13 de janeiro de 2017

Desafios apaixonantes

Padre Geovane Saraiva*

Dom Helder, nascido e talhado para as coisas elevadas, era possuidor de uma força inabalável, com muita alegria e esperança no coração, totalmente convertido à grande tarefa de levar adiante a missão de Jesus de Nazaré, preciosa e maravilhosa utopia do reino de Deus. Indignado, não achou normal e natural a miséria humana, porque ela fere o rosto e o coração de Deus e contraria seu projeto: o de filhos de Deus, irmãos uns dos outros. Decide, com muita obstinação, derrotá-la, com a mesma ternura do Bom Pastor, assumindo-a em seu nome, com muita paixão, firmeza e voz profética.

Que neste ano de 2017 sejamos portadores da mensagem de paz e de esperança anunciada por Dom Helder Câmara, que, ao assumir a função de Arcebispo de Olinda e Recife em abril de 1964, afirmou, de um modo terno e afável, com todas as letras: “Quem estiver sofrendo, no corpo e na alma; quem, pobre ou rico, estiver desesperado, terá lugar especial no coração do bispo”[1].

A vida do Pastor dos Empobrecidos é comparada a uma mina de ouro, no sentido de ser sempre e cada vez mais explorada. Constatamos que essa vida é um dom maravilhoso de Deus, de uma beleza incomparável, pelos gestos raríssimos e diferenciados, fazendo gestar e conceber a dignidade dos filhos de Deus nos empobrecidos e sofredores de toda natureza: os “sem voz e sem vez”.

Resultado de imagem para dom helderUrge uma grande empatia e encantamento pelo reino de Deus, proposta do Salvador da humanidade, tão vivamente anunciada pelo Artesão da Paz. Precisamos sempre mais nos convencer do vigor transformador do reino, na sua beleza e preciosidade (cf. Mt 13, 24-47). É nele que encontramos as razões de viver e sonhar, como nos ensina o Servo de Deus, Dom Helder, naquilo de mais original, genuíno, espontâneo e profundo, nos seus pensamentos: “Feliz quem tem mil razões para viver”; “Quando os problemas são absurdos, os desafios são apaixonantes”; “Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como a minha sombra”[2].

Vemos muito nítido o espírito de Abraão em Dom Helder: “Partir é, antes e tudo, sair de si”[3], na sua incansável luta pela unidade da Igreja, cognominado como rebelde. O sonho que ele acalentou, ao longo da vida, pela intimidade com Deus e coragem profética foi o de colocar a criatura humana em um lugar de destaque, um lugar bem elevado. Marcou contundentemente uma época de sofrimento e falta de liberdade de muitos irmãos, no Brasil e no mundo inteiro, deixando-nos um grande legado e uma grande lição: a lição de que o deserto da nossa vida tem que ser fertilizado[4] pela palavra de Deus, estando a vida acima de tudo e sendo mais forte do que a morte.

Deus passa a sábia lição de que só com muito amor no coração é possível dar continuidade ao projeto do Salvador da humanidade, edificando um mundo verdadeiramente de irmãos, justo e solidário, tendo diante dos olhos, na mente e no coração a grande e maior novidade: um Deus que se encarnou na nossa história. Deus nos dê a esperança do Pai Abraão, no dizer de Dom Helder: “Esperança é crer na aventura do amor, jogar nos homens, pular no escuro, confiando em Deus”. Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso e Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com





[1] “Dom Helder: Sonhos e Utopias”, p. 202. Padre Geovane Saraiva.
[2] “Nascido Para as Coisas Maiores”, p. 82. Padre Geovane Saraiva.
[3] “Rezar com Dom Helder”, p. 127. Padre Geovane Saraiva.
[4] “Nascido Para as Coisas Maiores”, p. 21. Prefácio de Lúcio Alcântara.

Pesquisadores investigam os casos da doença que deixa a urina preta

'Doença da urina preta' causa dor muscular intensa, mudança na cor do xixi e insuficiência renal (Foto: Reprodução/TV Bahia)
Os pesquisadores que investigam os casos da doença que deixa a urina preta aguardam os resultados das amostras de urina, fezes e soro dos pacientes afetados. Por enquanto, eles têm como suspeita uma intoxicação pelo consumo de peixe ou uma infecção por paraechovírus (vírus de RNA, assim como o zika).
As duas hipóteses já tiveram casos semelhantes relatados. No Brasil, em 2008, um surto com 27 pessoas afetadas pela doença de Haff foi associada ao consumo dos peixes pacu-manteiga, tambaqui e pirapitinga no Amazonas.
De acordo com a literatura médica, a doença de Haff foi identificada no verão de 1924 e é caracterizada por uma grave rigidez muscular, frequentemente acompanhada por urina escura - mesmos sintomas da doença registradas neste ano no Brasil.
Entre 1934 e 1984, casos similares da doença foram descritos na Suécia e na União Soviética. Nos EUA, os primeiros casos foram registrados em 1984.
 'Doença da urina preta' causa dor muscular intensa, mudança na cor do xixi e insuficiência renal (Foto: Reprodução/TV Bahia) 'Doença da urina preta' causa dor muscular intensa, mudança na cor do xixi e insuficiência renal (Foto: Reprodução/TV Bahia)
'Doença da urina preta' causa dor muscular intensa, mudança na cor do xixi e insuficiência renal (Foto: Reprodução/TV Bahia)
Em 2001, mais casos foram relatados nos Estados Unidos, no estado da Carolina do Norte. Em 2010, a China também teve alguns registros. Todos causados pela ingestão de peixes de diferentes espécies.
O infectologista Antônio Bandeira, coordenador do comitê de arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) que acompanhou alguns dos casos da “doença da urina preta” em Salvador, confirmou que os casos são levados em consideração. Segundo ele, a maioria dos pacientes atuais tinha ingerido algum tipo de peixe.
“Está reportada na literatura uma síndrome semelhante a essa [da Bahia], mas que decorre de uma toxina ingerida por peixes. Isso em várias partes do mundo. Até hoje não se sabe bem como os peixes acabam contaminados por isso. Aqui no Brasil, por exemplo, teve um surto desse tipo em Manaus”, lembrou.

Hipótese de vírus

“Tem uma doença chamada “mialgia epidêmica”, que causa exatamente isso: dores musculares fortes e as enzimas musculares aumentam bastante”, disse Bandeira, lembrando a outra hipótese.
A “mialgia epidêmica”, ou doença de Bornholm, é causada pelo enterovírus Coxsackie B ou outros vírus. Bandeira disse que, no início do surgimento dos casos na Bahia, era a hipótese mais aceita pelos pesquisadores. “Nós começamos acreditando nessa hipótese, mas ponderamos. Um percentual expressivo dos pacientes que têm essa síndrome - cerca de 30% a 40%- tem outros quadros, como dores abdominais, às vezes diarreia”, disse.
Nos casos da Bahia, não foram registrados outros sintomas além de dor muscular extrema, urina preta e insuficiência renal.
Parceiro de Bandeira, o infectologista Gúbio Soares é pesquisador da Universidade Federal da Bahia. Ele recebeu 11 amostras de pacientes afetados e disse que encontrou vírus em algumas delas. Um laudo deverá ficar pronto até o início da próxima semana.
“Nós já chegamos a uma fase que identificamos a presença do material genético de uma família de vírus, nós achamos que é Picornavirus, mas ainda estamos na parte de sequenciamento para ver se conseguimos fechar o caso”, disse. “Nós suspeitamos que seja um vírus chamado paraechovirus”.
De acordo com Soares, esse vírus já causou um pequeno surto na Dinamarca, em 2014, na França, em 2008 e 2014, e também no Japão em 2008, 2010 e 2014. Ele disse que ainda precisa confirmar se os casos antigos apresentaram o sintoma da urina preta.

G1

Descubra como se prevenir contra ataques cibernéticos

Com a vulnerabilidade de segurança encontrada na web, os casos de ciberataques em e-mails, redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas têm sido um dos vilãos na vida dos usuários.
   
Para não se tornar uma vítima desse ataques cibernéticos, a especialista em segurança da informação, Andrea Zapparoli Manzoni, listou quatro recomendações importantes para todos internautas.
   
1) Conheça e compreenda a ameaça para não cair em armadilha
Os ataques baseados em técnicas de engenharia social - ou seja, realizados enganando a vítima, alterando de alguma maneira a sua percepção de realidade - devem ser combatidos tanto no plano educacional como cultural.
   
Estes ataques de engenharia social hoje são realizados seja através dos e-mails (sistema mais tradicional e consolidado) ou nas redes sociais e redes de informações instantâneas (alvos ainda mais atacados e eficazes que os e-mails porque estes canais sempre são considerados mais confiáveis pelas vítimas).
   
2) Preste atenção no contexto da comunicação e verifique em caso de dúvidas
É muito importante aprender a distinguir um ataque de phishing de uma mensagem legítima porque este e-mail falso é o primeiro passo para a atividade criminosa ser realizada.
   
Recusar este "spam" evita que o ataque seja feito completamente. No entanto, é preciso primeiramente responder as perguntas básicas: "Quem está me escrevendo?"; "Por quê?"; "É uma mensagem esperada?"; "O assunto é de meu conhecimento?". Em caso de dúvidas, é necessário fazer a confirmação de identidade do remetente antes de abrir qualquer link ou anexo.
   
3) Utilize menos serviços/aplicativos com contas de e-mail diferentes

Agência ANSA

Vaticano: A voz dos migrantes no Twitter

A iniciativa é do novo departamento criado pelo papa. (Divulgação)
O Papa Francisco e a seção ‘Migrantes e Refugiados’, do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé) vão lançar uma campanha nas redes sociais que alerta para as condições das crianças e adolescentes refugiadas e vítimas de tráfico humano.
A presidência desta seção é ocupada interinamente pelo Papa, dada a situação de emergência humana e para ressaltar a “importância deste tema” e o seu compromisso pessoal, assinala a Rádio Vaticano.
‘Migrantes de menor idade, vulneráveis e sem voz’ é o tema da mensagem assinada por Francisco para o 103.º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que a Igreja Católica assinala este domingo.
A emissora pontifícia adianta que a partir de hoje e até 15 de janeiro, os tweets do Papa são dedicados ao tema dos migrantes menores de idade, com ligações para a página da secção ‘Migrantes e Refugiados’ na rede social Facebook, onde vão ser apresentados breves relatos e reflexões.
Na mensagem para este domingo, Francisco recorda as crianças vítimas de “exploração” ou “encaminhadas para a prostituição ou pornografia”, entregues como “escravas do trabalho infantil” e “alistadas como soldados”, e também as que são “envolvidas em tráfico de drogas e outras formas de delinquência”.
“Tantas meninas e meninos” que atualmente são também “forçados por conflitos e perseguições a fugir, com o risco de se encontrarem sozinhos e abandonados”, frisa o Papa.
O pontífice destaca “o dever de chamar a atenção” para a realidade dos mais pequenos “especialmente os deixados sozinhos, pedindo a todos para cuidarem” de modo particular desta faixa da população migrante.
“De facto, em muitas partes do mundo, ler, escrever e fazer os cálculos mais elementares ainda é um privilégio de poucos. Além disso todos os menores têm direito de brincar e fazer atividades recreativas; em suma, têm direito a ser criança”, conclui o Papa Francisco.
A secção ‘Migrantes e Refugiados’ explica, na sua conta da rede social Twitter, que tem como “principal missão” acompanhar as pessoas em todos as fases da migração, “especialmente, aqueles que de alguma forma são forçados a mover ou a fugir”.
O serviço da Santa Sé está presente na rede de microblogging está presente em quatro línguas – inglêsitalianoespanhol e francês - na rede social Facebook e na rede social de trabalho LinkedIn.
O ‘Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral’, criado pelo atual Papa, é presidido pelo cardeal Peter Turkson, natural do Gana, atual presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz e entrou em funcionamento no primeiro dia de 2017.

Ecclesia

Diferença salarial em Hollywood é "absurda", diz Natalie Portman

Natalie revelou que recebeu três vezes menos do que o colega Ashton Kutcher por um papel em comédia romântica. (AFP)
Por Luke Mintz
Londres - Novas reclamações de discriminação atingiram a temporada de premiações do cinema, após a atriz vencedora do Oscar Natalie Portman criticar a diferença salarial entre gêneros, que disse ser "absurda", acrescentando que a diferença é maior em Hollywood do que em outros setores.
Em entrevista à revista Marie Claire, Natalie revelou que recebeu três vezes menos do que o colega Ashton Kutcher por um papel na comédia romântica de 2011 "Sexo Sem Compromisso".
"Comparado a homens, em muitas profissões, mulheres ganham 80 centavos em relação a 1 dólar", disse Portman à revista. "Em Hollywood, estamos fazendo 30 centavos em relação a 1 dólar".
A estrela de 35 anos, que venceu o Oscar de Melhor Atriz em 2011 por sua atuação em "Cisne Negro" e interpretou Jackie Kennedy em um filme biográfico que será lançado sobre a ex-primeira-dama norte-americana, disse que a disparidade salarial é "absurda".
O Fórum Econômico Mundial, uma fundação sem fins lucrativos, prevê que a diferença salarial entre gêneros pode levar até 170 anos para ser extinta. O disparidade média era de 59 por cento em 2016, segundo relatório divulgado em outubro pela organização.
A diferença salarial em Hollywood foi destacada em 2015, quando documentos vazados do estúdio Sony Pictures revelaram grandes disparidades entre atores famosos.
Os documentos mostraram que a atriz Jennifer Lawrence recebeu menos que os colegas Christian Bale e Bradley Cooper na comédia de 2013 "Trapaça". 

Reuters

Mensagem de Fátima convida a «ter os outros no coração»

A esperança presente nas aparições de Fátima e a sua mensagem são especialmente importantes «neste tempo de tantas dificuldades, crises, guerras e refugiados», acredita Vincent Gallois, presidente da Associação de Reitores de Santuários (ARS), que se encontra na Cova da Iria no âmbito congresso e assembleia-geral do organismo que dirige.


O responsável pela associação francesa considera que a mensagem de Fátima «continua atual», assumindo-se como uma «compreensão larga da missão de cada cristão de rezar pelos outros e de ter os outros no seu coração», explicou, em declarações à agência Lusa.


O congresso da ARS iniciou na última terça-feira, 10 de janeiro, e termina esta sexta-feira, 13. O encontro levou à cidade de Fátima reitores de santuários de vários países para debater soluções que contribuam para um melhor acolhimento de peregrinos nos diferentes locais de culto.

Fátima Missionária

Cochilo pós-almoço é remédio para o cérebro, diz estudo

“Sesta” beneficia sobretudo as pessoas idosas

Ansa
Uma hora de soneca depois do almoço pode ser um verdadeiro remédio para o cérebro, principalmente para os idosos, revelou um estudo realizado pela Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos EUA.
A famosa “sesta”, o breve descanso da tarde de origem espanhola, traz vários benefícios à saúde, incluindo mais clareza nos pensamentos, melhor desenvolvimento nas funções cognitivas do cérebro e aumento da capacidade da memória.
A pesquisa, publicada na revista “Journal of the American Geriatrics Society”, avaliou 2974 chineses com mais de 65 anos.
Cerca de 60% deles tiravam um cochilo médio de 60 minutos. Para o estudo, os participantes respondiam a perguntas como: “que dia é hoje?” e “em qual estação do ano estamos?”. Além disso, tiveram de resolver equações simples de matemática, memorizar palavras e copiar desenhos geométricos.
Aqueles que cochilavam depois do almoço apresentaram resultados melhores em relação aos que não dormiam nada. No entanto, o melhor desempenho foi registrado entre os participantes que cochilavam 60 minutos, o que indica que uma hora de sono à tarde é o ideal para a saúde, nem mais nem menos.
Os testes também revelaram que os idosos que não têm o hábito de cochilar mostraram uma capacidade mental seis vezes menor, o que equivale a um declínio de quase cinco anos de envelhecimento.

Igreja em Roma acolhe moradores de rua em emergência do frio

Moradores de rua estão sendo acolhidos por voluntários da Comunidade de Santo Egídio enquanto persistem as baixas temperaturas

Da Redação, com Rádio Vaticano em italiano
Devido ao forte frio que atinge a Itália nos últimos dias, a Comunidade de Santo Egídio abriu a Igreja de São Calisto em Trastevere para dar abrigo noturno a moradores de rua que não têm outro refúgio, até que as baixas temperaturas persistam.
Atualmente, cerca de 30 pessoas, entre italianos e estrangeiros que normalmente vivem na rua, estão hospedadas à noite na igreja e nos locais antigos, aquecidos e equipados com camas, cobertas e vasos sanitários. Os hóspedes podem jantar a partir das 19h e ter acesso à Igreja de São Calisto entre 20h e 22h. Pela manhã, deixam o edifício por volta das 8h.
A acolhida é garantida por voluntários da Comunidade de Santo Egídio que estão presentes durante o horário de funcionamento e, por turno, também à noite. Cada hóspede fica aos cuidados dos voluntários e é acompanhado na busca de soluções para suas necessidades materiais e de saúde. Nos dias sucessivos à primeira acolhida, se procura, como possível, situações de acolhimento mais estáveis.
A Igreja é um lugar de culto antigo, edificado ao redor do local onde foi martirizado Papa Calisto I, em 222, informa um comunicado da Esmolaria Apostólica, órgão vaticano dedicado às obras de caridade. O atual edifício é do século XVII, ligado à paróquia de Santa Maria em Trastevere e confiado à Comunidade de Santo Egídio, que desenvolve atividade de culto e de catequese, particularmente para idosos e pessoas portadoras de deficiência.

Iphan completa 80 anos com grande patrimônio e poucos recursos

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
“Se o Brasil tem uma cara, essa cara foi dada pelo Iphan”. Assim, a diretora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, descreve a importância do órgão que completa 80 anos hoje (13) com a missão de preservar o patrimônio material e imaterial do país.
Entretanto, ela faz o alerta para o risco que o instituto corre de não conseguir cumprir o seu papel em razão, principalmente, da falta de orçamento e de quadro funcional.
O Iphan foi criado em 13 de janeiro de 1937, por meio da Lei nº 378  e, segundo Kátia, esses 80 anos foram fundamentais para a construção de identidade nacional e preservação da memória do Brasil.
“Nos anos 30, com a chegada do automóvel e com as políticas higienistas, as pessoas buscavam o progresso, a industrialização. Aquelas cidades coloniais teriam que dar espaço às grandes avenidas, então começou uma destruição em massa e um rompimento com esse passado colonial. Foi preciso que uma elite de intelectuais liderasse esse movimento de preservação. Começaram uma corrida contra o tempo e contra a destruição. Assim, o Iphan ja nasceu nessa luta de preservar nossa memória”, disse.
Ao longo de sua trajetória, a política nacional de patrimônio foi expandida e se relaciona hoje com diversos campos como gestão urbana e ambiental, direitos humanos e culturais, atuando desde o poder de polícia e fiscalização até a educação, formação profissional e pesquisa e envolvimento internacional.
O Iphan foi a primeira instituição de preservação do patrimônio da América Latina e hoje luta para continuar esse trabalho. Ele está presente em todo o território nacional, com 27 superintendências estaduais, 26 escritórios técnicos, dois parques nacionais e cinco unidades especiais e responde por uma gama de atribuições constitucionais.
“O Iphan já está correndo risco com um corpo técnico diminuto diante da suas complexas atribuições e da quantidade absurda de bens que temos sob nossa responsabilidade. Temos uma situação quase de insolvência”, disse a presidente, contando que metade dos 698 funcionários da instituição deve se aposentar nos próximos dois anos.
Além de não ter previsão de novos concursos, não existe plano de carreira e os salários são muito baixos no Iphan, segundo Kátia, o que causou uma evasão gigantesca no órgão. O Iphan é vinculado ao Ministério da Cultura, que tem um dos menores orçamentos da Esplanada dos Ministérios.
Valorização do patrimônio material e imaterial
Para ela, é preciso uma estratégia de educação e valorização do patrimônio material e imaterial do país. “Esse mundo a que chegamos agora é onde você tem essa massificação, essa globalização, o ser humano muito ligado à materia, às coisas e inteligências artificiais que o futuro está nos destinando. Então essa dimensão humana, de nossas histórias, nossas memórias, e toda a trajetória humana, essa construção coletiva do ser humano precisa se valorizada”, disse.
Kátia explica que o Brasil possui uma diversidade cultural que poucos países têm, mas também uma baixa autoestima. “Esse ativo, em um futuro que vai chegando, é o que vai nos diferenciar nesse mundo globalizado. Nós temos que elevar nossa autoestima, nós somos muito e não estamos enxergando o quanto nós somos. Nossos políticos têm que entender que é essa dimensão humana é que vai destacar o Brasil lá fora”, ressaltou Kátia.
A valorização e a ocupação do patrimônio, para a presidente do Iphan, partem de uma comprensão politica, de um amadurecimento da população, que passa, necessariamente, por um processo de formação educacional de compreensão da importância desse ativo para a população brasileira perante o mundo.
O patrimônio precisa ser ocupado para contribuir com o desenvolvimento socioeconômico do país, é uma questão política e estratégica perante o mundo, afirma a presidente.
“Em países que têm um história muito mais antiga, os centros históricos são utilizados como um ativo, até porque não têm mais para onde crescer, então eles trazem o progresso e o desenvolvimento usando o patrimônio, ocupando as cidades históricas e os significados e as referencias culturais fazendo parte da modernidade e da contemporaneidade”, disse, explicando que o patrimônio é um ativo turístico e de estoque imobiliário incrível que no Brasil fica abandonado.
Nesses 80 anos de atividade, foram tombados 87 conjuntos urbanos (o que implica em cerca de 80 mil bens em áreas tombadas e 531 mil imóveis em áreas de entorno já delimitadas) e três estão sob tombamento provisório.
Parcerias com outras instituições
Nessas áreas, o Iphan atua e investe recursos, tanto direta, na forma de obras de qualificação, quanto indiretamente, por meio de parcerias com outras instituições, além do Programa de Aceleração do Crescimento Cidades Históricas e dos Planos de Mobilidade e Acessibilidade Urbana.
Em 2017, segundo Kátia, o Iphan vai entregar mais de 700 obras de restauração em 44 cidades, entre praças, mercados, passeios públicos e pontes. O instituto tem sob sua proteção 40 bens imateriais registrados, 1.262 bens materiais tombados, oito terreiros de matrizes africanas, 24 mil sítios arqueológicos cadastrados, mais de um milhão de objetos arrolados (incluindo o acervo museológico), cerca de 250 mil volumes bibliográficos e vasta documentação de arquivo.
Na página do Iphan está disponível uma linha do tempo com os fatos que marcaram a história da preservação do patrimônio cultural no Brasil. A iniciativa é aberta a contribuições e procura promover o debate e a reflexão sobre memória e o patrimônio cultural.

Projeto Pet Amigo proporciona atenção e carinho ao ambiente hospitalar

Todas as terças-feiras os setores oncológico e pediátrico do hospital Regional da Unimed (HRU) recebem uma visita cheia de ternura: cães da raça Golden Retriever. Vacinados, higienizados e com atestados de veterinários, os cachorrinhos têm como missão diminuir o estresse no ambiente hospitalar

Foto: Divulgação / Unimed
Todas as terças-feiras, os setores oncológico e pediátrico do hospital Regional da Unimed (HRU) recebem uma visita cheia de ternura. Cães da raça Golden Retriever, vacinados, higienizados e com atestados de veterinários, levam atenção e carinho. São animais treinados que interagem com os pacientes, estimulando o afeto e a socialização, e diminuindo o estresse no ambiente hospitalar.
 
Os cães são acompanhados por um condutor no momento em que estiverem dentro do hospital. Além disso, recebem tratamento de equipe multidisciplinar, composta por fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e condutores devidamente treinados que sempre acompanham o cão em suas intervenções.
 
A ação é uma parceria da Unimed Fortaleza com o Instituto Cão Vida Lui, que busca promover atividades sociais e terapêuticas mediadas por cães. Está regularizada pelo Centro de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Regional Unimed.

Início
No dia 12 de outubro de 2016, o Pet Amigo teve início para comemorar o Dia das Crianças dos pequenos pacientes que passaram pelo Centro Pediátrico e os que estavam internados no HRU.

Para os pais das crianças que estavam no Centro Pediátrico, foi uma emoção ver no rosto dos filhos, mesmo frágeis, um sorriso sincero e espontâneo. No HRU não foi diferente. Por entre sorrisos sem dentes, os cachorros passeavam. Os segundos de ponderação das crianças foram rompidos rapidamente para dar lugar à emoção e carinhos múltiplos. Após passear pelo saguão do andar pediátrico, os cães foram levados aos leitos.

“Ver o sorriso dele nesse dia é muito gratificante, fez o nosso dia das crianças ser diferente, com muito mais amor; os cães trouxeram total alegria para nós” – Andrea Luiza Pinheiro, mãe do João Guilherme, paciente infantil do HRU.

Serviço
Hospital Regional da Unimed
Avenida Visconde do Rio Branco 4000, Aldeota - Fortaleza

Com informações da Assessoria de Comunicação da Unimed Fortaleza


Boa Notícia

Destaque

Choram porque amam

Padre Geovane Saraiva* Como é bom rezar e colocar em primeiro lugar o mistério da redenção! Nem sempre, porém, sabemos rezar e nem d...