6 de novembro de 2017

ABL e Universidade de Salamanca, Espanha, realizam Jornada Literária García Lorca, no Rio de Janeiro

A Academia Brasileira de Letras e o Centro de Estudos Brasileiros (CEB) da Universidade de Salamanca, na Espanha, realizarão, com a participação de Acadêmicos e convidados, a Jornada Literária García Lorca. O Presidente da ABL, Acadêmico e professor Domício Proença Filho, fará a apresentação. O evento está programado para se realizar das 14 às 17h45min, na sede da ABL, Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Centro, Rio de Janeiro.
As duas entidades mantêm convênio de cooperação cultural e literária. O encontro está programado para o dia 8 de novembro, quarta-feira, no Salão Nobre do Petit Trianon, e terá a participação dos Acadêmicos Domício Proença Filho, Presidente da ABL, Professor Manuel Portillo Rubio, Acadêmico Marco Lucchesi e Professor Antonio Maura (Sócio Correspondente da ABL), sob coordenação da Acadêmica Ana Maria Machado.
O programa:
Abertura:
Acadêmico e Professor Domício Proença Filho (Presidente da Academia Brasileira de Letras)
Coordenação: Acadêmica e escritora Ana Maria Machado (Primeira-Secretária da ABL)
Conferencistas:
Professor Doutor Manuel Portillo Rubio (Centro de Estudos Brasileños)
TemaFederico García Lorca: una vida breve y una obra extensa
Acadêmico Domício Proença Filho
TemaDe García Lorca e sua poesia
Professor Antonio Maura (Fundação Cervantes)
TemaFederico García Lorca e o Brasil
Acadêmico Marco Lucchesi
TemaYerma / Villa-Lobos
Encerramento: 17h30min
Acadêmico Domício Proença Filho

Saiba mais
FEDERICO GARCÍA LORCA               
Federico García Lorca (1898-1936) foi um poeta e dramaturgo espanhol. Considerado um dos grandes nomes da literatura espanhola. Levou para sua poesia a paisagem e os costumes da terra natal. Nasceu em Fuente Vaqueros, em Granada, Espanha, no dia 5 de junho de 1898.
Em 1918, publicou seu primeiro livro, Impressões e Paisagens. No ano seguinte, mudou-se para Madri onde viveu até 1928. Estreou no teatro com a peça "O Malefício da Mariposa", em 1920. Federico García Lorca é considerado um dos mais importantes escritores modernos de língua espanhola. “Cantou, através de versos, com extrema sensibilidade, a alma popular da Andaluzia”, segundo seus biógrafos.
Por intermédio da poesia, identificou-se com os mouros, judeus, negros e ciganos, alvos de perseguições ao longo da história de sua região. Jamais deixou de manifestar aversão aos fascistas e aos militares franquistas.
Viveu nove meses em Nova York, onde escreveu poemas que só foram publicados após sua morte. De volta à Espanha, em 1931, criou e dirigiu a companhia teatral "La Barca", que percorreu as aldeias de todo o país encenando autores famosos como Cervantes e Lope de Vega.
Escreveu Bodas de Sangue (1933), uma história verdadeira de ciúme e morte entre camponeses de Andaluzia, peça teatral que abriu uma nova era no teatro moderno da época, Yerma (1934) e A Casa de Bernardo e Alba (1936).
No dia 19 de agosto de 1936, no auge de sua produção intelectual, foi fuzilado em Granada, por militantes franquistas, no início da Guerra Civil Espanhola.

Primeira dama de Porto Rico diz que Paulo Coelho escreveu ‘Cem anos de solidão’

Paulo Coelho
Piada feita no Twitter com a afirmação da primeira dama de Porto Rico.
Opa, agora mesmo disse Cem anos de solidão, é de Gabriel García Márquez, não Paulo Coelho, me enganei – Beatriz Rosselló, primeira-dama de Porto Rico.
O engano da esposa do governador de Porto Rico, Ricardo Rosselló, fez muitos porto-riquenhos morrerem de rir em tempos de extremas dificuldades para a ilha depois da passagem do arrasador furacão Maria.
Na sexta-feira, dia 3, em uma entrevista à rádio WKAQ, Beatriz Rosselló, de 32 anos, falava sobre sua iniciativa Unidos por Porto Rico e lhe perguntaram se pensava em verter para o inglês a canção da campanha de apoio ao povo porto-riquenho. Respondeu: “Assim como Paulo Coelho fez com seu livro Cem anos de solidão, sim, em inglês, e chegou a mais pessoas, entendemos que sim, que vamos fazer a música em inglês, com artistas dos Estados Unidos também”. Alguns minutos depois lhe passaram um bilhete. Desdobrou e disse sorrindo, sem qualquer encabulamento, a frase com a qual este artigo começa.
Em questão de horas, virou trend topic no Twitter em Porto Rico a hashtag #LasNovelasDeBea [os romances de Bea], com a qual as pessoas propunham outros autores para obras fundamentais. Gozações literárias como A Odisseia de Homero Simpson #LasNovelasDeBea”, “Dom Quixote de la Mancha por Dante Alighieri #LasNovelasDeBea”, “A Guaracha do Macho Camacho por Pedro Calderón de la Barca #LasNovelasDeBea” ou uma piada política como “A Divina Comédia por Autoridade de Energia Elétrica #LasNovelasDeBea” que coloca humor no drama de mais de três quartos da população que continuam sem energia depois de mais de um mês da passagem do Maria.
Rosselló atribuiu ao best-seller brasileiro Paulo Coelho a obra-prima do colombiano Gabriel García Márquez, Prêmio Nobel de Literatura. Em sua nota sobre “a escorregada” da primeira-dama, o jornal local Primera Hora menciona que Cem anos de solidão “é uma leitura exigida de estudantes de escolas de ensino médio e universitário na América Latina, incluindo Porto Rico”. Para além da gafe, a escritora e jornalista Ana Teresa Toro (Aibonito, 1984) escreveu em um post no Facebook que no sábado, 4 de novembro, foi compartilhado por cerca de 600 pessoas.
“Fazemos bem em nos espantar porque a primeira-dama atribuiu a autoria de Cem anos de solidão a Paulo Coelho. E não, não é um deslize menor, nem é pouca coisa. Sim, é um escândalo e é vergonhoso. Significa muitas coisas.
Algumas:
(1) A falta de cultura geral e universal, algo que é fundamental na construção de opiniões e visões de mundo, que em muitos casos acabam se tornando políticas públicas e formas de governo. Com melhor educação, mais entendimento da experiência do outro. A literatura é mestra, exatamente, nisso.
(2) Que como sociedade começamos a observar a figura da primeira-dama como algo mais do que uma figura decorativa, devendo exigir mais dela.
(3) Que o desconhecimento de uma das obras-primas mais importantes da literatura em espanhol e mundial, traduzida a incontáveis idiomas, é um reflexo da falta de contato e conexão com o espanhol, um idioma que —como todos— é muito mais do que um conjunto de palavras, é um modo de ver e entender o mundo, um filtro para a realidade. Se não se conhece em profundidade o filtro pelo qual nosso país lê e interpreta o mundo —o espanhol— não é possível entendê-lo.
(4) Sim, o inglês é a língua do poder, do dinheiro e da ciência, e é bom falá-lo, escrevê-lo e dominá-lo. E, para fazer melhor, sua literatura é fundamental. Não é diferente com o espanhol e um não deve ficar acima do outro. Podem coexistir em paz. De fato, quem dera convivessem mais mesmo.
(5) Não se trata de julgar um autor pelo tipo de literatura que escreve, nem de entrar em debates de que é boa ou má literatura. Isso não tem importância. O que importa aqui é a ausência de um nome chave na história de nossa língua materna, uma figura que deve ser familiar e próxima a todos nós. Por exemplo, pensemos no gelo.
(6) Também não se trata de humilhar uma pessoa específica, mas de refletir sobre o que esperamos daqueles que ocupam posições de poder, com capacidade de influenciar o país e levar mensagens de liderança para a massa. Mas, sobretudo, de pensar nas lacunas que há em nossa educação. Muito mais antigas do que as que o Maria deixou, e muito mais profundas”.
El País

Centro Dragão do Mar recebe mostra de São Paulo com artistas internacionais

Com realização no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE), do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, uma nova etapa nacional das itinerâncias da 32ª Bienal de São Paulo – Incerteza Viva acontece de 7 de novembro de 2017 a 28 de janeiro de 2018.
Trazendo um recorte de 15 artistas e coletivos, a mostra terá abertura no dia 7 às 18h, com mediação do curador Jochen Volz – responsável pela última edição da Bienal, em 2016. Às 21h, o Dragão do Mar realiza show com o grupo Baião de Dub, no Ateliê dos Museus.
Foram selecionados para integrar a exposição: Antonio Malta Campos, Bárbara Wagner, Charlotte Johannesson (Suécia), Felipe Mujica (Chile), Francis Alÿs (Bélgica), Gilvan Samico (Brasil), Güneş Terkol (Turquia), Grada Kilomba (Portugal), Jonathas de Andrade (Brasil), Michal Helfman (Israel), Misheck Masamvu (Zimbábue), Mmakgabo Helen Sebidi (África do Sul), Pierre Huyghe (França), Rachel Rose (EUA), Vídeo nas Aldeias e Wilma Martins.
A curadoria geral de Jochen Volz foi responsável pela última edição da Bienal, em 2016.
A 32ª Bienal tem como eixo central a noção de incerteza a fim de refletir sobre atuais condições da vida em tempos de mudança contínua e sobre as estratégias oferecidas pela arte contemporânea para acolher ou habitar incertezas. A exposição se propõe a traçar pensamentos cosmológicos, inteligência ambiental e coletiva assim como ecologias naturais e sistêmicas.
A mostra foi concebida em torno das obras de 81 artistas e coletivos sob curadoria de Jochen Volz e dos cocuradores Gabi Ngcobo (África do Sul), Júlia Rebouças (Brasil), Lars Bang Larsen (Dinamarca) e Sofía Olascoaga (México).
Em 2017, o programa de mostras itinerantes da 32ª Bienal de São Paulo circula com seleções de obras por doze cidades no Brasil e duas no exterior: Campinas, Belo Horizonte, São José dos Campos, Cuiabá, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Garanhuns, Palmas, Santos, Itajaí, Fortaleza, Vitória, Bogotá e Porto/Portugal.
Os trabalhos estarão no Centro Dragão do Mar (FOTO: Divulgação)Os trabalhos estarão no Centro Dragão do Mar (FOTO: Divulgação)
Ações educativas
As itinerâncias da Bienal de São Paulo trazem ainda uma série de ações educativas realizadas em parceria com o Núcleo Educativo do MAC-CE e a Escola Porto Iracema das Artes.
Na segunda-feira (6), o curador da Bienal Jochen Volz apresenta a palestra “Incerteza Viva: Conceitos e Artistas”, às 19h, no Auditório do Porto.
A palestra abrange uma breve apresentação da história da Fundação Bienal de São Paulo e o processo de desenvolvimento e conceitos da 32ª Bienal. Também serão abordadas as pesquisas de artistas que integram a itinerância em Fortaleza.
Na mesma semana, serão realizados ainda dois laboratórios, com partida no Porto Iracema. Em 7 de novembro (terça-feira), das 14h às 17h, o laboratório “Narrativas que constroem mundos” debate a relação entre narrativas pessoais e a multiplicidade de existências possíveis, com base nas obras dos artistas da Bienal.
Em 8 de novembro (quarta-feira), o laboratório “Processos criativos em educação” propõe aproximar processos criativos de artistas e de professores, relacionando ações educativas e obras da 32ª Bienal.
As inscrições para os laboratórios devem ser realizadas pela internet.
Ao longo do período da exposição, o Núcleo Educativo do MAC-CE realiza ainda uma série de oficinas gratuitas, aos finais de semana. A programação segue em anexo.
São vários artistas nacionais contemplados no evento (FOTO: Divulgação)
Arte é liberdade
Em novembro, o Centro Dragão do Mar celebra o mês da cultura, realizando o ciclo programático “Arte é Liberdade”, atento aos debates urgentes da arte contemporânea.
“Em meio a turbulências reacionárias, se impõe nos debates sobre arte reafirmar a importância de proteger esse lugar enquanto território de expressão essencialmente livre”, define o presidente do Instituto Dragão do Mar, Paulo Linhares.
Durante o ciclo programático “Arte é Liberdade”, em novembro, o Dragão do Mar recebe ainda os festivais Feira da Música, com show do cantor pernambucano Otto; Ponto.CE, com shows de bandas de todos o País; Festival do Circo do Ceará, com programação gratuita para todas as idades; Festival Internacional do Folclore e FOR RAINBOW – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual.
Tem também show de Zé Ramalho, no dia 25, na Praça Verde; e a Temporada de Arte Cearense (TAC), com espetáculos do Coletivo Artístico As Travestidas, Cia Vidança e a exposição “Você Mereceu”, da artista Marília Oliveira, na Multigaleria, entre outros espetáculos distribuídos ao longo do mês. A programação completa estará disponível no site do Dragão do Mar, a partir do dia 1º de novembro.

Tribuna do Ceará

Netflix anuncia nova série ambientada no Brasil de 1950

bossa nova 1950
A série "Coisa Linda" será ambientada no contexto do surgimento e da revolução cultural da Bossa Nova no Rio
Netflix anunciou nesta segunda (6) a produção de uma nova série original brasileira. "Coisa Mais Linda", um romance de época que traz uma era de ouro na história do país para o centro das atenções, está com filmagens previstas para começar em 2018. A história é situada no final da década de 1950 e no início dos anos 1960, durante o surgimento e a revolução cultural da Bossa Nova no Rio.
"Coisa Mais Linda" acompanha Maria Luiza, uma mulher conservadora e obediente que sempre dependeu de seu pai, Ademar, e de seu marido, Pedro. Quando Pedro desaparece, Maria Luiza precisa viajar de São Paulo ao Rio de Janeiro, onde o marido tinha planejado abrir um elegante restaurante. Contrariando o seu bom senso  - e para o sofrimento de seu rígido pai –, Maria Luiza decide ficar no Rio e dedicar-se a transformar a propriedade de Pedro em uma casa noturna de Bossa Nova. É essa decisão que marca o despertar de uma apaixonada transformação em Maria Luiza, uma mudança influenciada por novas amigas liberais e feministas, bem como uma nova chance de amar.
Uma série original produzida pela Prodigo Filmes para a Netflix, "Coisa Mais Linda" vai apresentaroito episódios de uma hora em sua primeira temporada. A série foi criada por Heather Roth e Giuliano Cedroni, e escrita por Pati Corso e Leo Moreira. Os produtores são Beto Gauss, Francesco Civita e Caito Ortiz.
Ainda em 2018, a Netflix vai lançar a segunda temporada de "3%", além de duas novas séries originais: "O Mecanismo", criada por José Padilha (Narcos, Tropa de Elite 1 e 2) em parceria com Elena Soarez (Xingu, Filhos do Carnaval) e estrelada por Selton Mello, juntamente com o sitcom "Samantha!", estrelado por Emanuelle Araújo e Douglas Silva.
A lista de conteúdos originais produzidos no Brasil também inclui documentários como "Laerte-se" e especiais de comédia com Felipe Neto, Marco Luque e Clarice Falcão, além das recém-anunciadas gravações com Rafinha Bastos e Edmilson Filho, que acontecem até março de 2018.
 
Diário do Nordeste

Unindo obras da última década, o artista visual Rian Fontenele lança livro

O livro do artista Rian Fontenele reúne, em 168 páginas, imagens, poemas e entrevista DIVULGAÇÃO
O livro do artista Rian Fontenele reúne, em 168 páginas, imagens, poemas e entrevista DIVULGAÇÃO
Na obra do artista visual Rian Fontenele, a antítese surge como importante ferramenta de interpretação. Como num jogo de claro e escuro, o cearense busca os opostos para construir seu olhar poético. “Eu penso no contraponto. Se eu falo em silêncio, respondo com algazarra. Quando falo em ausência, no meu entender, falo também do excesso de memórias”, ilustra. Na noite de hoje, ele torna ainda mais concreto o intangível que permeia suas pinturas com o lançamento do livro Ausência [Memórias Ancoradas].
A publicação reúne, em 168 páginas, imagens das obras de Rian intercaladas com ensaios, poemas e entrevista. O livro será lançado, às 19 horas, no Ateliê-casa do artista, na rua Maranguape, no Centro - local muito presente no trabalho impresso.
Ausência é um projeto gestado desde 2011, mas só agora chega ao público. “Eu percebi que ainda era cedo para mostrar o que eu queria. (O livro) é um apanhado dos últimos dez anos e mostra um pouco do meu processo (de criação). De certa forma o livro virou um símbolo como é o meu ateliê”, conta Rian, que tem 40 anos de vida e quase 20 de carreira.
Permeado por desenhos, imagens de caderno de estudo, obras em diversas linguagens e suportes, o trabalho dá protagonismo à palavra na obra do cearense, mesmo quando o verbo não é usado para compor as pinturas.
O livro põe em evidência as referências literárias que marcam o trabalho de Rian e reforça a importância da narrativa para o pintor a partir de ensaios críticos escritos por curadores e pesquisadores como Bitu Cassundé, Luiza Interlenghi, Silas de Paula e Weydson Barros Leal. O material inclui texto da escritora e crítica de arte Bianca Dias.
Assim como o conceito de ausência que vai para o título, a ideia do silêncio também está presente nas obras escolhidas para compor o material. “Poucas coisas são tão revolucionárias quanto o silêncio. E não falo do silêncio passivo, mudo. Falo do mergulho na própria consciência. O silêncio como o prólogo da ação, um espaço de conexão consigo onde se adentra no seu lado mais cru. São essas coisas que eu tento falar (com as pinturas)”, teoriza.
O artista tem a representação de figuras humanas como um dos seus motes. Esses corpos retratados estão, em sua maioria, nus. “É uma nudez desconhecedora da vergonha, não sexualizada, mas potente. Não há sedução pela nudez, deixo mais cru possível”, detalha.
Para Rian, a discussão sobre censura à arte, especialmente ao corpo nu, que tem pautado o País é um “desvio de foco” de questões reais. “Tem havido exercício intolerante e difamatório com motivação política”, avalia, ressaltando que essa discussão não atravessa o conteúdo do livro. “Fazer uma leitura sexualizada do meu trabalho seria superficial, mostro uma nudez austera”.
O pintor, que é autodidata, – “mas tenho toda uma herança intelectual e pictórica que não dá pra negar” - afirma estar em busca de novos traços. “Ainda estou distante da pintura que eu quero trabalhar. A narrativa da figura é importante para mim, mas estou num caminho para um exercício abstrato. Quero uma pintura mais intensa que talvez daqui a um par de anos eu consiga me aproximar”, se inquieta.
Serviço 
Lançamento do livro Ausência [Memórias ancoradas] Quando: hoje, às 19 horas Onde: Atelier do artista (rua Maranguape, 65, Centro) Preço do livro: R$ 80 
RENATO ABÊ
O Povo

"SIM" à força do Evangelho

Padre Geovane Saraiva*

Cresce a consciência de que a vida humana é uma verdadeira aventura, à medida que os cristãos compreendem a proposta do grande mergulho em Deus, nos passos de Jesus de Nazaré, no mistério da cruz, de viver a fé em comunidades, na busca da glória e da felicidade definitiva. Eis a aventura que os transforma em bem-aventurados, esperançosos de participar da comunhão eterna. É a felicidade apocalíptica, a da veste nova do batismo, lavada e alvejada no sangue do Cordeiro, juntando-se à multidão dos que já foram glorificados.
São os apelos de Deus por uma vida santa. Podemos tomar como exemplo o Evangelho de Marta e Maria, que, no ensinamento de Jesus a Marta e aos cristãos, todos possam ser convertidos. Jesus não censura o trabalho de Marta, mas apenas quer revisar sua vida, como um presente do Pai para todas as pessoas que nele acreditam e por ele são capazes de se aventurar, na entrega da própria vida (cf. Lc 10, 38-42), não podendo ir contra, pelo contexto didático do serviço, do ensinamento e do exemplo generoso da acolhida, compreendida como o que existe de mais belo e elevado, mistério indizível de amor, dom e graça de Deus, mas que precisa, a todo custo, ser conquistada.
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A expressão "O cristão do futuro ou será místico ou não será cristão", do grande teólogo Karl Rahner, Dom Helder Câmara compreendeu em toda a sua plenitude, ao viver o sonho de que um mundo melhor era possível, ao externar: “Se eu pudesse, sairia povoando de sono e de sonhos as noites mal dormidas dos desesperados”. Somos chamados a dizer "não" à religião da aparência e "sim" à força que vem do exemplo: "Não devemos considerar-nos superiores aos outros; a modéstia é essencial para uma existência que quer estar conforme o ensinamento de Jesus, o qual é manso e humilde de coração e veio, não para ser servido, mas para servir” (Papa Francisco, 05/11/2017).
Cristãos de boa conduta são alinhados com o projeto de Deus, do maior ao menor, identificados e coerentes com o Evangelho de Jesus. Certa vez Dom Helder confidenciou: “Uma de minhas maiores emoções, em toda a minha vida, foi quando da abertura da primeira sessão do Concílio Vaticano II”, comovendo-se com as palavras de São João XXIII: “Aqui estamos para a nossa conversão” e ele mesmo se incluía. Isso significava que nós, cristãos, padres e bispos, e até o Papa, precisávamos voltar às origens do cristianismo e reaprender o Evangelho. Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência Sacerdotal, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza -geovanesaraiva@gmail.com

Instituto Biológico festeja hoje 90 anos de pesquisas para o agronegócio

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
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O Instituto Biológico (IB) completa hoje (6) 90 anos de atividades. Criado para desenvolver e transferir conhecimento científico e tecnológico para o agronegócio, ele é uma referência no país nas áreas de sanidade animal e vegetal.

O instituto Biológico é responsável também pela formação de cientistas, e a data será celebrada nesta segunda-feira, a partir das 15h, na sede da entidade, na Vila Mariana, em São Paulo. A comemoração ocorrerá antes de um seminário que pretende discutir os desafios do agronegócio no Brasil. Durante o evento, será lançado o livro Instituto Biológico – 90 anos Inovando o Presente.

A ideia de se criar um instituto tecnológico e de pesquisa em São Paulo destinado ao desenvolvimento das áreas de sanidade animal e vegetal surgiu pela necessidade inicial de tratar o café. Em 1924, uma praga chamada broca, que perfurava as cerejas do café, apareceu nos cafezais paulistas. Para combatê-la, foi criada uma comissão - formada por pesquisadores e chefiada por Arthur Neiva, Ângelo da Costa Lima e Edmundo Navarro. Dessa comissão, anos depois, já em 1927, criou-se o Instituto Biológico e Defesa Agrícola que, em 1937, passou a ser chamado apenas de Instituto Biológico.

“Um dos maiores entraves para importação e exportação de produtos pelos países é a sanidade. O Instituto Biológico tem papel fundamental na realização de diagnósticos que mostram que os produtos brasileiros estão livres de contaminação e podem ser exportados”, disse Antonio Batista Filho, pesquisador e diretor-geral do IB.

A instituição mantém laboratórios e unidades de pesquisa em São Paulo, Campinas, Bastos e Descalvado. As unidades laboratoriais realizam 40 tipos de ensaios para pragas e doenças em animais e plantas e uma média de 585 diagnósticos por dia nas áreas de sanidade animal e vegetal.
Ao longo de todo o ano passado, foram mais de 200 mil diagnósticos. “Esses diagnósticos constituem uma ferramenta básica para ações dos órgãos de defesa estadual e federal, com vistas a evitar a entrada ou circulação de pragas e doenças dentro do país”, disse Batista Filho.

Controle biológico
Já na área de pesquisa, o Instituto Biológico desenvolve, por exemplo, trabalhos de controle biológico da cana-de-açúcar, da soja e de seringueiras. Há na entidade 137 projetos de pesquisa em andamento nas áreas de sanidade animal e vegetal, pragas urbanas e monitoramento de resíduos de agroquímicos.
No caso da cana-de-açúcar, por exemplo, o trabalho de controle da cigarrinha gerou uma economia de R$ 60 milhões para o setor. Há também um trabalho de controle de praga urbana e o instituto é a única entidade do país que identifica e propõe métodos para o controle dessas pragas em museus e edifícios históricos.

O Instituto Biológico mantém ainda o Planeta Inseto, o único zoológico de insetos do país, que tem o objetivo de mostrar a importância dos insetos no nosso cotidiano. O museu é gratuito e conta com 25 atrações.
A instituição mantém também um cafezal urbano, na região da Vila Mariana, de cerca de 10 mil metros quadrados, com dois mil pés de café do tipo arábica. O cafezal faz parte do projeto Ciclos Econômicos Agrícolas, que mostra a importância econômica do ciclo do café, do pau-brasil, da seringueira e da cana-de-açúcar.

Destaque

Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...