Cadeiras e Integrantes da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - AMLEF



PATRONO/PATRONESSE
ACADÊMICO
01
Plácido Castelo
Frei Hermínio Bezerra de Oliveira
02
Hermes Vieira
Fernando Antônio Teixeira Távora
03
Senador Tomás Pompeu Brasil
 Grecianny Carvalho Cordeiro (presidente)
04
Jaime Evangelista de Araujo
José Anízio de Araújo
05
Leonardo Mota
Jaildon Correia Barbosa
06
Rachel de Queiroz
Angélica Cecília Freire Sampaio de Almeida
07
Mozart Soriano Aderaldo
Francisco Castro de Sousa
08
Senador Olavo Oliveira
Padre Geovane Saraiva
09
José de Alencar
Osmar Maia Diógenes
10
Domingos Olimpio
Aureny Braga Barroso Forte Ramos
11
Patativa do Assaré
Luis Carlos Rolim de Castro (Lucarocas)
12
Jáder de Carvalho
Francisco de Assis Almeida Filho
13
Humberto de Campos
Wagner Vitoriano Bezerra
14
Bárbara de Alencar
José Jackson  Lima Albuquerque
15
Natércia Campos
Michelly Barros
16
Inês Caúla
Francisco de Assis Carvalho Cajazeiras
17
Durval Aires
João Bosco Ferreira Lima
18
Gerardo Mello Mourão
José Bonfim de A. Júnior (Júnior Bonfim)
19
Joaryvar Macedo
Governador Luiz de Gonzaga Fonseca Mota
20
Raimundo Girão
Pedro Jorge Medeiros
21
Moreira Campos
José Olímpio de Sousa Araújo
22
Juvenal Galeno
Manoel Murilo de Araújo
23
Alcântara Nogueira
Gentil Teixeira Rolim
24
Adolfo Caminha
Mailde Maria Rocha Teixeira
25
Otacílio Azevedo
Marcus José Fernandes de Oliveira
26
Clóvis Beviláqua
Mônica Tassigny
27
José Martins Rodrigues
Gladson Wesley Mota Pereira
28
Filgueiras Lima
Tarcísio Mendes de Araújo
29
Antônio Sales
Paulo Roberto Cândido de Oliveira
30
Eduardo Campos
Seridião Correia Montenegro
31
Antonio Bezerra de Menezes
Francisco Régis Frota Araújo
32
Eduardo Henrique Girão
Francisco Batista Torres de Melo
33
Monsenhor Tabosa
Evandro Bezerra
34
José Valdivino Carvalho
Francisco Flávio Leitão de Carvalho
35
José Maria Mendes
Paulo Eduardo Mendes Sobrinho
36
Pe. Antônio Cândido Rocha
Maria Gilmaíse de Oliveira Mendes
37
José Augusto Carneiro
José Cláudio Nogueira Carneiro
38
Ailton Gondim Lóssio
Júlio Jorge d’Albuquerque Lóssio
39
Raimundo Medeiros Sobrinho 
Maria Nirvanda Medeiros
40
Blanchard Girão
Leda Maria Feitosa Souto







Complementação/Atualização dos integrantes da AMLEF

Cad. 2: FERNANDO Antônio Teixeira TÀVORA, Patrono Hermes Vieira.
Cad.3: GREICIANNY Carvalho CORDEIRO.
Cad. 9: OSMAR Maia DIÓGENES.
Cad. 14: José JAKSON Lima de ALBUQUERQUE
Cad. 15: JOSÉ AUGUSTO BEZERRA.
Cad. 17: João BOSCO Ferreira LIMA, Patrono Durval Aires.
Cad. 25: MARCUS José FERNANDES de Oliveira.
Cad. 26: FRANCISCO José CAMINHA Almeida.
Cad, 39 Maria Nirvanda Medeiros. Patrono Raimundo Medeiros Sobrinho.
Cad. 40. LEDA MARIA Feitosa Souto.


Google disponibiliza download de arquivos do Orkut; saiba como recuperar as fotos

Quem não recuperou os arquivos em 2014 pode ficar tranquilo: o backup fica disponível até 2016

Orkut disponibiliza ainda os arquivos de comunidades
Com o fim do Orkut em setembro de 2014, imaginou-se que milhares de fotos, scraps e depoimentos ficariam perdidos no ciberespaço. Contudo, o Google disponibilizou no TakeOut (uma das ferramentas da empresa) um método para salvar estes arquivos.
O backup ficará no ar até setembro de 2016. Confira o passo a passo que o O POVO Online separou para você relembrar sua época de Orkut.

1 - Entre no TakeOut
 
REPRODUÇÃO
Primeiro passo: entre no TakeOut

 
Desmarque todas as opções e deixe apenas o Orkut selecionado; clique em próximo.

2 - Clique em "Criar Arquivo"
 
REPRODUÇÃO
Segundo passo é criar arquivo com extensão desejada; O POVO Online recomenda o ".zip"

 
É recomendável criar o arquivo em extensão ".zip", já que é reconhecido por muitos computadores. O Google irá buscar os dados da sua rede social (e pode demorar, a depender do quanto você interagia por lá).

3 - Clique em "Fazer Download"
 
REPRODUÇÃO
Terceiro passo: clique em "Fazer Download"


O Google solicitará que você faça o login novamente na sua conta.
 
REPRODUÇÃO
Google solicita que você faça o login novamente em seu e-mail
 

4 - Clique novamente em "Fazer Download"
 
REPRODUÇÃO
Último passo: depois de clicar novamente em "Fazer Download", seu arquivo será baixado na máquina


Seu arquivo será baixado no computador com suas fotos e vários arquivos em ".html" das suas interações na rede social.

Atenção: só é possível recuperar seus arquivos com o e-mail que você usava para entrar no Orkut.

Os arquivos .html, dentro do arquivo, abrirão em seu navegador e mostrarão seu perfil, com possibilidade para navegar entre os scraps e depoimentos. 

Renato Ferreira, especial para O POVO Online

Academia Cearense de Cultura é fundada durante solenidade

Entre os 40 acadêmicos, está a presidente do Grupo de Comunicação O POVO, Luciana Dummar. A cerimônia de posse ocorreu no Palácio da Luz

TATIANA FORTES
As jornalistas Lêda Maria e Luciana Dummar foram empossadas ontem
Foi no Palácio da Luz, no Centro de Fortaleza, que a Academia Cearense de Cultura (Acecult) passou a existir oficialmente, durante solenidade realizada na noite de ontem. Intelectuais, escritores e personalidades do Estado estiveram no local, onde também funciona a sede da Academia Cearense de Letras (ACL) — a mais antiga do gênero no Brasil. Agora, os 40 acadêmicos da Acecult passarão a se reunir mensalmente para discutir a cultura realizada no Estado.

Cada um deles, ocupa uma cadeira que tem como patrono uma figura importante para a História do Ceará. Uma das imortais é a presidente do Grupo de Comunicação O POVO, a jornalista Luciana Dummar, que vai ocupar a cadeira de número oito, cujo patrono é seu pai, o jornalista Demócrito Dummar, ex-presidente do O POVO.

A acadêmica se disse honrada por ocupar o posto na Acecult, principalmente, por ter o seu pai como patrono. Luciana afirmou ainda que a posse representa “mais responsabilidade” ao trabalho desenvolvido no Grupo de Comunicação O POVO. “O POVO é uma liga emocional desta terra. O nosso papel é fomentar e resgatar a relação da Cidade com a cultura”, afirmou, antes de ser titulada.

Também atuará na nova academia a jornalista Lêda Maria, que assina coluna aos sábados no caderno Vida&Arte do O POVO. “Recebi como um reconhecimento do trabalho permanente da jornalista que se preocupa com a cultura do Estado”, comentou.

Entre outros, também figuram como acadêmicos o professor Tales de Sá Cavalcante, diretor da Organização Educacional Farias Brito; a professora Carolina Maria Campos de Saboya, da Universidade Regional do Cariri (Urca); Edson Queiroz Neto, diretor do Grupo Edson Queiroz e o economista e advogado Mauro Gurgel do Amaral Neto.

A jornalista Adísia Sá, ombudsman emérita do O POVO, é uma das 14 acadêmicas honorárias.
 
Atuação
A nova academia surge da iniciativa da advogada e poetisa Matusahila Santiago e do escritor e advogado José Luiz Araújo Lira. A proposta era criar um espaço onde os mais diversos aspectos da cultura cearense pudessem ser debatidos.

“Essa academia tem talentos como museólogos, historiadores, artistas plásticos, musicistas… O conhecimento é muito vasto e diversificado. Era isso que nós queríamos e estamos felizes pela realização desse sonho”, acrescentou Matusahila, que assumiu a presidência da Casa.

Para o secretário Fabiano dos Santos, titular da Secretaria Estadual da Cultura (Secult), a entidade pode contribuir para a “produção de conteúdo e reflexão sobre o conhecimento” do Ceará. “A academia pode gerar uma reflexão para qualificação da própria política pública de cultura. A gente espera que ela possa colaborar para a reflexão dessas políticas”, disse.
O Povo

Menina faz discurso sobre tensão racial nos EUA

Zianna, de 9 anos, interrompeu, com fala improvisada, assembleia na cidade de Charlotte.

Cidade de Charlotte é palco de violentos protestos por causa da morte de homem negro por policial.
Cidade de Charlotte é palco de violentos protestos por causa da morte de homem negro por policial.

Uma menina negra de nove anos roubou a cena em uma assembleia na cidade de Charlotte, no Estado americano da Carolina do Norte, na noite de segunda-feira.

Zianna Oliphant fez um emocionado discurso durante a sessão, que tinha na plateia a prefeita Jennifer Roberts e o chefe local de polícia, Kerr Putney.

Sua intervenção ocorreu depois de um acalorado debate, no qual moradores pediram a renúncia de ambos.

A reunião fora convocada para tentar acalmar os ânimos em Charlotte, que foi palco de violentos protestos depois da morte de um homem negro, Keith Lamont Scott, por um policial negro, na semana passada.

"Somos pessoas negras e não deveríamos ter que sentir este tipo de coisa", declarou a menina, entre lágrimas.

A mãe de Zianna, Precious, disse que o discurso não tinha sido planejado.

"Tudo o que queremos são direitos iguais. Queremos ser tratados da mesma maneira que outras pessoas", disse Zianna em entrevista à rede NBC no dia seguinte à assembleia.

"Eu estava nervosa e decidi pedir a palavra e dizer às pessoas o que sentia", disse a menina.

O vídeo de seu discurso viralizou rapidamente, com celebridades e veículos de imprensa compartilhando o material.

Colin Kaepernick, jogador de futebol americano que tem despertado polêmica por protestar contra a violência policial se recusando a levantar durante a execução do hino americano antes dos jogos, compartilhou o vídeo em sua conta no Instagram.

"Eu não tenho palavras para descrever o quão doloroso é assistir a isso", escreveu Kaepernick.

Confira o emocionado discurso de Zianna Oliphant:


BBC, 29-09-2019.

`Docat´, o livro que ajuda os jovens a agir por amor

O livro que ajuda os jovens a agir por amor vai ser apresentado oficialmente em Fátima, durante as Jornadas da Pastoral Juvenil. O encontro vai colocar os participantes a refletir sobre a «ideologia de género», com a ajuda de um especialista

A apresentação oficial do livro `Docat´ vai acontecer na cidade de Fátima, na manhã do próximo dia 15 de outubro. A sessão de apresentação da obra, que mostra aos jovens a Doutrina Social da Igreja, insere-se no programa da quinta edição das Jornadas Nacionais da Pastoral Juvenil, que terão lugar no auditório da Consolata.


Este encontro de «formação permanente» é promovido pelo Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ) e decorre sob o tema «Construir-se como pessoa, desafios para a pastoral juvenil», um mote que representa «um aspeto fundamental da pastoral juvenil, numa fase em que se estruturam as identidades e se definem as opções para a vida», explica Eduardo Novo, sacerdote e diretor do DNPJ.


Durante o encontro, o bispo de Lamego, António Couto, e o diretor do Secretariado Nacional da Pastoral Social, o padre José Manuel Pereira de Almeida, vão ajudar os participantes a «refletir e debater o que significa ser pessoa na perspetiva bíblica e da Doutrina Social da Igreja, e que desafios e consequências pastorais daí decorrem».


Por sua vez, o especialista Diogo Costa Gonçalves, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, irá abordar a «ideologia de género» para «ajudar a perceber de que modo a perspetiva cristã ilumina todo este debate e pode ajudar a clarificar perspetivas». As Jornadas Nacionais da Pastoral Juvenil são destinadas a animadores de grupos de jovens e responsáveis da pastoral juvenil. As inscrições decorrem online.

Fátima Missionária

Idosos em lares contra a sua vontade

Em Portugal há idosos em lares contra a sua vontade e que desconhecem o valor da sua reforma, denuncia a APAV que vai realizar um curso de apoio aos técnicos que têm de lidar com estas pessoas

Os profissionais que trabalham com idosos têm de «estar alerta» para detetar casos que possam constituir um crime contra estas pessoas, defende Maria de Oliveira, coordenadora do centro de formação da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), a propósito do Dia Internacional das Pessoas Idosas, assinalado a 1 de outubro.


Segundo a responsável, a associação recebe denúncias sobre idosos que estão em lares contra a sua vontade, e relatos de casos de negligência, maus-tratos, violência física e psicológica em instituições. Outros idosos nem sequer sabem o valor da sua reforma. «Muitas vezes quando questionamos os idosos sobre o valor da sua pensão, muitos não sabem, porque não gerem o seu próprio património», explicou.


Uma vez que nos equipamentos sociais e de saúde que acolhem idosos se verifica «um grande desgaste emocional» dos trabalhadores, que lidam diariamente com a morte, a APAV lança segunda-feira, 3 de outubro, um curso de formação para profissionais de várias áreas e forças de segurança.


O curso destina-se aos que desejam «adquirir mais competência de como agir e identificar este tipo de situações e quais os recursos que podem acionar, porque ainda existe muito desconhecimento» em relação a algumas situações contra os idosos, realçou a responsável, em declarações à agência Lusa.

Fátima Missionária

Mostra em Heliópolis apresenta teatro da periferia de São Paulo

Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil
Mostra em Heliópolis apresenta teatro da periferia de São Paulo - Foto Divulgação
Mostra em Heliópolis apresenta teatro da periferia de São Paulo -Divulgação/Companhia de Heliópolis
Mostra em Heliópolis apresenta teatro da periferia de São Paulo - Foto Divulgação
Mostra em Heliópolis apresenta teatro da periferia de São Paulo - Divulgação/ Companhia de Heliópolis








































As ruas e vielas da Comunidade Cidade Nova Heliópolis, no distrito do Sacomã, em São Paulo, vão ser palco de peças de teatro e espetáculos produzidos por grupos e artistas da periferia de São Paulo.
“A Mostra de Teatro de Heliopólis tem por objetivo central difundir o teatro realizado por grupos que atuam em comunidades populares ou em regiões periféricas da cidade de São Paulo. É 'dar palco' para que essas pessoas possam mostrar os seus trabalhos. O objetivo maior é difundir o teatro periférico do estado”, disse Daniel Gaggini, diretor de produção e um dos idealizadores do evento.
Além das ruas de Heliópolis, uma das maiores comunidades da capital paulista, algumas das peças também serão apresentadas à noite na sede da Companhia de Teatro Heliópolis, um casarão localizado no bairro do Ipiranga. “Após todos os espetáculos que acontecem dentro da Companhia de Heliópolis, haverá uma roda de conversa mediada por um crítico ou jornalista que vai falar um pouco sobre o trabalho desse grupo e o espetáculo que foi apresentado. É uma oportunidade de o público ter contato com o processo criativo desses grupos”, acrescentou Gaggini.
A 2a edição da Mostra de Teatro de Heliópolis começa nesta sexta-feira (30) e vai até domingo (2). A curadoria é de Alexandre Mate, professor do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e pesquisador do Núcleo Paulistano de Teatro de Grupo. Mate vai comandar um grupo de críticos que, ao final de cada espetáculo, irá analisar as peças e postar críticas noblog da mostra.
As peças são gratuitas. A programação consiste em três peças teatrais, quatro espetáculos de rua, uma intervenção de rua e rodas de conversa com os grupos participantes.
Neste ano de crise, a programação está mais enxuta, disse Gaggini. Sem verbas de editais ou patrocinadores, a mostra deste ano foi realizada de forma independente, contando com recursos dos próprios idealizadores e de uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo), que arrecadou R$ 950,00. “A mostra ficou um pouco menor porque no ano passado conseguimos financiamento por meio de um edital público. Este ano não conseguimos recursos”, lamentou. “Mas isso só nos deu mais força para fazer a mostra. Todos os grupos estão vindo de forma voluntária. Estamos fazendo uma mostra em que os artistas, literalmente, estão doando seu trabalho. Todos estão vindo de forma colaborativa. Ninguém vai receber cachê, por exemplo. E isso acontece só no teatro”, acrescentou.
Para as pessoas que tiverem dificuldades para chegar a Heliópolis, Gaggini disse que pode tentar providenciar carros próprios da equipe para o transporte até o local, partindo da Estação Sacomã do metrô. “Desta vez, estamos fazendo mediante reserva para tentar atender. Então, basta ligar para o telefone da mostra, no (11) 2060-0318, e dizer que gostaria de transporte para o espetáculo. Se houver disponibilidade, combinaremos o horário”, explicou.
A programação completa da mostra pode ser encontrada no site da companhia de teatro.

Mulheres negras vítimas de violência denunciam casos à OEA

Camila Boehm e Elaine Gonçalves – Repórteres da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Protesto no Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, pelo fim da violência contra as mulheres e contra o PL 5069/13, em frente à Câmara de Vereadores (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Protesto no Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher e pelo fim da violência contra as mulheres (Fernando Frazão/Agência Brasil)Fernando Frazão/Agência Brasil





















Mulheres negras que sofreram diversos tipos de violência vão relatar hoje (30) à Organização dos Estados Americanos (OEA), durante audiência pública na capital paulista, casos nos quais foram vítimas. Os depoimentos serão colhidos pela relatora de Direitos de Afrodescendentes e Mulheres da OEA, Margarette Macaulay, que veio ao Brasil conhecer essa realidade e receberá também o dossiê sobre a violência sofrida por mulheres negras no Brasil das mãos de ativistas das organizações Geledés e Criola.
No Brasil, os assassinatos de mulheres brancas tiveram redução de 9,3% em dez anos (2002 a 2013), enquanto os assassinatos de mulheres negras tiveram um aumento de 54,2% no mesmo período, segundo dados do dossiê, que é uma compilação de dados oficiais do país.
“O dossiê é resultado de um relatório que nós apresentamos para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA denunciando as violações, as violências sofridas pelas mulheres negras brasileiras”, contou Nilza Iraci, do Geledés.
Diante do aumento dos casos de violência contra a mulher negra, houve a reflexão. “Se nós temos instrumentos, temos leis, temos a Lei Maria da Penha, alguma coisa não estava batendo. Se tem uma lei que combate a violência contra todas as mulheres, o que estava acontecendo?”, questionou.
“Quando nos debruçamos sobre a questão, começamos a verificar que não se tratava só de violência doméstica e sexual, que nós não poderíamos falar em 'violência' contra a mulher, nós teríamos que falar em “violências”, ressaltou Nilza.
O documento explicita diversos casos de violência, como vítimas de violência obstétrica, assassinatos de lésbicas, transexuais e travestis, racismo institucional e no sistema de justiça, intolerância religiosa e racismo na internet, além das violações sofridas pelas mães dos jovens negros assassinados.
O relatório inicial - reunindo dados e histórias - foi apresentado à OEA em abril último, quando também foram encaminhadas recomendações à entidade, entre elas, a de designar um representante para que viesse ao país e verificasse as violações denunciadas.
“Eles acataram a nossa recomendação e designaram a Margarette Macaulay para dialogar com essas mulheres que estão citadas no dossiê, dialogar com essas situações. Estamos fazendo essa audiência para que ela ouça essas mulheres. Na verdade, o que vamos apresentar a ela é um microcosmo diante dessa violência absurda que as mulheres negras sofrem cotidianamente”, disse Nilza.
Violência presente
“No começo era uma maravilha. Ele era uma pessoa muito boa, que mostrava muito carinho e muito respeito por mim. Até o dia do primeiro tapa. E do tapa veio ferro, veio coronhada, eu tenho uma cicatriz no rosto, veio humilhação verbal, psicológica, humilhação física”. É assim que Maria Aparecida da Silva Souto, pedagoga, 48 anos, começou a contar como era a rotina de seu primeiro casamento, cotidiano de violência que ela suportou calada por muito tempo.
“E eu aguentei tudo calada porque as pessoas... Uma vez eu contei e ninguém acreditou. Falou “imagina”, ele tava nervoso. Melhor com ele, pior sem ele”, contou Maria. Mais de vinte anos depois, ela ainda se emociona ao tocar no assunto, mas acredita que as coisas mudaram, especialmente por causa da Lei Maria da Penha. “Precisou de uma mulher quase morrer para a gente ter esse direito de gritar e falar”.
A Lei Maria da Penha ajudou a reduzir a violência contras as mulheres, no entanto, as mulheres negras só veem a violência crescer contra elas. O dossiê aponta que, nas mortes por agressão, as mulheres negras são 64% das mulheres vítimas de assassinatos no Brasil.
Pactos Internacionais contra a violência
O documento avalia ainda que, apesar de o Brasil ser signatário de Pactos Internacionais contra a violência contra as mulheres e de ter legislação específica, como a Maria da Penha, além de políticas, programas e redes de serviços voltados para o enfrentamento dessa violência, “não existe qualquer mecanismo voltado para o enfrentamento do racismo, seus impactos na produção da violência contra as mulheres negras, e ao racismo institucional incorporado a estas ações”.
“Em 2015, o Brasil aprovou a lei 13.104 sobre feminicídios, que destaca os assassinatos de mulheres relacionados às desigualdades de gênero no país. No entanto, estas leis e demais instrumentos relativos à violência contra mulher negligenciam as iniquidades provocadas pelo racismo e a complexidade da violência enfrentada pelas mulheres negras”, destaca o dossiê.
Um dos objetivos da audiência pública é mostrar histórias de pessoas que estão por trás das estatísticas. “O que está por trás desses números, qual é a situação de fato das mulheres violadas, estupradas, das mães, das trans, das lésbicas, o que está por trás disso? E tentar, a partir daí, uma ação mais efetiva do governo, eu tenho certeza que o governo vai ser instado para dar respostas”, afirmou Nilza.
Além disso, ela acredita que a audiência terá o papel de reunir as mulheres que estão em luta contra as diversas violências sofridas. “É um momento em que elas vão se encontrar e perceber que não estão sozinhas”, finalizou.

Termina hoje campanha para atualizar caderneta de vacinação

Campanha Nacional de Multivacinação é voltada para menores de 5 anos e de idade entre 9 e 15 anos

Da redação, com Agência Brasil
Campanha Nacional de Multivacinação termina nesta sexta-feira, 30./ Foto: Agência Brasil
Campanha Nacional de Multivacinação termina nesta sexta-feira, 30./ Foto: Agência BrasilCampanha Nacional de Multivacinação termina nesta sexta-feira, 30./ Foto: Agência Brasil












Termina nesta sexta-feira, 30, a Campanha Nacional de Multivacinação, que tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. Devem comparecer aos postos de saúde crianças menores de 5 anos e crianças e adolescentes de 9 a 15 anos.
De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo da ação é combater a ocorrência de doenças imunopreveníveis no país e reduzir os índices de abandono à vacinação – sobretudo entre adolescentes. Ao todo, 350 mil profissionais participam da campanha.
Ainda segundo a pasta, estão sendo disponibilizadas vacinas contra a tuberculose, o rotavírus, o sarampo, a rubéola, a coqueluche, a caxumba e o HPV, entre outras. Como a vacinação é feita de forma seletiva para a população-alvo, não há meta a ser alcançada.

Mudanças no calendário

Em janeiro deste ano, o ministério alterou o esquema de quatro vacinas: a poliomielite, o HPV, a meningocócica C (conjugada) e pneumocócica 10 valente.
O esquema contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável (2, 4 e 6 meses), mais duas doses de reforço com a vacina oral. Até 2015, o esquema era de duas doses injetáveis e três orais.
Já a vacinação contra o HPV passou de três para duas doses, com intervalo de seis meses entre elas para meninas saudáveis de 9 a 14 anos. Meninas de 9 a 26 anos que vivem com HIV devem continuar recebendo o esquema de três doses.
No caso da meningocócica C, o reforço, que era administrado aos 15 meses, passou a ser feito preferencialmente aos 12 meses, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras duas doses continuam aos 3 e 5 meses.
A pneumocócica sofreu redução de uma dose e passou a ser administrada em duas (2 e 4 meses), com um reforço preferencialmente aos 12 meses, mas que pode ser recebido até os 4 anos.

Programa Nacional de Imunizações

Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações oferece cerca de 300 milhões de imunobiológicos, entre vacinas e soros – incluindo todas as doses recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.
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