30 de abril de 2018

Acadêmica Angélica Sampaio toma posse na AQL - Academia Quixadaense de Letras

Palavras da Acadêmica em sua posse no dia 28 de Abril, ocupando a cadeira 20, que tem como patrono Patativa do Assaré, o grande poeta do sertão, na Sede da AQL - Academia Quixadaense de Letras, em Quixadá, Ceará:

"Sobre uma noite tão especial e única: minha posse na AQL (Academia Quixadaense de Letras). A todos que estiveram presentes para prestigiar esse momento inesquecível, o meu muito obrigada. Gratidão pelos abraços, pelas palavras de parabéns, pelos apertos de mão de felicitações, pelos votos de sucesso. Eu não poderia chegar aos meus 20 anos de carreira literária de outro modo, com tanta alegria em meu coração. E que satisfação indescritível é poder receber esse reconhecimento do Sodalício da minha terra natal. Tenho a certeza do dever cumprido, mas também a de que a missão continua. Tudo vem no tempo certo para os que lutam e não esperam por sorte, mas fazem sua trajetória. Após esse ato solene, tenho que honrar com dignidade e sabedoria o juramento, o fardão, o diploma de Acadêmica da AQL, o brasão que repousará em meu peito, o comprometimento de ser representante digna do meu patrono Patativa do Assaré, a de estar entre escritores da mais louvável simplicidade e grandeza, que são agora meus confrades e confreiras. Que a humildade e a sabedoria possam estar sempre em primeiro lugar em meu coração de literata. Abraços fraternos"!







Fotos: Angélica Sampaio


Nobel da Literatura: mais uma renúncia na Academia Sueca

Sara Stridsberg se junta a outros sete membros da Academia Sueca que também deixaram seus cargos, após um escândalo de abusos sexuais e vazamento de informação

Nobel da Literatura: mais uma renúncia na Academia Sueca
Aescritora Sara Stridsberg renunciou nesta segunda-feira (30), ao lugar de membro da Academia Sueca, piorando o clima de crise na prestigiada instituição cultural que atribui o Nobel da Literatura.
Num curto comunicado, a instituição revelou que Sara Stridsberg pediu na última sexta para "renunciar às suas obrigações enquanto membro" da academia para a qual foi eleita em 2016.
Sara Stridsberg se junta a outros sete membros da Academia Sueca que também deixaram seus cargos, após um escândalo de abusos sexuais e vazamento de informação.
O escândalo estourou em novembro, quando o jornal Dagens Nyheter publicou a denúncia anônima de 18 mulheres, sobre abusos e agressões sexuais, contra o dramaturgo Jean-Claude Arnault, ligado à academia através do seu clube literário e marido de um dos seus membros, Katarina Frostenson.
A academia cortou todas as ligações com Arnault e encomendou uma auditoria independente sobre as suas relações com a instituição- Divergências internas quanto às medidas adotadas desencadearam demissões, acusações e saídas de vários membros, entre os quais a secretária permanente em exercício, Sara Danius, e Katarina Frostenson.
Até agora, as renúncias são simbólicas, porque a pertença à academia é vitalícia e só são eleitos novos membros quando vaga alguma cadeira por morte do respectivo ocupante.
No passado dia 25, o presidente da Fundação Nobel, Carl-Henrik Heldin, admitiu à televisão pública sueca SVT, que a Academia Sueca poderia não atribuir este ano o prêmio Nobel da Literatura.
A Academia Sueca foi fundada em 1786 pelo rei Gustavo III e atribuiu pela primeira vez o Nobel da Literatura em 1901, ao poeta francês Sully Prudhomme. Com informações da Lusa.

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br

Morador da Barra estreia na literatura com livro de frases reflexivas

POR CAROLINA CALLEGARI
Fabiano de Abreu diz que não queria publicar, mas já pensa no segundo livro - Divulgação / Marcus Ribeiro
RIO — Reflexões sobre a vida são a inspiração para Fabiano de Abreu. O hoje assessor de imprensa, que chegou a cursar Psicologia na faculdade mas não terminou, abraçou a escrita de maneira profissional no ano passado, com o lançamento do livro “Viver pode não ser tão ruim”, pela editora Albatroz. A obra reúne frases antes publicadas espontaneamente em seus perfis do Facebook e do Instagram.
Abreu, de 36 anos, que se define também como poeta e filósofo, diz que se inspira em suas vivências para escrever, o que faz desde pequeno. Seu primeiro livro, conta, pretende encorajar atitudes que podem tornar a vida melhor e tem frases que visam a estimular a reflexão, como “se a vida fosse justa, entraríamos em constante depressão com a ideia da morte”.
O projeto de lançar o livro surgiu numa conversa com um amigo, leitor assíduo de suas postagens. A breve troca de ideias, na qual Abreu descartou a possibilidade de reunir o material e publicá-lo, foi sucedida de um contato inesperado da editora Albatroz, em busca de um título no campo da filosofia. Os desdobramentos ainda renderam lançamentos em Portugal e Angola.
— Esse meu amigo disse que conhece filosofia, mas nunca tinha lido frases assim, e sugeriu que eu fizesse um livro. Falei que escrever era só um hobby, mas ele procurou uma editora. Embora negue, acredito que tenha sido ele, porque logo entraram em contato comigo — aposta Abreu.
Na infância, suas redações da escola eram pensadas para tocar os professores. Apesar do destaque, a personalidade reservada era motivo de reclamação da coordenação, bem como os questionamentos nas aulas, inclusive de religião, do colégio católico em que cursou o primário. No ginásio, diz Abreu, o QI alto o livrou da expulsão do colégio — porque a esta altura ele era, também, o líder da bagunça.
Recentemente, Abreu voltou à escola, mas de um jeito diferente. Ao ler seu livro, a professora mineira Elaine de Andrade Portilho, que leciona História e Filosofia na Escola Estadual Terezinha Pinto Fernandes Maia, em Alpercata, procurou-o, falando sobre seu próprio trabalho. Daí nasceu uma parceria que resultou no envio de “poemas filosóficos” para serem usados na sala de aula, como forma de cativar estudantes do 3º ano do ensino médio.
— O primeiro poema filosófico que levei para a sala falava sobre valorizar a vida e mexeu com os alunos. Costumo juntar outros textos ao conteúdo da disciplina, para deixar tudo mais interessante — conta a professora.
Abreu celebrou a iniciativa:
— O filosófico tem a rima, que chama a atenção. E eu queria que escolas usassem o livro. Não pretendo ganhar nada com isso, só saber que as pessoas estão pensando sobre temas e questões que abordo.
Com dupla cidadania, Fabiano de Abreu atualmente se divide entre Portugal e o Rio, onde está radicado na Barra há dez anos. Satisfeito com a trajetória de “Viver pode não ser tão ruim”, ele já pensa num segundo livro, no qual aprofundará temas abordados no primeiro.

Cursinho preparatório para o Enem 2018 na UFC está com inscrições abertas

Cursinho para o Enem 2018 tem 60 vagas. (Foto: Agência Brasil)
Estão abertas inscrições para o preenchimento de 60 vagas do curso pré-vestibular do Centro de Ciências da Universidade Federal do Ceará (UFC). O período de matrícula segue até o fim das vagas.
As aulas começam dia 14 de maio, com preparatório intensivo para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Podem inscrever-se estudantes que concluíram ou estejam concluindo o ensino médio. A matrícula de alunos menores de idade só é permitida com a presença dos pais ou responsáveis.
As matrículas são realizadas das 14h às 19h, no bloco 902 do Campus do Pici Prof. Prisco Bezerra (Av. Mister Hull, s/n), mediante entrega de uma resma de papel A4 e apresentação de cópias do RG e do histórico escolar ou do certificado de conclusão do ensino médio.
As aulas serão ministradas de segunda a sexta-feira, das 18h30min às 22h, e aos sábados, das 8h às 11h30min.
Estudantes que ainda estão cursando o segundo ou terceiro ano do ensino médio devem apresentar declaração da escola atestando essa condição.
Informações sobre taxa de matrícula e outras são obtidas através do e-mail cursinhoufc@gmail.com ou pelo telefone (85) 3366 9780, a partir das 15h.
Tribuna do Ceará

Belchior - Como o homem e sua obra permanecem, um ano após sua morte

SILVIO RICARDO RIBEIRO / AGÊNCIA ESTADO
Um ano se passou desde a morte de Belchior, numa madrugada de sábado para domingo.
À comoção inicial, porém, seguiu-se o esquecimento habitual em que a trajetória do artista havia deliberadamente mergulhado nos últimos anos, depois de sucessivos episódios novelescos que o atiraram num torvelinho familiar e na precariedade financeira.
Sua vida era tão imensa quanto sua obra, afinal. Disso o desaparecimento súbito era prova.
A palavra é justa para falar de Belchior: esquecimento.
Outra também muito cara: saudade.
E uma terceira: fuga.
Juntas, compõem esse rol de sentimentos em torno dos quais as músicas e os passos do cantor e compositor orbitavam, ajudando a entender por qual geografia amorosa o cearense se deslocava.
Mas outros temas dominaram a sua música.
A voz torta e cortante frequentemente aludia a uma inadequação migrante e à busca por um lugar no mundo, agonias presentes no seu cancioneiro.
Falava ainda dos não raros aperreios com os de casa e ao desejo de alucinação, este não apenas confeito lírico.
Em Belchior, alucinar-se era uma filosofia e uma resistência exercidas na esfera do indivíduo.
De obra essencialmente poética e política, o rapaz latino-americano tinha por norte a desobediência. Jamais fazer o que o mestre mandava. Era o seu evangelho particular. Habitava uma igreja da recusa.
Natural perguntar, então: onde estaria Belchior agora?
Dou um passo adiante: homem de contracorrente, teria subido ao palco da Maloca Dragão, festival que conjuga a revolução como lema, num flerte superficial e episódico com o maio de 1968, mas cujas práticas remontam a um personalismo do arco da velha?
Teria Belchior dito não?
Ou, em surpresa, cantaria somente? No mar da Praia de Iracema, arranharia seus versos e depois enfiaria a viola no saco, como muitos artistas costumam fazer à sombra dos governos?
Não se conhece resposta para nenhuma dessas perguntas.
São dias de “coronelismo ilustrado”.
Um despotismo esclarecido cujo mandonismo cerca-se dos mesmos mecanismos de dominação oligárquico já vistos noutros ciclos do poder no Ceará.
De tempos em tempos, esse poder se renova. Por fora, tem ares de novidade. Por dentro, porém, é muito antigo.
De modo que é difícil extrair qualquer ensinamento da futurologia.
Belchior se foi.
Primeiro, quando desapareceu. Depois, definitivamente. Os mais jovens conheceram seu corpo já sem vida, velado no mesmo Dragão do Mar que é signo ambíguo de um Estado que junta, mas que também aparta.
Lá, no dia seguinte ao da morte, uma segunda-feira, vi milhares de pessoas esperarem numa fila para se despedir do artista. É uma imagem ainda potente: cearenses em procissão para ver e falar uma derradeira vez àquele cuja obra traduzia à perfeição a contingência de sermos pessoas em trânsito constante, resultado um cruzamento de cores e credos.
Desenraizados, víamos de repente no poeta essa árvore de raiz profunda.
Melhor voltar à obra, portanto. É nela que encontramos a chave para o universo de Belchior.
É também uma maneira de reavivar não apenas esse gesto de recusa do poder quando o poder se manifesta feito engrenagem vertical.
E o que nos diz a canção do poeta exato um ano depois de sua partida?
Ensina o que sempre ensinou. Ensina o que não custa lembrar. Lições de arrebatamento e coragem: a entrega alucinada à paixão no dia a dia, o desejo constante de arribar mas levar consigo a areia de nossa terra, o sentimento que une o preto, o pobre, a estudante, o delírio de lidar com as coisas reais.
Hoje precisamos mais de Belchior do que há um ano.
Ouvi-lo com atenção. Não desesperar. E, uma vez ainda, amar.
HENRIQUE ARAÚJO
O Povo

Ciclo de cinema exibe filmes brasileiros produzidos no ano de 1968

Será projetado também o longa-metragem O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, baseado na história real do assaltante Paulo Villaça que roubava casas luxuosas.
O Bandido da Luz Vermelha, um dos filmes da mostra.
O Bandido da Luz Vermelha, um dos filmes da mostra. (Divulgação)

O ciclo de cinema Nas Telas de 1968, com filmes populares e de produção marginal que vão de Andrea Tonacci e Rogério Sganzerla a José Mojica Marins, Ozualdo Candeias, Luís Sérgio Person e, ainda, Roberto Carlos pela câmera de Roberto Farias, será apresentado peloItaú Cultural de São Paulo nos dias 1º, 8 e 22 de maio.
O ciclo é realizado 50 anos depois de um dos anos mais revolucionários e conturbados do século 20 – 1968 – marcado por transformações culturais e sociais. A seleção de filmes inclui produções brasileiras vistas pelos espectadores nos cinemas do país num período que marcou o ano de 1968, no seu contexto histórico e político e por sua relevância no mercado cinematográfico brasileiro.
Um dos filmes que estarão em exibição está o curta-metragem Bla Bla Bla, de Andrea Tonacci, sobre o pronunciamento de um ditador em meio a uma crise institucional, que lhe escapa do controle.
Será projetado também o longa-metragem O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, baseado na história real do assaltante Paulo Villaça que roubava casas luxuosas de São Paulo. ATrilogia do Terror, de José Mojica Marins, Ozualdo Candeias e Luís Sérgio Person, e Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, de Roberto Farias, também estarão em cartaz.
Durante o ciclo de cinema, de 2 a 4 de maio (quarta-feira a sexta-feira), será realizado o curso O Cinema brasileiro nos anos entre 1967-1974”, com o filósofo e professor da história do cinema Mateus Araújo. A entrada é gratuita.

Agência Brasil

Sambistas lançam livro que resgata a história da música popular

Essa primeira publicação homenageia músicos que, em sua maioria, não atingiram o estrelato e nunca viveram de suas músicas, mas que são os grandes criadores do samba.
Entre os homenageados no livro está Jamelão, conhecido como a voz da Mangueira, ele marcou época.
Entre os homenageados no livro está Jamelão, conhecido como a voz da Mangueira, ele marcou época. (EBC)

Sambistas do Instituto Cultural Glória ao Samba lançaram na tarde desse domingo (29) o livro Primeiras lições de samba e outras mais, do historiador da música popular brasileira José Ramos Tinhorão, durante uma roda de samba no Instituto Moreira Salles, capital paulista. O lançamento teve a presença do autor, que acaba de completar 90 anos. No evento, foi festejado também o centenário do compositor Geraldo Pereira, com um repertório de composições de sua autoria que são pouco conhecidas.
Quando Tinhorão começou a pesquisa sobre o samba, nos anos 1960, para escrever a série de artigos Primeiras lições de samba para o Jornal do Brasil, a bibliografia do assunto era rasa, com apenas dois livros da década de 1930. Foi necessário, então, cobrir uma lacuna de cerca de 30 anos de defasagem sobre o tema. Tinhorão catalogou mais de mil títulos sobre música popular que tinham sido publicados na imprensa até então, além de colher depoimentos com sambistas pioneiros como Heitor dos Prazeres, Bide e Ismael Silva.
Na época, ele trabalhava como copydesk no jornal, redigindo ou revisando textos, mas gostava muito de música popular desde bem jovem e, de vez em quando, escrevia para o suplemento cultural do jornal. Em 1961, o Jornal do Brasil publicou a série de artigos Primeiras lições de jazz e, quando acabou, a direção lembrou da afinidade de Tinhorão com a música e deu espaço para a nova série sobre o samba.
“Eu me lembro que eu falei para ele (diretor do jornal) 'você acha que é assim? Sobre jazz, tem uma vasta bibliografia. E nós não temos nada, a música popular das cidades não está ainda registrada'. Você conhece os nomes, Cartola, Donga, João da Baiana, Pixinguinha. Tem nomes, nomes que eram entrevistados às vezes na imprensa, falavam sobre aquele assunto no momento e acabou. Não tinha registro bibliográfico. Aí ele falou 'se não tem, você procura e passa a ter', e me jogou a responsabilidade”, contou Tinhorão.
O resultado dessa dedicação foi o primeiro grande estudo sobre o samba, na série de artigos que durou um ano no Jornal do Brasil, entre 1961 e 1962. Tinhorão tornou-se próximo dos sambistas e usou um método pouco convencional pra escrever sobre eles, em que não colhia depoimentos, mas convivia com as fontes, alimentando, quase sempre, conversas informais que resultavam em revelações.
Foi assim que escreveu um ensaio sobre a vida e a obra de Nelson Cavaquinho, um dos destaques do livro. A obra é encerrada com um texto sobre o compositor Geraldo Pereira, que neste ano faria 100 anos de nascimento, e é definido por Tinhorão como “um dos maiores estilistas renovadores do samba” a partir da década de 1940.
O selo que promove o livro, Instituto Cultural Glória ao Samba, foi criado a partir do agrupamento Glória ao Samba – que se dedica à pesquisa e divulgação do samba tradicional – e tem como objetivo lançamentos que possam difundir a obra dos sambistas pioneiros. Essa primeira publicação homenageia músicos que, em sua maioria, não atingiram o estrelato e nunca viveram de suas músicas, mas que são os grandes criadores do samba, entre eles, Bide, Marçal, Xangô, Mano Décio, Carlos Cachaça, Iracy Sera, Aniceto, Jamelão, Ivone Lara, Monarco. 

Agência Brasil

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