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17 de julho de 2016

Jovens e professores terão destaque na 32ª Feira do Livro de Brasília

Mariana Tokarnia e Heloisa Cristaldo - Repórteres da Agência Brasil
Jovens e professores terão destaque na 32º Feira do Livro de Brasília, que começa hoje (16) e vai até o dia 24 de julho no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A programação inclui palestras, bate-papos, além de lançamentos e apresentações. Ao todo serão 300 eventos simultâneos. A organização espera que 300 mil pessoas passem pelo local.
Uma das novidades neste ano é 1º Encontro Nacional de Blogueiros Literários, que ocorre neste final de semana. A intenção é discutir a internet como forma de divulgação da literatura e como alternativa às caras vias tradicionais de publicação editorial. "Descobrimos que principalmente os jovens têm a própria estratégia literária e uma delas é divulgar via blogs, Youtube. Eles têm milhares de seguidores", destaca Cleide Soares, uma das coordenadoras da 32ª Feira do Livro. Ela integra o Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Bibliotecas do DF e Grito do Livro: Viva a Leitura!
Com os holofotes voltados aos jovens, a feira terá também, nos dias 23 e 24 de julho, o 1º Encontro Nacional de Escritores Jovens.
Os grandes homenageados da edição, no entanto, serão os professores. O tema será “Meu mestre, meu livro”. "Logo no início, quando tomamos a decisão de fazer a feira, lembramos imediatamente dos professores. Decidimos aceitar esse desafio de fortalecer a imagem do professor, que nem sempre é remunerado de forma justa", explica Cleide.
Para ressaltar a importância desses profissionais, a feira terá, logo na entrada, um mural para quem desejar escrever um recado para um professor querido. A organização vai buscar alguns desses professores e promover o encontro com os ex-alunos. Isso ocorrerá ao longo da programação da feira.
Os homenageados deste ano são Victor Alegria (editor homenageado); José Pacheco (professor e escritor homenageado Internacional); Iris Borges (livreira homenageada); Gina Vieira Ponte (professora homenageada local); Esther Pillar Grossi (professora e escritora homenageada nacional); e coronel Affonso Heliodoro (escritor homenageado local).
A programação completa pode ser acessada no site do evento.
Escritores de Brasília
A feira é o espaço de divulgação para escritores da cidade que enfrentaram o desafio de estar fora do circuito tradicional do mercado editorial. Sem patrocínio e sem a experiência de grandes editores, muitos escritores da cidade esbarram nos obstáculos e acabam desistindo da literatura.
A jornalista Biba Gomes resistiu às barreiras impostas pelo restrito mercado das letras na capital federal e iniciou sua carreira por meio da autopublicação. Após dois anos de trabalho independente, a escritora divulgará na feira seu livro Adoráveis Homens Errados.
“O mercado editorial é muito difícil. Fala-se muito em burocracia, não de literatura em si. O sindicato dos escritores do DF foi um bom caminho para entrar no meio. É uma oportunidade para conhecer mais do mercado, os próprios escritores e entrar em contato com diferentes trabalhos. Além de trocar experiências”, ressalta Biba. A obra da autora conta as histórias de três mulheres em suas aventuras amorosas.
Amanhã (17), o escritor brasilense Tércio Ribas Torres, autor de Beleza Estranha, fará o relançamento de seu livro. Inspirado em uma história real, a obra retrata violência doméstica, em um conflito entre pai e filho. O autor também esbarrou nas dificuldades de publicação editorial de escritores independentes em Brasília.
“É muito mais difícil para quem está fora do eixo Rio-São Paulo. Mesmo após ouvir diversas negativas, acreditei no projeto do livro. Apesar das dificuldades, acredito que vale a pena por dois motivos: a satisfação de ver uma pessoa que leu o livro e chorou da primeira à última página é motivadora e por colaborar com algo que é transformador, a cultura. A educação transforma um país, mesmo para um escritor independente, isso é motivador”, conta.
Orçamento
O financiamento do evento é problema constante a cada edição da Feira do Livro de Brasília, de acordo com Cleide Soares. Segundo ele, somente na quinta-feira (14), a organização conseguiu captar o total dos R$ 1,1 milhão necessário para a realização do evento. Os recursos vêm principalmente do governo do Distrito Federal. Há também aportes do Ministério da CUltura, que ajuda no custeio de passagens aéreas, e de entidades organizadoras da feira.
"Contamos com volutários trabalhando na feira e a própria coordenação é voluntária. Decidimos nos reunir e fazer o evento, não dá para esperar as condições ideais. A gente conseguiu os recursos de última hora", diz.
Texto alterado às 16h50 para corrigir informação. O nome do livro citado no nono parágrafo é Adoráveis Homens Errados, e não Admiráveis Homens Errados, como havia sido informado.

Theatro Municipal do Rio comemora 107 anos no domingo com programação gratuita

Paulo Virgílio – Repórter da Agência Brasil
Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Divulgação/Riotur)
Theatro Municipal do Rio de Janeiro Divulgação/Riotur























Evento que já é uma tradição no calendário cultural da cidade do Rio de Janeiro, o aniversário do Theatro Municipal é sempre um dia em que a casa de espetáculos abre suas portas ao público. Este ano, a Fundação Teatro Municipal, vinculada à Secretaria Estadual de Cultura, optou por concentrar a programação artística de comemoração neste domingo (17) e não na data de inauguração, que foi na quinta-feira, 14 de julho.
No dia do aniversário, centenas de pessoas fizeram visitas guiadas gratuitas, que permitem ao público conhecer todas as dependências da casa, inaugurada em 1909. Já neste domingo, o público poderá ir novamente ao Theatro Municipal para festejar os 107 anos com apresentações dos seus três corpos estáveis: ballet, coro e orquestra sinfônica; além de alunos da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa.
“Dos corpos estáveis ao pessoal técnico e administrativo todos se mobilizam para oferecer esse dia de portas abertas e mostrar o trabalho dos nossos artistas e funcionários. Esta é uma forma simpática de aproximar a população de seu teatro. Também é uma forma de mostrar em um mesmo dia todos os talentos que trabalham nesta Casa”, disse o maestro Tobias Volkmann, titular da Orquestra Sinfônica do Municipal.
Neste domingo, Volkmann será o regente do Concerto em Homenagem a Carlos Gomes, que abrirá às 11h a programação gratuita. A apresentação celebra os 180 anos de nascimento do compositor brasileiro (1836-1896) e no repertório estão trechos das óperas Fosca, Il Guarany,Maria TudorLo SchiavoCondor e Colombo.
Às 14h, será a vez dos alunos da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa subirem ao palco para apresentar cinco coreografias assinadas por nomes como Dalal Achcar, Vassili Sulich, Eric Frederic, Silvana Andrade e Consuelo Rios. Sob a direção de Maria Luisa Noronha, os jovens bailarinos abrirão a apresentação com o balé Fantasia Brasileira, criado com base na conhecida composição clássica Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro, do pianista e maestro norte-americano Louis Moreau Gottschalk (1829-1869) e inspirada na melodia original do hino de autoria de Francisco Manoel da Silva (1795-1865).
Encerrando a programação, o Ballet do Theatro Municipal apresentará, às 17h, o segundo e o terceiro atos de O Lago dos Cisnes, com coreografia de Yelena Pankova para a música de Piotr Ilitch Tchaikovsky. O mais famoso e popular dos balés românticos, o Lago dos Cisnes terá nessa apresentação como solistas os bailarinos Mel Oliveira, interpretando o duplo personagem Odette e Odile, Murilo Gabriel no papel do Príncipe Siegfried, Rodrigo Negri como o Bobo da Corte e Edifranc Alves como o bruxo Von Rothbart. A direção artística é das primeiras bailarinas Ana Botafogo e Cecília Kerche.
O Theatro Municipal fica na Praça Floriano, na Cinelândia, centro do Rio.

Unesco reconhece a Pampulha como Patrimônio Mundial da Humanidade

Leo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil
O Conjunto Moderno da Pampulha conquistou, na madrugada de hoje (17), o título de Patrimônio Mundial da Humanidade. A decisão foi tomada durante a 40ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), realizada entre os dias 15 e 17 de julho, no Centro de Convenções de Istambul, na Turquia. A indicação da Pampulha foi ratificada pelos 21 países integrantes do comitê, por consenso, informou o Ministério da Cultura. Com essa decisão, o Conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, passa a ser o 20º bem brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial.
Igreja de São Francisco de Assis, que compõe o Conjunto Moderno da Pampulha
Igreja de São Francisco de Assis, que compõe o Conjunto Moderno da Pampulha Acácio Pinheiro/Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura
Encomendado pelo então prefeito de Belo Horizonte Juscelino Kubitschek ao arquiteto Oscar Niemeyer, o conjunto modernista também contou com Roberto Burle Marx, que assina o paisagismo, e Candido Portinari, autor do painel externo de azulejos da Igreja de São Francisco de Assis, que é um dos principais cartões-postais de Minas Gerais, lembra o ministério.
Também participaram do projeto original o engenheiro Joaquim Cardozo e os artistas Paulo Werneck, Alfredo Ceschiatti, August Zamoyski e José Pedrosa. Construído nos primeiros anos da década de 40, o conjunto antecipa conceitos arquitetônicos que viriam a ser aplicados anos mais tarde na construção de Brasília.
O valor dos edifícios é reconhecido por suas inovações. "O Conjunto Moderno da Pampulha é uma referência na arquitetura mundial pela utilização do concreto armado, que ainda não havia sido utilizado em construções semelhantes. Causou assim um impacto no mundo inteiro", acrescenta Leonardo Castriota, professor de arquitetura da UFMG e presidente do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios no Brasil (Icomos), órgão que assessora e dá pareceres à Unesco.
Compõem o Conjunto Moderno da Pampulha a paisagem que se forma com a integração entre a Lagoa da Pampulha e sua orla, os jardins de Burle Marx, a Igreja de São Francisco de Assis, o antigo Cassino (atual Museu de Arte da Pampulha), a Casa do Baile (atualmente Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design de Belo Horizonte), o Iate Golfe Clube (atual Iate Tênis Clube) e a Praça Dalva Simão (antiga Santa Rosa).
Museu de Arte da Pampulha
Museu de Arte da Pampulha Acácio Pinheiro/Asseria de Comunicação do Ministério da Cultura
O Conjunto já era tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e também pelos poderes estadual e municipal. Com o título internacional, ganha mais força o potencial turístico do Conjunto, que já é hoje uma das principais atrações para quem visita a capital mineira.
A candidatura vinha sendo representada pela arquiteta e urbanista Luciana Feres, diretora do Conjunto Moderno da Pampulha, que é vinculado à Fundação Municipal de Cultura (FMC). Era o único representante brasileiro na disputa. Além das obras de Niemeyer, a paisagem do Conjunto também é composta por jardins projetados por Roberto Burle Marx, painéis em azulejos do pintor Cândido Portinari e esculturas de artistas reconhecidos, entre eles Alfredo Ceschiatti e José Alves Pedrosa.
O presidente da FMC, Leônidas Oliveira, comemorou por meio das redes sociais. "É muita emoção, é um sentimento de agradecimento, porque foram anos de trabalho, como um atleta para uma Olimpíada: treinamos, treinamos, treinamos e depois ganhamos", postou.
O Ministério da Cultura lembrou que o reconhecimento da Pampulha traz também o compromisso dos governos federal, estadual e municipal de valorizar, conservar e divulgar o patrimônio da humanidade. Em nota oficial, os ministérios das Relações Exteriores e o da Cultura destacam que o comitê recomenda que o Brasil restaure elementos do complexo, amplie o plano de gestão para incorporar os compromissos assumidos no processo de avaliação da candidatura, estabeleça uma estratégia de turismo para a área e adote medidas para melhorar a qualidade da água da lagoa. “Essas providências exigirão a ação conjunta dos governos federal, estadual e municipal, em harmonia com a comunidade local”, disse os ministérios, em nota.
“A Unesco, ao reconhecer o valor universal excepcional da Pampulha, considerou o conjunto como símbolo de uma arquitetura moderna distante da rigidez do construtivismo e adaptada de forma orgânica às tradições locais e às condicionantes ambientais brasileiras. Essa abordagem pioneira, fruto da colaboração entre Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx e Candido Portinari, entre outros grandes artistas, criou uma nova linguagem arquitetônica fluida e integrada às artes plásticas, ao design e à paisagem”, acrescentaram os ministérios.
Intervenções
A conquista do título traz também responsabilidades. Um acordo com a Unesco prevê a despoluição da Lagoa da Pampulha e a demolição de um estacionamento anexo ao Iate Tênis Clube, restaurando assim o projeto original de Niemeyer. A Prefeitura de Belo Horizonte também anunciou que pretende fazer uma licitação para implantar uma linha de barcos que circulem entre os edifícios do conjunto.
Outra proposta já cogitada pelo poder público é a criação de um barco-táxi, que utilizaria antigos píeres existentes na orla. Seria uma alternativa para o deslocamento entre pontos distintos da Lagoa da Pampulha, reduzindo impactos no trânsito. A orla da lagoa possui 18 quilômetros.
Tentativa de golpe
A decisão sobre a Pampulha estava prevista para ocorrer ontem (16). No entanto, uma tentativa de golpe militar na Turquia atrasou a pauta. A Unesco chegou a anunciar que o encontro estava suspenso. A delegação brasileira, composta por representantes da FMC, do Iphan e pelo ministro da Cultura Marcelo Calero ficaram confinados no hotel, seguindo instruções de segurança do Palácio do Itamaraty.
Com o abrandamento da tensão, a Unesco decidiu retomar nesta manhã o encontro. No entanto, foram apreciadas somente candidaturas que já possuíam parecer favorável, como era o caso do Conjunto Moderno da Pampulha.

Papa convida a ser hospitaleiro com o próximo e acolher quem tem necessidade

Papa Francisco reza o Ângelus
(ACI).- O Evangelho de Marta e Maria foi o centro da oração do Ângelus deste domingo do Papa Francisco, que aproveitou a oportunidade para mencionar a hospitalidade e denunciar como em muitos asilos não se busca acolher e escutar, mas sim outros interesses que nada tem a ver com a fraternidade.
“A hospitalidade surge verdadeiramente como uma virtude humana e cristã, uma virtude que no mundo de hoje corre o risco de ser negligenciada”, sublinhou o Papa durante a oração do Ângelus.
“Multiplicam-se as casas de recuperação e os asilos, mas nem sempre nesses ambientes se pratica uma real hospitalidade”, denunciou. Na verdade, “cria-se várias instituições que enfrentam várias formas de doença, solidão, marginalização, mas diminui a probabilidade para quem é estrangeiro, marginalizado, excluído de encontrar alguém disposto a ouvi-lo”.
O Papa também denunciou que isso aconteça “na própria casa, entre os próprios familiares”, “buscam mais facilmente encontrar serviços e cuidados de vários tipos antes da escuta e acolhida”.
“Ambos oferecem acolhida ao Senhor, mas o fazem de modos diferentes. Maria se coloca sentada aos pés de Jesus e ouvir sua palavra, em vez disso, Marta está totalmente tomada pelos afazeres”, explicou o Papa.
“Em seus afazeres, tomada por eles, Marta corre o risco de esquecer a coisa mais importante, isto é, a presença do hóspede, Jesus”.
Francisco assinalou que “o hóspede não deve ser simplesmente servido, alimentado, acolhido de toda maneira”, mas necessita, “sobretudo, que seja ouvido, acolhido como pessoa, com a sua história, com seu coração rico de sentimentos e de pensamentos, de modo possa sentir-se verdadeiramente em família”.
O Santo Padre pediu para não esquecer que “também na casa de Marta e Maria, Jesus, antes de ser Senhor e Mestre, é peregrino e hospede”. E por isso Jesus lhe disse: “Marta, Marta, por que ocupa tanto com o hóspede ao ponto de esquecer a sua presença?”.
Em suma, “para acolhê-lo não são necessárias muitas coisas”, mas apenas uma: “escutá-lo, demonstrar-lhe uma atitude fraterna, de modo que ele se dê conta de estar em família e não em uma hospedagem provisória”.