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Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

5 de junho de 2017

Padre Reginaldo Manzotti lança novo livro no estádio Presidente Vargas

Lançamento do livro Batalha Espiritual do Padre Reginaldo Manzotti (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)
No próximo sábado (9), o Padre Reginaldo Manzotti vem a Fortaleza para o lançamento do novo livro “Batalha Espiritual”. O evento será realizado no estádio Presidente Vargas.
O livro “Batalha Espiritual” custa R$ 35. A venda dá direito a um convite para a arquibancada. Já a compra do kit, incluindo as obras “Batalha Espiritual” e “Encontros”, além de uma camiseta, custa R$ 80, e garante convite frontstage para o evento.
Veja todos os detalhes no vídeo do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:
Tribuna do Ceará

De bolsista do Ciência Sem Fronteiras a premiado pela Ford: conheça Wesley

De bolsista do Ciência Sem Fronteiras a premiado pela Ford: conheça Wesley

Karina Craveiro
Colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)
  • Divulgação
    Wesley Bomfim: bolsista do ProUni na Bahia e participante de programas de estímulo à educação
    Wesley Bomfim: bolsista do ProUni na Bahia e participante de programas de estímulo à educação
Wesley Bomfim recebe bolsa de US$ 10 mil por projeto com carro elétrico, mas gostaria de ter um Mustang
O nome é Wesley, mas a história não tem nada de negativa ou fraudulenta: o baiano Wesley Victor Melo Bomfim, estudante de engenharia elétrica em Salvador, é um cara boa-praça, fã da NBA, muito falante e cheio de ideias e opiniões sobre o mundo automotivo. Algumas destas ideias, aliás, lhe renderam uma bolsa de estudos US$ 10 mil (cerca de R$ 33 mil) e o "Prêmio Global de Engenharia Alan Mulally", promovido mundialmente pela Ford.
Longe da figura clichê de nerd, Wesley Bomfim não tem nada de introspecção ou timidez e, aos 21 anos, sabe bem o que vai fazer após vencer outros 17 universitários no concurso da Ford: "Quero me especializar em engenharia automotiva, fazer uma pós-graduação. Atuar neste setor requer inovações frequentes e este é o pilar da engenharia: ser desafiado a todo momento, desenvolvendo algo novo", afirma.
Claro, uma iniciativa de incentivo como esta da fabricante americana ajuda: "Não é todo dia que você vê algo que incentive os estudos de forma financeira e até profissional. A área de engenharia tem mentes muito brilhantes, basta visitar qualquer faculdade que você acha alunos de altíssimo nível. Mas ainda falta bastante incentivo na área", opina Bomfim.

Como chegou lá

Sonhos acompanham Bomfim há tempos, sempre se dedicou aos estudos, mas também é clara a realidade de que incentivo é fundamental para que talentos como ele, filho único de uma contadora e um corretor de imóveis, tenham oportunidade.
Em 2016, Bomfim saiu do bairro Trobogy, em Salvador, para temporada de um ano na Universidade de Ciência e Tecnologia do Missouri. A experiência foi custeada pelo programa federal "Ciência Sem Fronteiras", que ultimamente anda sendo criticado pelo próprio governo.
O estudante já conhecia os EUA: em 2013, quando cursava o terceiro ano do ensino médio, foi indicado pelo Sesi local para participar do "Programa Conexão Mundo". Atualmente, Bomfim é bolsista da Unifacs (uma universidade privada da Bahia) graças ao programa de financiamento ProUni. 
"Viver fora do Brasil foi uma experiência bastante interessante, talvez a melhor que já tive até hoje. Me proporcionou ter contato com pessoas e lugares incríveis, universidades de altíssima qualidade e pessoas maravilhosas com as quais pude aprender muito", relembra.
Atualmente, é estagiário na empresa turca Kordsa, especializada em produção de fios de cobre e poliéster para pneus, no polo industrial de Camaçari (BA). E sabe que vencedores anteriores do programa da Ford foram convidados a estagiar na montadora, que fabrica Ecosport e Ka no local.
"Aceitaria trabalhar na Ford, com certeza. A gente tem de avaliar as oportunidades que aparecem. Sou feliz no que faço atualmente, mas temos que ver o que é melhor para a gente", acredita.
Arquivo pessoal
Bomfim posa em frente à estátua de Magic Johnson: fã dos Lakers e da NBA nas horas vagas

Pesquisa elétrica

Essa experiência no Missouri foi fundamental para vencer a premiação da Ford, acredita Bomfim. Para receber o prêmio, precisou cumprir requisitos como cursar engenharia mecânica, elétrica, mecatrônica, de computação ou de produção; ter média global 7,5 ou maior; inglês fluente; realizar trabalhos voluntários, ações de liderança acadêmica ou comunitária; e mostrar interesse por assuntos automotivos.
Na universidade americana, Wesley se envolveu em um projeto de carros elétricos, iniciado por um ex-estudante mas que estava abandonado em uma das salas do campus: "Conversei com o professor e peguei a chave do laboratório. Passei um semestre estudando a área, analisando o funcionamento da bateria e do motor, fazendo simulações de sistemas no computador. Foi a principal pesquisa que fiz na área", conta o universitário.

Estuda elétricos, mas quer um esportivo

Mesmo tendo pesquisado carros elétricos, Bomfim não acredita que este tipo de veículo vá se popularizar tão cedo. A aposta para ele é no longo prazo.
"Ainda vai demorar muito para que [o carro elétrico] se torne comum, só sendo justificado por questão econômica. Ainda é mais rentável produzir um carro a combustível fóssil. Sem falar que as próprias avenidas não estão preparadas, faltam postos de abastecimento e locais de manutenção", afirma.
Caso pudesse escolher qualquer automóvel para dirigir, porém, Bomfim conta que não seria elétrico: "Sempre fui encantado pelo Mustang, principalmente após minha estadia no exterior. Adoro o design do carro, além do excelente desempenho. Espero que seja um dos meus carros no futuro próximo", diz.
Detalhe: apesar do interesse por automóveis, a paixão pelo Mustang e até dos estudos na área -- ele curte a ideia de desenvolver sistemas elétricos, painéis e recursos tecnológicos integrados ao veículo --, Bomfim admite que sequer possui habilitação.
Bol Notícias

Bob Dylan enviou discurso de aceitação do Nobel e receberá premiação

Bob Dylan entregou à Academia Sueca o seu discurso de aceitação do Prêmio Nobel de Literatura e poderá receber o prêmio em dinheiro de oito milhões de coroas suecas (923.000 dólares), informou a instituição nesta segunda-feira.
“O discurso é extraordinário e, como esperado, eloquente. Agora que o discurso foi entregue, a aventura de Dylan está chegando ao fim”, escreveu em um blog Sara Danius, secretária permanente da Academia Sueca que a cada ano concede esta premiação de prestígio.

No discurso, lido pelo próprio Dylan em um arquivo de áudio disponível no site da academia, o músico fala da relação entre as suas letras e a literatura.
Também cita músicos que o inspiraram, como Buddy Holly, cuja música “mudou a minha vida”, e livros que lhe impactaram, como “Moby Dick”, “Nada de Novo no Front” ou “A Odisseia”.
Dylan é o primeiro músico a ganhar o prestigiado Nobel de Literatura.
As regras da academia determinam que para receber o prêmio em dinheiro deve entregar um discurso de aceitação.
E isso deve ser feito dentro de um período máximo de seis meses depois de 10 de dezembro, data da cerimônia de premiação que coincide com o aniversário da morte de seu fundador, Alfred Nobel.
Como Thomas Mann, Albert Camus, Samuel Beckett, Gabriel García Márquez e Doris Lessing, o cantor e compositor americano, de 75 anos, entrou no panteão dos homens e mulheres de letras que foram recompensados pela Academia Sueca desde 1901.
Após meses de suspense, Bob Dylan finalmente recebeu em 1º de abril seu Nobel de Literatura em uma reunião com a Academia Sueca.
Em uma escolha inesperada, que gerou indignação em algumas pessoas, Bob Dylan, cujo nome verdadeiro é Robert Allen Zimmerman, foi premiado em outubro por criar “novos modos de expressão poética dentro da grande tradição da música americana”, segundo o anúncio da Academia.
(AFP)

Quem é Madame Bovary, citada por tucano ao falar de saída do governo

Por: Carlos André Moreira
 
Quem é Madame Bovary, citada por tucano ao falar de saída do governo Reprodução/Reprodução
Foto: Reprodução / Reprodução 
— O PSDB tem compromissos com o governo e com o programa de governo. E o PSDB não é Madame Bovary — declarou nesta sexta-feira o douto ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes. Uma declaração que leva, inevitavelmente, a pensar nas relações que o erudito chanceler faz entre a arte e a vida.
Madame Bovary, obra-prima do romance francês publicada em 1857, foi escolhida por Nunes para seu exemplo porque é uma das adúlteras mais famosas da literatura — e ao contrário da brasileira Capitu, de Machado de Assis, não há dúvida sobre suas escapadas para fugir da realidade burguesa anódina que vive ao lado do marido, o médico de província Charles Bovary.
Mas fica uma questão crucial para alguém que leu o livro... Apesar de todo o moralismo da conclusão do livro, com uma Bovary endividada e na lama, o Charles Bovary criado por Flaubert é um banana, um sujeito dolorosamente sem graça, uma figura burguesa de tal modo enfadonha que seria de se pensar como Bovary poderia não traí-lo. Se o PSDB se compara a Bovary e diz que mesmo na dificuldade não vai trair Temer, poderia a comparação ser estendida à personalidade algo formal demais, para dizer o mínimo, do presidente?

*Zero Hora

Em novo livro da série "Compêndio mítico do Rio de Janeiro", Alberto Mussa aborda relações de senhores e escravos

O autor Alberto Mussa: ele já trabalha em "A biblioteca elementar", volume que fecha a série
A morte da filha de um coronel e senhor de escravos, figura proeminente da sociedade carioca no século XIX, revela segredos familiares e os diferentes níveis de poder que existiam entre a casa grande e a senzala.
Este é o ponto de partida de "A hipótese humana", quarto de cinco romances policiais ambientados em diferentes séculos da história da cidade, dentro da série batizada de "Compêndio mítico do Rio de Janeiro", que Alberto Mussa lança na próxima quarta (7), na Travessa do Leblon.
Inspirada em um caso real, a trama é investigada pelo agente secreto da polícia carioca Tito Gualberto, que possui parentesco com a família da vítima e mantém relações obscuras com a mulher assassinada.
Para descobrir o assassino, Tito Gualberto conta com seu senso de investigação e um olhar clínico apurado, mas, diferentemente de outros detetives celebrados pela literatura, como Sherlock Holmes e Hercule Poirot, ele também se deixa levar pela intuição e por caminhos da cidade que divisam o sobrenatural. Tito foi criado em meio à nobreza, mas desde jovem se dedicou à capoeira e a circular pelas áreas boêmias, onde maltas de capoeiristas dividiam seus territórios.
"Ele é um exemplo desse cruzamento de referências brasileiras, é algo que sempre busco na série. Vivemos em um mundo ocidental, mas não somos exatamente ocidentais. Seguimos outros códigos além dos que chegaram pela herança europeia, temos muitas marcas da cultura africana e indígena", analisa Alberto Mussa, um dos autores brasileiros convidados para a 15ª Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece entre 26 e 30 de julho.
"O Tito é racionalista até certo ponto, depois segue sua intuição e os caminhos pelos quais a cidade o leva. O Rio é o símbolo dessa nossa 'não-ocidentalidade'", justifica.
Pesquisa
Como nos romances anteriores, a cidade é detalhadamente descrita, e sua geografia é determinante para a compreensão dos personagens. A trama se passa nos arredores da Zona Norte e do Centro, numa capital que ainda mantinha traços rurais - o crime se dá numa chácara onde hoje é o bairro do Catumbi - mas já passava pelas as intervenções urbanas da metrópole atual.
A investigação segue por ruas do Rio Comprido, pelo Campo da Aclamação (hoje conhecido pelo nome mais antigo, Campo de Santana) e pelo Largo da Segunda-Feira, no bairro Tijuca.
Para a pesquisa histórica do livro, Mussa se valeu de jornais da época e documentos cartoriais, além de vasta bibliografia sobre o período, que inclui um atlas das ruas cariocas do século XVI ao XX.
"A referência geográfica é importante, até para estabelecer os territórios disputados pelas maltas de capoeiristas. É curioso que não existam tantos registros sobre este assunto na proporção de como a capoeira era algo cotidiano no período", observa o escritor.
"As lutas entre os grupos eram constantemente relatadas nos arquivos policiais, sendo violentamente reprimidas pelas autoridades".
Além da capoeira, o autor destaca a hierarquia da senzala, determinada pelas diferentes nações dos quais os escravos eram oriundos e os vários níveis de relações estabelecidas com a casa grande.
Um dos personagens, o bocono Catarino (título equivalente ao de babalaô entre os iorubás) comanda os demais escravos como se fosse o próprio senhor, e exerce inegável influência sobre os donos da chácara.
"Os escravos são quase sempre retratados de forma estereotipada, dentro de uma visão ligada à marginalidade ou como o negro afável, leal. É como se não tivessem caráter, não fossem seres humanos diversos, com contornos psicológicos distintos", comenta Mussa, destacando a complexidade das relações entre a senzala e os senhores.
"Geralmente olhamos esta convivência apenas pelo lado do opressor, mas existiam intrincadas disputas de poder e uma hierarquia informal. Os chamados escravos domésticos partilhavam da intimidade dos senhores e isso dava a eles outro status".
Religião
Outro aspecto histórico presente em "A hipótese humana" e pouco explorado na literatura nacional é a chegada do espiritismo ao Brasil.
Em sua investigação, Tito Gualberto chega até uma casa no Largo do Capim (logradouro do Centro que desapareceu para dar passagem à Avenida Presidente Vargas) onde um dos suspeitos assiste a sessões de incorporação mediúnica.
"No Brasil já era conhecida a incorporação nas religiões de matriz africana, mas no século XIX as sessões de mesa ficaram muito populares no Rio, inicialmente como curiosidade e depois como religião", explica Mussa.
"Aqui, o espiritismo virou algo diferente do que era na Europa, com relatos de manifestações de escravos e indígenas, o que acabou levando à criação da umbanda no início do século XX, pelo médium Zélio de Moraes", detalha o autor, que consultou a historiadora Mary del Priore para confirmar se seria verossímil incluir o tema em história ambientada no Rio de 1854.
Para fechar seu compêndio de tramas policiais passadas diferentes séculos do Rio, que inclui também "O trono da rainha Jinga" (século XVII), "A primeira história do mundo" (século XVI) e "O senhor do lado esquerdo" (século XX), Alberto Mussa já trabalha em "A biblioteca elementar", sobre a inquisição carioca no século XVIII.
"Tenho o tema do romance, ainda estou desenvolvendo a história. Antes, devo lançar outro que já estou escrevendo, fora da série, sobre o último desfile da escola de samba Floresta do Andaraí, que ocorreu em 1955, mas no livro vou trazer para 1961, o ano em que nasci", adianta Mussa.
"Quero abordar esse universo das disputas de sambas na quadra, que envolvem comunidades inteiras", completa o escritor sobre o próximo projeto, antes de retornar à série.
Diário do Nordeste

Trabalho voluntário na terceira idade traz benefícios para saúde

Vanilda se diverte com as crianças na instituição(Foto: Divulgação Associação Peter Pan)
Vanilda Martins, 63, é dona de casa, avó, atleta e universitária. Um ânimo só, que ela não cansa de aguçar. Às terças e quintas-feiras, divide espaço na agenda intensa com o trabalho voluntário na Associação Peter Pan
Ela sai cedo de casa, no Antônio Bezerra, para chegar na instituição, que fica no bairro Vila União, às 8 horas. Lá, ela participa do projeto “Ler faz bem”, em que a leitura é usada como instrumento de cultura e lazer de crianças e adolescentes com câncer.  
A experiência traçou novos rumos na vida da voluntária, como voltar a estudar. “O trabalho me aproximou de outra realidade. A gente fica querendo ajudar", explica. "O curso que escolhi foi por causa desse contato com as crianças”, afirma a estudante do 3º semestre de Serviço Social, de uma faculdade em Itapipoca, a 136km da Capital, para onde ela vai aos fins de semana estudar. "Saio na sexta-feira à noite. É longe, mas eu gosto. Sei que na assistência social vou poder ajudar as pessoas". 
Além da nova perspectiva profissional, ela relata mudanças nas relações sociais. “Tenho muita amizade lá dentro, somos uma família”, por telefone, Vanilda detalha que a atividade a ajudou na comunicação com as pessoas. 
A dona de casa começou a atuar na Associação há 10 anos, quando achou que era o momento de buscar por ocupações fora de casa, já que os filhos se tornaram adultos.  
Mas foi nos últimos três anos - quando entrou na terceira idade - que o trabalho serviu como combustível para novos desafios. “Lá, é como se fosse uma terapia”. Além do núcleo de leitura, ela entrou para o coral da instituição, e, agora, canta nos hospitais e festinhas das crianças. 
Vanilda também começou a praticar atividades físicas. “Corro com meu filho. Saio bem cedinho, 4h30min”, conta orgulhosa, e acrescenta que já corre 10km, mesmo tendo começado no ano passado. “Ah, minhas duas netinhas, de 7 e 10 anos, já correm também”. 
As transformações narradas pela voluntária podem ser explicadas pela Ciência. Para a professora de Psicologia do Centro Universitário Estácio Ceará, coordenadora do Núcleo de Estudos em Psicologia, Gênero e Política (Nupex), membro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (Anpepp), e doutoranda em psicologia, Juliana Fernandes, o trabalho voluntário pode atuar como ferramenta de socialização.
“O idoso necessita de uma rede social, de apoio emocional e um sistema que possibilite uma redescoberta dos projetos e novas ações”, destaca. Segundo a pesquisadora, a inserção do idoso no trabalho voluntário, assim como a reinserção no mercado de trabalho, têm impactos positivos que vão desde a saúde física à psíquica.
“Quando você elabora uma nova linguagem, no caso do trabalho voluntário, está regando sementes para uma linguagem que está sendo esquecida, apagada no silêncio”, explica. “Isto é fundamental, tanto para o organismo físico, biológico, como aspectos emocionais e cognitivos”. 
Pesquisas 
Um estudo realizado na China em 2005, mostrou que os idosos engajados em causas sociais apresentavam melhor saúde física e satisfação com a vida e menor índice de depressão. Ao todo, 501 idosos foram analisados. 328 deles eram voluntários, os outros 173 não.   
Outra análise, em Israel, notou que os idosos que eram voluntários, apresentavam menor déficit cognitivo, maior número de relacionamentos interpessoais e avaliação mais positiva da vida, em relação aos que não praticam atividades do gênero.
Os resultados são expressivos. Sobretudo, em um cenário em que cerca de 20% dos idosos no mundo sofrem com depressão, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). 
Ambas as pesquisas foram citadas pelo artigo "Trabalho voluntário: uma alternativa para promoção da saúde dos idosos", de estudantes de pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP).  
Peter Pan
A instituição atua há mais de 20 anos na Capital, com o apoio de crianças e jovens até 19 anos. Assim como amparo emocional aos pais e responsáveis. Lá, os assistidos recebem o diagnóstico precoce do câncer e tratamento especializado, sempre com o atendimento humanizado. 
“Na Associação, a gente aprende a ser mais humano. A gente faz cursos de humanização e vários outros", apresenta. "Às vezes, as crianças saem chorando da terapia, e eu abordo, mostro um livrinho, conto uma história. É gratificante”, conclui a voluntária. Assim como Vanilda, cerca de outros 320 voluntários trabalham nos projetos da Peter Pan.
SERVIÇO
Associação Peter Pan
Onde: Rua Alberto Montezuma, 350, no Vila União
Telefone: (85) 4008-4109
BRUNA DAMASCENO

O Povo

Método faz diagnóstico precoce de esquizofrenia

A técnica poderá antecipar o diagnóstico em pelo menos seis meses, evitando o risco de submeter o paciente à medicação errada.
Um dos maiores problemas atuais para a indústria farmacêutica é desenvolver meios para evitar que o paciente seja tratado para a doença errada.
Um dos maiores problemas atuais para a indústria farmacêutica é desenvolver meios para evitar que o paciente seja tratado para a doença errada. (Divulgação)

Um novo método desenvolvido por cientistas brasileiros poderá ajudar os psiquiatras a diagnosticarem a esquizofrenia já na primeira consulta com o paciente. A técnica, que emprega algoritmos para analisar a estrutura da fala dos jovens com sintomas iniciais da doença, poderá antecipar o diagnóstico em pelo menos seis meses, evitando o risco - bastante alto - de submeter o paciente à medicação errada, de acordo com os pesquisadores.

O estudo que descreve o novo método foi publicada na revista Schizophrenia, do grupo Nature, por uma equipe liderada pelo neurocientistas Sidarta Ribeiro, do Instituto do Cérebro, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal.

De acordo com Ribeiro, na área da Psiquiatria, um dos maiores problemas atuais para a indústria farmacêutica é desenvolver meios para evitar que o paciente seja tratado para a doença errada.

"Essas doenças não têm base biológica clara e, portanto, não há exames inequívocos para o diagnóstico", disse Ribeiro à reportagem. Atualmente, por conta dessa dificuldade, é preciso acompanhar o paciente por seis meses para definir o diagnóstico, a fim de evitar uma medicação equivocada, que poderia ser desastrosa.

Em pesquisas anteriores, o grupo já havia mostrado que é possível utilizar modelos matemáticos para analisar a fala dos esquizofrênicos, mostrando também que, nesses pacientes, a estrutura do discurso é empobrecida, quase aleatória.

No novo artigo, porém, os cientistas conseguiram fazer medidas objetivas do grau de aleatoriedade da estrutura verbal de adolescentes psicóticos ainda em seu primeiro contato clínico.

"Mostramos que é possível calcular um número único - que chamamos de índice de fragmentação -, capaz de prever com grande acurácia o diagnóstico da esquizofrenia na primeira entrevista psiquiátrica do paciente. Isso significa que o psiquiatra pode usar esse índice para dar um diagnóstico inicial mais certeiro já na consulta inicial", afirmou Ribeiro.

Agência Estado

Vídeo revela a verdade sobre o nosso vício no celular

Você sabe o quanto já perdemos desde que os smartphones se tornaram parte de nossas vidas? Como recuperar isso?

O ilustrador e animador inglês criou este vídeo emocionante para a música “Are You Lost In The World Like Me?” (“Você está perdido no mundo como eu?”), de Moby and The Void Pacific Choir. A resposta é um “sim” ressonante, a julgar pelas dezenas de milhões de pessoas que já assistiram ao vídeo no Facebook.
Talvez isso não seja uma notícia ruim, já que reconhecer o problema pode ser o primeiro passo para solucioná-lo.
Assita:

Aleteia

Brasil entra na campanha #EstouComANatureza para celebrar Dia Mundial do Meio Ambiente

A ONU Meio Ambiente realiza de 4 a 11 de junho eventos nacionais para incentivar a conexão das pessoas com a natureza e incentivar sua proteção.
Impulsionando estilos de vida sustentáveis, a campanha realiza mais de 1 mil atividades mundiais. No Brasil, haverá a Meia Maratona das Cataratas, o Simpósio ‘Ecos da Rio 92’ no Museu do Amanhã, o lançamento nacional da Campanha #MaresLimpos, no AquaRio, entre outros eventos.
O Dia Mundial do Meio Ambiente em 2017 ganha o tema “Conectando as pessoas à natureza” e será comemorado mundo afora com mais de 1 mil eventos. Foto: ONU Meio Ambiente
O Dia Mundial do Meio Ambiente em 2017 ganha o tema “Conectando as pessoas à natureza” e será comemorado mundo afora com mais de 1 mil eventos. Foto: ONU Meio Ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente em 2017 ganha o tema “Conectando as pessoas à natureza” e será comemorado mundo afora com mais de 1 mil eventos. Com o slogan “Estou Com a Natureza”, a ideia central é impulsionar os esforços para a conservação do meio ambiente, transformando ações individuais em uma força coletiva que tenha um verdadeiro e duradouro legado de impacto positivo para o planeta.
De Mumbai à Cidade do México, a população comemora a data de incontáveis maneiras, com ações que vão desde limpeza de praias e plantações de árvores até petições e concursos de fotografia, com milhares de crianças sendo envolvidas por meio de suas escolas. No Brasil, como principal autoridade global em meio ambiente e responsável pelo mandato e tema deste dia, a ONU Meio Ambiente está planejando uma série de ações entre os dias 4 e 11 de junho com uma semana especial de atividades.
No domingo (4), mais de 4,5 mil atletas se reúnem no Parque Nacional do Iguaçu para correr pela natureza na Meia Maratona das Cataratas, prova que dará início à Semana Mundial do Meio Ambiente no Brasil, e que vem para alertar sobre importância da criação de áreas protegidas no país e estimular o sentimento de pertencimento dos parques pelos cidadãos brasileiros, incluindo a ampliação de visitação aos Parques Nacionais como estratégia de conservação.
Na segunda-feira (5), em parceria com a Embaixada do Canadá e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), será lançado o Concurso de Fotografia #EstouComANatureza, que premiará o vencedor com uma viagem para Brasília e um passeio em seus parques nacionais.
Em parceria com o Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio) e em apoio à Conferência dos Oceanos, entre os dias 5 e 11 de junho, serão distribuídos folhetos informativos sobre preservação dos oceanos e a Campanha #MaresLimpos para os visitantes do AquaRio, que também contarão com uma ação surpresa no dia 8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos.
Na terça-feira (6), o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, recebe o simpósio “Ecos da Rio-92: 25 anos depois”, que contará com Denise Hamú, representante da ONU Meio Ambiente para a fala de abertura.
Cristo Redentor, Museu do Amanhã, Ponte Estaiada, Viaduto do Chá, Prefeitura de São Paulo, entre outros importantes monumentos brasileiros serão iluminados em verde durante a semana para celebração da data.
Em parceria com o Ministério de Educação, a ONU Meio Ambiente distribuirá para 150 mil escolas um guia digital de planos de aula sobre a importância da conexão da natureza para sua preservação.
São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro poderão curtir em cinemas Cinemark o vídeo especial da ONU para o Dia Mundial do Meio Ambiente, convidando todos a montarem o maior álbum de fotografia da natureza da história.
Na quarta-feira (7), o AquaRio, no Rio de Janeiro, recebe o lançamento da Campanha #MaresLimpos. Além da presença da representante para o Meio Ambiente no Brasil, Denise Hamú, a ação tem o apoio da dupla de velejadoras Martine Grael e Kahena Kunzi. Nas redes sociais, a apresentadora Bela Gil participa promovendo o engajamento em torno da campanha.
A ONU Meio Ambiente também apoiará a Virada Sustentável, no Rio de Janeiro, e fará a abertura do evento na sexta-feira (9), no Museu de Arte do Rio.
Para encerrar a semana, Grupo Cataratas, AirBnB e ONU Meio Ambiente promovem o Encontro #I’m With Nature, com anfitriões cariocas que realizarão um mutirão de plantio de mudas nativas no Parque Nacional da Tijuca, na nascente do Rio Carioca.
#EstouComANatureza é o lançamento oficial de um movimento de incentivo e sensibilização sobre como a reconexão com a natureza pode incentivar um estilo de vida mais sustentável.
O tema destaca ainda os diversos benefícios que os sistemas naturais e meio ambientes limpos fornecem à humanidade, da segurança alimentar e da melhoria da saúde ao abastecimento de água e à estabilidade climática. Também incentiva as pessoas a sair ao ar livre e apreciar esses benefícios em primeira mão.
“As armadilhas da vida moderna — arranha-céus, smartphones, fast food — são construídas sobre uma base de sistemas naturais complexos”, disse o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim. “Sem sistemas naturais saudáveis, nossa vida moderna começa a desmoronar. Uma mudança aparentemente insignificante pode causar efeitos desastrosos. Podemos observar isso nas mudanças climáticas. Um pequeno aumento da temperatura global está causando aumento do nível do mar, mais inundações, secas e espécies a serem dizimadas”, completou.
 
Este ano, o chamado é para que as pessoas procurem estar rodeadas pela beleza da natureza e redescubram a importância de cuidar do meio ambiente. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente convida os cidadãos a comemorarem o dia de diferentes maneiras, começando por sair de casa, estar na natureza e compartilhar as fotos de lugares especiais e únicos para cada um, com as hastags #DiaMundialDoMeioAmbiente e #EstouComANatureza.

Sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, é o dia principal das Nações Unidas para incentivar em escala global a sensibilização e a criação de iniciativas em favor do meio ambiente.
Ao longo dos anos, a data celebrativa cresceu e se tornou uma das maiores plataformas de divulgação da causa, sendo comemorada a cada ano por mais de 1 milhão de pessoas e em mais de 100 países.
O objetivo é que as celebrações sejam cada vez maiores e melhores, chamando as pessoas para demonstrar amor e afeição pela natureza. A beleza do dia está em sua diversidade. É a data para que cidadãos mundo afora ajam coletivamente, mostrando cuidado e amor ao planeta. Todos os anos. Em todos os lugares. Todo mundo.

Para mais informações:

Meio Ambiente, patrimônio de todos

Padre Geovane Saraiva*
Eis nosso grande e maior desafio: o de proteger e conservar nosso querido Brasil, bem como todo o meio ambiente. Vemos toda uma riqueza sempre mais ameaçada pela devastação das florestas e de outros ecossistemas, nos grandes projetos, pela expansão de monoculturas da soja e da cana-de-açúcar e pelo crescimento da agroindústria ou do agronegócio, de um modo predatório. Sem esquecer a exploração desenfreada e gananciosa que o homem realiza, nas suas ações, no que diz respeito às madeireiras, mineradoras, fazendas e grandes empresas transnacionais, que existem de fato para destruir todo esse patrimônio.
Que a Semana do Meio Ambiente ajude a conscientizar as pessoas de boa vontade da importância desse mesmo meio ambiente, da maravilhosa obra da humanidade, belo prodígio divino, que devemos não só contemplar e louvar, mas pensar de verdade na criação, com uma nova mentalidade, a partir do projeto do Criador e Pai, confiado ao homem: “E Deus viu que tudo que tinha feito era muito bom” (cf. Gn 1,10).
Quando alhures dissemos em artigo que toda civilização necessita de figuras exemplares, modelos e referenciais, que mostrassem concretamente ao mundo os grandes sonhos e utopias, os valores últimos e as motivações dos seres humanos, na sua relação e ação com Deus e seus semelhantes, com a natureza ou meio ambiente, aproximava-nos de uma inspiração. Parece até que antevíamos a grande novidade ou presente que o mundo acolheu carinhosamente, com a eleição do Papa Francisco, alertando-nos: “Nunca esqueçamos que o meio ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos”. 
Como decorrência do nosso batismo, é assaz perceber e valorizar sempre mais a “Casa Comum” como local sagrado, como a casa da vida, habitação da humanidade. Convém buscar um diálogo sincero, no sonho de um mundo fraterno e solidário, no qual as pessoas saibam cuidar da referida casa. Foi pensando em uma vida com maior encanto na face da terra, no seu sentido mais largo e mais profundo, que o nosso querido Papa Francisco nos deu de presente, aos 18 de junho de 2015, na sua Encíclica, sobre o tema acima referido, o da ecologia, do meio ambiente, querendo nos dizer que somos chamados, na esperança, a cuidar do planeta.Resultado de imagem para meio ambiente parque do cocó
Deus quer abrir a nossa mente e coração diante de gritos, dores e gemidos da terra, grande casa e mãe, A partir da assertiva do saudoso Pe. Libânio: “Rios e mares, antes gigantescos úteros de vida, que vêm sendo esterilizados pela poluição industrial, esgotos, sujeira produzida pelo ser humano. Se esquece de que a água, fonte de vida, transforma-se facilmente em uma das piores fontes de morte, ao transmitir doença. Por ela navegam germes de morte até os confins da terra”.

*Pároco de Santo Afonso, Jornalista, Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com

Vacina contra a gripe está disponível a partir de hoje para toda a população

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Ministério da Saúde promove o Dia D de Vacinação contra a gripe em postos de todo o país (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
A medida só é válida neste ano e foi adotada porque ainda há um estoque disponível de 10 milhões de doses. A campanha vai até sexta-feira (9) Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A partir de hoje (5), a vacina contra a gripe está disponível para toda a população. Com 76,7% do público-alvo vacinado, o Ministério da Saúde orientou estados e municípios a ofertar a vacina para todas as faixas etárias, enquanto durarem os estoques. A medida só é válida neste ano e foi adotada porque ainda há um estoque disponível de 10 milhões de doses. Cada estado ou município tem autonomia para decidir sobre a liberação da vacina.
A campanha vai até sexta-feira (9). A meta é de vacinar 90% do público-alvo, mas, até o momento, nenhum grupo prioritário atingiu o índice, que inclui crianças de 6 meses a menores de 5 anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional; pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou outras condições clínicas especiais; e professores.
O ministério alerta sobre a importância do público-alvo ainda se imunizar para evitar a gripe e seus possíveis agravamentos e ressaltou que a ampliação do público nesta última semana da campanha ocorrerá porque ainda há doses disponíveis. O Amapá é o único estado que atingiu a meta até este momento, com 95,6% do público-alvo vacinado.
A vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde desde o dia 17 de abril protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial da Saúde para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). Segundo a pasta, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.
De acordo com o ministério, é fundamental que as pessoas se vacinem neste momento para estarem protegidas durante o inverno, quando os diversos vírus da influenza começam a circular com maior intensidade. O organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção.