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Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...

24 de julho de 2019

Privacidade Hackeada: Documentário que revela o mundo sombrio da exploração dos dados; Assista ao trailer

poster Privacidade Hackeada Torrent
»INFORMAÇÕES«

Título Traduzido: Privacidade Hackeada Torrent

Título Original: The Great Hack
Gênero: Documentário
Lançamento: 2019
Duração: 1h 54 Min.

SINOPSE: O bem mais precioso do mundo atual não é mais petróleo, são os dados. Eles se transformaram em uma arma, usada em guerras culturais e políticas. Pessoas no mundo todo disputam o controle das nossas informações mais íntimas. Com incrível acesso às jornadas de personagens-chave em todos os lados do escândalo envolvendo a Cambridge Analytica e o Facebook, Privacidade Hackeada revela o mundo sombrio da exploração desses dados.



17º edição da Semana Hermilo Borba Filho tem início no Recife

A programação segue até o domingo (28), com atividades gratuitas que incluem oficinas, leituras comentadas e espetáculos

JC Online

A programação do evento começa nesta terça (23), com oficinas, leituras comentadas e espetáculos / Foto: Andréa Rêgo Barros/Divulgação
A programação do evento começa nesta terça (23), com oficinas, leituras comentadas e espetáculos
Foto: Andréa Rêgo Barros/Divulgação
Para celebrar a vida e a produção do artista pernambucano Hermilo Borba Filho, a Prefeitura do Recife dá início a 17ª edição da Semana Hermilo. Neste ano, além de Borba Filho, o evento também homenageia o escritor Osman Lins, grande afeto literário do pernambucano.
A programação, que teve sua abertura oficial no dia 8 de julho, será retomada nesta terça (23) e segue até o domingo (28), no Teatro Hermilo Borba Filho. As atividades são gratuitas e incluem realização de oficinas, leituras comentadas e exibição de espetáculos. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria do teatro, localizado no Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife.
As oficinas de literatura serão ministradas por Lourival Holanda, membro da Academia Pernambucana de Letras (APL), ensaísta, crítico literário e professor da Pós-Graduação do Departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

Dia 23 de julho, terça-feira
19h – Abertura oficial
19h30 - Leitura comentada "A Idade dos Homens", de Osman Lins, com direção de Carlos Carvalho/Eron Villar e comentários do Prof. Robson Teles


Dia 24 de julho, quarta
14h às 18h - Oficina A dramaturgia do texto: Hermilo e Osman – poéticas em comparação, com o professor Lourival Holanda
19h – Palestra: “Hermilo & Osman: dramaturgias em diálogo.” com o Prof. Dr. Lourival Holanda
Dia 25 de julho, quinta
14h às 18h - Oficina A dramaturgia do texto: Hermilo e Osman – poéticas em comparação, com o professor Lourival Holanda
19h - Leitura comentada "O Ideal e a Glória", de Osman Lins com direção de Quiercles Santana, comentários de Adriano Portela
Dia 26 de julho, sexta
14h às 18h - Oficina A dramaturgia do texto: Hermilo e Osman – poéticas em comparação, com o professor Lourival Holanda.
19h - Roda de Conversa “Convívio: Osman e Hermilo”, Leda Alves, Letícia Lins, Tarcísio Pereira e Lourival Holanda
Dia 27 de julho, sábado
20h - Espetáculo Cartas, Coletivo Caverna, vencedora do Prêmio de Pesquisa O Aprendiz em Cena
Dia 28 de julho, domingo
20h - Espetáculo “As Cartas”, Coletivo Caverna, vencedor do Prêmio de Pesquisa O Aprendiz em Cena

Ecio Salles, criador da Festa Literária das Periferias, morre aos 50 anos

Produtor cultural, segundo nota de unidade de saúde, morreu em decorrência de um câncer. Ele estava internado no hospital Vitória da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.


Por G1 Rio

O fundador da Festa Literária das Periferias (Flup), Écio Salles, morreu nesta segunda-feira (23) aos 50 anos. A informação foi confirmada pelo hospital Vitória, na Barra de Tijuca, Zona Oeste do Rio, onde ele estava internado.
Segundo o hospital, Salles morreu em decorrência de um câncer.
Nos anos 2000, Salles ficou famoso ao criar o selo Tramas Urbanas, pelo qual lançou os livros “Poesia Revoltada” e “História e Memória de Vigário Geral”. Ele também foi secretário de Cultura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, entre 2009 e 2010, nas gestões de Lindberg Farias e Sheila Gama.
Em 2012, criou, juntamente com o jornalista Julio Ludemir, a Festa Literária das UPPs, que promovia oficinas literárias, debates, saraus e outros eventos culturais nas comunidades do Rio. A festa, depois de um tempo, passou a ser chamada Festa Literária das Periferias (Flup).
O evento é um dos mais aguardados do calendário cultural da cidade, e terá em 2019 sua sétima edição.
 
Flup reuniu mais de 500 autores nacionais e internacionais entre 2012 e 2018 — Foto: Divulgação
Flup reuniu mais de 500 autores nacionais e internacionais entre 2012 e 2018 — Foto: Divulgação

Cultura carioca de luto

Em nota, a Secretaria Municipal de Cultura lamentou a morte.
"Um dos criadores da Festa Literária das Periferias (Flup), o poeta e produtor cultural Ecio Salles ajudou a dar visibilidade à efervescência sociocultural das favelas do Rio. Seu esforço pela democratização da cultura colocou a periferia no centro do debate sobre a literatura, deixando um legado de luta e resistência. A Cultura carioca está de luto. A Secretaria Municipal de Cultura se solidariza com a família.

Masp espera 30 mil nos últimos dias de 'Tarsila'

A mostra, que reúne as principais obras da pintora modernista, foi visitada até domingo (21) por mais de 350 mil pessoas.
Pessoas visitam o último dia grátis da exposição de Tarsila no Masp, na noite dessa terça-feira (23), dia em que foram registradas mais de 7 mil visitas.
Pessoas visitam o último dia grátis da exposição de Tarsila no Masp, na noite dessa terça-feira (23), dia em que foram registradas mais de 7 mil visitas. (Bruno Rocha/Fotoarena/Estadão Conteúdo)

Na última semana da exposição Tarsila Popular, o Masp espera receber 30 mil visitantes. Aberta no dia 5 de abril e reunindo as principais obras da pintora modernista, a mostra foi visitada até domingo (21) por mais de 350 mil pessoas, segundo o museu, e registrou seu recorde histórico de público na terça-feira (16): 8.454 pessoas, que esperaram cerca de cinco horas na fila.
Às terças, a entrada é gratuita e ontem, a última da exposição, o Masp estendeu a visitação até meia-noite - com isso, um novo recorde pode ser registrado. No sábado (27) o museu também fechará neste horário. Hoje, quinta e domingo, a exposição poderá ser visitada das 10h às 19h. Na sexta, até as 21h. Com curadoria de Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, Tarsila Popular apresenta cerca de 120 trabalhos da artista que teve importância central no movimento modernista brasileiro. É a maior já realizada sobre sua obra no Brasil.
Entre as atrações, estão as icônicas Abaporu (1928), uma das mais populares da artista e que integra o acervo do Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires (Malba), Antropofagia (1929) e O batizado de Macunaíma (1956). A exposição marca o retorno da obra da artista a São Paulo, depois de percorrer, entre 2017 e 2018, museus em Nova York e Chicago.
A expografia de Tarsila Popular deixa o público seguir seu caminho livremente, mas alguns agrupamentos de obras da pintora foram feitos em pequenas salas dentro do grande espaço expositivo. A mostra começa com A negra (1923) e com uma série de retratos e autorretratos, como Autorretrato com vestido laranja (1921). Ela continua com um setor de nus, outro de viagens, até chegar a um sobre manifestações religiosas. Tarsila do Amaral pintou referências católicas de um jeito bem brasileiro, como em Religião brasileira I (1927). Depois, surgem pinturas que mais se relacionam, diretamente, com a ideia de popular, como Segunda Classe (1933) e Trabalhadores (1938).
O setor final é o mais populoso, com, justamente, suas obras mais conhecidas. Lá, Abaporu Antropofagia dialogam com Batizado de Macunaíma.
TARSILA POPULAR
Onde: Masp (Avenida Paulista, 1.578).
Até quando: 28 de julho
Horários: 10h às 19h, 6ª, 10h às 21h, sáb., 10h à 0h.
Valor: R$ 40
Informações: (11) 3149-5959. 4ª, 5ª e domingo

Agência Estado/Dom Total

Tatuadoras ocupam espaços e provam que 'lugar de mulher é onde ela quiser'

Cenário extremamente machista, os estúdios de tatuagem infelizmente ainda deixam muito a desejar quanto ao respeito às mulheres que se unem neste contexto adverso.
Tatuagens de mulheres que se uniram contra o machismo nos estúdios de tatoo.
Tatuagens de mulheres que se uniram contra o machismo nos estúdios de tatoo. Foto (Bruna Martins / Instagram)
Por Larissa Troian
Repórter DomTotal
As mulheres estão cada vez mais ocupando espaços que, há alguns anos, eram dominados pelos homens. Esse crescimento está claro em projetos como o Festival Mulheres do Mundo, que incentiva, documenta e difunde reflexões acerca de mulheres das artes e culturas, bem como mulheres empreendedoras e ativistas. No mundo da tatuagem a ideia é a mesma: somar e crescer.
Hoje em dia temos mulheres tatuadoras extremamente talentosas chegando junto com trabalhos incríveis, e um dos motivos é nobre: o primeiro censo sobre tatuagem feito pela revista Super Interessante, em 2016, mostra que a maioria das pessoas tatuadas no Brasil é formada por mulheres. Nada menos que 59,9% na época.
Cenário extremamente machista, os estúdios de tatuagem infelizmente ainda deixam muito a desejar. A tatuadora belo-horizontina Sandra Cunha, de 24 anos, criadora do Studio Fogo – composto apenas por mulheres – , aqui de Belo Horizonte, ressalta a batalha acometida pelas mulheres de se inserirem como pessoas potencialmente talentosas nos estúdios. “A maioria das meninas que eu conheço começou a tatuar sozinhas por não serem bem recebidas em estúdios de tatuagem ou por terem que aturar tatuadores assediando ou fazendo piadas machistas. Além disso, há descrença no potencial e capacidade de sermos boas; normalmente nosso sucesso ou crescimento é atribuído ao fato de ‘ser bonita’,  ‘ser mulher’, ‘ter namorado alguém’ ou ter ‘seduzido o chefe’”.
Mas a luta não para, muito pelo contrário, só cresce. Hoje as opções são infinitas e vão desde estúdios só de mulheres, como o Sampa Tattoo, em São Paulo, o Blush, em Santos, o Lady Luck (pioneiro!), no Rio, o Artemis Ink, em Curitiba, o Cadê Amélia, em Porto Alegre, o Godarc e o Studio Fogo, em Belo Horizonte, até atendimentos dedicados em casa mesmo. Para desenhos de todos os tipos e gostos, temos uma longa lista de mulheres que provam que podemos e estamos em todos os espaços e profissões – e mandando muito bem, diga-se de passagem.
Assédio sexual
Além da descrença no potencial das tatuadoras, as mulheres que querem ter seu corpo marcado pelos desenhos passam por outra situação extremamente desconfortável, invasiva e traumatizante: o assédio sexual.

Em abril deste ano, a professora e ativista Duda Salabert criou um perfil no Instagram para receber e expor denúncias de assédio sexual. O perfil @foieledenuncia continua ativo, e tem como objetivo o de orientar mulheres sobre maneiras e locais para a realização de denúncias formais, além de criar pontes entre as vítimas e projetos de apoio a mulheres que sofreram violência e assédio. Nas primeiras horas, o projeto ganhou mais de 1.700 seguidores.

A ideia do perfil surgiu depois da denúncia feita por Duda em seu perfil do Instagram sobre o assédio que uma cliente teria sofrido de um tatuador da região Centro-Sul de Belo Horizonte. Depois disso, várias pessoas procuraram a Polícia Civil para denunciá-lo. Leandro Caldeira, de 44 anos, foi indiciado por violação sexual mediante fraude contra 19 mulheres no início do mês de abril. Dias após, o número de mulheres que denunciavam o mesmo tatuador já passava de 40. Além dele, o tatuador Pablo Gangale, mais conhecido como “Argentino”, também recebeu uma série de denúncias, muito parecidas com as de Leandro Caldeira.

Sandra conta que após a denúncia de assédio contra os tatuadores, “muitas mulheres criaram coragem para relatar suas experiências e infelizmente são muitos casos sem denúncia ainda”. Para ela, “é inadmissível que isso aconteça”. A tatuadora “tenta orientar as clientes para saberem como se assegurarem de que tal procedimento é o certo ou está fora do comum”.

Coletivo de mulheres contra o assédio
Nathália Corrêa, tatuadora na cidade de Belo Horizontefez um post no Instagram logo após a denuncia com orientações para que os clientes conseguissem diferenciar o que era um procedimento normal na tatuagem e o que era anti-profissional. A partir daí, de forma orgânica, um coletivo de mais de 20 mulheres se reuniu. Além da Nathália, o projeto teve a participação de artistas como Bruna Martins, Camilla Campos, Lu Alvernaz, Thereza Nardelli, Moa e Ana Pedersoli, a embaixadora do Coletivo “Não é Não”.

O coletivo trabalha há três anos a pauta do assédio em diversos espaços e tem como ferramenta de diálogo tatuagens temporárias com os dizeres “Não é Não”.

Essa união se deu para a criação da cartilha informativa, a “Minha Tattoo Minhas Regras”, sobre tatuagem segura, e para “ensinar” como denunciar um assediador. 
Bruna Martins, uma das criadoras da cartilhaconta que o apoio às mulheres vítimas desse tipo de abuso foi e é de suma importância: “As primeiras ações foram as de cobrir ou re-significar as tatuagens que tinham sido fruto desses tatuadores, que se tornaram uma espécie de trauma para essas mulheres”.
Bruna conta que o projeto ganhou tanto fôlego queno final de semana do dia 13 de julho, duas representantes e autoras da cartilha foram ao Rio de Janeiro, no Festival de Mulheres Tatuadoras, para apresentar seu projeto por lá. A tatuadora frisa que a “distribuição da cartilha é totalmente gratuita para que todos tenham acesso às informações”.
Outros motivos levaram também as tatuadoras a refletirem sobre a mulher no campo da tatuagem. Bruna ressalta que a forma como o corpo da mulher é objetificado neste tipo de ambiente – além de vários outros –  é um aval para que os abusadores façam o que bem entenderem na hora de tatuar: “Nós vemos muito nessas convenções de tatuagem a forma como o corpo da mulher é exposto, como as pessoas não se preocupam em cobrir o corpo da mulher para mostrar tatuagens em regiões mais delicadas, e a gente acaba vendo que isso acontece por uma questão social do corpo da mulher ser tão objetificado, o corpo da mulher como algo publico, que esta ali à disposição dos outros. Essa, inclusive, é uma das pautas da cartilha “Minha Tattoo Minhas Regras”.
Para quem deseja prosseguir e ajudar com o projeto, Bruna pede para entrar em contato pelo  email apoieminhatatu@gmail.com. Ela conta que “o gasto é muito grande, mas conseguimos com uma gráfica para pagarmos somente o material, juntamos a grana e fizemos a cartilha”, mas que toda e qualquer ajuda é de grande importância social.

Para as tatuadoras e para o público, o diferencial dessa cartilha é que ela “conversa” tanto com profissionais quanto clientes, e dá instruções claras sobre como agir no estúdio, prevenir um abuso e também como lidar, caso isso aconteça.

O caso
Após Duda Salabert criar o perfil no instagram para receber e expor denúncias de assédio sexual, dezenas de mulheres finalmente tomaram coragem em conjunto e decidiram expor seus agressores. Entre eles, o nome mais citado foi o de Leandro Caldeira, tatuador da TattoReggae, que acumulou mais de 40 denúncias.

Mulheres afirmam que o homem aproveitava de diversas situações para que as vítimas tivessem seus corpos expostos sem alguma necessidade. Em vários casos, elas relataram que o abusador se aproveitava para “passar a mão” em suas partes íntimas, alegando que fazia parte do procedimento.

Leandro Caldeira Alves Pereira, de 44 anos, foi preso no fim de março deste ano e, segundo a Polícia Civil, 19 mulheres foram ouvidas e denunciaram os abusos à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, mas cerca de 40 mulheres usaram as redes sociais para relatar episódios de assédio.

No dia 26 de junho, testemunhas falaram sobre o caso. Como o processo ocorre em segredo da Justiça, não foram permitidas imagens da audiência. O inquérito da polícia concluiu que ele cometeu crime de violação sexual mediante fraude. Há registros de abusos desde 2008. A pena para esse tipo de delito é reclusão de 2 a 6 anos. Leandro Caldeira sempre negou as denúncias e reafirmou que é inocente. Além dele, o tatuador Pablo Gangale, o “Argentino”, recebeu inúmeras denúncias, mas prosseguiu impune pela justiça.

Redação Dom Total

França aprova lei para reconstruir Catedral de Notre-Dame

Votação terminou com 91 votos a favor, oito contrários e 33 abstenções

Notre Dame, Catedral, incêndio
REUTERS/Charles Platiau/Direitos Reservados
A Assembleia Nacional da França aprovou uma lei para a reconstrução da Catedral de Notre-Dame, em Paris, destruída por um incêndio em 15 de abril. A votação terminou com 91 votos a favor, oito contrários e 33 abstenções.
A medida aprovada, cercada de controvérsias, poderá permitir a construção de um novo pináculo – uma espécie de torre que forma a parte mais alta da construção – com características modernas, em substituição ao anterior, do século 19, que entrou em colapso em meio às chamas.
A decisão da Assembleia Nacional (câmara baixa do Parlamento francês), onde o partido do presidente Emmanuel Macron possui maioria, prevaleceu sobre a do Senado (câmara alta), controlada pela oposição. Em votação anterior, os senadores haviam decidido que a catedral deveria ser reconstruída mantendo exatamente as mesmas características de antes do incêndio.
A aprovação da lei após meses de disputas marca apenas o início de um processo de reconstrução cheio de polêmicas e altamente controverso. "A parte mais difícil virá a partir de agora. Precisamos reforçar a catedral de modo permanente para então reformá-la", disse o ministro francês da Cultura, Franck Riester.
Macron afirmou que a reconstrução deve ser concluída dentro de cinco anos, o que alguns especialistas consideram uma meta demasiadamente ambiciosa.
O presidente anunciou um concurso internacional que, segundo afirmou, poderia resultar em uma "expressão arquitetônica contemporânea" para substituir o pináculo destruído. A medida gerou fortes reações na sociedade francesa.
Em abril, uma pesquisa indicou que a maioria dos franceses prefere que a Notre-Dame seja reconstruída com as mesmas características de antes do incêndio, que também destruiu a cobertura e danificou a estrutura de pedra do teto abobadado.
A forma arquitetônica da catedral não foi diretamente mencionada no texto da nova lei, mas chegou a ser discutida na Assembleia, onde muitos parlamentares expressaram preocupação com os planos de Macron. A oposição afirmou que o processo estava sendo apressado simplesmente para assegurar que a reconstrução esteja pronta antes dos Jogos Olímpicos de 2024, que serão realizados em Paris.
"Não estamos confundindo rapidez com pressa", rebateu Riester, alertando que a catedral não está "inteiramente a salvo" e que há risco de colapso em algumas áreas. "O objetivo é dar à Notre-Dame uma restauração adequada para o lugar que ela possui no coração dos franceses e do mundo inteiro", disse o ministro.
A nova lei prevê a arrecadação de 850 milhões de euros através de contribuições prometidas por empresas e doadores privados. Segundo Riester, apenas 10% desse montante anunciado foi efetivamente repassado.
O antigo pináculo, que ficava a uma altura de 93 metros, foi obra do restaurador do século 19 Eugène Viollet-le-Duc, em substituição a uma estrutura medieval destruída no século 18. O edifício da Notre-Dame e a área ao redor, que cobre a margem do Rio Sena, são considerados patrimônios mundiais pela Unesco.
Agência Brasil