6 de março de 2019

Prêmio Nobel de Literatura terá dois vencedores este ano

O Conselho de Diretores da Fundação Nobel, responsável pelo prêmio de literatura, prepara o anúncio, em outubro, de dois vencedores - um relativo a 2018 e outro referente a este ano.
O duplo anúncio ocorrerá porque não houve premiação no ano passado devido ao vazamento de informações sobre a premiação.
Hoje (29) é dia Nacional do Livro. Na foto, o Sebinho, em Brasília, é referência no setor de livros usados. Possui um amplo acervo de títulos nas mais variadas áreas (José Cruz/Agência Brasil)
Dia Nacional do Livro - José Cruz/Arquivo Agência Brasil
A Fundação Nobel e a Academia Sueca definiram uma série de mudanças para a premiação este ano.
Os regulamentos da academia foram alterados, permitindo que os membros renunciem. Também houve alteração nos estatutos.
As modificações foram implementadas no esforço de elevar a confiança no Prêmio Nobel de Literatura.
Agência Brasil

Fundação Clóvis Salgado recebe itinerância da 33ª Bienal de São Paulo – Afinidades Afetivas

Obras de 15 artistas vão ocupar as galerias do Palácio das Artes a partir de março.
A mostra parte de compatibilidades artísticas e culturais entre os envolvidos, ressaltando a justaposição das obras no centro do processo curatorial.
A mostra parte de compatibilidades artísticas e culturais entre os envolvidos, ressaltando a justaposição das obras no centro do processo curatorial. (Fundação Bienal de São Paulo)

O recorte de uma das mostras de arte mais relevantes do mundo chega, mais uma vez, ao complexo cultural do Palácio das Artes. A Fundação Clóvis Salgado, em parceria com a Fundação Bienal, recebe itinerância da 33ª Bienal de São Paulo. Neste ano, todas as galerias de artes visuais da Fundação Clóvis Salgado e o Cine Humberto Mauro receberão obras de 15 artistas em suportes variados que integraram a edição 2018 da Bienal. Entre eles, estão trabalhos de Waltercio Caldas, Tamar Guimarães, Alejandro Corujeira, Roderick, Sofia Borges, Sara Ramo e Maria Laet.
Com o título Afinidades Afetivas, a mostra parte de compatibilidades artísticas e culturais entre os envolvidos, ressaltando a justaposição das obras no centro do processo curatorial. Desse modo, o Pavilhão Bienal recebeu doze projetos individuais selecionados pelo curador-geral Gabriel Pérez-Barreiro e sete mostras coletivas organizadas por artistas-curadores convidados.
“A itinerância da Bienal de São Paulo exerce um importante papel de democratização da arte, por ser uma das principais plataformas do segmento no mundo, a sua circulação promove a ampliação do público e as reflexões de uma linguagem profusa e diversa. Pela quinta vez, a FCS recebe a itinerância da Bienal consolidando a parceria entre as duas Instituições. ‘Afinidades Afetivas’ chega a Belo Horizonte ocupando todas as galerias do Palácio das Artes e também o Cine Humberto Mauro, esse feito de trazer a ocupação da Bienal para o cinema nos permite ampliar ainda mais as linguagens artísticas propostas pela curadoria’’.
Responsável pela curadoria das itinerâncias, o crítico italiano Jacopo Crivelli explica que essas mostras foram concebidas como novas experiências em relação ao projeto original, de maneira que não replicassem literalmente o que foi visto no Pavilhão. “As ‘narrativas’ propostas por cada uma das exposições itinerantes são parciais e pessoais e não têm a ambição de resumir os assuntos abordados pelos artistas e pelas obras da 33ª Bienal, mas sim buscar outras relações, outras afinidades afetivas, e manter-se assim mais fiel às suas ideias centrais”, conta Jacopo. “Exatamente como na exposição original, o convite à atenção está feito, cabe agora a cada visitante observar e desenhar sua própria exposição”.
Além de ampliar a circulação das obras de arte que fizeram parte da Bienal, o programa de itinerâncias possibilita novas relações entre os visitantes e a obra. Um exemplo é a instalação de madeira Te doy una esfera de luz dorada (2018), do argentino Alejandro Corujeira, que propõe o caminhar como uma manifestação do desenho, considerada por ele semente de qualquer atividade artística. Na expografia da Grande Galeria do Palácio das Artes, a obra, junto dos desenhos do artista, recebe um destaque diferenciado em relação ao Pavilhão em São Paulo, proporcionando maior contato entre o público e a instalação.
Com ampla participação de artistas latinos e brasileiros, outros destaques do recorte da Bienal são os trabalhos de Waltercio Caldas, artista-curador da Bienal conhecido por produzir, com esculturas, circunstâncias espaciais, além de usar a palavra como elemento escultórico, como em Not Now (2014). As cinco obras da artista-curadora Sofia Borges também se destacam ao lidar com a tragédia a partir de uma pesquisa sobre a mitologia, a existência e a impossibilidade de uni-la ao significado.
Já a mineira Tamar Guimarães vai ocupar o Cine Humberto Mauro uma vez por semana com Ensaio (2018), obra audiovisual filmada no próprio Pavilhão da Bienal e que traz reflexões sobre o racismo e misoginia. Desnudando a própria organização cultural, a trama mostra Isa, uma jovem diretora negra convidada por uma instituição de arte contemporânea para sugerir um projeto, ao que ela responde propondo uma adaptação de Memórias Póstumas de Brás Cubas.
A artista conta que o interesse pelo formato do ensaio vem da tensão entre repetição e diferença, do estado de espera e a potência da renovação pelas mudanças internas de relações entre as partes. “Procurava um texto para um ensaio a ser filmado, e queria trabalhar com algo que falasse de um modo de ser e estar no Brasil. Memórias Póstumas, de Machado de Assis, me cativou muito porque há um ceticismo em relação ao progresso e uma leitura crítica afiada sobre a sociedade brasileira”, conta a artista. No elenco de não-atores está, também, o curador-geral da 33ª Bienal Gabriel Pérez-Barreiro.
É a segunda vez que a Itinerância da Bienal se estende ao espaço do Cine Humberto Mauro, construindo uma ponte com as galerias do Palácio das Artes. “Trazer a ocupação da mostra para o Cinema nos permite ampliar ainda mais as linguagens artísticas propostas pela curadoria, possibilitando um trânsito do público do cinema para as galerias”, observa Uiara.
Um convite à atenção do público
O cuidado com a atenção orientou o programa curatorial da mostra, e foi com o objetivo de criar espaços favoráveis à desaceleração, observação, reflexão do público e compartilhamento de experiências que a Fundação Bienal vem desenvolvendo ações educativas em parceria com o Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart. No período expositivo da itinerância, os professores do Cefart e outros multiplicadores artistas vão oferecer atividades como palestras, visitas guiadas e processos exploratórios de produção e apreciação artística desenvolvidos para potencializar a experiência estética dos diversos públicos. Segundo Lucas Amorim, coordenador da Escola de Artes Visuais do Cefart, essas ações são de extrema importância para a formação de público não só para o recorte da Bienal ou das artes visuais, mas também para todos os corpos artísticos e espaços culturais da Fundação Clóvis Salgado.
33ª BIENAL/SP – ITINERÂNCIA BELO HORIZONTE – AFINIDADES AFETIVAS
Local: Galerias do Palácio das Artes e Cine Humberto Mauro
Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537 – Belo Horizonte
Período expositivo: 9 de março a 2 de junho
Entrada gratuita
Informações para o público: (31) 3236-7400

Ascom Fundação Clóvis Salgado

'Os celulares espiam e transmitem nossas conversas, mesmo desligados', diz pai do software livre

Stallman se preocupa pelo fato de os aparelhos conectados enviarem às empresas privadas cada vez mais dados sobre nós.
O software livre é sua contribuição como programador à luta pela integridade das pessoas.
O software livre é sua contribuição como programador à luta pela integridade das pessoas. (rawpixel/ Pixabay)

Por Manuel G. Pascual
Ele nos encontra no apartamento de amigos em Madri. O pai do software livre é um viajante empedernido: difunde os princípios de seu movimento onde o chamam. Dias antes da entrevista, Richard Stallman (Nova York, 1953) participou do Fórum da Cultura de Burgos e retomará sua turnê europeia após dar uma conferência em Valencia. Ele nos recebe com sua característica cabeleira despenteada e com uma de suas brincadeiras de praxe: “Té quiero”, diz em seu espanhol fluente com sotaque gringo, lançando um olhar a sua fumegante xícara de chá quando detecta uma cara de desconcerto no interlocutor. “Ahora té quiero más”, nos dirá quando for buscar mais bebida. (A brincadeira é um jogo de palavras entre a expressão ‘Te quiero’ – te amo em espanhol – e a palavra  – chá).
Seu peculiar senso de humor, que cultiva nos seis ou sete idiomas que domina, traz muita naturalidade ao encontro. Parece como se ele mesmo quisesse descer do pedestal em que a comunidade de programadores o colocou. Para esse coletivo, é uma lenda viva. Stallman é o pai do projeto GNU, em que está o primeiro sistema operacional livre, que surgiu em 1983. Desde os anos noventa funciona com outro componente, o Kernel Linux, de modo que foi rebatizado como GNU-Linux. “Muitos, erroneamente, chamam o sistema somente de Linux...”, se queixa Stallman. Sua rivalidade com o finlandês Linus Torvalds, fundador do Linus, é conhecida: o acusa de ter levado o mérito de sua criação conjunta, nada mais nada menos do que um sistema operacional muito competitivo cujo código fluente pode ser utilizado, modificado e redistribuído livremente por qualquer pessoa e cujo desenvolvimento teve a contribuição de milhares de programadores de todo o mundo.
A verdade é que o revolucionário movimento do software livre foi iniciado por Stallman. O programador, que estudou Física em Harvard e se doutorou no MIT, bem cedo foi apanhado pela cultura hacker, cujo desenvolvimento coincidiu com seus anos de juventude. O software livre e o conceito de copyleft (em contraposição ao copyright) também não seriam os mesmo sem esse senhor risonho de visual hippie.

Ataque à privacidade

Seu semblante muda à mais severa seriedade quando fala de como o software privado, o que não é livre, se choca com os direitos das pessoas. Esse assunto, a falta absoluta de privacidade na era digital, o deixa obcecado. Não tem celular, aceita que tiremos fotos somente depois de prometer a ele que não iremos colocá-las no Facebook e afirma que sempre paga em dinheiro. “Não gosto que rastreiem meus movimentos”, frisa. “A China é o exemplo mais visível de controle tecnológico, mas não o único. No Reino Unido, há mais de dez anos acompanham os movimentos dos carros com câmeras que reconhecem as placas. Isso é horrível, tirânico!”.
O software livre é sua contribuição como programador à luta pela integridade das pessoas. “Ou os usuários têm o controle do programa, ou o programa tem o controle dos usuários. O programa se transforma em um instrumento de dominação”, afirma.
Ele se deu conta dessa dicotomia quando a informática ainda estava engatinhando. “Em 1983 decidi que queria poder usar computadores em liberdade, mas era impossível porque todos os sistemas operacionais da época eram privados. Como mudar isso? Só me restou uma solução: escrever um sistema operacional alternativo e torná-lo livre”. Foi assim que começou o GNU. Mais de três décadas depois, a Free Software Foundation, que ele mesmo fundou, tem dezenas de milhares de programas livres em catálogo.
“Conseguimos liberar computadores pessoais, servidores, supercomputadores..., mas não podemos liberar completamente a informática dos celulares: a maioria dos modelos não permite a instalação de um sistema livre. E isso é muito triste, é uma clara mudança para pior nos últimos dez anos”, diz Stallman.
“Os celulares são o sonho de Stalin, porque emitem a cada dois ou três minutos um sinal de localização para seguir os movimentos do telefone”, diz. O motivo de incluir essa função, afirma, foi inocente: era necessário para dirigir ligações e chamadas aos dispositivos. Mas tem o efeito perverso de que também permite o acompanhamento dos movimentos do portador. “E, ainda pior, um dos processadores dos telefones tem uma porta traseira universal. Ou seja, podem enviar mudanças de software à distância, mesmo que no outro processador você use somente programas de software livre. Um dos usos principais é transformá-los em dispositivos de escuta, que não desligam nunca porque os celulares não têm interruptor”, afirma.

Nos deixamos observar

Os celulares são somente uma parte do esquema. Stallman se preocupa pelo fato de os aparelhos conectados enviarem às empresas privadas cada vez mais dados sobre nós. “Criam históricos de navegação, de comunicação... Existe até um aplicativo sexual que se comunica com outros usuários através da Internet. Isso serve para espiar e criar históricos, claro. Porque além disso tem um termômetro. O que um termômetro dá a quem tem o aplicativo? Para ele, nada; para o fabricante, saber quando está em contato com um corpo humano. Essas coisas são intoleráveis”, se queixa.
Os grandes produtores de aparelhos eletrônicos não só apostam maciçamente no software privativo: alguns estão começando a evitar frontalmente o software livre. “A Apple acabou de começar a fabricar computadores que barram a instalação do sistema GNU-Linux. Não sabemos por que, mas estão fazendo. Hoje em dia, a Apple é mais injusta do que a Microsoft. As duas são, mas a Apple leva o troféu”, afirma.
O Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) europeu é uma resposta acertada a essa situação? “É um passo no caminho certo, mas não é suficiente. Parece muito fácil justificar o acúmulo de dados. Os limites deveriam ser bem rígidos. Se é possível transportar passageiros sem identificá-los, como fazem os táxis, então deveria ser ilegal identificá-los, como faz o Uber. Outra falha do RGPD é que não se aplica aos sistemas de segurança. O que precisamos é nos proteger das práticas tirânicas do Estado, que coloca muitos sistemas de monitoramento das pessoas”.
O escândalo do Facebook e a Cambridge Analytica não o surpreendeu. “Sempre disse que o Facebook e seus dois tentáculos, o Instagram e o WhatsApp, são um monstro de seguir as pessoas. O Facebook não tem usuário, tem usados. É preciso fugir deles”, finaliza.
Não podemos aceitar, diz Stallman, que outros tenham informações sensíveis sobre como vivemos nossa vida. “Existem dados que devem ser compartilhados: por exemplo, onde você mora e quem paga a luz de um apartamento para resolver os pagamentos. Mas ninguém precisa saber o que você faz no seu dia a dia. Muito menos os produtos que você compra, desde que sejam legais. Os dados realmente perigosos são quem vai aonde, quem se comunica com quem e o que cada um faz durante o dia”, frisa. “Se os fornecermos, eles terão tudo”.

El País, 24-02-2019

Leitura voluntária estimula estudantes de escolas públicas em SP

 A 4ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura começa neste sábado (18) e vai até 26 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
O Programa Myra tem incentivado a leitura entre estudantes de escolas públicas em São Paulo. Com a ajuda de voluntários, os jovens desenvolvem atividades em encontro semanais.
A professora de português Carmen Silvia Machado dos Santos Bueno, do quinto ano da Escola Estadual Alfredo Paulino, na zona oeste da capital paulista, conta que os alunos ficaram mais seguros e começaram a participar mais de atividades coletivas. Pelo segundo ano, a escola fará parte do programa.
“Eram alunos que tinham um acúmulo de defasagem, principalmente relacionadas à habilidade de leitura e interpretação de texto. Por isso, eles também tinham baixa autoestima, então o comportamento era como se eles estivessem à margem do grupo”, contou. A Fundação SM, que promove o programa pelo terceiro ano na escola, seleciona alunos com dificuldade na leitura.
Após esse processo, há conversas para o envolvimento da família e do jovem com o objetivo de motivar essa participação no programa. Nenhum estudante é obrigado a participar. Carmen relatou que dificilmente aqueles alunos selecionados se engajavam em algum projeto e que eles não tinham segurança para opinar durante as aulas.
“Com a participação no Programa Myra, a autoestima deles foi sendo fortalecida e eles começaram a ter uma participação mais efetiva no grupo, então eu fui vendo alunos que já levantavam a mão para ler respostas, que davam opiniões de uma maneira mais convicta, que pediam para ler pequenos trechos de texto. Isso ajudou no sentido de resgatar a autoestima. E junto com esse resgate da autoestima veio a confiança e, da confiança, veio a melhora da proficiência”, avalia a professora.
As atividades de leitura são feitas individualmente. “O atendimento individualizado facilita a construção e manutenção do vínculo afetivo e auxilia nessa questão [da autoestima], a criança vai criando uma certa intimidade e vai perdendo a vergonha e vai construindo a confiança que ela necessita para superar as dificuldades.”

Voluntários

Para participar, os voluntários podem se inscrever no site do programa até hoje (6). Neste ano, fazem parte do programa a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Coronel Ary Gomes (no Jardim Andaraí); EMEF Cacilda Becker (no Jabaquara); EMEF Desembargador Amorim Lima (na Vila Gomes); e EE Alfredo Paulino (no Alto da Lapa).
Segundo a voluntária Renata Augusto Ferreira, 42 anos – que participou no ano passado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Coronel Ary Gomes, no bairro Jardim Andaraí, já se candidatou novamente –, o projeto é enriquecedor tanto para o estudante quanto para o voluntário.
“Comecei a imaginar que isso nunca foi feito comigo quando eu era criança e eu gostaria de que alguém tivesse esse olhar pra mim, de preparar um texto, um livro para ler pra mim. Fico imaginando quanto seria rico se eu, quando criança, tivesse tido isso. Eu só fui me interessar mais pelos livros a partir da adolescência por causa do teatro”, disse.
Ela relatou que pode acompanhar a evolução no interesse pela leitura em um aluno de dez anos. “[É uma satisfação] quando em uma sessão a criança traz um livro que ela pegou na biblioteca e ela nunca tinha feito isso. Em um outro momento, quando ele pediu para levar o livro pra casa porque ele queria ler com a mãe dele, porque ele nunca tinha lido com a mãe dele.”
Ela lembrou ainda que o menino anotava em um caderno todas as palavras que ele passou a conhecer a partir das leituras que fizeram juntos. “A gente pesquisava a palavra juntos e ele falou: 'Essa é a minha coleção de palavras'. É lindo esse interesse pela leitura.”

Modelo replicável

A diretora da Fundação SM, que promove o programa, Pilar Lacerda, contou que qualquer um pode ter acesso à tecnologia social do projeto e replicar em outras escolas, inclusive de outras regiões do país. “A gente cede o material, faz a formação dos voluntários e essas pessoas tocam. Essa é a forma de chegar a mais escolas. A ideia é que o programa ganhe escala com iniciativas locais.”
Além de desenvolver a capacidade dos estudantes e ajudar na melhora do desempenho escolar, Pilar destaca a importância de envolver a comunidade. “Ao melhorar a capacidade leitora das crianças e dos adolescentes, a gente também tem um segundo ganho com o programa, que é envolver a comunidade, lembrando do slogan da educação integral: é preciso toda uma aldeia para educar uma criança”, disse.
Agência brasil

Destaque

Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...