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Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

31 de agosto de 2016

Acadêmica Nélida Piñon e atriz Fernanda Montenegro participam de debate na comemoração dos 80 anos da Rádio MEC

A Acadêmica e escritora Nélida Piñon, Secretária-Geral da Academia Brasileira de Letras, participará de debate em comemoração aos 80 anos da Rádio MEC. O evento está programado para o dia 7 de setembro, às 20 horas, na Livraria Travessa do Shopping Leblon. A mesa contará com as presenças da atriz Fernanda Montenegro, da produtora Letícia Brito e da atriz Elisa Lucinda.
De acordo com os organizadores, a Rádio MEC promoverá a série de debates durante o mês de setembro, e as participantes da mesa da Acadêmica debaterão sobre cultura, com foco na Literatura: “Vamos conversar sobre literatura e artes em geral e como os meios de comunicação podem ser um veículo de divulgação da cultura”, afirmam.
Saiba mais:
Quinta ocupante da Cadeira 30, eleita em 27 de julho de 1989, na sucessão de Aurélio Buarque de Holanda e recebida em 3 de maio de 1990 pelo Acadêmico Lêdo Ivo, Nélida Piñon tornou-se, em 1996-1997, a primeira mulher, em 100 anos, a presidir a ABL, no ano do seu primeiro Centenário.
ABL

Um catálogo de mais de 30.000 obras da Bauhaus está disponível on-line

O Harvard Museum disponibilizou ao público mais de trinta mil obras da Bauhaus, principalmente para estudos no site. Não se trata só de um arquivo de imagem, mas também oferece referências bibliográficas, arquivos e outros documentos históricos relacionados com a escola.
Ativo durante os anos da República de Weimar (isto é, apenas de 1919 a 1933) na Alemanha, a Bauhaus procurou reunir artistas, designers e construtores em um projeto: a possibilidade de desenhar um “novo mundo”.
A escola, que também procurou diluir as distinções entre alunos e professores, bem como aquelas entre artistas e trabalhadores, também abraçou novas formas de tecnologia e ideologia de uma possível vida comunitária em ambientes urbanos.
Para acessar o catálogo do Harvard Museum, basta clicar aqui.

Aleteia

Guaramiranga recebe Festival Nordestino de Teatro em setembro; programe-se

A 23ª edição do FNT traz 40 espetáculos, além de shows, debates e cursos durante oito dias. A programação é gratuita

A tradicional presença das artes cênicas retorna à Guaramiranga na próxima semana. O município localizado na microrregião de Baturité, a 102 km de Fortaleza, recebe mais de 50 espetáculos, shows, cursos e debates na 23ª edição do Festival Nordestino de Teatro (FNT). Com oito dias de programação gratuita, evento vai do próximo sábado, 3, ao dia 10.

O Festival abre a programação com o elogiado Estamira - Beira do Mundo (RJ), pela Mostra Ceará Convida. A montagem solo, inspirada no documentário Estamira, de Marcos Prado, narra os caminhos de uma catadora de lixo com uma percepção de mundo devastadora, afetada pela sua condição mental crônica. Com a atriz carioca Dani Barros no papel e sob o comando da diretora Beatriz Sayad, o espetáculo conquistou mais de 20 prêmio nacionais e internacionais. 

Realizado pela Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga, com apoio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), o FNT une nomes tradicionais do teatro a uma geração que estreia nos palcos. Considerada a espinha dorsal do Festival, a Mostra Nordeste traz, além de títulos cearenses como Interior, do Grupo Bagaceira de Teatro, e Todo camburão tem um pouco de navio negreiro, produzido pela Associação Artística Nóis de Teatro, outros sete espetáculos do Ceará, Pernambuco, Bahia, Maranhão e Sergipe. 

Para a produtora do evento, Renata Lima, a Mostra é um momento especial das artes cênicas nos oito dias em que acontece. "Daqui do Ceará trazemos um recorte bem interessante do que está sendo feito. É uma troca de vivências prazerosa", avalia. Há seis anos trabalhando na realização do FNT, Renata sente desde a infância a importância do Festival para a região. "Guaramiranga tem a tradição de fazer com que as crianças cresçam com o hábito de ir ao teatro. Eu vou desde os seis anos de idade, quando o Festival começou. Trago boas memórias".

O ex-consultor na área do teatro da Política Nacional das Artes do Ministério da Cultura (Minc) Marcelo Bones considera o FNT essencial para o teatro brasileiro. Com larga experiência como programador de festivais nacionais de teatro, o diretor e fundador do Grupo Teatro Andante afirma que a Mostra Nordeste é uma "radiografia" do que está sendo produzido de mais interessante na região, além de ser uma oportunidade de se viver o momento atual do teatro brasileiro.
 
Francisco Teixeira / Divulgação
 
 
Bones foi consultor do Minc de junho de 2015 até abril deste ano, semanas antes da pasta ser incorporada ao Ministério da Educação pelo Governo Temer. Antes disso, de 2008 a 2010, foi diretor de Artes Cênicas da Fundação Nacional das Artes (Funart).
 
O Ciclo de Debates, que acontece a partir do segundo dia, sempre pela manhã, conta também com o professor adjunto do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará e doutor e Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia, Héctor Briones, e Arão Paranaguá, doutor em Artes Cênicas pela USP e um dos responsáveis pela criação da graduação em teatro na Universidade Federal do Maranhão.
 
Inquietação
 
"A Mostra Ceará Convida abre espaço fundamental para o que está sendo gestado e pensado na pesquisa teatral", aponta. Além de Estamira - Beira do Mundo, a Mostra traz Caminham nus empoeirados, com texto de Gero Camilo, que divide a direção com a portuguesa Luisa Pinto. O espetáculo fecha a programação no dia 10.
 
Pela terceira vez no evento e figurando entre os palestrantes dessa edição, Bones destaca ainda a longa trajetória de contribuição do festival ao fazer cênico brasileiro como ponto de ignição do debate. "O teatro é uma arte muito particular. Traz consigo uma inquietação", analisa. "Vivemos hoje em um País com grande complexidade em sua conjuntura política social, e o teatro é o primeiro lugar onde isso é debatido".

O Povo

No Rio, Festival Multiplicidade projeta futuros possíveis para a arte multimídia

A entrada é franca e a visitação é de terça-feira a domingo, das 11h às 20h.


A entrada é franca e a visitação é de terça-feira a domingo, das 11h às 20h.
No ano passado, quando completou dez anos, o Festival Multiplicidade partiu para um exercício de antevisão, situando a edição em um imaginário 2025, e não em 2015. Com essa antecipação de dez anos, os organizadores do evento pretendiam realçar a proposta do evento de projetar futuros possíveis para a arte no ambiente multimídia.

Na edição de 2016, aberta na noite de ontem (29) no Oi Futuro Flamengo, o Multiplicidade, criado com o objetivo de promover encontros que aproximam tecnologia e artes visuais, dá prosseguimento ao seu exercício da antevisão, no mesmo ano de 2025. A novidade é o formato de exposição, que ocupa todo o prédio do centro cultural com inquietações poéticas, investigações tecnológicas e linguagens híbridas sob a temática do erro.

Uma das inspirações do curador Batman Zavareze para a escolha do tema foi um fato ocorrido em uma das edições anteriores do próprio festival. Em 2009, o percussionista Naná Vasconcelos, falecido em março deste ano, apresentava seu espetáculo Blind Date (Encontro às cegas), quando um apagão elétrico paralisou seu show. Naná usou seus instrumentos tribais percussivos - chocalhos, tambores, berimbaus, voz e pés - para continuar a performance, mostrando que momentos inesperados criam novos significados e ampliam as compreensões sobre os poderes da arte.

"Ao destacar o erro não temos a intenção de valorizá-lo, tampouco criar estereótipos sobre as gambiarras que atendem as nossas urgências", explica o curador Zavareze. "Errar é perseverar, rever e refazer. Em momentos de necessária reinvenção é fundamental seguir a simplicidade como a grande arte da complexidade. Hoje, menos é mais", acentua. 

Os alvos desta edição do Multiplicidade são os artistas que partem de uma dificuldade, de situações inesperadas e  encaram o risco e o limite extremo para investigarem alternativas em suas obras. Um dos destaques do evento é o músico Hermeto Pascoal, que pela primeira vez elabora uma instalação audiovisual, Acerto, para a qual gravou com diversos instrumentos, que vão de berrantes a latas de lixo.

Outro destaque é o francês Joanie Lemercier, com a obra Eyjafjallajokull, uma instalação que remete ao vulcão islandês que dá o nome ao seu trabalho. Nomes como Matheus Leston, Tomás Ribas e Giuliano Obici também ocupam o Oi Futuro Flamengo com suas instalações.

O Festival Multiplicidade vai até 11 de setembro e a programação inclui também debates, palestras e performances musicais. O evento conta com os patrocínios da Oi e da Prefeitura do Rio de Janeiro.

A entrada é franca e a visitação é de terça-feira a domingo, das 11h às 20h. O Oi Futuro Flamengo fica na Rua Dois de Dezembro, 63, no Flamengo, zona sul do Rio.

Agência Brasil

Zika: parques dos EUA distribuem repelente

Objetivo é tranquilizar os turistas e diminuir os receios em relação à infecção pelo vírus.


A Disney está entre os parques que está distribuindo repelentes.

A Disney está entre os parques que está distribuindo repelentes.
Em meio ao aumento da transmissão do vírus zika nos Estados Unidos, grande parte dos parques de diversão mais famosos do país e do mundo, como o Walt Disney World, o Sea World Orlando e o Universal Orlando Resort, começou a distribuir gratuitamente repelente para os seus visitantes.

A medida, que entrou em vigor no último domingo (28) nos parques de Orlando, tem como objetivo tranquilizar os turistas e diminuir os receios em relação à infecção pelo vírus na região.

Conhecido e temido internacionalmente, principalmente devido ao nascimento de bebês com microcefalia causado pelo vírus no Brasil, o zika foi uma das preocupações dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Ele já foi detectado em países asiáticos, como Cingapura, e no Sul dos Estados Unidos.

O estado da Flórida é um dos mais afetados pelo vírus, com casos sendo investigados nos condados de Pinellas e de Miami-Dade e na cidade de Palm Beach. No entanto, ainda não foi registrado nenhum caso de zika na sua região central, onde estão localizados os parques de Orlando.

Em nota oficial, a Disney afirmou que com muita cautela, está acelerando esforços preventivos, incluindo a distribuição de repelente de insetos aos visitantes.

Agência Brasil

Gilberto Gil volta a ser internado em SP para tratamento de insuficiência renal

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
Gilberto Gil (Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil)
Gilberto Gil faz tratamento contra insuficiência renalFernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil
O cantor, compositor e ex-ministro Gilberto Gil voltou hoje (30) a ser internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A informação foi confirmada por sua assessoria de imprensa, que disse que Gil está bem, mas decidiu ir ao hospital para novos exames após ter passado mal no sábado, no Rio de Janeiro. De acordo com a assessoria, os exames são parte do tratamento que o cantor está fazendo para insuficiência renal.
Gil teve enjoos no sábado (27), de acordo com sua assessoria, e adiou um show que estava previsto no Metropolitan, no Rio de Janeiro. A nova data para o show ainda não foi informada.
A última internação do cantor foi no dia 29 de julho. Dias depois, em 5 de agosto, Gil se apresentou na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro.

Bispos italianos doam 2 milhões de euros a refugiados sírios

Com a doação, 3647 famílias poderão viver em casas alugadas temporariamente e terão garantia de alimento e assistência de saúde

Rádio Vaticano
Campo de refugiados / Foto: Reprodução Reuters
Campo de refugiados / Foto: Reprodução ReutersCampo de refugiados / Foto: Reprodução Reuters
A Presidência da Conferência Episcopal Italiana (CEI) destinou um financiamento de cerca de 2 milhões de euros a refugiados cristãos (caldeus, sírio-católicos e sírio-ortodoxos) em fuga de Mossul e da Planície de Nínive. Com esta quantia, a diocese de Arbil alugará temporariamente residências para 3647 famílias.
Serão também garantidos alimentos, assistência de saúde e gêneros de primeira necessidade a mais de 12 mil famílias da comunidade cristã de Aleppo, Síria, distribuídos pelos Frades Franciscanos e a Associação pró-Terra Sancta.
Acesse

Os financiamentos serão entregues em duas parcelas: a segunda será enviada após a apresentação de documentos que comprovem a efetiva utilização das primeiras despesas.

Mega-resgate: 6.500 imigrantes

A Guarda Costeira da Itália anunciou que nesta segunda-feira, 29, megaoperações organizadas pelas Marinhas italiana e espanhola, junto a embarcações de ONGs, resgataram cerca de 6.500 migrantes na costa líbica do Mediterrâneo.
“O centro operacional coordenou 40 missões de resgate ao largo da Líbia, quando navios da Guarda Costeira e da Marinha italiana, da operação Sophia, da (agência europeia) Frontex e de organizações humanitárias salvaram 6.500 migrantes”, informaram as autoridades italianas no Twitter. 

Desespero em botes superlotados

Grupos como Médicos sem Fronteiras ajudaram os migrantes, que viajavam em cerca de 20 barcos de madeira superlotados. Alguns dos migrantes pularam na água em direção às embarcações de resgate para se adiantarem ao salvamento.
Os grupos foram realocados para botes de borracha, depois para um navio espanhol, e então levados pela guarda costeira italiana para a Sicília.

Crianças pequenas entre os resgatados

De acordo com regatistas, os socorridos são em sua maioria migrantes de Eritreia e Somália — entre eles, crianças de colo.
Somente em 2016, mais de 271 mil pessoas atravessaram o mar para buscar nova vida na Europa, e mais de 3.160 morreram, segundo dados da agência da ONU para refugiados.

Vidas Contadas detalha a beleza, superação e o protagonismo das histórias de anônimos

Projeto, que produz vídeos curtos, traz histórias incríveis de pessoas comuns. Vidas Contadas é realizado pela jornalista Verônica Machado, de Brasília, e prioriza a linguagem de não violência.

Foto: Reprodução / Facebook
José Machado saiu do interior do Ceará, em 1962, para ajudar a construir Brasília. Viajou durante 12 dias em um pau de arara, e participou da construção da Universidade de Brasília. Ele nunca teve a oportunidade de estudar na instituição. Papelão recolheu livros do lixo e, hoje, tem um acervo com mais de mil obras. Luciana enfrentou um câncer muito jovem. Atualmente, ela ajuda mais de 15 mil pacientes de câncer com o projeto Continuar Sorrindo. Esses são alguns dos personagens retratados no Vidas Contadas (www.vidascontadas.com), um projeto de vídeos curtos, da jornalista Verônica Machado. Personagens não! Pessoas reais, anônimas, que transformaram dores em grandes histórias.

Vidas Contadas nasceu de um anseio da jornalista. Ela era repórter do Correio Braziliense e enfrentava uma crise existencial com a profissão. Decidida a mudar o rumo da vida, Verônica vendeu tudo o que tinha e passou seis meses estudando no exterior. Ao retornar, tinha uma certeza, não queria trabalhar novamente em redação de jornal. Tateando, para descobrir o que desejava realmente fazer, foi surpreendida com o óbvio apontado por um amigo. “Ele disse que eu tinha um dom muito estranho, que era saber a história inteira de uma pessoa em cinco minutinhos. E em qualquer lugar, em uma festa, na parada de ônibus... E ele tinha razão. Amo ouvir e contar histórias”, recorda a jornalista.

A descoberta, compara Verônica, despertou nela sintomas físicos de uma pessoa apaixonada. “Reparei que quando eu ouvia as pessoas e conversava com elas, meu coração batia mais forte a respiração ficava ofegante. Foi aí que descobri que minha missão era ouvir e contar a história de pessoas comuns. E todas - todas, mesmo - têm uma boa história para contar”, afirma.

Nascia, bem ali, o Vidas Contadas. Em abril de 2015, a jornalista criou uma página no Facebook, um site simples e divulgou a primeira história. “O feedback das pessoas foi muito bom e me incentivou a continuar.  Publiquei, então, mais cinco histórias. E o projeto deslanchou. Escolhi contar a história de pessoas anônimas porque são, para mim, tão fascinantes quanto as de pessoas famosas. Ouso dizer que até mais sinceras. Histórias que, geralmente, não têm espaço na grande mídia”, reflete.

Após as cinco primeiras histórias publicadas, o Vidas Contadas recebeu apoio de 37 pessoas em um financiamento coletivo do Catarse para a construção de mais oito histórias. “Depois dessa série, eu mantenho o Vidas com meus próprios recursos e rendimentos de projetos paralelos”, conta a jornalista.

Inspiração
Mas, onde encontrar essas grandes histórias? Verônica relata que não precisou ir muito longe, elas estavam por toda parte. “Nunca precisei me esforçar muito para encontrar. Eu sentava com meu avô, gravava e tinha uma ótima história. Alguém me falava sobre uma pessoa com um causo interessante e eu ia até ela. Eu esbarrava em acontecimentos na rua e eu precisava ouvir a história dos personagens. Minha conclusão é que há sempre boas histórias por perto. A ideia do Vidas é ter essa espontaneidade de ficar de cara com um boa história e registrá-la. Não tem regras, editorias, limite de tempo, de pessoas, estilos... O Vidas é livre, assim como as histórias que conta”, detalha.

Inicialmente, Verônica planejava fazer simples registros. No entanto, o tempo e a repercussão mudaram os planos da jornalista. “O Vidas criou alma e percebi que virara uma coleção de ensinamentos e inspirações. E fazia bem para mim, que ouvia e contava as histórias, para o personagem, que era ouvido, e para o público, que recebia o presente de saber um trecho importante da vida de alguém”.

Afeto e memórias
Foto: Arquivo Pessoal
Dona Pifa, a mulher mais velha a fazer uma tatuagem, e Verônica Machado
O Vidas Contadas mexe com sentimentos, memórias, afetos. O projeto é também um meio de comunicação que prioriza a linguagem de não violência. “São histórias que pacificam. O Vidas é um acervo de pessoas que transmitem esperança de um mundo melhor. Em um cenário com tantas notícias ruins, deparar-se com um conjunto de histórias inspiradoras para o bem é até surpreendente. O Vidas é uma iniciativa que levanta a bandeira da paz”, pondera Verônica.

Para Verônica, o formato do Vidas Contadas representa uma das inúmeras possibilidades de fazer jornalismo na era digital, que proporciona a interação, o compartilhamento e entrega de valores.

Futuro
Para o futuro do projeto, Verônica planeja conseguir parcerias com jornalistas de outras partes do Brasil e, assim, expandir o conteúdo do Vidas. “Mas, sem perder a magia da espontaneidade e simplicidade do conceito inicial”.

Além do Vidas Contadas, Verônica Machado coordena o blog Jornalista 3.0. Leia aqui uma entrevista com Verônica sobre as novas possibilidades do jornalismo.

Lições de vida
Verônica Machado separou algumas histórias que marcaram o Vidas Contadas e quais lições aprendeu com elas.

Amor além da vida: Dona Albertina mudou a visão sobre a morte depois que receber a carta psicografada do filho. Uau! Uma lição de fé para mim. Conversar com dona Albertina, ver e pegar a carta, ressuscitou em mim uma crença de que existe algo mais depois da vida.
Foto: Reprodução / Internet
No reino do Papelão: Papelão faz esculturas com o que encontra no lixo. E montou um acervo com mais de mil livros que as pessoas jogam fora.
Essa história me fez perceber o quanto desperdiço coisas importantes e o quanto posso julgar as pessoas pela aparência.

O Candango: José Machado saiu do interior do Ceará para construir a capital em 1962. Foi em um pau-de-arara durante 12 dias. Ajudou a construir a Universidade de Brasília e nunca teve a chance de ser um aluno de lá. Esse é meu avô. Sentei com ele no quintal e nunca, depois de 25 anos, tinha parado para ouvir a história dele. Emocionante conhecer minhas raízes e a força trabalhadora da minha família.
Foto: Reprodução / Internet

A Arte de Servir : Seu Orlando trabalha há 63 anos na Confeitaria Colombo, a mais famosa e antiga do Rio de Janeiro. Ele já serviu Getúlio Vargas, Rainha Elizabeth, Tancredo Neves e outras personalidades. Lembra em que mesa sentavam e o que pediam para comer. Impressionante. Orlando me ensinou: faça o que for, mas faça bem. O segredo da felicidade é amar o que faz. Amei.

A fé que cura: Luciana é uma moça sensacional que, aos 21 anos, teve um linfoma. Ela se curou, mudou a vida inteira e hoje ajuda mais de 15 mil pacientes de câncer com o projeto Continuar Sorrindo. A Lu é exemplo de doçura e sabedoria, mesmo tão jovem. A lição dela é que a doença pode vir para o bem, para transformar a vida de alguém -- pelas palavras dela.
Foto: Reprodução / Internet
O poder do querer: Flávio Pala foi atropelado por uma ambulância na principal avenida de Brasília. Teve mais de 100 lesões cerebrais. Ficou em coma. E conta como foi a recuperação surpreendente. Ele estava me dando a entrevista dois anos depois do acidente e já tinha voltado para faculdade. Os médicos tinham dito que se ele sobrevivesse, estaria em estado vegetativo. Veja que não é bem assim, né?! A lição do Flávio é: você pode muito se quer muito.

Dona Pifa: A senhora mais velha a fazer uma tatuagem, que pode entrar para o Livro dos Recordes. Nossa! Que humor sensacional. É impossível assistir e não querer ser como dona Pifa ao envelhecer. Uma mulher de 100 anos que dá um banho de ânimo em qualquer moleque.

À primeira vista: um casal cruza olhares na rua e se apaixonam perdidamente. Eles estão há 10 anos juntos, como se tivessem conhecido ontem. Eles contam o segredo para um relacionamento tão intenso e duradouro: fazer o outro feliz. Grande lição.

O valor da liberdade: Seu Ceará foi escravo em uma fazenda no interior do Pará. E só escapou porque ficou amigo do capataz. Fiquei maluca com essa história. Valia um filme. Lição: faça amigos.
Foto: Reprodução / Internet

Instinto paterno: Willians foi um pãe (pai + mãe) ao cuidar do Pedro sozinho durante 18 anos. Construíram uma relação forte. Pedro sofreu um acidente em uma cachoeira e Williams tenta se recuperar da perda.
Lição: é preciso amar como se não houvesse amanhã. (vídeo mais assistido do Vidas)

Sopa com amor: Duas amigas se unem todas as quintas-feiras para fazer sopa para quem tem fome. Tudo é doação. Didi e Célia são dois amores e exemplos de pessoas boas nesse mundo. A experiência de doar sopa na porta dos hospitais é extremamente gratificante. Fui com elas e nunca vou me esquecer. Lição: generosidade e amor ao próximo.

Princesa do xaxado: Sabrina lidera um trio de forró pé-de-serra. E conta como foi que chegou à paixão do forró e, ainda mais, nos vocais.
Estar em um ambiente, geralmente, liderado por homens, é um desafio ainda para Sabrina. Oh, mulher porreta, forte, determinada e que sabe o que quer. Lição: tenha determinação.
Foto: Reprodução / Internet

Família: Dhanya teve uma filha linda, o relacionamento com o pai da criança não deu certo. Mas ela encontrou apoio em outro grande amor: uma mulher. Aqui, é uma lição de amor e respeito.

Contador de histórias: William é um contador de histórias profissional. E como seria a história de um contador de história? Ele me ensinou o poder que cada um tem ao contar uma narrativa. Ótimo!

Série Jovens Empreendedores: Aqui são mais quatro histórias. Todas elas com a mensagem de não desistir nunca. Jovens realizadores, empreendedores, exemplos.

O balé dos dedos: Genilda é uma pernambucana, que faz renda renascença, arte que aprendeu a fazer com a mãe. Ela conta o que passou quando criança, o sonho de montar uma escola de artesanato e as lições da vida.Ah, Genilda é maravilhosa e me ensinou que é preciso terminar o que começamos.
Saiba mais
Vidas Contadas
Jornalista 3.0

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