Com objetivo de levar ao grande público obras dos maiores poetas representativos da lírica brasileira e de outros povos, o grupo preza pela pelo trabalho com a audição de poemas, tendo em vista formar possíveis leitores do gênero poesia, deixando-o mais atraente e compreensível aos ouvidos e olhos da plateia.
Mais informações
Espetáculo "Augusto dos Anjos: o poeta do hediondo". Às quintas (19 e 26), 19h, no Teatro Universitário Paschoal Carlos Magno (Av. Da Universidade, 2210, Benfica). Entrada gratuita mediante doação de um quilo de alimento. Contato: 3366.7832

Diário do Nordeste

XIX Unifor Plástica homenageia o artista Sérvulo Esmeraldo

Além das obras de Sérvulo Esmeraldo e Marco Ribeiro, esta edição reúne trabalhos de artistas cearenses ou residentes no Estado ( Foto: Kleber A. Gonçalves )
A efervescência criativa da atual geração das artes plásticas do Ceará foi brindada, na noite de ontem, no lançamento da XIX Unifor Plástica, realizada na Universidade de Fortaleza - como parte do Mundo Unifor - e que nesta edição traz como tema "Uma constelação para Sérvulo Esmeraldo", homenagem ao artista cearense que tinha como principal característica o rigor geométrico-construtivo e suas incursões no campo da arte cinética. A mostra, que segue em cartaz até janeiro de 2018, conta também com 17 exposições de artistas locais, que possuem influência de Esmeraldo.
Para Ivo Mesquita, curador da exposição, a escolha de Sérvulo Esmeraldo como homenageado foi uma maneira para manter viva sua obra e tê-la em contato com produções artísticas, com seus contemporâneos. "Ele foi um artista de muitas artes: escultura, desenho, gravura, pintura, design e gráfica, com trabalhos que vão de um rigor absoluto na concepção da forma ao espírito mais livre e lúdico com os limites que esta impõe ao seu programa plástico, ao seu projeto estético, sempre em expansão e afirmativo da dimensão humana e transformadora da experiência criativa e artística", destaca. O curador explica como ocorreu a seleção das obras para a mostra.
"São artistas cearenses convidados, de diferentes gerações, trabalhando com suportes e estratégias que envolvem fotografia, desenho, escultura, pintura, vídeo e instalação. Com esse partido curatorial, a mostra busca construir um panorama da produção artística cearense em torno da figura central de Sérvulo Esmeraldo", acrescenta.
O artista plástico Marco Ribeiro, que participa da XIX Unifor Plástica, fala sobre sua relação com a arte e a importância da mostra. "Essa é a primeira vez que eu participo da Unifor Plástica. Em 2015, eu decidi me afastar da publicidade e fui para as artes plásticas, mergulhando de cabeça", relata Marco, que teve um contato direto com Sérvulo Esmeraldo e a oportunidade de ser orientado pelo artista.
Além das obras de Sérvulo Esmeraldo e Marco Ribeiro, esta edição reúne trabalhos de artistas cearenses ou residentes no Estado, entre eles, Eduardo Frota, José Guedes, José Albano, Carlos Macedo, Tiago Santana, Eduardo Eloy, Rafael Vilarouca, Ícaro Lira, Cadeh Juaçaba, Márcio Távora, Jared Domício, Luiza Veras, Waleria Américo, Sabyne Cavalcanti e Rodrigo Frota.
A mostra surgiu em 1973, por iniciativa da Fundação Edson Queiroz, A exposição - antes um salão, agora uma mostra bienal de arte contemporânea - tem promovido sucessivas gerações de artistas, constituindo uma importante referência para a formação e a difusão da visualidade contemporânea brasileira.
Enquete

Qual o poder de transformação da arte?

"Ela é interessante do ponto de vista educativo. As exposições são porta de abertura para ver de fato a arte como de fato ela está ao nosso redor. Ela dá liberdade para que as pessoas construam suas opiniões"
Marjory Garcia. Estudante de Arquitetura
"O movimento da arte no âmbito cultural e acadêmico ainda é escasso. Temos sorte de termos esse contato direto. A arte consegue dizer, seja de uma forma simples ou mais rebuscada, coisas que vão além do trivial"
Kaíque Lopes. Estudante de Psicologia

Diário do Nordeste

Mostra de Cinema de SP chega aos 41 anos e exibe 395 filmes

Os filmes serão apresentados em mais de 30 espaços na capital paulista.
Cena do documentário
Cena do documentário "Human flow - Não existe lar se não há para onde ir". (Divulgação)

O maior e mais tradicional festival de cinema de São Paulo - a Mostra Internacional de Cinema - começa nesta quinta-feira (19). Até 1º de novembro, ela vai apresentar 395 filmes de 59 países, entre eles, 64 nacionais e 98 títulos dirigidos por mulheres. Os filmes serão apresentados em mais de 30 espaços na capital paulista, entre cinemas, museus e centros culturais, além de exibições ao ar livre.
Os homenageados dessa 41ª edição são os cineastas Paul Vecchiali, Agnès Varda, Paulo José e Alain Tanner e o artista e cineasta chinês Ai Weiwei, que assina o pôster deste ano e que apresenta o documentário Human Flow – Não Existe Lar se Não Há para Onde Ir, na sessão de abertura do evento, nesta quarta-feira (18), somente para convidados.
O foco deste ano são os filmes produzidos na Suíça, com a exibição de sete títulos do diretor Alain Tanner e de um filme inédito de Jean-Luc Godard, feito para a televisão. Outro destaque da edição é a programação de filmes de realidade virtual: pela primeira vez, a mostra vai exibir sessões especiais sobre esse novo tipo de tecnologia e de linguagem cinematográfica. Serão apresentados 19 curtas-metragens de realidade virtual, entre eles, Bloodless, de Gina Kim, premiado em Veneza.
Também estarão presentes filmes premiados em festivais internacionais como The Square, de Ruben Östlund, vencedor da Palma de Ouro em Cannes; Custódia, de Xavier Legrand, Leão de Prata de melhor direção no festival de Veneza; e O Outro Lado da Esperança, de Aki Kaurismaki, premiado com o Urso de Prata de melhor direção, em Berlim; além de 14 filmes indicados por seus países para concorrer ao prêmio de melhor filme estrangeiro no Oscar.
Além das salas de cinema tradicionais, os filmes serão exibidos também nas salas do Circuito SPCine, distante do centro expandido, com o objetivo de atrair novas plateias. Também haverá sessões gratuitas no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e uma itinerância pelo interior paulista. E, no dia 3 de novembro, o encerramento acontece com a apresentação do filme O Homem Mosca (1923), de Fred Newmeyer e Sam Taylor, em uma sessão ao ar livre no Parque Ibirapuera, com acompanhamento musical da Orquestra Jazz Sinfônica, sob regência do maestro João Maurício Galindo.

Agência Brasil

Lu Mattos aposta na carreira solo e lança seu primeiro CD autoral "Roseira"

Show será no dia 21 de outubro, às 20h30, na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes.
O álbum possui nove faixas que transitam entre o Rock, Pop, Reggae e ritmos brasileiros, como o baião.
O álbum possui nove faixas que transitam entre o Rock, Pop, Reggae e ritmos brasileiros, como o baião. (Leonardo Guimarães)

Com 19 anos de carreira, a cantora e compositora mineira Lu Mattos desponta no cenário musical e exala seu melhor momento com o show de lançamento de seu primeiro trabalho solo autoral, o CD “Roseira”, no dia 21 de outubro, às 20h30, na Sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes. (avenida Afonso Pena, 1537, Centro). Os ingressos custam R$ 10.
“Essa nova fase é muito importante para mim. Ao olhar minha trajetória, vejo o quanto aprendi, principalmente na forma de compor, que é hoje mais madura. As canções refletem muito sobre o que penso, a conjuntura atual que vivemos e o que sou, uma pessoa alegre e grata à vida. E é isso que quero passar para o público”, afirma Lu Mattos.
Produzido por Pedro Cassini, o álbum possui nove faixas que transitam entre o Rock, Pop, Reggae e ritmos brasileiros, como o baião. Destaque para as músicas “Roseira”, “Lua”, “Um, dois, três” e “Carnaval”. A maioria das letras tem cunho sentimental, simbolizadas pelo vermelho das rosas, que se destaca nas fotos do CD e permite mostrar a beleza e a delicadeza do trabalho de Lu Mattos, cuja voz transmite suavidade e autenticidade.  
Além das nove canções do álbum, Lu Mattos apresentará o single “Amizade”, que será lançado oficialmente no ano que vem, e interpretará músicas de artistas consagrados, como Roberto Carlos, Belchior, Caetano Veloso e Gilberto Gil. “Farei releituras desses grandes mestres que influenciaram a minha carreira”, diz. O show contará com a direção musical de Adriano Aquino e a presença de vários músicos na formação de sua big band, além de participações especiais.
Sobre Lu Mattos
Belo-Horizontina, Lu Mattos teve contato com a música desde nova. Ao nascer, já foi presenteada pelos pais com um piano e, aos sete anos, iniciou seus estudos na musica clássica. Mais tarde, passou a tocar violão, companheiro inseparável para compor suas canções.
Sob influência paterna, sua carreira iniciou-se no rock, liderando a banda Fata Morgana no final dos anos 90. Com a maturidade passou a absorver outros gêneros musicais, com os quais se identifica, interpreta e são bases fundamentais para a construção de sua identidade como compositora. A cantora já se apresentou em diversos espaços culturais da capital mineira.  
Serviço:
Lu Mattos aposta na carreira solo e lança seu primeiro CD autoral “Roseira”
Data: 21/10/2017
Local:  Sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes. (avenida Afonso Pena, 1537, Centro)
Horário: 20h30
Ingressos: R$ 10

Ivana Andrade

A linguagem do sorriso

O sorriso é a linguagem natural do coração humano, e para ela não existem barreiras

Alguma vez na vida, você já viveu a experiência de tentar se comunicar com alguém que não fala nem compreende a sua língua? Eu já! E fiz uma grande descoberta: o sorriso tem uma linguagem universal.
Certa vez, estando em Fátima, fui à Capelinha das Aparições na companhia de uma irmã para participarmos da oração do Terço e acompanharmos a procissão das velas que, por sinal, é uma das atividades que mais emociona os milhares de peregrinos de Nossa Senhora. O fato é que me separei, por um instante, dessa pessoa e não consegui reencontrá-la antes da procissão. Tive, portanto, que seguir sozinha, embora cercada por uma imensa multidão. A certa altura da caminhada, aproximou-se de mim uma senhora que tentou falar comigo, fiz sinal de que não compreendia sua língua. Ela, com gestos, pediu-me ajuda para vestir seu agasalho. Quando a ajudei, ela agradeceu e sorriu com delicadeza e ternura, o que me levou a fazer o mesmo. Assim, já não éramos mais sozinhas, o sorriso nos uniu. Seguimos entoando o mesmo canto, embora em línguas distintas, entre Pais-Nossos e Ave-Marias, com os olhos voltados para a imagem daquela que também é chamada Virgem do sorriso.
A experiência levou-me a pensar no valor do sorriso e me fez recordar a afirmação de Saint-Exupéry: “No momento em que sorrimos para alguém, descobrimo-lo como pessoa e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoas para ele”. Vivi bem essa experiência naquela noite, mas também me recordo das muitas vezes em que negligenciei um sorriso e deixei passar a oportunidade de falar essa linguagem tão pura e universal.

Sorriso, dom e convite

O sorriso é um dom silencioso como a chuva mansa, que cai e fertiliza a terra árida, ou como a brisa suave de um fim de tarde, acariciando o rosto de quem sonha. É também um convite para que entremos na intimidade do outro, pois quem nos conhece e nos vê sorrindo saberá, em instantes, como anda nosso coração. Como seres dotados de inteligência e vontade, podemos sorrir quando tudo vai bem ou mesmo quando acontece o contrário.
Numa ocasião, ouvi um colega dizer entusiasmado: “É feliz quem vive ao lado de quem sabe sorrir!”. Ele tem toda a razão, é muito importante saber sorrir. Um sorriso pode dissipar a angústia se for simpático, ou aumentá-la se for sarcástico; assim como pode estimular se for de aprovação ou desanimar se for cínico, pode ainda criar laços de amizade e amor se for sincero ou afastar se for hipócrita.
Sorrir, no entanto, nem sempre é fácil, pois, muitas vezes, a dor e o cansaço tornam esta tarefa custosa. Nessas horas, acredito que o melhor remédio é contarmos com a graça de Deus para sairmos de nós mesmos e nos interessarmos pelos outros, fazendo-os felizes com nosso gesto. Creio que tentar ser alegre, mesmo que o coração esteja em pedaços, não é um ato hipócrita, mas sim heroico. Dizem que as pessoas que se esforçam por sorrir sem motivos acabam por ter motivos de sobra para sorrir, e eu concordo com isso. É que, ao sorrir, passamos felicidade aos demais, e isso nos causa felicidade também. A própria natureza nos ensina que colhemos o que plantamos.

O sorriso como linguagem do coração humano

Faço minhas as palavras do escritor Alfonso Alguiló: “O bom humor é uma vitória sobre o próprio medo e a própria debilidade humana. A pessoa mal-humorada esconde sua insegurança ou sua angústia atrás de um semblante brusco e distante, e com o tempo, isso acaba tornando-se um hábito e se converte em um traço de seu caráter. Mas isso só ocorre, porque ela alterou o que é da própria natureza humana, ou seja, a alegria. Neste caso, a pessoa mal-humorada deverá sair desse círculo vicioso, e isso não será antinatural, muito pelo contrário: é o que pede a natureza. Tudo o que se faz sorrindo sempre nos ajuda a sermos mais humanos, a moderar nossas tendências, a sermos mais capazes de compreender os demais e, principalmente, nós mesmos”.
Podemos concluir que o sorriso é a linguagem natural do coração humano, e para ela não existem barreiras.
Que o Senhor restaure em nós a dádiva divina, que é o sorriso, e nos conceda sabedoria para doá-la a todos que encontrarmos nas idas e voltas da vida. Estamos juntos!
Por Dijanira Silva, via Canção Nova

Concurso seleciona ilustrações sobre direitos humanos e democracia

A coordenação da ONG Fábrica de Imagens está abrindo chamada pública para trabalhos de ilustradoras e ilustradores de qualquer parte do Brasil para composição dos postais e a identidade visual do evento. As inscrições ficam abertas até 27 de outubro exclusivamente pela internet.
Postais do Curta o Gênero 2017 desenvolvidos por Annie Gonzaga Foto: Divulgação/Assessoria
A Fábrica de Imagens – Ações Educativas em Cidadania e Gênero vai realizar entre os dias 06 e 08 de dezembro a 5ª edição do Seminário Outros Olhares discutindo “Direitos Humanos e Democracia no Brasil: entre o neoliberalismo e o conservadorismo”. A coordenação da ONG está abrindo chamada pública para trabalhos de ilustradoras e ilustradores de qualquer parte do Brasil para composição dos postais e a identidade visual do evento. As inscrições ficam abertas até 27 de outubro exclusivamente pela internet.
Vão ser selecionadas 08 (oito) obras. Cada artista pode submeter até 04 (quatro) ilustrações, sendo escolhidas no máximo 02 (duas) por pessoa. Como prêmio, a Fábrica de Imagens vai pagar o valor de R$ 300,00 (trezentos reais) por cada trabalho selecionado, além de oferecer certificado atestando participação no concurso. “Dentro da temática geral é interessante que os trabalhos abranjam aspectos diversificados dos direitos humanos na atualidade brasileira”, explica Marcos Rocha, coordenador do Seminário. Os trabalhos podem discutir tanto violações de direitos de populações especificas (mulheres, LGBTs, negras e negros, indígenas etc), quanto violações de direitos fundamentais (trabalho, educação, saúde, moradia etc).
As propostas devem ser enviadas para o e-mail comunicacao@fabricadeimagens.org.br contendo no assunto a descrição “Concurso Ilustrações” e, anexos, o portifólio, o(s) trabalho(s) inscrito(s) com qualidade mínima de 3000 pixels de tamanho do lado menor e 300 dpi, e um texto de até 2000 caracteres contendo sua visão geral sobre o tema abordado.
A comunicação do resultado da seleção ocorrerá até dia 03 de novembro por e-mail e através de publicações nos canais da Fábrica de Imagens nas redes sociais e site oficial.

Serviço

Concurso Ilustrações
Tema: Direitos Humanos e Democracia no Brasil, entre o neoliberalismo e o conservadorismo
Prazo: 09 a 27 de outubro de 2017.
Inscrições: comunicacao@fabricadeimagens.org.br

Mais informações: 34951887 das 8h às 13h.
Com informações da coordenação da Ong Fábrica de Imagens
Boa Notícia

XI Semana de Humanidades da UFC discute internacionalização da área

Aberta ao público, a programação contará com palestras, mesas-redondas, rodas de conversas, oficinas, minicursos e ações artístico-culturais, entre outras atividades
Com o tema central “As humanidades num cenário de internacionalização”, de 18 a 20 de outubro será realizada a XI Semana de Humanidades da Universidade Federal do Ceará. Aberta ao público, a programação contará com palestras, mesas-redondas, rodas de conversas, oficinas, minicursos e ações artístico-culturais, entre outras atividades.

A abertura do evento será às 10h do dia 18, com a mesa-redonda “As humanidades no cenário de internacionalização: estratégias e políticas de incentivo”, no Auditório José Albano (Av. da Universidade, 2683, Benfica).
Participam Kyria Rebeca N. L. Finardi, coordenadora de Línguas da Secretaria de Relações Internacionais da Universidade Federal do Espírito Santo (UFSC), e a Profª Massília Maria Lira Dias, coordenadora de Políticas Linguísticas da Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer) da UFC. A Profª Vládia Maria Cabral Borges, diretora do Centro de Humanidades e coordenadora geral do Idiomas sem Fronteiras (IsF) na UFC, fará a mediação da mesa.
Segundo a organização do evento, a Semana tem o objetivo de ampliar os espaços para a reflexão acerca do papel das ciências humanas no mundo contemporâneo, promovendo a integração entre alunos, professores e servidores técnico-administrativos, “num processo de democratização de informações, conhecimentos e oportunidades”. Haverá participação de professores da UFC e de outras instituições de ensino superior (IES) brasileiras e argentinas.
Entre as atividades da Semana de Humanidades estão algumas já conhecidas do público: a Festa das Nações, organizada pelas Casas de Cultura Estrangeira; a X Mostra Internacional de Cinema Africano  e o Colóquio Internacional “Outros Tempos Hão de Vir” , promovidos pelo Departamento de História, e as Jornadas Didáticas de Espanhol como Segunda Língua e Estrangeira, organizada pelo Departamento de Letras Estrangeiras.
Para se inscrever, basta acessar o formulário on-line . Todas as atividades serão certificadas. Mais informações são obtidas pelo telefone (85) 3366 7605, e-mail semanadehumanidadeschufc@gmail.com e na página do evento no Facebook.

Encerramento

Pelo segundo ano consecutivo, a Semana será encerrada com o evento 3º Mantra no Bosque. O Projeto Hanuman, criado em 2011 com o intuito de promover um diálogo musical inter-religioso, cantará mantras em sânscrito. Será na sexta-feira (20), das 19h às 20h30min, no anfiteatro do Bosque Moreira Campos.
Fonte: Diretoria do Centro de Humanidades

Destaque

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