10 de abril de 2018

Bode Iôiô, em exposição no Museu do Ceará, será tema de escola de samba Tuiuti


E o nosso conhecido Bode Iôiô ganha o mundo com sua história e ousadia. Em exposição no Museu do Ceará, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, ele será tema do enredo da escola de samba Paraíso do Tuiuti em 2019. O animal, figura importante no nossa história, ganhou fama que acabou sendo eleito vereador nas eleições de 1922, em um ato protesto da população. A Tuiuti pegará esse gancho e trará um desfile sobre a importância do voto consciente. A escola de samba fará o anúncio oficial do enredo, ainda sem nome, nesta sexta-feira, 6. A proposta é manter a essência crítica na temática, como foi neste ano com alas que retratavam a escravidão e faziam fortes críticas à política brasileira e à reforma trabalhista.

"Chegado à capital pelas mãos de flagelados da seca de 1915 – aquela eternizada por Rachel de Queiroz –, o personagem desta história fora comprado provavelmente por caridade pelo dono de uma das muitas firmas de importação e exportação que se espalhavam pela capital cearense que pretendia ares de modernidade naquele início de século. E foi justamente pelas ruas dessa Fortaleza que se desejava chic que o bode, símbolo de uma cultura sertaneja que se queria suplantar, ganhou fama, em suas idas e vindas diárias da Praia do Peixe ao Centro da cidade. E é daí que se acredita vir seu famoso nome, Bode Ioiô.

Conta a memória de Fortaleza que o caprino tinha livre trânsito pela cidade, sem ser incomodado pelos fiscais da Intendência, adentrando vários estabelecimentos comerciais, sobremaneira os Cafés, onde desfrutava do carisma de muitos e de vários tipos de regalias. Era um bode boêmio! E nessa boemia nosso personagem teria de tudo aprendido: a tomar cachaça, a andar de bonde e até a levantar a saia das moças. Conta-se mesmo que chegou a ser eleito vereador da cidade, em uma época em que o voto acontecia em cédulas de papel e os protestos políticos realizavam-se muitas vezes através da galhofa", afirma Carla Vieira, diretora do Museu do Ceará.

História

De tanta estripulia, o Bode Ioiô virou personagem popular, tendo suas aventuras sido narradas por muitos memorialistas da cidade e mesmo por viajantes. Após seus anos finais, o animal chegou a ganhar necrológios em alguns dos jornais locais e seu dono providenciou para que fosse empalhado, sendo então doado ao recém-criado Museu Histórico do Ceará, onde até hoje se encontra e nunca saiu de exposição, contrariando a opinião de muitos à época, de que um bode sertanejo nunca deveria figurar ao lado das “personalidades ilustres” da História de nosso estado.

Tendo vencido tais opiniões, até os dias dia de hoje o famoso Bode Ioiô desperta o interesse de crianças e adultos que visitam o Museu do Ceará ou ouvem falar de sua história, inspirando a produção de pesquisas, livros, poemas, cordéis etc. O que se observa, na verdade e com bastante clareza, é que nosso personagem contribui em muito para a demarcação de uma identidade cearense, de cultura forte, de raízes sertanejas e que resiste às adversidades impostas com base na irreverência e na comicidade.


Fonte: Secult

'Severina' fala sobre amor e mistério em universo de paixão pela literatura

Thales de Menezes
SÃO PAULO

“Severina”, que estreia nos cinemas nesta quinta (12), é uma declaração de amor aos livros. Carla Quevedo, atriz argentina que interpreta Ana, principal personagem feminina, concorda. Seu conterrâneo e também protagonista, Javier Drolas, acredita que o filme é uma visão muito particular do gênero da comédia romântica.
O brasileiro Felipe Hirsch, que rodou no Uruguai essa adaptação do romance do escritor guatemalteco Rodrigo Rey Rosa, pensou muito sobre a singularidade de fazer um filme aparentemente não político num momento de sua trajetória no teatro e no cinema totalmente imerso em questões sociopolíticas da América Latina.
“Fiz um filme só sobre o amor. Bem, como se falar só sobre o amor fosse pouca coisa”, diz Hirsch à Folha. “A ideia desse filme ficou muito tempo comigo, até que percebi que gostaria de fazer um filme fora do Zeitgeist.”
Difícil saber se ele realmente conseguiu se distanciar do “espírito de sua época”, tradução possível para esse termo alemão. “Severina” tem um evidente caráter atemporal, poderia ser lançado em 1978 exatamente como foi rodado. Mas esbarra em questões pertinentes em 2018.
“Algumas discussões se encaixam hoje”, diz Hirsch. “Como o fim das livrarias de rua, talvez uma América Latina que já não existe mais. Também o debate que compara as memórias mais digitais às memórias analógicas. Mas é um filme de amor.”
LADRA SEDUTORA
“Severina” mostra o envolvimento de um livreiro (Drolas) com uma garota que vai até sua loja roubar livros de forma sistemática. Ele percebe, mas deixa que ela continue fazendo isso porque fica encantado por Ana.
A aproximação dos dois é turbulenta. Ele descobrirá que ela vive com um homem mais velho, que pode ser seu pai ou seu amante, e que o hábito de roubar volumes é um exercício que Ana repete em várias livrarias da cidade. Em cada uma, deixa um livreiro enamorado.
“Não sei se ela se apaixona por eles”, questiona Carla. “Discuti muito com Javier e Felipe se Ana é consciente de seu poder de sedução. Creio que construí a personagem a partir dessa ideia de um jogo. Talvez sua motivação seja a adrenalina de estar roubando os livros e saber que aqueles homens percebem o que ela está fazendo.”
Para Drolas, o mistério sobre a personagem conduz o filme. Carla gosta da proposta de não buscar justificativas, de não intelectualizar demais a ação de Ana. “Talvez ela queira apenas continuar essa história, talvez esteja imitando as heroínas de tantos livros que rouba, buscando uma nova aventura.”
Hirsch nunca tinha trabalhado com a atriz. Carla conta que ele gostou de seu desempenho na série da HBO “Show Me a Hero”. Ela vive há oito anos nos Estados Unidos. Os brasileiros podem se lembrar dela, muito jovem, num papel no vencedor do Oscar de filme estrangeiro em 2010, “O Segredo dos Seus Olhos”.
Drolas, do argentino “Medianeras” (2011), teve um papel em “A Menina Sem Qualidades”, série que Hirsch dirigiu para a MTV, em 2013, e voltou a trabalhar com o diretor em peças recentes. É o período que Hirsch define como fase de abordar questões sociopolíticas claras, como as montagens da tetralogia “Puzzle” e “A Tragédia e a Comédia Latino-Americana.”
“Eu escrevi uma série com 20 escritores da América Latina, que está inédita. Fiquei próximo desses autores e um deles foi o Rodrigo Rey Rosa. Roberto Bolaño o considerava um gênio. Ele se tornou uma espécie de autor dos autores”, conta Hirsch.
SEGUNDA OPÇÃO
Apesar desse relacionamento com artistas latino-americanos, a opção de rodar um filme no Uruguai, falado em espanhol, foi circunstancial. “Severina” seria rodado em português, com atores brasileiros, em Porto Alegre. Para o diretor, a cidade ainda tem o cenário necessário para a história, com livrarias de rua. “Cada vez menos, mas ainda estão lá”, ressalta.
Investidores desistiram do projeto e ele precisou cancelar tudo. O produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, do bem-sucedido “Me Chame pelo Seu Nome”, chegou a ele com a chance de coprodução com a uruguaia Oriental Filmes. Veio então a reformulação do projeto para Montevidéu.
A livraria do filme era uma farmácia. “Não me pergunte como, mas meu diretor de arte, Gonzalo Delgado, colocou 30 mil livros lá dentro. O lugar se revitalizou e agora é um café, que se chama Farmacia”, conta Hirsch.
Todos os envolvidos na produção parecem compartilhar a paixão pelos livros. “São meus companheiros”, diz Drolas, 46. “É muito difícil que eu vá dormir sem ler alguma coisa.” 
Carla Quevedo, 29, mudou de apartamento várias vezes desde que se mudou para os  Estados Unidos. “Nessas mudanças, percebi que os livros são meu único patrimônio pessoal. Tenho uma relação obsessiva com eles.”
Fonte: F. São Paulo

Evento dedicado à literatura e ao cinema policial, Porto Alegre Noir ocorre na Cinemateca Capitólio

Marcus Mello / Reprodução Facebook
Cinemateca Capitólio
A literatura policial é um dos gêneros que mais movimenta o mercado editorial pelo mundo. No RS não é diferente. Escritores como Tailor DinizTabajara Ruas e Carina Luft são ativos em suas incursões ficcionais pelo mundo do crime e do mistério. No entanto, só agora a Capital ganha um evento dedicado ao tema: Porto Alegre Noir terá sua primeira edição de sexta-feira a domingo, na Cinemateca Capitólio (Demétrio Ribeiro, 1.085).
 
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– Gosto de compartilhar minhas paixões como leitor e escritor. Achei que estava no momento de fazer um evento voltado só para a literatura policial, até porque este é um bom momento do gênero no país. Conseguimos estender a programação também para o cinema. No futuro, tentaremos agregar os quadrinhos – conta Cesar Alcázar, idealizador da mostra.
Alcázar tem know-how em promover festivais culturais independentes, sendo um dos organizadores da Odisseia de Literatura Fantástica, que, em junho, chegará à quinta edição. Para o Porto Alegre Noir, ele conta com a parceria das produtoras Fio e Cine Um, além do apoio de diferentes instituições.
Na programação, estão escritores de fora do Estado como Claudia Lemes, de São Paulo, autora dos thrillers Um Martini com o Diabo e Eu Vejo Kate. No sábado, às 16h15min, ela ministra o curso Técnicas de Suspense e Anatomia do Thriller. De Santa Catarina, Rogerio Christofoletti, um dos autores do almanaque eletrônico Os Maiores Detetives do Mundo, participará, no sábado, às 17h30min, de um bate-papo com o jornalista de ZH Carlos André Moreira, que participa da coletânea Ficção de Polpa: Crime (2008), e a escritora Carol Bensimon, que também esteve nessa coleção e assina um conto no recente Acerto de Contas – Treze Histórias de Crime & Nova Literatura Latino-Americana. Entre as atrações locais, estão os já citados Tabajara, Diniz e Carina, além de A. Z. Cordenonsi, Gabriela Silva e Rodrigo Tavares.
O evento começa com uma edição especial do Projeto Raros, que costuma exibir filmes fora do catálogo das distribuidoras. Na sexta-feira, às 19h, o escolhido é o longa A Quadrilha(1973), de John Flynn, adaptação do livro The Outfit, de Richard Stark. Depois da exibição, haverá comentário do escritor e cineasta Fernando Mantelli.
– Os três filmes que escolhemos são adaptações de romances mais ou menos conhecidos. No caso de A Quadrilha, o livro que lhe deu origem não foi lançado no país, mas uma versão em quadrinhos, chamada A Organização, lançada pela Devir, está disponível. O filme não foi um grande sucesso, mas foi muito elogiado e passou até na televisão nos anos 1970. Nunca foi lançado em VHS ou DVD no Brasil, embora merecesse uma edição – explica Alcázar.
No sábado, o filme escolhido é No Silêncio da Noite (1950), de Nicholas Ray, adaptação do livro homônimo de Dorothy B. Hughes, lançado no Brasil pela L&PM Editores. Já no domingo, é a vez de Homens em Fúria, de Robert Wise, baseado em obra de William P. McGivern inédita no país.
Os bate-papos e sessões de cinema do Porto Alegre Noir têm entrada franca, mas para os cursos é preciso fazer inscrições, com valor de R$ 45. A programação completa e informações para se inscrever podem ser acessadas aqui.

Confira 5 poemas que todo vestibulando precisa conhecer

A poesia é um tipo de texto literário muito presente no vestibular e tem uma linguagem diferente dos textos em prosa, o que causa uma certa preocupação nos alunos.
Para tornar a vida do vestibulando mais fácil neste aspecto, o Stoodi, cursinho online à distância, separou cinco poemas que todo vestibulando precisa conhecer.
Geralmente, estes poemas são cobrados nas provas de Literatura de cada vestibular, mas também existe a possibilidade de fazerem parte dos textos motivadores das propostas de redação.
A professora Marina Sestito, coordenadora de Redação do Stoodi, explica que o uso dos poemas, no Enem e nos vestibulares, ocorre geralmente para retratar um problema social que será discutido pelo aluno na redação. “É importante fazer uma interpretação cuidadosa dos poemas para aprender a situação retratada pelo texto”, explica.
De uma forma geral, seja no texto de apoio da redação ou nas questões de literatura, a dica para ter um bom desempenho em questões envolvendo poesia é o aluno dominar as fases literárias e entender quem participa de cada movimento, dando foco sempre no autor.
Confira cinco exemplos de poemas que podem cair no vestibular:
1) José – Carlos Drummond de Andrade
Graças ao poema de Drummond de Andrade – um dos mais famosos da literatura brasileira – surgiu a famosa gíria “e agora, José?”, utilizada ainda hoje para expressar a indecisão perante as situações difíceis. Publicado pela primeira vez na coletânea Poesias, em 1942, o poema expressa a solidão e o abandono do indivíduo.
Para entender o contexto histórico do poema, é preciso lembrar-se que o mundo atravessava a Segunda Grande Guerra, e o Brasil acabara de entrar no Estado Novo, de Getúlio Vargas. Ambos acontecimentos históricos suscitavam nas pessoas um clima de medo e de repressão.
Drummond é um dos nomes mais importantes da Literatura brasileira e seus poemas relatam assuntos do cotidiano, sempre utilizando a ironia e seu pessimismo característico. Os principais temas retratados em suas obras são: conflitos sociais, lembranças do local de sua origem e visão crítica tanto do mundo, quanto dos homens.
2) Soneto da Fidelidade – Vinicius de Moraes
Vinicius de Moraes, assim como Cecília Meireles, Jorge de Lima e Murilo Mendes, pertence à segunda geração modernista da poesia brasileira. Por isso, são considerados poetas espiritualistas.
Segundo a coordenadora de Redação do Stoodi, Marina Sestito, um passo muito importante na hora de analisar os poemas é prestar atenção nas figuras de linguagem. “Será justamente aí que você encontrará algumas informações implícitas no texto. Preste atenção nas metáforas, nas antíteses ou em qualquer outra figura de linguagem que estiver presente”, comenta.
No Soneto da Fidelidade, por exemplo, há dois exemplos: no trecho “posto que é chama”, o poeta utiliza uma metáfora para se referir ao amor. Já quando deseja que seja “infinito enquanto dure”, a figura de linguagem utilizada é o paradoxo, caracterizada por uma associação de conceitos contraditórios para representar uma ideia.
3) Canção do Exílio – Gonçalves Dias
Dona de um dos versos mais conhecidos da poesia nacional, “Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá”, foi escrito pelo poeta maranhense Gonçalves Dias, em 1843, e publicado treze anos depois, no livro “Primeiros Cantos”. O poema, que integra a primeira fase do Romantismo, é tão emblemático que até teve um verso sendo utilizado no Hino Nacional: “Nossos bosques têm mais vida,/ Nossa vida, mais amores”.
A dica da professora do Stoodi, neste caso, é de não deixar sua opinião afetar sua interpretação do texto. “Justamente por se tratar de um texto com muita subjetividade, não deixe a sua opinião e concepção sobre determinado tema interferir na interpretação da poesia. Leia sempre de modo neutro em relação ao ponto de vista do poeta, sem carregar preconceito sobre o assunto abordado”, diz.
Este julgamento por parte dos alunos tende a ocorrer justamente com os autores mais antigos, cujos termos e linguagem sejam distantes da nossa, como é o caso de Gonçalves Dias, afinal, não falamos no dia a dia que as aves gorjeiam, não é?
4) Versos íntimos – Augusto dos Anjos
Versos Íntimos é um poema escrito por Augusto dos Anjos, que expressa um sentimento de pessimismo e decepção em relação aos relacionamentos interpessoais. Este soneto retrata a visão niilista que o poeta tinha dos relacionamentos e da vida de uma maneira geral. A ideia geral do poema, extremamente pessimista, é considerada uma ruptura com suas tendências literárias parnasianistas, que apresentavam a vida sob uma visão romântica.
A dica do Stoodi neste poema é: conheça brevemente a vida dos principais autores. Augusto dos Anjos, por exemplo, nasceu no Engenho Pau d’Arco, onde fica atualmente o município de Sapé, na Paraíba, e começou a escrever poesias já aos sete anos de idade. Sua obra é dividida em três fases principais: a primeira (da qual pertence Versos Íntimos), é muito influenciada pelo simbolismo. A segunda fase é mais focada na visão de mundo (nada tradicional) do autor e, a terceira, é caracterizada por obras mais maduras, como por exemplo, o poema Ao Luar.
5) Vou-me embora pra Pasárgada – Manuel Bandeira
Também modernista, este é o poema mais conhecido de Manuel Bandeira, que deixa nítido nesses versos sua vontade de fugir da sua realidade e encontrar um lugar paradisíaco, onde tudo aconteça da forma que ele deseja. É importante que o vestibulando consiga relacionar o poema à tuberculose que acometia seu autor. Ele deseja usufruir de satisfação carnal, riqueza e felicidade, mas a doença o impede de ter qualquer prazer neste sentido.
O poema foi publicado no livro Libertinagem, de 1930 e tem no escapismo, a fuga da realidade, como sua principal característica. Vale ficar atento também às referências elogiosas às máquinas e à tecnologia, como nos versos: “Tem telefone automático/ Tem alcalóide à vontade”.
Tribuna do Ceará

Livro narra a história do transplante cardíaco no CE

Os autores do livro e autoridades, na noite de ontem, no Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará ( Foto: Reinaldo Jorge )
A noite de ontem (9), na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, foi marcada por uma série de comemorações voltadas às realizações de transplantes cardíacos a nível estadual, nacional e mundial. A solenidade marcou ainda o lançamento do livro "Transplante do Coração - Um Caminho Para a Vida".
Ao passo que o evento celebrou o cinquentenário do primeiro transplante cardíaco em terras brasileiras - realizado em São Paulo, em maio de 1968 -, também foram lembrados os 50 anos do primeiro procedimento cirúrgico no mundo, na África do Sul. No Ceará, o momento foi de enaltecer os 20 anos do primeiro transplante cardíaco pediátrico feito no Estado, no Hospital Antônio Prudente.
Os autores do livro em questão fazem parte do atual corpo médico do Ceará e atuam no Hospital Doutor Carlos Alberto Studart, popularmente conhecido como Hospital do Coração de Messejana. Juan Mejia, Waldester Cavalcante, Klébia Castello Branco e João David de Souza foram os responsáveis por unir o trabalho artístico do fotógrafo João Palmeiro à rotina das operações no Hospital de Messejana, cujas atividades foram captadas em uma obra planejada e executada no prazo de dois anos.
De acordo com Juan Mejia, coordenador do Programa de Tutoria em Doação de Órgãos e Transplante Cardíaco do Hospital de Messejana, o equipamento já realizou 405 procedimentos, sendo 55 deles em crianças e adolescentes com menos de 18 anos. "Esse livro tem um caráter especial porque ele trata artisticamente o drama dos pacientes que esperam a operação. E, no caso das crianças, principalmente o drama que vivem os familiares, acompanhando esse paciente que realmente precisa do aparecimento de um doador compatível", avaliou o cirurgião ao ressaltar a importância do registro histórico dos últimos 20 anos propiciado a partir do livro.
O chefe da Cardiologia Pediátrica do Hospital de Messejana, Waldester Cavalcante, ponderou que, ainda que o Hospital de Messejana seja uma das referências brasileiras na área, não existe a realização do procedimento sem o doador e a família. "A doação é a ponte entre a pessoa com morte encefálica com coração normal e outra viva com coração em falência. Assim, ela passa a ser o primeiro desafio para a realização do transplante, havendo, de modo geral, um desnível do número de órgãos à disposição relativamente ao total de pessoas inscritas na lista de espera", explica o cirurgião.
Diário do Nordeste

Balão Mágico oficializa retorno com apresentação no “Fantástico”

Balão Mágico se reúne no “Fantástico” (Foto: Divulgação/TV Globo)
Depois de 32 anos que o grupo deixou os palcos, os integrantes do Balão Mágico se reuniram em entrevista exibida pelo programa “Fantástico”, da TV Globo, exibido na noite desse domingo, 8, e anunciaram o retorno com direito a um “pocket show”. Simony, Mike e Tob voltarão aos palcos em um show na Arena Anhembi, em São Paulo, no próximo dia 2 de junho.
“A gente resolveu se encontrar e fazer praticamente um ano de show. É um projeto. Um projeto que a gente tem no nosso coração”, disse Simony. Sobre os mais sumidos do trio, Mike contou que está bem longe do que fazia antes.
“Eu estou morando em Londres há 19 anos, sou professor de programação neurolinguística e tenho um fundo de investimentos florestais. Então, moro na Inglaterra e trabalho no Brasil no meio do mato, fico nessa ponte aérea”, contou Mike. Já Tob explicou que trabalhou como ator e que agora tem investindo na pintura.
Jairzinho, que não está no projeto, participou do “Fantástico” em vídeo e disse: “Torcendo por vocês. Infelizmente não estou nesse momento de comemorar 35 anos de Balão. A gente se vê daqui a pouco”.
Uma das maiores sensações dos anos 80, o grupo vendeu mais de 12 milhões de cópias de seus discos e chegou a comandar um programa diário na TV Globo. O encontro celebra 35 anos de sua criação e a turnê comemorativa passará pelas principais capitais.
O Povo

Prazo para pedido de isenção do Enem 2018 é ampliado

Antes, os candidatos tinha até o dia 11 para fazer o pedido.
A ampliação do prazo também vale para os que precisam justificar a ausência na edição de 2017.
A ampliação do prazo também vale para os que precisam justificar a ausência na edição de 2017. (Reprodução)

O prazo para a solicitação de isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi ampliado até o dia 15 de abril. Antes, os candidatos tinha até o dia 11 para fazer o pedido.
A ampliação do prazo também vale para os que precisam justificar a ausência na edição de 2017, o que é obrigatório para quem teve direito à gratuidade na edição do ano passado, mas faltou aos dois dias de aplicação, e ainda quer requerer a isenção no Enem 2018.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), responsável pela prova, a ampliação tem como objetivo dar mais tempo para que os participantes possam se adequar as novidades desta edição, garantindo, assim, a isonomia a todas as pessoas com direito à gratuidade da taxa de inscrição do Exame.
Para o Enem 2018 tem direito à isenção o participante que:
- Tenha concluído o ensino médio, em escola da rede pública declarada ao Censo da Educação Básica;
- tenha participado do Encceja 2017, na modalidade do ensino médio e que tenha obtido proficiência que permita certificação na área de conhecimento em que se inscreveu;
- tenha cursado todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada e tenha renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio (Lei nº 12.799/2013);
- aquele que declarar estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica por ser membros de família de baixa renda, e que esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Agência Brasil

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