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Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

23 de setembro de 2016

Relembrando e renovando o convite para o lançamento dos livros: "Anjo Caído" e Poema a Quatro Mãos

RELEMBRANDO E RENOVANDO O CONVITE DE LANÇAMENTO DOS LIVROS: ANJO CAÍDO E POEMA A QUATRO MÃOS (VOL. 2)

Autores: GRECIANNY CARVALHO E LUIZ GONDIM
Local: Shopping RioMar, Livraria Leitura
Data: 24 de Setembro de 2016 (sábado), às 19h.


CONTAMOS COM SUA PRESENÇA!

Um monumento emblemático

Coleção 'BH. A cidade de cada um' lança livro sobre o Viaduto Santa Tereza.


O Viaduto Santa Teresa inspirou Drummond, Noel Rosa e gerações de artistas.

O Viaduto Santa Teresa inspirou Drummond, Noel Rosa e gerações de artistas.
A efervescência do Centro de Belo Horizonte inspirou mais um livro da coleção ‘BH. A cidade de cada um’. Desta vez o destaque é um dos nossos mais emblemáticos monumentos, o Viaduto Santa Tereza, recontando sua história ao longo de quase 90 anos, desde os tempos do bonde até os dias de hoje, ponto de encontro da juventude do século 21.
No 28º título da série mais antiga da cidade, dedicada aos bairros e lugares da capital, o autor João Perdigão descreve a construção das complexas malhas de ferro e concreto dessa enorme estrutura que fez a então jovem Belo Horizonte, de 1929, perder seu ar provinciano. Seus arcos inspiraram o poeta Drummond, o compositor Noel Rosa e os novos artistas locais que fizeram do Viaduto ponto de encontro, manifestação e diversão.
Projetado pelo engenheiro Emílio Baumgart para ligar o Centro à Zona Leste da capital, o Viaduto Santa Tereza modernizou a paisagem e melhorou a vida dos cidadãos daqueles tempos. Sua estrutura passava por sobre as linhas de trem e o Ribeirão Arrudas, que transbordava sempre e isolava os bairros na época. Foi a partir do Viaduto que Belo Horizonte ganhou ares de metrópole, pois sua construção abriu caminho para os arranha-céus privados surgirem, alterando o olhar sobre a capital mais arborizada do país.
Olheiro atento e arteiro das artes urbanas, o pesquisador João Perdigão identificou a presença do Viaduto em poemas, letras de músicas, filmes e peças teatrais. E descreve as transformações sócio-políticas e urbanísticas que aquele local e a cidade vêm sofrendo desde a sua inauguração, no início do século 20. Suas pesquisas históricas e jornalísticas são acrescidas de indagações sobre as polêmicas que BH, como qualquer capital do mundo, enfrenta nas questões de defesa do patrimônio cultural e as ocupações artísticas com suas pixações, grafites e intervenções diversas.
Das boemias colegiais dos rapazes dos anos 1930, à moçada performática e cibernética dos Ocupa do século 21, a juventude se utiliza daquelas arredores e arcos de concreto para celebrar ou denunciar que é preciso sempre estar atento e forte, pois o Centro da capital é espaço comum e democrático para convergir novas e velhas gerações.
O autor
João Perdigão nasceu em São Domingos do Prata (MG) e vive em Belo Horizonte desde 2000. Formado em Jornalismo, atua como pesquisador, escritor e arte educador. Seu primeiro livro, "Tropecassino: um jogo em fantasia" (2009) relata o processo e as dificuldades para escrever, em parceria com Euler Corradi, "O rei da roleta: a incrível vida de Joaquim Rolla" (2012), biografia do empresário mineiro que criou o Cassino da Urca. Desde 2010, co-edita a revista colaborativa “A Zica”, que a cada edição pauta temas provocativos e divulga novos autores e artistas gráficos contemporâneos.
 A coleção
Idealizada pelos jornalistas José Eduardo Gonçalves e Sílvia Rubião, da Conceito Comunicação, a série ‘BH. A cidade de cada um’ tem como objetivo resgatar a memória afetiva da cidade por meio da crônica literária. Os escritores, tendo como ponto de partida sua própria história de vida, falam sobre lugares, fatos e personagens, sem se prender à história oficial.
Fazem parte da coleção os seguintes 27 títulos: Lagoinha, de Wander Piroli, Mercado Central, de Fernando Brant, Estádio Independência, de Jairo Anatólio Lima, Rua da Bahia, de José Bento Teixeira de Salles, Fafich, de Clara Arreguy, Parque Municipal, de Ronaldo Guimarães, Praça Sete, de Angelo Oswaldo de Araújo Santos, Livraria Amadeu, de João Antonio de Paula, Sagrada Família, de Manoel Lobato, Pampulha, de Flávio Carsalade; Cine Pathé, de Celina Albano; Caiçara, de Jorge Fernando dos Santos; Carmo, de Alberto Villas e Lourdes, de Lucia Helena Monteiro Machado; Colégio Sacré Coeur de Marie, de Marilene Guzella Martins Lemos; Carlos Prates, de Humberto Pereira; Morro do Papagaio, de Márcia Cruz; Maletta, de Paulinho Assunção, Montanhez, de Márcio Rubens Prado; Santa Tereza, de Libério Neves; Serra, de Nereide Beirão; Padre Estáquio, de Jeferson de Andrade; Centro, de Antonio Barreto; Mineirão, de Tião Martins; Colégio Estadual, de Renato Moraes e Santo Antônio, de Eliane Marta Teixeira Lopes
SERVIÇO
‘BH. A cidade de cada um’ lança o título Viaduto de Santa Tereza, de João Perdigão.
Local: Benfeitoria Espaço Cultural – Rua Sapucaí, 153 - Floresta
Data: 24 de setembro/16
Horário: 17h, seguido de debate com o autor João Perdigão, o editor da Coleção, José Eduardo Gonçalves e o professor e urbanista Flávio Carsalade.
Preço do livro: R$20,00 - Entrada franca

Assessoria

Vacina contra zika mostra eficiência em macacos

Aplicada em duas doses, vacina deu proteção total a 17 primatas em um grupo de 18.


Vacina é vista pelos cientistas como a melhor alternativa para reduzir o alastramento do vírus.

Vacina é vista pelos cientistas como a melhor alternativa para reduzir o alastramento do vírus.
Uma nova candidata a vacina de DNA contra o vírus da zika, desenvolvida pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, mostrou alto nível de eficiência em testes com macacos.

Aplicada em duas doses, a vacina deu proteção total a 17 primatas em um grupo de 18 animais. A vacina se baseia em um DNA que codifica duas proteínas exclusiva do vírus da zika, fazendo com que o organismo desenvolva uma resposta imune contra a infecção.

Os testes, realizados por cientistas da NIH, com participação da brasileira Leda Castilho, da Coppe-UFRJ, tiveram seus resultados publicados nesta quinta-feira, 22, na revista Science.

De acordo com os autores do artigo, os resultados dos ensaios serão utilizados nos testes clínicos com humanos, já em andamento, para ajudar a estabelecer os níveis mínimos de anticorpos no sangue para que uma proteção completa seja possível.

Uma vacina preventiva é vista pelos cientistas como a melhor alternativa para reduzir o alastramento do vírus pelo mundo e evitar suas graves consequências para gestantes. Uma das possibilidades é o desenvolvimento de vacinas de DNA, que codifica proteínas específicas do vírus.

Quando as células do paciente absorvem esse DNA, elas o utilizam para sintetizar as proteínas virais, levando o organismo a reconhecê-las e desencadeando uma resposta do sistema imune contra a infecção.

Segundo Leda, a nova vacina utiliza como vetor um anel de DNA chamado plasmídeo, que contém dois genes que codificam uma proteína da membrana e outra do envelope do vírus. A pesquisadora está desde março em Bethesda, nos Estados Unidos, atuando como pesquisadora visitante do Centro de Desenvolvimento de Vacinas do NIH.

"Quando esse vetor de DNA é injetado no macaco, o organismo dele passa a produzir as proteínas, formando estruturas tridimensionais que chamamos de partículas sub-virais - que é, digamos assim, só a casca do vírus, sem seu código genético. O organismo então passa a reconhecer essas partículas e a produzir anticorpos", disse Leda à reportagem.

O teste teve o objetivo, de acordo com Leda, de avaliar se a vacina de DNA do NIH realmente induz à produção de anticorpos e se eles são neutralizantes o bastante. O próximo passo é estabelecer o limiar de anticorpos necessários para a proteção. Mas a pesquisadora afirma que a vacina já está sendo avaliada clinicamente.

"Os testes de fase 1, que têm objetivo de avaliar a segurança da vacina em humanos, já foram iniciados e os primeiros voluntários receberam a vacina no início de agosto. Até agora, 55 indivíduos já foram vacinados e chegaremos a 80. Esperamos ter os resultados dessa fase de testes nos próximos quatro meses", disse Leda.

De acordo com Leda, o experimento foi realizado com 30 macacos rhesus, divididos em cinco grupos de seis primatas, que receberam diferentes variantes da vacina. Três dos grupos receberam duas doses e um deles recebeu apenas uma dose. Outros animais receberam uma vacina inativa, como controle.

"Dos 18 macacos que receberam duas doses, 17 ficaram completamente protegidos. Os seis animais que receberam apenas uma dose não ficaram protegidos. Mas suas cargas virais foram reduzidas em comparação com animais do grupo de controle", afirmou Leda.

O fato de animais que receberam baixas dosagens apresentarem carga viral menor é importante, segundo Leda, porque mostra que um número reduzido de anticorpos não leva a uma infecção ainda mais severa, como é observado em alguns casos de infecção por dengue.

"O número de animais no nosso experimento é pequeno para que possamos afirmar com certeza que a infecção não se fortalece quando os anticorpos estão presentes em baixa concentração. Mas é um indício importante", declarou.

Agência Estado

Obesidade e violência são desafios aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

As conquistas e desafios estão listados no estudo Global Burden of Disease (GBD).


As conquistas e desafios estão listados no estudo Global Burden of Disease (GBD).
A ampliação do acesso à saúde e planejamento familiar e a redução da mortalidade materna e infantil estão entre as melhorias alcançadas pelos países na busca por alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Apesar dos avanços, a obesidade infantil, o consumo de álcool e as mortes causadas pela violência continuam sendo obstáculos significativos para muitas nações no cumprimento das metas.

As conquistas e desafios estão listados no estudo Global Burden of Disease (GBD), divulgado esta semana. O relatório analisou o progresso de 188 países em 33 indicadores relacionados à saúde. Os países foram classificados por pontuações em uma escala de zero a 100 e divididos em cinco categorias, com base em uma combinação entre educação, fertilidade e renda per capita. Segundo o estudo, esta nova categorização ultrapassa a definição de "desenvolvidos versus em desenvolvimento".

A Islândia ficou no topo da lista com uma pontuação de 85. No final do ranking está República Centro-Africana, com 20 pontos. O Brasil está na 90ª posição, com 60 pontos, seguido de Indonésia, China e Oman (todos com 60 pontos). De todos os indicadores em que foi avaliado, o Brasil obteve seu pior resultado no quesito "violência".

A Colômbia ficou na 88ª posição, com 61 pontos; e a Venezuela em 78ª, com 62 pontos. Argentina (52ª) e Chile (54ª) ficaram com 67 pontos.

Mortalidade infantil

O estudo destacou o progresso feito pelo Brasil na redução da mortalidade infantil, eliminando quase 50% das mortes de crianças menores de 5 anos, nos últimos 15 anos. Em 2000, 31 crianças morriam para cada mil nascidos vivos no Brasil. Esse número caiu para 17 em 2015.

Segundo a pesquisa, o mundo obteve, nos últimos 25 anos, uma melhora significativa na sobrevivência materna e infantil. Além disso, muitos países têm atualmente maior acesso a serviços essenciais de saúde, especialmente às terapias antirretrovirais para o tratamento do HIV, e menos pessoas estão morrendo por beber água contaminada e por falta de saneamento, assim como pela poluição do ar.

Mais de 60% dos 188 países analisados no relatório têm taxas de mortalidade materna abaixo de 70 mortes por 100 mil nascidos vivos, atingindo a meta dos ODS, definidos em setembro de 2015 pelas Nações Unidas. Por outro lado, nenhuma nação atingiu o objetivo de acabar com o excesso de peso infantil, ou eliminar totalmente as doenças infecciosas como o HIV ou a tuberculose.

Agência Brasil

Estudo do novo Fies será apresentado em 60 dias

Segundo o secretário da Sesu, governo estuda 'transformação significativa' no programa.


Prazo para implementação depende da profundidade das mudanças a serem adotadas.

Prazo para implementação depende da profundidade das mudanças a serem adotadas.
O Ministério da Educação (MEC) espera concluir um estudo preliminar sobre um novo modelo de financiamento estudantil nos próximos 60 dias, segundo afirmou o secretário da Secretaria de Ensino Superior (Sesu), Paulo Barone, ao Broadcast Político, serviço online do Grupo Estado. Durante o Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (FNESP), ele disse que o governo estuda uma "transformação significativa" no programa.

Barone não deu detalhes sobre os modelos em estudo, mas destacou que se procura uma maior integração entre governo, instituições de ensino, bancos e estudantes. A principal possibilidade envolve modelos de utilização de funding privado para os financiamentos.

O prazo para que esse novo Fies venha a ser implementado não é certo. De acordo com o secretário, isso depende da profundidade das mudanças a serem adotadas. Propostas originadas no setor de ensino privado envolvem dois modelos possíveis: o primeiro é o de criação de Letras de Crédito da Educação, que teriam garantias aos moldes das letras de crédito já existentes para a agricultura e o setor imobiliário. Outra hipótese aventada é a da liberação do depósito compulsório dos bancos para a finalidade de empréstimos a estudantes.

Demora

No setor, porém, a avaliação é de que medidas assim demorariam a ser viabilizadas. "Entendemos que a utilização do funding privado depende de um modelo que dê garantias e, para isso, seria preciso a elaboração de um projeto de lei a ser discutido no Congresso", disse o diretor executivo do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp), Rodrigo Capelato.

Questionado, Barone não falou sobre a necessidade de elaboração de projetos de lei. Ele destacou apenas que estão sendo estudadas diversas formas que deem maior solidez e sustentabilidade para que o programa alcance um maior número de estudantes. Na quinta-feira, 22, em vários momentos, representantes do governo federal destacaram que não haverá cortes nos recursos para a educação.

Agência Estado

População angolana ganha sistema de abastecimento de água

Uma estrutura de abastecimento de água foi erguida num município angolano fazendo com que a população beneficiária deixe de percorrer «longas distâncias para procurar» este bem essencial

Os moradores de um bairro social do município angolano do Chinjenje, com cerca de 200 habitações, ganharam um sistema de captação, tratamento e distribuição de água esta semana. Na cerimónia de inauguração da estrutura, Guilherme Tuluca, vice-governador para o sector Político e Social do Huambo, sublinhou que é desta forma que «o governo vai proporcionando boas condições de vida à população».


À população beneficiária, o responsável pediu para «cuidarem da estrutura, já que a vandalização dos bens públicos tem sido um dos problemas com que o governo se tem deparado na resolução dos problemas sociais dos munícipes».


A estrutura foi construída em oito meses e contempla um sistema de captação, bombeamento por eletrobomba através de painéis solares e tanque reservatório, com capacidade para cinco mil litros de água. Foram ainda construídas lavandarias, chafarizes e bicas nas áreas envolventes.


Paris Apolo, morador do bairro, manifesta-se feliz com este novo sistema que vai fazer com que as pessoas deixem de percorrer «longas distâncias para procurar água», vendo-se assim livres das «doenças resultantes do consumo de água imprópria».

Fátima Missionária

Eleições: ONU Mulheres e TSE lançam plataforma digital para igualdade de gênero

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil
 Todas e Todos pela Igualdade.(Elza Fiuza/Agência Brasil)
Brasília - Ministra do Tribunal Superior Eleitoral, Luciana Lóssio, participa do lançamento da plataforma online Cidade 50-50: Todas e Todos pela Igualdade, na Casa da ONU, em BrasíliaElza Fiúza/Agência Brasil






















A ONU Mulheres, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Instituto Patrícia Galvão e o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades da Universidade de Brasília (Demodê/UnB) lançaram hoje (23) a plataforma online Cidade 50-50: Todas e Todos pela Igualdade.
Por meio da plataforma digital, candidatas e candidatos dos 5.568 municípios brasileiros poderão se cadastrar e assumir, publicamente, compromissos com a promoção dos direitos das mulheres, durante a campanha eleitoral deste ano. Para isso, deverão preencher o formulário disponível no site Cidade 50-50 e enviar sua proposta de candidatura à ONU Mulheres.
Os eleitores, ao acessarem a plataforma digital, poderão identificar as propostas de suas candidatas e candidatos para o tema da igualdade de gênero e, depois, cobrar a realização destes compromissos, caso sejam eleitos.
A plataforma Cidade 50-50 tem como origem os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), adotados no ano passado pelos Estados-membros da ONU, e a iniciativa global Por um Planeta 50-50 em 2030: um passo decisivo pela igualdade de gênero, lançada pela ONU Mulheres. O ODS 5 visa a alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.
 Todas e Todos pela Igualdade.(Elza Fiuza/Agência Brasil)
Brasília - “Uma sociedade só pode ser chamada de democrática se a participação das mulheres em sua diversidade for uma realidade", disse a representante da ONU Mulheres, Nadine GasmanElza Fiúza/Agência Brasil
“A plataforma leva para os municípios brasileiros os princípios dos ODS que dão continuidade à pactuação internacional em favor de um mundo com mais igualdade e justiça social”, disse a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman.
Nadine ressaltou a importância da participação política das mulheres. “Uma sociedade só pode ser chamada de democrática se a participação das mulheres em sua diversidade for uma realidade. A ONU Mulheres e suas parceiras propõem a agenda 50-50 para ter cidades mais inclusivas e paritárias”.
A diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo, destacou que o momento atual é muito propício para lançar esta plataforma com um processo eleitoral em curso em mais de 5,5 mil municípios. “O objetivo é incentivar e agilizar compromissos e atitudes com a questão da igualdade de gênero em candidatos e candidatas, além de cobrar compromissos contra essa desigualdade histórica vivida pelas mulheres nesse país. Mais do que discurso precisamos de compromisso”.
Compromissos
Ao acessarem a plataforma, as candidatas e os candidatos poderão assumir compromissos em seis grandes áreas de atuação:
  • Governança e financiamento: trata sobre a gestão pública com perspectiva de gênero;
  • Empoderamento econômico: assegura que os talentos, habilidades e a experiência das mulheres possam ser desenvolvidos em sua plenitude;
  • Participação política: promove oportunidades e condições para que as mulheres participem da vida pública e da política das cidades em pé de igualdade com os homens;
  • Educação inclusiva: inclui temas relacionados à igualdade de gênero e raça na educação e no cotidiano social;
  • Enfrentamento à violência contra as mulheres: promove o fortalecimento da rede que atende mulheres em situação de violência, com qualidade e respeito, nos espaços públicos e privados;
  • Saúde: chama a atenção para a implementação de serviços municipais que garantam atendimento adequado às mulheres e meninas em sua diversidade.
Eleições 2016
Entre os mais de 144 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições de outubro, 52% são mulheres. No entanto, em 3.815 municípios apenas homens concorrem ao cargo de prefeito, o que corresponde a 68% do total de 5.568 municípios. Segundo o TSE, 52 cidades têm somente mulheres como candidatas a prefeita, o que corresponde a menos de 1%. Nos 1.701 municípios restantes, candidatos e candidatas disputam o Executivo municipal.
Atualmente, as mulheres ocupam 10% das prefeituras e representam 12% dos vereadores nas câmaras municipais, de acordo com a ONU Mulheres.
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral Luciana Lóssio ressaltou a disparidade entre a representatividade da mulher no eleitorado e na população e na participação política. “Temos 9,9% de mulheres na Câmara dos Deputados. Penso ser uma vergonha para todos nós não possuir sequer 10% de mulheres no Parlamento considerando que somos maioria no eleitorado e na população brasileira. De 27 governadores, só temos uma mulher chefiando um Estado da federação. Nas prefeituras das capitais, temos também apenas uma mulher como representante máxima”.
A ministra informou que nestas eleições apenas 12% dos candidatos a prefeituras são mulheres. Já no universo de postulantes ao cargo de vereador, 33% são mulheres. Segundo ela, estudos mostram que, no ritmo atual, a igualdade de gênero na política só ocorrerá em 100 anos no Brasil. “Algo precisa ser feito para corrigir este quadro. O primeiro passo é este que estamos dando aqui, debater o assunto e tomar iniciativas concretas como esta plataforma”.

Dois em cada dez médicos desconhecem os perigos do álcool na gravidez

Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil
grávidas, gestantes, gestação, gravidez
De acordo com o presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo, a ingestão de álcool na gravidez pode levar à Síndrome Alcoolica Fetal, responsável por má formação do feto, com efeitos a longo prazo Ana Nascimento/MDS/Portal Brasil






















Pesquisa realizada pela Sociedade de Pediatria de São Paulo aponta que 22,7% dos médicos que acompanham o pré-natal de mulheres grávidas desconhecem os perigos da ingestão de álcool nesse período. Esses médicos disseram recomendar até uma dose de vinho às suas pacientes.
Cláudio Barsanti, presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo, esclarece que não há níveis seguros para o consumo. “Qualquer dose de álcool, em qualquer fase da gestação, é extremamente prejudicial, pode levar a alterações que não tem mais cura”, disse.
Para o estudo, foram ouvidos 1.115 médicos pré-natalistas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo o estudo, 44,8% das pacientes sequer informam ao médico se consomem ou não bebidas alcoolicas.
De acordo com Cláudio, a ingestão de álcool na gravidez pode levar à Síndrome Alcoolica Fetal, responsável por má formação do feto, com efeitos a longo prazo. “O vinho em pequenas doses teria um efeito protetor cardiovascular, essa informação está certa. Só que não precisa consumir o vinho durante a gestação. Na balança do custo-benefício, melhor não utilizar álcool durante a gestação”, disse.
A médica pediatra neonatologista Conceição Aparecida de Matos Segre explica que, quando a mulher ingere a bebida, o álcool cai diretamente na corrente circulatória do feto e se acumula no líquido amniótico. “Fica com um verdadeiro reservatório de álcool, que o bebê fica ingerindo, e que demora muito mais para eliminar”, disse.
O bebê tem o sistema nervoso central afetado e a mulher pode até sofrer aborto. Quando nascem, os bebês podem apresentar má formação no rosto e desenvolver problemas à medida que crescem, como retardo mental, dificuldades de aprendizagem, hiperatividade e problemas motores.
Como médica, Aparecida já presenciou muitos pacientes com a síndrome. “O primeiro caso que eu vi na minha vida, em 1978, eu nem sabia o que era a síndrome. Nasceu o bebezinho com um rostinho meio diferente. A equipe achou esquisito, era um bebê muito irritado, chorava muito, tinha tremores. Fomos estudar e descobrimos que, em 1973, nos Estados Unidos, dois autores caracterizaram essa síndrome”, conta.

Vaticano atualiza normas sobre reconhecimento de milagres

Novo regulamento foi publicado hoje e atualiza normas para reconhecer milagres requeridos para beatificação e canonização

Da Redação, com Rádio Vaticano em italiano
A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou nesta sexta-feira, 23, o novo regulamento da Consulta Médica da Congregação para a Causa dos Santos. Esse é um documento que estabelece normas para o reconhecimento de milagres em processos de beatificação e canonização.
O secretário do órgão, Dom Marcello Bartolucci, explicou em um artigo publicado no jornal vaticano L’Osservatore Romano, que o novo regulamento se inspira naquele aprovado pelo Beato Paulo VI em 23 de abril de 1976. Além da adequação linguística e de procedimentos, foram introduzidas algumas novidades, como, por exemplo, o fato de que o caso não pode ser re-examinado mais de três vezes, para uma nova avaliação do milagre se requer uma consulta com novos membros.
“A finalidade do Regulamento não pode ser outra se não o bem das Causas, que nunca podem prescindir da verdade histórica e científica dos supostos milagres”, afirma Dom Bartolucci.
Veja como funciona um processo de beatificação/canonização


















Ele explica que, como é necessário que as provas jurídicas sejam completas, convergentes e confiáveis, é necessário rigor no estudo, feito por peritos médicos especializados e depois submetido à avaliação de consultores teológicos e da sessão de cardeais e bispos. Só então o caso chega à aprovação determinante do Santo Padre, que tem a exclusiva competência de reconhecer um evento extraordinário como verdadeiro milagre.
No regulamento publicado hoje, recorda-se que o milagre requerido para a beatificação e canonização sempre foi examinado com o máximo rigor. Já na época medieval recorreu-se aos peritos médicos, para os quais Bento XIV criou um documento específico. Mais recentemente, Pio XII instituiu, junto à Congregação dos Ritos Sagrados, em 20 de outubro de 1948, uma Comissão de Médicos que acrescentou, em 15 de dezembro de 1948, um Conselho Médico especial.
Em 10 de julho de 1959, João XXIII unificou esses dois organismos em uma Consulta Médica, aprovando o Regulamento. Este passou por um processo de revisão e foi novamente aprovado por Paulo VI em 23 de abril de 1976.
“A promulgação da Constituição Apostólica Divinus perfectionis Magister, de João Paulo II, em 25 de janeiro de 1983, e a experiência dos últimos anos da parte desta Congregação evidenciaram a necessidade de atualizar novamente o Regulamento da Consulta Médica”, esclarece o novo documento.

Jornalista cria canal no Youtube para falar sobre os desafios e perspectivas da fase dos 30 anos

Repórter de TV vê na internet uma oportunidade de empreender. Nos vídeos, Ariane Locatelli conversa com pessoas comuns, que dividem suas experiências e falam das expectativas e da realidade de completar 30

Foto: Divulgação
O desemprego e a chegada aos 30 anos fizeram Ariane a repensar as perspectivas profissionais

O desemprego e a chegada aos 30 anos fizeram a jornalista Ariane Locatelli a repensar a vida e as perspectivas profissionais no jornalismo.  A "crise dos 30" e a crise econômica do País, que também afeta as redações, despertaram o interesse da jovem em investir em um produto para internet, veículo completamente novo para ela.

No Jovem de 30, a jornalista fala dos dilemas e das reflexões de quem chega à idade. Nos vídeos, Ariane conversa com pessoas comuns, que dividem suas experiências e falam das expectativas e da realidade de completar 30. "Eu me imaginava casada, com filhos, realizada profissionalmente, mas ainda não conquistei tudo isso", diz uma das entrevistadas. "Quando eu era criança, achava que com 30 eu seria famoso. Quando era adolescente, achava que seria rico. Com vinte e poucos, pensava que seria bem sucedido. Com trinta, não realizei nada disso ainda", desabafa outro convidado. "Parece que o corpo sente que você chegou nos trinta. Agora as coxinhas, pizzas e brigadeiros que antes eu comia, agora ficam no meu corpo. Eu sinto", relata uma jovem mãe.

Vídeos
A proposta é fazer vídeos semanais, com temas variados do universo da geração de 30 como estilo de vida, relacionamentos, carreira, comportamento, maternidade, saúde, entre outros.  No vídeo sobre a "Geração canguru", dois jovens falam dos motivos pelos quais ainda não saíram da casa dos pais. Em outro, uma psicóloga explica porque "trintar" provoca tantos conflitos internos e também aponta os fatores positivos.

A edição ajuda a tornar a linguagem mais leve e próxima do público, uma característica do Youtube, que Ariane procura se atualizar. "Eu pensava que aos 30 estaria estabilizada e feliz na minha carreira como repórter de televisão (Globo e afiliadas). Batalhei muito pra isso, tive bons momentos, mas não foi o que aconteceu. A mudança de década e as experiências que vivi me fizeram amadurecer e repensar o que é felicidade. Hoje me vejo num recomeço, em um namoro com a internet, apostando nesse relacionamento e aprendendo a empreender. Sem contar a sensação gostosa de autonomia e de poder colocar a minha cara em tudo o que faço. Gravar os vídeos, contar histórias de convidados, que também são minhas, e dividir com outras pessoas que estão no mesmo momento de vida me proporcionam uma satisfação que não tem preço", explica Ariane.

O canal Jovem de 30 foi lançado há pouco mais de um mês no Youtube e conta com uma fan page no Facebook. Em breve, a jornalista pretende lançar um blog para oferecer mais conteúdo e ampliar a relação com seus seguidores.

Geração Canguru - filhos trintões que ainda moram com os pais
Última atualização: 23/09/2016 às 09:37:30

Boa Notícia

Cantora Elba Ramalho confirma presença na oitava edição da "Marcha Pela Vida"

A cantora e atriz Elba Ramalho virá novamente a Fortaleza, no próximo dia 8 de outubro. Elba estará na Capital cearense para se unir aos que lutam pela aprovação do Estatuto do Nascituro na oitava edição da Marcha Pela Vida Contra o Aborto

Foto: Assessoria
A cantora e atriz Elba Ramalho virá novamente a Fortaleza, no próximo dia 8 de outubro. No repertório, mais que uma canção, um grito: pela vida de quem ainda não nasceu. Elba estará na Capital cearense para se unir aos que lutam pela aprovação do Estatuto do Nascituro na oitava edição da Marcha Pela Vida Contra o Aborto.

Elba, que admite arrependimento por já ter praticado um aborto no passado, propõe-se a compartilhar a experiência de transformação em um agente defensor do direito à vida. Em depoimento ao documentário ‘Blood Money - Aborto Legalizado’, de Alveda King, sobrinha de Martin Luther King, a cantora e atriz paraibana expôs que tomou a decisão de participar do Movimento Pró-Vida para ‘ressurgir’ após a interrupção da gravidez. “A gente não está aqui para produzir a morte. O mundo precisa de pessoas que produzam a vida, produzam a paz, produzam o bem, o bem comum”, disse.

Marcha pela Vida
O evento, já tradicional em Fortaleza, tem a concentração marcada para às 15h de 8 de outubro, um sábado, no Aterro da Praia de Iracema, na Avenida Beira-Mar. Com o objetivo de celebrar a vida, a iniciativa do Movimento em Favor da Vida e Não Violência (Movida) visa reunir pessoas que defendem o direito à vida desde a concepção e que sejam contrárias ao aborto.

A 8ª Marcha Pela Vida tem como tema “Amamos a vida da mamãe e do bebê”. A iniciativa tem o apoio de várias entidades e movimentos sociais, dentre eles a Obra Lumen de Evangelização, Casa Luz, Arquidiocese de Fortaleza, Associação Peter Pan, Federação Espírita do Estado do Ceará (FEEC), Agência da Boa Notícia, Centro Humanitário de Amparo à Maternidade (Chama), Corpus Segurança, Servis Segurança, Movimento Nacional da cidadania pela vida, Estação da Luz, Naturágua, dentre outros.

Serviço:
8ª Marcha Pela Vida
8 de outubro, sábado. Concentração a partir das 15h
Aterro da Praia de Iracema, Fortaleza
Com informações inove comunicação

Boa Notícia

A VERDADEIRA HOSPITALIDADE BÍBLICA: AMAR OS IMIGRANTES, OS ESTRANHOS E OS INIMIGOS

domtotal.com
Hospitalidade não é apenas cumprimentar e acolher as pessoas.
Hospitalidade não é apenas cumprimentar e acolher as pessoas.

Por Aíla L. Pinheiro de Andrade, nj*

Algumas pessoas tem uma incrível capacidade para acolher a todos. A forma como esse tipo de pessoa age com desconhecidos, geralmente, causa-nos um impacto negativo porque pensamos que tais pessoas negligenciam a própria segurança e nos parecem muito ingênuas a respeito da onda de violência em nossa época. Somos desconfiados, não abrimos a porta do nosso lar nem a janela de nosso carro para estranhos e isso nos acostumou a não abrir nossos corações para quem pensa e age diferente de nós.

Nesse ponto cabe uma pergunta: sendo a hospitalidade uma manifestação de acolhimento ao "outro", ela deveria ser realizada apenas por quem está acostumado a ajudar desconhecidos? Ou seja: a hospitalidade é um dom natural em algumas pessoas e deveria ser exercida apenas por estas? Admitamos que, enquanto a arte da acolhida é facilmente exercida por alguns, pode ser bastante difícil para os outros. Nossas casas são uma extensão de nós mesmos, quando praticamos a hospitalidade, estamos tendo a oportunidade de compartilhar a sacralidade de nossa intimidade e isto exige de nós, antes de tudo, coragem.

Nenhum de nós há de negar que é mais fácil compartilhar a hospitalidade com a família e com os amigos que com estranhos, no entanto, a bíblia incentiva a todos a prática da hospitalidade. O texto de Rm 12,13 nos exorta "praticai a hospitalidade". O termo grego traduzido em português por "hospitalidade" é philoxenia, uma combinação de duas palavras: philos, que significa "amar alguém como a um amigo ou irmão", e xenos, que significa estrangeiro (estranho) ou imigrante (o estrangeiro residente). Embora geralmente traduzida por "hospitalidade", a philoxenia significa dispensação de afetos em relação aos estrangeiros, "amar estranhos ou imigrantes como se fosse o seu próprio amigo ou irmão". Isto significa que se deve prestar aos estranhos o mesmo tipo de amor com o qual amamos a amigos e parentes. O texto da Carta aos Romanos é ainda mais incisivo porque afirma literalmente, "prossegui na hospitalidade", ou seja, a hospitalidade não deve ser algo esporádico, mas um ato constante.

No Antigo Testamento

No antigo Oriente, a prática da hospitalidade era uma norma cultural envolta em noções de honra, característica fundamental da época na qual se deu a maior parte dos acontecimentos narrados pelo Antigo Testamento. Mas também a xenofobia estava presente na maioria daquelas culturas. Sendo assim, a hospitalidade como um desejo de hospedar, alimentar e entreter um convidado, ou como se diz hoje, de "receber convidados" era algo que se fazia com prazer, especialmente, com pessoas da mesma etnia, à semelhança do que hoje se faz com alguém da mesma classe social.

Para a cultura hebraica, o livro do Levítico (19,33-34) dá uma instrução fundamental a respeito do modo como deve ser exercida a hospitalidade: "Não oprimireis o estrangeiro que permanecer na vossa terra. O estrangeiro residente entre vós será tratado como o natural da terra; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus".

O mandato da hospitalidade no Antigo Testamento está inserido no capítulo sobre o amor ao próximo como a si mesmo, passagem fundamental que, junto ao mandato do amor a Deus (Dt 6,5), resume todos os mandamentos da Lei (cf. Lc 10,27). Que motivação o livro do Levítico nos dá para a hospitalidade? Está escrito no final do mandato do amor ao estrangeiro "Eu sou o Senhor vosso Deus". Qualquer israelita ao ler esta frase lembrava-se de Ex 20,2: "Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos fez sair da terra do Egito, da casa da servidão". Isto significa que o povo de Israel deve agir para com o estrangeiro da mesma forma que Deus agiu com eles: com acolhida e com misericórdia. A libertação dos escravos se torna uma exemplificação de que Deus desaprova radicalmente o modo como o faraó tratou os estrangeiros residentes no Egito. Os israelitas, portanto, não devem agir à maneira do faraó, mas à maneira de Deus. Os israelitas fizeram a difícil experiência de viver como imigrantes no Egito e não podem tratar os estrangeiros da mesma forma que o faraó os tratou.

O nível mais básico da hospitalidade no Antigo Testamento está expresso em Jó 31,32: "O estrangeiro não pernoitava na rua, pois as minhas portas sempre estiveram abertas ao viajante". Nos deveres para com o hóspede estava incluído: dar-lhe descanso, lavar-lhe os pés, dar-lhe alimento farto (cf. Gn 18,4-7); trata-lo como um servo trata seu senhor (Gn 18,8) e, por fim, proteger-lhe a vida a qualquer custo (Jz 19, 15-24). A violência para com os hóspedes que os textos de Jz 19,15-24 e de Gn 19, 5-9 nos dão testemunho mostra que o termo estrangeiro, geralmente, era entendido como "inimigo", a falta de hospitalidade era muito mais que xenofobia, que horror aos estranhos, era ódio intenso para com estranhos. Nesse sentido o texto de Lv 19, 33-34 pode ser lido não apenas como ordem de "amar o estrangeiro como a si", mas como mandato de amar os inimigos como a si mesmo.

No Novo Testamento

O texto bíblico de 1Pd 4,9 afirma: "Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração". Este imperativo também está vinculado à prática do amor no versículo imediatamente anterior: "Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros" (v.8). A comunidade cristã no primeiro século se tornou o laboratório ideal para o exercício da acolhida ao outro, da hospitalidade, do mandato de amar o estranho como se faz a um amigo ou a um irmão. O clássico refrão paulino "judeus e gregos", para definir aqueles que aderiram a Cristo, deve ser entendido que na categoria grego se estava mencionando todos os povos e etnias conquistados pelo império romano e que desde o século IV a.C., com as conquistas bélicas de Alexandre Magno, foi imposto idioma grego como fator de unificação do império. Portanto, ao dizer "os gregos" se estava incluindo nessa categoria um sem número de povos e de etnias. E, sendo a comunidade cristã composta de  "judeus e gregos" se tornava propícia para um grande número de conflitos, mas também para o "amor intenso de uns para com os outros", para a experiência de amar o estranho como irmão, e de fato, os cristãos se tratavam mutuamente como o termo "irmão".

Também no Novo Testamento motivação para a prática tem a ver com Deus rico em misericórdia que nos amou com intensidade (Ef 2,4) e através de Cristo, nossa paz, destruiu a inimizade (Ef 2,14) e fez de judeus e gregos reconciliados em um só corpo (Ef 2,16). Sendo assim, a hospitalidade não é apenas cumprimentar e acolher as pessoas até os pagãos fazem isto (Mt 5,47), é enfrentarmos nossos medos e a mesquinhez de nosso egocentrismo e nos tornarmos canais da hospitalidade de Deus.

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*Aíla L. Pinheiro de Andrade é licenciada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará, bacharel, mestre e doutora em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE. Membro do Instituto Religioso Nova Jerusalém.