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Academia decide que filmes de streaming continuarão elegíveis ao Oscar

Batalha entre o cinema tradicional e o streaming veio à tona depois do desempenho da Netflix no Oscar deste ano, incluindo três estatuetas por 'Roma', de Alfonso Cuarón.
Diretor Alfonso Cuarón exibe as três estatuetas do filme
Diretor Alfonso Cuarón exibe as três estatuetas do filme "Roma", uma produção Netflix. (AFP Photo)

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas decidiu na terça-feira não mudar sua regra de elegibilidade para o Oscar, poupando a Netflix depois de meses de pressão pela exclusão do gigante do streaming da premiação.
Personalidades, incluindo Steven Spielberg, fizeram campanha para que os filmes produzidos e lançados por empresas de streaming não fossem elegíveis para o Oscar, e fossem classificados como conteúdo de TV.
Mas apesar das reclamações sobre o impacto dos serviços de streaming na indústria do cinema tradicional, o conselho da Academia decidiu continuar com sua atual regra: um filme deve ficar em cartaz por no mínimo sete dias em um cinema do condado de Los Angeles.
A batalha entre o cinema tradicional e o streaming veio à tona depois do impressionante desempenho da Netflix no Oscar deste ano, incluindo três estatuetas por "Roma", de Alfonso Cuarón.
"Apoiamos a experiência teatral como parte integrante da arte do cinema, e isso pesou muito em nossas discussões", disse o presidente da Academia, John Bailey, em um comunicado.
"Nossas regras atualmente exigem exibição nos cinemas e também permitem que uma ampla seleção de filmes seja submetida à consideração do Oscar. Planejamos estudar mais profundamente as mudanças que estão ocorrendo em nossa indústria e continuar as discussões com nossos membros sobre essas questões", acrescentou.

AFP

Mulheres e minorias têm avanço tímido em Hollywood, revela estudo

As minorias representam 40% da população em geral, enquanto as mulheres são 50%.
Atores de
Atores de "Pantera Negra" foram premiados pelo sindicato dos atores com o SAG de melhor elenco. (GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP)

As mulheres e as minorias abriram mais espaços em Hollywood, mas continuam sub-representadas na indústria do entretenimento, indicou um estudo divulgado.
O "Informe [anual] de diversidade de Hollywood", o sexto publicado pela prestigiosa universidade UCLA de Los Angeles, examinou 200 filmes em 2017 e 1.360 programas transmitidos pela televisão ou plataformas digitais na temporada 2016-17.
O estudo, publicado a três dias da entrega dos prêmios Oscar, abarcou também a contratação de mulheres e minorias tanto diante quanto por trás das câmeras em 12 trabalhos importantes, como protagonistas, diretores e roteiristas.
"Por trás das câmeras e diante delas, os avanços para as pessoas de cor [como são denominados nos Estados Unidos aqueles que não são brancos] e mulheres aumentaram modestamente", disseram os autores do estudo em um comunicado.
O informe destacou sucessos de bilheteria, como "Podres de Ricos" e "Pantera negra", com elencos compostos quase totalmente por atores asiáticos (no caso do primeiro) e negros (no segundo).
"A cada ano, os dados mostram que os conteúdos de cinema e televisão com elencos diversos ganham mais dinheiro e têm maior audiência", indicou Darnell Hunt, um dos pesquisadores que comandou este estudo.
As minorias representam 40% da população em geral, enquanto as mulheres são 50%.
Mesmo assim, o percentual de atores de minorias como protagonistas em filmes aumentou para 19,8% em 2017 e o de mulheres para 32,9%.
"Vimos um avanço modesto em filmes, mas o sistema de poder já instaurado - dominado por executivos homens e brancos - é difícil de mudar", disse Ana-Christina Ramon, outra autora do informe.
"O tipo de mudança estrutural necessário para uma nova ordem de negócios na indústria cinematográfica ainda não ocorreu e seu impulso exigirá vigilância e consciência sustentáveis", acrescentou.
O estudo destacou que a TV tem sido protagonista em receber mulheres e minorias, em parte devido ao fenômeno de crescimento das plataformas em streaming como Netflix, Hulu e Amazon.
"Algo está acontecendo na televisão com relação à diversidade, que só pode apontar o caminho para um novo começo para a indústria", comemorou o informe.

AFP
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