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17 de abril de 2014

Papa desafia padres a viver uma alegria que unge, incorruptível e missionária

Papa lembrou que vida sacerdotal deve guiar-se pela pobreza, fidelidade e obediência

Lusa | Missa Crismal Vaticano
Cidade do Vaticano, 17 abr 2014 (Ecclesia) – O Papa Francisco desafiou os sacerdotes, hoje na Missa Crismal de Quinta-feira Santa no Vaticano, a serem alegres com base numa alegria que deve “ungir, ser incorruptível e missionária” mantendo sempre “a pobreza, a fidelidade e a obediência”.
“Na nossa alegria sacerdotal, encontro três características significativas: uma alegria que nos unge (sem nos tornar untuosos, sumptuosos e presunçosos), uma alegria incorruptível e uma alegria missionária que irradia para todos e todos atrai a começar, inversamente, pelos mais distantes”, disse Francisco durante a homilia da Missa Crismal que decorreu na Basílica de São Pedro no Vaticano.
O Papa recorda que esta última alegria apenas “flui quando o pastor está com o seu rebanho” lembrando por isso aos sacerdotes que “mesmo nos momentos de tristeza, naqueles momentos apáticos e chatos que por vezes nos assaltam na vida sacerdotal, e pelos quais também eu passei, o povo de Deus é capaz de guardar a alegria, é capaz de proteger-te, abraçar-te, ajudar-te a abrir o coração e reencontrar uma alegria renovada”.
“A alegria do sacerdote é um bem precioso tanto para si mesmo como para todo o povo fiel de Deus: do meio deste povo fiel é chamado o sacerdote para ser ungido e ao mesmo povo é enviado para ungir”, acrescentou.
Francisco disse depois que a alegria sacerdotal “tem três irmãs que a rodeiam, protegem e defendem” sendo elas “a pobreza, a fidelidade e a obediência”.
“Se não sais de ti mesmo, o óleo torna-se rançoso e a unção não pode ser fecunda. Sair de si mesmo requer despojar-se de si, comporta pobreza”, disse o Papa lembrando que “o sacerdote é pobre de alegrias meramente humanas” devendo pedir “a sua alegria ao Senhor e ao povo fiel de Deus”.
Explicando a importância da fidelidade Francisco comparou a Igreja a uma esposa “que o sacerdote se sente feliz em tratar como sua predileta e única amada e ser-lhe fiel sem cessar”.
“É a Igreja viva, com nome e apelido, da qual o sacerdote cuida na sua paróquia ou na missão que lhe foi confiada, é essa que lhe dá alegria quando lhe é fiel, quando faz tudo o que deve fazer e deixa tudo o que deve deixar contanto que permaneça no meio das ovelhas que o Senhor lhe confiou”, acrescentou.
Quanto à obediência que deve acompanhar a vida sacerdotal o Papa lembrou que é importante de se ser obediente perante “a Igreja na hierarquia, nas paróquias e na faculdade do ministério” mas também obediente no serviço revelando “disponibilidade e prontidão para servir a todos, sempre e da melhor maneira”.
“Onde o povo de Deus tem um desejo ou uma necessidade, aí está o sacerdote que sabe escutar pressente um mandato amoroso de Cristo que o envia a socorrer com misericórdia tal necessidade ou a apoiar aqueles bons desejos com caridade criativa”, explicou Francisco.
O Papa lembrou por isso a todos os sacerdotes na Missa Crismal, que o padre “é uma pessoa muito pequena” porque “a grandeza incomensurável do dom que lhe é dado para o ministério o relega para entre os menores dos homens”.
“Não há ninguém menor que um sacerdote deixado meramente às suas forças; por isso, a nossa oração de defesa contra toda a cilada do Maligno é a oração da nossa Mãe: sou sacerdote, porque Ele olhou com bondade para a minha pequenez (cf. Lc 1, 48). E, a partir desta pequenez, recebemos a nossa alegria”, acrescentou.
No final da homilia da Missa Crismal de Quinta-Feira Santa o Papa expressou o desejo de que “Jesus faça descobrir a muitos jovens aquele ardor do coração que faz acender a alegria logo que alguém tem a feliz audácia de responder com prontidão à sua chamada”, mas também que “conserve o brilho jubiloso nos olhos dos recém-ordenados”, “confirme a alegria sacerdotal daqueles que têm muitos anos de ministério” e “brilhe a alegria dos sacerdotes idosos, sãos ou doentes”.
“Saibam estar bem em qualquer lugar, sentindo na fugacidade do tempo o sabor do eterno. Sintam a alegria de passar a chama, a alegria de ver crescer os filhos dos filhos e de saudar, sorrindo e com mansidão, as promessas, naquela esperança que não desilude”, aconselhou por fim Francisco.
MD

Patriarca Twal: "Visita do Papa à Terra Santa não será 'show'"



Jerusalém (RV) – O Patriarca latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, espera que a primeira visita do Papa Francisco à Terra Santa, de 24 a 26 de maio, não se transforme num "show". Para ele, o mais importante é que a comunidade cristã entenda a mensagem que Francisco levará consigo. 
Falando a jornalistas quarta-feira, 16, a máxima autoridade católica romana na Terra Santa evocou a necessidade para o povo palestino de “conhecer suas fronteiras”, sublinhando que “questões importantes como o status de Jerusalém e o direito de retorno dos refugiados palestinos precisam de respostas concretas”.

"O Santo Padre não virá para resolver o conflito israelense-palestino ( ... ). A dimensão política não deixa de ser inseparável da dimensão espiritual , mas não devemos ter expectativas além do que a visita poderia produzir", disse por sua vez Dom William Shomali, bispo auxiliar do Patriarcado Latino de Jerusalém e Territórios Palestinos.

Negociações entre Israel e palestinos estão em curso desde julho passado, sob o patrocínio dos Estados Unidos, mas estão num impasse e não produziram algum resultado tangível.

Papa Francisco é aguardado no próximo mês em Jerusalém para sua primeira peregrinação à Terra Santa, de 24 a 26 de de maio. 

Os cristãos representavam mais de 18% da população da Terra Santa até a criação do Estado de Israel, em 1948, mas hoje são menos de 2%, em maioria ortodoxa.
(CM)
Rádio Vaticano

Na Quinta-feira Santa, Papa insiste em pedir 'alegria' aos sacerdotes


Cidade do Vaticano (RV) – Às 9h30 da manhã desta Quinta-feira Santa, o Santo Padre Francisco presidiu na Basílica Vaticana a Santa Missa do Crisma, Liturgia celebrada neste dia em todas as Igrejas Catedrais. A Missa foi concelebrada pelo Papa com diversos cardeais, bispos e presbíteros. 


Na celebração eucarística, os sacerdotes renovam as promessas feitas no momento de sua ordenação (pobreza, castidade e obediência); e são abençoados o óleo dos enfermos, dos catecúmenos e do crisma. 

O Papa iniciou a celebração alguns minutos antes do previsto. Na homilia, cujo tema foi “Ungidos com o óleo da alegria!”, ele disse que “a alegria dos sacerdotes tem a sua fonte no Amor do Pai, e o Senhor deseja que a alegria deste amor esteja em nós e seja completa”.
“Na nossa alegria sacerdotal, encontro três características significativas: uma alegria que nos unge, sem nos tornar untuosos, suntuosos e presunçosos, uma alegria incorruptível e uma alegria missionária que irradia para todos e todos atrai, começando, inversamente, pelos mais distantes”.

Sobre esta terceira característica, Francisco reiterou que a alegria flui apenas quando o pastor está no meio do seu rebanho. O pastor que adora o Pai está sempre no meio das suas ovelhas:

“Mesmo nos momentos de tristeza, quando tudo parece entenebrecer-se e nos seduz a vertigem do isolamento, naqueles momentos apáticos e chatos que por vezes nos assaltam na vida sacerdotal (e pelos quais também eu passei), mesmo em tais momentos o povo de Deus é capaz de guardar a alegria, é capaz de proteger-te, abraçar-te, ajudar-te a abrir o coração e reencontrar uma alegria renovada”.

“Alegria guardada” pelo rebanho e guardada também por três irmãs que a rodeiam, protegem e defendem: irmã pobreza, irmã fidelidade e irmã obediência.

A alegria sacerdotal, continuou o Pontífice, é uma alegria que tem como irmã a pobreza. "O sacerdote é pobre de alegrias meramente humanas: renunciou a tantas coisas! E, visto que é pobre – ele que tantas coisas dá aos outros –, a sua alegria deve pedi-la ao Senhor e ao povo fiel de Deus. Não há identidade – e, consequentemente, alegria de viver – sem uma activa e empenhada pertença ao povo fiel de Deus. “Sai de ti mesmo, sai em busca de Deus na adoração, sai e dá ao teu povo aquilo que te foi confiado, e o teu povo terá o cuidado de fazer-te sentir e experimentar quem és, como te chamas, qual é a tua identidade e fazer-te-á rejubilar. “Se não sais de ti mesmo, o óleo torna-se rançoso e a unção não pode ser fecunda. Sair de si mesmo requer despojar-se de si, comporta pobreza”.

“A alegria sacerdotal é uma alegria que tem como irmã a fidelidade, sobretudo à única Esposa, a Igreja”, prosseguiu, lembrando aos padres que “os filhos espirituais que o Senhor dá a cada sacerdote, aqueles que batizou, as famílias que abençoou e ajudou a caminhar, os doentes que apóia, os jovens com quem partilha a catequese e a formação, os pobres que socorre… todos eles são esta «Esposa» que o sacerdote se sente feliz em tratar como sua predileta e única amada e ser-lhe fiel sem cessar. È essa que lhe dá alegria quando lhe é fiel”, explicou. 

“Enfim, a alegria sacerdotal é uma alegria que tem como irmã a obediência, não só à Igreja na Hierarquia, à paróquia, às faculdades do ministério, àquele encargo particular... e ainda a união com Deus Pai, mas também à obediência à Igreja no serviço: disponibilidade e prontidão para servir a todos, sempre e da melhor maneira. A disponibilidade do sacerdote faz da Igreja a Casa das portas abertas, refúgio para os pecadores, lar para aqueles que vivem na rua, casa de cura para os doentes, acampamento para os jovens, sessão de catequese para as crianças da Primeira Comunhão...”. 

Nesta Quinta-feira sacerdotal, o Papa terminou sua homilia pedindo a Jesus que faça descobrir a muitos jovens o ardor do coração e a audácia de responder com prontidão à sua chamada. Pediu que conserve o brilho jubiloso nos olhos dos recém-ordenados que exultam preparando a primeira homilia, a primeira Missa, o primeiro Batismo, a primeira Confissão... Pediu ainda que confirme a alegria sacerdotal daqueles que têm muitos anos de ministério, que já tomaram o pulso no trabalho, para que reúnam as suas forças e se rearmem: «tomam fôlego», como dizem os desportistas. 

“Enfim, peço ao Senhor Jesus que brilhe a alegria dos sacerdotes idosos, sãos ou doentes. Sintam a alegria de passar a chama, a alegria de ver crescer os filhos dos filhos e de saudar, sorrindo e com mansidão, as promessas, naquela esperança que não desilude”.
(CM)
Rádio Vaticano 

16/04/2014 | Maria Regina Canhos *
 Por esses dias estava refletindo sobre a necessidade das mudanças e como, às vezes, estas podem ser incômodas e dolorosas. Normalmente, fazemos opções na vida pautadas naquilo que consideramos bom e justo, ou ao menos coerente e adequado frente a nossa educação e entendimento. Com o passar dos anos, no entanto, nossa compreensão vai se modificando, principalmente se ampliando. Ficamos suscetíveis a mudanças, muitas vezes imperiosas, condizentes à nossa nova realidade. Nessa situação podemos experimentar o sofrimento, principalmente se nossa prática ou conduta já está arraigada e nos aparenta ser inofensiva.
O chamado de Deus ao serviço pode desencadear tal necessidade de mudança e restauração. Ele costuma impor condições para assegurar o sucesso de certas missões. Algumas obras podem ser realizadas por todos, no entanto, certas obras só podem ser realizadas por alguns. "A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido" (Lc 12, 48b). Privar o Senhor da nossa mudança e do nosso serviço é condenar-se a si mesmo, tendo em vista que Ele nos capacita justamente para utilizarmos nossos dons em benefício dos irmãos e da comunidade.
Enfrentar nosso egoísmo é o primeiro passo para uma mudança efetiva. Quem pensa somente em si não consegue enxergar as carências do próximo. Faz-se necessário exercitar o "colocar-se no lugar do outro" para aquilatar seus pensamentos, sentimentos e reais precisões. Nossa indigência moral nem sempre nos possibilita entrar em contato conosco e operar transformações em nossa vida. É por isso que carecemos da graça de Deus. Através dela, constatamos a nossa pequenez e podemos fazer propósitos para uma vida com sentido, foco e direção, objetivando alcançar o alvo que o Senhor nos propôs. Nem sempre é tão claro esse alvo, de modo que urge exercitar nossa humildade para que nos seja revelado tal propósito pelo próprio Deus ou a seu mando.
A mudança acontece de dentro para fora. Nosso coração tem maçaneta apenas do lado interno. Somente nós podemos abrir a porta; e ainda, voluntariamente. A Palavra de Deus é guia seguro no tocante ao que deve ser modificado em nossa conduta ou nossos hábitos. A pregação também ajuda a aguçar nosso foco, entretanto, precisamos estar abertos para sentir o apelo do Senhor em nossas vidas. De nada adianta manter o coração fechado, os olhos cerrados, os ouvidos tampados, as mãos inoperantes e os pés paralisados, vivenciando a omissão.
Podemos começar realizando um trabalho voluntário. Dezenas de pessoas necessitam de uma visita, uma palavra amiga, um abraço, alguém que as ouça... Exercitar a doação de si próprio é partilhar com os demais aquilo que somos, e nos dá a chance de sermos pessoas melhores, de aprendermos e crescermos, expandindo nosso conhecer e sentir.
O mundo necessita de pessoas melhores; altruístas e bondosas. Precisamos trabalhar nossas deficiências a fim de que estejamos em condições de abrir mão do nosso comodismo. Coloquemo-nos à disposição do Senhor com humildade, paciência, retidão e boas obras. Mudanças hão de vir e serão benvindas ainda que, inicialmente, possam causar sofrimento e dor, pois é através delas que Deus nos recruta e capacita para o serviço ao próximo e à comunidade. Ganhamos todos com isto!
* Maria Regina Canhos (e.mail: contato@mariaregina.com.br) é escritora.
Fonte: Revista Missões

Acidentes com balsas nos últimos 20 anos

  domtotal.com

O mundo tem uma longa lista de graves acidentes ocorridos nas duas décadas anteiores

Paris (AFP) - O naufrágio de uma balsa com 447 pessoas a bordo nesta quarta-feira em frente à costa da Coreia do Sul se soma a uma longa lista de graves acidentes ocorridos nos últimos 20 anos.

- 16 de abril de 2014: COREIA DO SUL - dois mortos e 293 desaparecidos no naufrágio de uma balsa que transportava principalmente estudantes do ensino médio perto da costa meridional da Coreia do Sul.

- 21 de agosto de 2013: FILIPINAS - Ao menos 71 mortos e 49 desaparecidos no naufrágio de uma balsa que se chocou contra um navio mercante perto de Cebú, a segunda cidade do país.

- 18 de julho de 2012: TANZÂNIA - 144 mortos e desaparecidos no acidente com uma balsa em frente à costa do arquipélago semiautônomo de Zanzibar.

- 30 de abril de 2012: ÍNDIA - Naufrágio de balsa no rio Brahmaputra, no estado de Assam (leste), deixa 203 mortos e desaparecidos.

- 10 de setembro de 2011: TANZÂNIA - Mais de 200 mortos no naufrágio da balsa "Spicy Islander" que realizava o trajeto entre as duas principais ilhas de Zanzibar. Foram resgatadas 619 pessoas.

- 11 de janeiro de 2009: INDONÉSIA - Ao menos 235 mortos no acidente com uma balsa entre as ilhas de Sulawesi e Bornéu.

- 21 de junho de 2008: FILIPINAS - Mais de 800 mortos no naufrágio da balsa "MV Princess of the Stars" perto da ilha de Sibuyan (centro) devido às fortes ondas provocadas pelo tufão Fengshen.

- 30 de dezembro de 2006: INDONÉSIA - Mais de 400 mortos no naufrágio da balsa "Senopati Nusantara" provocado por uma tempestade em frente à costa da ilha de Java.

- 3 de fevereiro de 2006: EGITO - 1.028 pessoas morreram no Mar Vermelho no naufrágio de uma balsa egípcia devido a um incêndio.

- 7 de julho de 2005: INDONÉSIA - Naufrágio de uma balsa em frente à costa da província indonésia de Papuasia, a leste do arquipélago, deixa cerca de 200 desaparecidos 

- 26 de janeiro de 2004: REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO - 200 desaparecidos após incêndio de uma balsa no rio Congo, no norte do país.

- 8 de julho de 2003: BANGLADESH - Ao menos 150 mortos e várias centenas de desaparecidos no naufrágio de uma balsa sobrecarregada de passageiros em um rio perto de Chandpur (sudeste).

- 26 de setembro de 2002: GÂMBIA - Ao menos 1.860 mortos no acidente com uma balsa senegalesa, a "Joola", em frente à costa da Gâmbia quando realizava o trajeto entre Casamance e Dacar.

- 3 de maio de 2002: BANGLADESH - 469 mortos no naufrágio de uma balsa no rio Meghna, 50 km a sudeste de Dacca.

- 29 de junho de 2000: INDONÉSIA - Cerca de 470 mortos no naufrágio de uma balsa sobrecarregada em frente à costa das Molucas.

- 23 de dezembro de 1999: FILIPINAS - Cerca de 250 mortos no acidente com uma balsa que se chocou com um arrecife em frente à costa de Cebú (centro).

- 25 de novembro de 1999: CHINA - 280 mortos no naufrágio de uma balsa no mar Amarelo após uma tempestade e um incêndio.

- 21 de maio de 1996: TANZÂNIA - Naufrágio de balsa no lago Victoria deixa cerca de 800 mortos.

- 28 de setembro de 1994: FINLÂNDIA - 852 mortos e 137 sobreviventes no naufrágio no mar Báltico da balsa "Estonia" quando navegava de Tallinn a Estocolmo. Esta é a maior catástrofe marítima civil em águas europeias.
AFP

Aplicativo oferece conteúdo religioso diversificado

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Aparecida, SP, 17 abr (A12) - O aplicativo iBreviary oferece aos católicos a possibilidade de ter ao alcance das mãos a oração da liturgia diária, das horas, dos rituais de todos sacramentos e as principais orações católicas reunidos em um só lugar. 

O breviário virtual é um instrumento de evangelização a serviço do ministério do Papa Francisco. A nova aplicação está acessível a smartphones e tablets e pode ser instalada em iphone, ipad, android, windows phone 7 e 8, Blackberry 5 e Kindle fire. É disponível em nove línguas: árabe, espanhol, francês, inglês, italiano, latim, português, romeno e turco. Para os usuários de língua portuguesa, por enquanto, o aplicativo está disponível apenas para iphone. 

O criador do iBreviary, padre Paolo Padrini, da diocese italiana de Torona, teve como inspiração para a aplicação proporcionar a experiência de oração com maior proximidade, ao mesmo tempo em que responde aos desafios impostos pelas novas tecnologias. 

Para o analista de sistemas Irmão Gilberto Cunha, o diferencial do aplicativo consiste em disponibilizar o conteúdo do Missal Romano e oferecer maior variedade de textos litúrgicos que outros aplicativos do mesmo gênero. "Costumo usar outro aplicativo para rezar a liturgia das horas. Conheci há poucos dias o iBreviary. Achei muito bom, pois ele é mais completo do que o que eu uso, possuindo além das horas, o Missal, as leituras da Missa e algumas orações e rituais. Isso é bem prático pensando especialmente em um sacerdote que em alguma ocasião não tenha à mão o seu breviário, o Missal, ou as leituras da Missa e queira meditar e rezar, para aproveitar algum tempo livre que tenha. Estou na expectativa da versão em português para Android".  

Para que os usuários possam tirar dúvidas ou colaborar com a versão portuguesa foi criada uma conta no Twitter @ibreviary_pt.  A aplicação, uma das mais populares, já foi baixada mais de um milhão e meio de vezes, desde que nasceu em dezembro de 2008.
SIR

Ninfomaníaca: um filme sobre a vida

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Quem pensou numa solução para o terrível dilema do primeiro filme, se enganou. Veio mais do pior.

Por Bernadete Flores Bestane*

Terceiro filme da chamada Trilogia da Depressão – os dois anteriores são Anticristo (2009) e Melancolia (2011) –, conjunto de obras que retratam confessadas fases melancólicas do cineasta dinamarquês, Ninfomaníaca, para decepção de muitos que acorreram às salas atendendo à estrondosa chamada, está definitivamente mais para Marquês de Sade do que para Cinquenta Tons de Cinza, o “mommy porn” que encantou os românticos com sua mocinha masoquista e seu príncipe milionário sádico, tão acordante com as fantasias sexuais mais credenciadas pelo sistema e até pelo politicamente correto.

Uma das maiores ousadias de Freud foi ver um sentido no até então desprezado discurso das histéricas, considerando que mesmo as mentiras trariam em si uma lógica, que, articulada, poderia produzir um saber sobre o sofrimento que afligia suas pacientes no final do século 19. Transformou, assim, uma fala desdenhada em matéria-prima para o estudo das relações mais íntimas e privadas da constituição do sujeito.

O filme Ninfomaníaca pode ser visto sob esse ponto de vista. Joe, a protagonista, é encontrada por um homem, Seligman, à noite, sangrando na neve, em um beco, imagem por si só de sofrimento e de abandono sem igual. Pede apenas um chá com leite, e é na casa dele, acomodada em uma cama, que passa a relatar sua vida. Em cena que evoca uma sessão de psicanálise, o homem, amigavelmente, vai transpondo o discurso autodestrutivo e implacável da protagonista em metáforas da atividade da pesca, da música, da religião, buscando uma lógica para o que é confessado com dor e mortificação. Segue-se a história de uma ninfomaníaca e as imagens correspondentes ao que é narrado. Através dessa narração episódica, transparece uma visão do mundo. Há um saber no discurso da ninfomaníaca, uma tese, um doloroso saber sobre a vida.

O exagero da repetição das cenas de sexo e o exercício de suas variadas modalidades, muito mais do que excitante, é perturbador. Lars von Trier se serve sem cerimônia da sexualidade para significar o aspecto mais trágico da existência, o vazio primordial que, para Freud, inaugura o inconsciente e é entendido como condição universal da fundação do sujeito. No filme, o excesso erótico e sua ausência de sentido existem para produzir um correspondente deslocamento essencial, um vazio oposto a qualquer certeza construída. Ninfomaníaca busca desestabilizar o espectador.

A propaganda do filme é enganosa, feita meticulosamente com antecedência, com estardalhaço típico do mundo de consumo, como a dizer: venham, venham, venham para o circo. Mas o circo é de terror, isso ninguém avisa. O gozo é mortífero, vazio, contrapondo-se, rigorosamente, às estratégias contemporâneas de vender o sexo como algo alegre e libertador.

A sexualidade exacerbada formata o horror tão humano, de viver, de desejar sempre, de estar vivo sem saber o porquê, típico da filosofia niilista comungada pelo diretor. A melancolia pelo indecifrável da vida. Todas as Weleidades caem por terra diante da solidão e do corpo exausto e eternamente desassossegado da protagonista, retratada no filme como uma grande fera enjaulada, girando sobre si mesma. Ela e todos nós, parece afirmar o polêmico cineasta.

Os tons de delicadeza (sim, eles existem!) estão restritos – sugestivamente, penso eu – ao encontro de Joe com o intelectual que a acolhe e também na relação com seu pai, que inicia a protagonista na observação da natureza e de suas lições, sempre belos momentos do filme. Parece haver nas cenas da protagonista com esses dois personagens um alívio, um bom sentido, uma via de saída para o tenebroso impasse de Joe com seu corpo eternamente entregue ao desejo. Desejo de morte, no caso.

Haverá esperanças na arte, na intelectualidade ou na contemplação da natureza, como parece insinuar mais significativamente Ninfomaníaca – Vol. 1?

No volume 2, a questão é ainda mais embaixo. Joe segue narrando a história de sua vida, sua busca irrefreável de satisfação sexual, a entrega cega ao sadomasoquismo, a ponto de levá-la a abandonar o filho.

O que surpreende é o final. Von Trier faz uma inversão de valores nos últimos momentos, uma inversão que diminui em muito as chances de quem espera a salvação, seja de Joe, seja da humanidade. Ficamos na mão de Joe e não sabemos bem se seu último discurso se concretizará, pois Joe, a devassa, pela primeira vez na vida profere um discurso construtivo sobre si mesma. Enxerga a beleza do sol nascendo, reconhece-se como viciada em sexo, faz planos para uma cura cuja possibilidade enxerga a partir do ato de relatar sua história para alguém, e pede ao homem que se vá, pois quer dormir.

Aqui, o que no fundo temíamos, nós, os de boa vontade, acontece. Seligman, nosso impassível e digno ouvinte, de quem esperamos tanto, se desintegra, mostra sua sórdida humanidade. Cabe-lhe perfeitamente um tiro. O final resgata, à moda de Lars von Trier, a dignidade estilhaçada de Joe. Essa que aponta, com o corpo retalhado, a hipocrisia da sociedade humana.
Zero Hora, 12-04-2014.
*Bernadete Flores Bestane é especialista em Literatura pela UFRGS e em Linguística pela UFSM.

Atores de 'Copa de elite' elegem suas paródias favoritas; assista ao vídeo

Sátira de 'Tropa de Elite' tem Marcos Veras e Rafinha Bastos no elenco.

G1 lista longas com piadas sobre filmes, como 'Top Gang' e 'Austin Powers'.

Braulio Lorentz e Letícia MendesDo G1, em São Paulo

"Copa de elite", que estreia nesta quinta-feira (17), é definido em seu pôster como "a maior paródia brasileira de filmes nacionais já feita no Brasil". Ainda pouco explorado pelo cinema brasileiro, esse tipo de filme integra o gênero que nos Estados Unidos se chama de "spoof movie", do qual fazem parte "Apertem os cintos... o piloto sumiu" (1980), "Top Gang! Ases muito loucos" (1991) e a franquia "Todo mundo em pânico" (assista ao vídeo acima).
A pedido do G1, os atores de "Copa de elite" escolheram suas paródias favoritas. Júlia Rabello, que interpreta a Bia Alpinistinha – sátira de "Bruna Surfistinha" – define "Apertem os cintos... O piloto sumiu" como genial. "Eu adoro aquela cara de seriedade que eles fazem aquelas coisas absurdas. Aquilo é muito maneiro", conta a atriz.
Marcos Veras, o Jorge Capitão – referência ao Capitão Nascimento, de "Tropa de elite" –, lembra de "Os estragos de sábado à noite" (1998). Protagonizado por Will Ferrell e Chris Kattan, o filme é uma paródia de "Os embalos de sábado à noite" (1977), musical com John Travolta. "É totalmente trash e com cenas absurdas", resume Veras.
Rafinha Bastos cita uma série, exibida pela TV americana em 1982, chamada "Police Squad!", com Leslie Nielsen. O seriado deu origem aos três filmes "Corra que a polícia vem aí", também com Nielsen. "Eu não gosto muito dos mais recentes. 'Todo mundo em pânico' não me pega muito. Os mais antigos eram muito mais livres. Não ficavam exclusivamente nas paródias de filmes, porque acho que isso uma hora cansa", opina Rafinha.
Além de "Tropa de elite", "Copa de elite" satiriza produções nacionais como "Bruna Surfistinha", "Nosso lar", "Minha mãe é uma peça" e "Se eu fosse você". Em 2012, outro longa brasileiro se arriscou nas paródias. "Totalmente inocentes", com os Fábios Porchat e Assunção, tinha trama que zombava dos favela movies.
Abaixo, veja uma lista de filmes que fazem piadas com outros filmes:
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infográfico paródias (Foto: Arte/G1)
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