11 de maio de 2016

O MUNDO REZA | INGLÊS - THE WORLD PRAYS ENGLISH

“O Mundo Reza”, série de vídeos do Portal A12.com em que as principais orações da Igreja (Sinal da Cruz; Pai Nosso; Ave Maria e Glória ao Pai) são rezadas em vários idiomas por estrangeiros que vivem atualmente no Brasil.
No vídeo de hoje a leiga Brittany Morita reza as orações em inglês.

"The World Prays", series of videos from Portal A12.com in which we can find the main catholic prayers like: The Sign of the Cross , Our Father, the Hail Mary and Glory Be Father. In this series, those prayers are recited in several languages by people around the world who lives in Brazil. 

In today's video, laywoman Brittany Morita recites the prayers in English.

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VIRAL: LADY GAGA IMPACTA AS REDES COM “REFLEXÃO” SOBRE A EUCARISTIA

NOVA IORQUE, 10 Mai. 16 / 03:00 pm (ACI).- A polêmica cantora Lady Gaga surpreendeu seus milhões de fãs com uma publicação sobre a Eucaristia em suas redes sociais.

Em suas contas oficiais do Instagram e Facebook, a cantora – conhecida por sua extravagância e promoção do ativismo homossexual – publicou uma fotografia junto com o sacerdote John P. Duffel, um pároco de Nova Iorque, e elogiou a homilia que o sacerdote pronunciou no domingo.

“Obrigado Padre Duffell pela linda homilia como sempre e pelo almoço no restaurante do meu pai. Fiquei muito comovida hoje, quando você disse: ‘A Eucaristia não é um prêmio para os perfeitos, mas o alimento que Deus nos dá’”.

Lady Gaga tirou esta foto com o sacerdote na cozinha do restaurante italiano do pai da cantora em Nova Iorque.

A passagem que o sacerdote pronunciou durante a Missa está vinculada à exortação apostólica Evangelii Gaudium do Papa Francisco que no número 47 assinala: “A Eucaristia, embora constitua a plenitude da vida sacramental, não é um prêmio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos”.

Lady Gaga é uma das celebridades com mais seguidores nas redes sociais. Tem mais de 60 milhões de fãs no Facebook, 59 milhões no Twitter e 16 milhões no Instagram.

Segundo a página Churchpop.com, “Stefani Joanne Angelina Germanotta, verdadeiro nome da Lady Gaga, foi criada em uma família católica e estudou em uma escola católica. Embora sua música normalmente promova e celebre temas contrários à fé católica, não fica clara quais são suas crenças e práticas (religiosas) atuais”.        

LISBOA: IMAGEM PEREGRINA FOI AO «ENCONTRO DAS NECESSIDADES E EXPECTATIVAS» DAS PESSOAS

Agência Ecclesia 11 de Maio de 2016, às 10:59      
Foto: Arlindo Homem
Foto: Arlindo Homem
D. Manuel Clemente preside à peregrinação de 12 e 13 de maio ao Santuário de Fátima

Lisboa, 11 mai 2016 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa assinalou que a passagam da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima pela diocese foi ao “encontro das necessidades e expectativas” das pessoas.

“Juntaram-se multidões, chamadas pelo anúncio e ainda mais pelo coração, com as vidas que levam e as que gostariam de levar, por si e pelos seus, próximos ou ausentes”, escreve D. Manuel Clemente, num texto que vai integrar a próxima edição do Semanário ECCLESIA.

A publicação online, disponível esta quinta-feira, vai ser dedicada às várias etapas da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima às 21 dioceses portuguesas, que começou há um ano e se vai concluir a 13 de maio, na Cova da Iria, englobada na preparação da comemoração do centenário das aparições (1917-2017).

A peregrinação aniversária internacional esta quinta e sexta-feira tem como tema ‘O meu espírito alegra-se em Deus, meu Salvador’ (Lc 1,47) e vai ser presidida por D. Manuel Clemente, também presidente da Conferência Episcopal, incluindo a consagração das dioceses de Portugal a Nossa Senhora de Fátima.

O cardeal considera que a passagem da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima pelo Patriarcado de Lisboa “foi, muito propriamente, uma visitação”.

Da Azambuja à Nazaré, de Peniche a Lisboa, com sol ou chuva, de dia e de noite as pessoas apareceram e se algumas coisas “resolvem-se na altura, como nunca faltam relatos”, “mais a fundo, transformam-se em esperança”.

“Esta realidade, espantosa sempre, é um ‘mistério’ que nenhuma notícia capta por inteiro”, acrescenta D. Manuel Clemente.

A imagem passou pelas comunidades católicas de Viseu, Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança-Miranda, Lamego, Coimbra, Guarda, Portalegre-Castelo Branco, Setúbal, Évora, Beja, Algarve, Santarém, Lisboa, Madeira, Aveiro, Açores e Porto, antes de regressar a Leiria-Fátima.

A peregrinação nacional da imagem de Nossa Senhora de Fátima vai estar em destaque nas próximas emissões do Programa ECCLESIA, na Antena 1, de segunda a sexta-feira (22h45).

CB/OC

FÁTIMA: PROGRAMAÇÃO CULTURAL ALARGA FRONTEIRAS DO SANTUÁRIO

Agência Ecclesia 10 de Maio de 2016, às 16:46        
Coordenador da Comissão Organizadora do Centenário das Aparições sublinha aposta na «diversidade»

Fátima, 10 mai 2016 (Ecclesia) - O vice-reitor do Santuário de Fátima, padre Vítor Coutinho, afirmou que o programa cultural que tem acompanhado a preparação do centenário das aparições (1917-2017) permite alargar fronteiras nas propostas da instituição.

“Um santuário tem por missão acolher e dar as melhores condições aos peregrinos para viverem aqui a sua fé, na diversidade que é caraterística das próprias pessoas, terá de haver sempre várias possibilidades de viver neste espaço o encontro com Deus, com a mensagem de Fátima”, diz à Agência ECCLESIA o coordenador da Comissão Organizadora do Centenário das Aparições de Fátima.

O santuário da Cova da Iria acolhe em maio a primeira grande peregrinação do ano, a que está associada a estreia do espetáculo multidisciplinar ‘Fátima – O dia em que o Sol bailou’.

Este trabalho foi encomendado pelo Santuário à Vortice Dance Company, residente em Fátima, que este ano completa 15 anos de existência.

O padre Vítor Coutinho deixa o seu elogio a uma Companhia com qualidade “reconhecida a nível internacional” e que “procura traduzir, através de diversas artes performativas, aquilo que é o núcleo da mensagem de Fátima”, recorrendo às “categorias culturais que as pessoas têm para lerem essa mensagem”.

O Santuário, acrescenta o vice-reitor, sempre recorreu “ao melhor de cada época” para “levar mais longe a sua mensagem”, com proposta cultural “portadora de uma mensagem”.

“O objetivo é levar aos homens e mulheres de hoje alguma coisa da mensagem de Fátima através das melhores linguagens que temos”, precisa o vice-reitor.

Os espetáculos pretendem ser uma “forma de acolhimento” a todos, independentemente das suas vivências religiosas.

“Tal como no espaço não pedimos certidão de Batismo a ninguém, pedimos apenas o respeito mínimo, pensamos que nós também ao comunicar temos de tentar chegar a todas as pessoas”, observa o padre Vítor Coutinho.

‘Fátima – O dia em que o Sol bailou’ tem esta quarta-feira uma antestreia reservada a escolas e  colégios de Fátima.

A estreia está marcada para o próprio dia 13 de maio, pelas 21h00, no grande auditório do Centro Pastoral de Paulo VI, em Fátima.

Com a assinatura dos coreógrafos e diretores artísticos Cláudia Martins e Rafael Carriço, o espetáculo evoca a presença de Nossa Senhora ‘vestida toda de branco, mais brilhante que o sol’ diante de três crianças de Aljustrel, Lúcia, Jacinta e Francisco, procurando estabelecer um paralelismo entre esse encontro e o mundo contemporâneo.

Após as apresentações em Fátima – a 11 , 13 e 15 de maio o espetáculo estará em cena em Portugal, no Teatro Municipal de Bragança, e no Brasil, passando por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Natal, entre outras.

“Obviamente, é em Fátima que se passa o essencial das celebrações, mas de alguma forma, Fátima não é apenas um espaço, é sobretudo uma mensagem”, explica o padre Vítor Coutinho, justificando a vontade de levar a celebração do centenário a “outros âmbitos espaciais”.

OC

UNIÃO EUROPEIA CRIA O CARGO DE "EMBAIXADOR" PARA A PROMOÇÃO DA LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO

Ján Figel / Foto: Wikipedia Jan Ainali (CC BY-SA 3.0)

MADRI, 10 Mai. 16 / 04:30 pm (ACI/Actuall).- O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, na última sexta-feira adotou medidas destinadas a atenuar as crescentes restrições à liberdade religiosa no âmbito internacional. O ex-comissionado eslovaco Ján Figel assumirá o papel de enviado especial para a promoção da liberdade religiosa e crenças fora da União Europeia (UE).

A porta-voz de ADF Internacional (especializada na proteção da liberdade de consciência), Sophia Kuby, recordou as consequências de uma legislação restritiva. “As leis contra a conversão, as leis anti-blasfêmia e outras restrições legais levam a exclusão e, inclusive, à perseguição física hoje em dia”.

O anúncio da UE foi publicado na última sexta-feira no Vaticano por ocasião da entrega do Prêmio Carlos Magno ao Papa Francisco. Deve-se recordar que o Parlamento Europeu pediu a criação de um representante especial depois dos assassinatos cometidos pelos terroristas do Estado Islâmico (ISIS) em fevereiro deste ano.

Sophia Kuby disse que “cada vez mais pessoas não são livres de viver sua fé de acordo com sua consciência. Com a crescente perseguição das minorias religiosas, a UE deve atuar além das declarações políticas”.

Do mesmo modo, Kuby assinalou que “um número crescente de pessoas não são livres para viver sua fé de acordo à sua consciência. Com a crescente perseguição das minorias religiosas no mundo inteiro, a União Europeia deve atuar além das declarações políticas e resoluções”.

A voz dos sem voz

“ADF Internacional acolhe com satisfação o estabelecimento do enviado especial da UE para a promoção da liberdade de religião e crenças”, disse Kuby. “Felicitamos Ján Figel por sua designação para este cargo de vital importância. Estamos seguros de que esta nova posição de enviado dará voz aos sem voz e começará assim um novo capítulo no qual a UE levará mais a sério as suas obrigações sobre direitos humanos“.

Por sua parte, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, assegurou que a liberdade religiosa é um princípio que está de acordo com o da própria UE. “A liberdade de religião é um princípio inerente à fundação da União Europeia. A permanente perseguição das minorias religiosas e étnicas torna ainda mais essencial a proteção e promoção desta liberdade dentro e fora da UE”, assinalou.

Recentemente, o Parlamento Europeu assinou uma declaração a respeito da importância de reforçar o direito fundamental à liberdade de consciência. Esta declaração citou a preocupação sobre uma crescente deterioração deste direito fundamental em toda a Europa e no mundo.

Além disso, os parlamentares que tiveram esta iniciativa pediram à União Europeia e seus estados membros cumprir com suas obrigações legais e garantir “a proteção da liberdade de consciência”.

NOVO PROGRAMA NO YOUTUBE QUER TIRAR AS PRINCIPAIS DÚVIDAS DOS CATÓLICOS

O site O Catequista lança nesta quinta-feira um novo programa em seu canal no Youtube: “Os Caçadores de Treta”
Os caçadores de Treta
O site O Catequista lança nesta quinta-feira um novo programa em seu canal no Youtube: “Os Caçadores de Treta”
Como o nome já diz, a ideia é derrubar mitos e resolver problemas (ou tretas como falam os jovens), à luz da Doutrina Católica. O programa terá um formato ágil e divertido, bem ao estilo dos maiores canais do Youtube no Brasil, e todo o conteúdo será baseado em perguntas enviadas para o site através de e-mail ou Facebook.
Alexandre Varela, editor de O Catequista, descreve como surgiu a ideia:
“Diariamente recebemos centenas de mensagens com dúvidas dos mais diversos tipos. A maioria com questões práticas sobre a Doutrina. Então pensamos que seria muito interessante criar uma atração só para atender a estas dúvidas e, de quebra, trazer a tona questões que podem também estar preocupando outras pessoas. A ideia vai ser trazer a Doutrina da Igreja pra dentro do dia a dia. Mas como sempre, queremos fazer de um jeito novo. Então Os Caçadores de Treta será uma atração diferente de tudo o que já se viu em canais católicos”.
“Os Caçadores de Treta” estreia nesta quinta-feira e entra na grade de programação do canal, que tem atrações semanais e pode ser acessado através do endereçoOCatequistaTV.com.br.
Sobre o futuro do canal, Alexandre revela que OCatequistaTV ainda tem muito o que crescer: “Já estamos produzindo atrações para termos mais um lançamento semanal e posso adiantar que estamos trazendo formatos que nunca foram utilizados para evangelização e catequese”. Zenit

DOM HELDER LANÇOU SEMENTES A PRODUZIR UMA MESSE ABUNDANTE

PADRE GEOVANE SARAIVA*

“Eu sou daqueles que tem a convicção de que os escritos de Dom Helder ainda serão fonte de inspiração na América Latina daqui a mil anos. Pois, ele lançou sementes destinadas a produzir uma messe abundante nesta nova época do cristianismo que está começando agora. As suas sucessivas conversões sinalizam de certa maneira a futura trajetória da Igreja nesta nova época da história da humanidade”. (Teólogo José Comblin)

Dom Helder, figura humana abençoada e santa, nossa renovada e imorredoura gratidão! Comparamo-lo ao “Apóstolo dos gentios”, pelos seus grandes sonhos e utopias, na riqueza de sua lavra literária, homilias, conferências, exortações e viagens pelo mundo inteiro, numa palavra, “outro cavaleiro andante”, que ao assumir a Arquidiocese de Olinda e Recife em abril de 1964, disse com todas as letras: “Quem estiver sofrendo, no corpo ou na alma; quem, pobre ou rico, estiver desesperado, terá lugar no coração do bispo”. 


É Uma oportunidade a mais para aprendermos, com ele, o respeito pelos humildes, a confiança nos sofredores, o amor incondicional ao Pai e Criador.

*Paroco de Santo Afonso - Fortaleza - CE

DOM HELDER É COMPARADO A DOM QUIXOTE


Padre Geovane saraiva*

Foto da missa do centenário
 07/02/2009 -
Paróquia Santo Afonso
 Fortaleza  - CE
Dizia Dom Helder: "Tenho pena, Senhor, dos sem abrigo, e mais pena ainda dos instalados, dos enraizados, que fizeram da Terra morada permanente". 

Dom Helder, pastor da paz e da ternura, sentia-se honrado quando seus inimigos o acusavam de utópico e sonhador, porque se aproximava do “cavaleiro andante”. Dom Helder dizia-lhes: “Comparar-me a Dom Quixote, está longe de ser uma nota depreciativa” e acrescentava: “Ai do mundo se não fosse a utopia, ai do mundo se não fossem os sonhadores”.

"Mesmo que a maior angústia te visite e acompanhe, não te deixes que ela reflita em teu rosto. O mundo agitado e triste precisa que leves contigo tua paz e tua alegria". "Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo". "Feliz de quem atravessa a vida tendo mil razões para viver" (Pensamentos de Dom Helder)
*Pároco de Santo Afonso

A VIDA DE DOM HELDER É COMO UMA MINA DE OURO...

Padre Geovane Saraiva*


A vida de Dom Helder é como uma mina de ouro que precisa ser sempre e cada vez mais explorada, com um dom maravilhoso de Deus. Vida de uma beleza, que podemos dizer, diferenciada, nos seus gestos raríssimos em favor da vida dos empobrecidos, dos  “sem voz e sem vez”. 

Ao assumir a Arquidiocese de Olinda e Recife em abril de 1964, disse: “Quem estiver sofrendo, no corpo ou na alma; quem, pobre ou rico, estiver desesperado, terá lugar no coração do bispo”.  Disse também: “Das barreiras a romper, a que mais custa, e a que mais importa é, sem dúvida, a barreira da mediocridade". "Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como a minha sombra"

O seu belo livro: “Sonhos e utopias”, sobre Dom Helder, o dom da paz, o grande homem de Deus e pastor dos empobrecidos, no qual o humanismo transbordou, quero, meu amigo padre Geovane, adquirir quatro exemplares (Francisco Otávio de Miranda). 

*Pároco de santo Afonso - Fortaleza - CE

RADIOHEAD VAI DO BLUES AO PSICODÉLICO COM O DIGNO 'A MOON SHAPED POOL'

Primeiro disco do grupo inglês desde 2011 tem belos arranjos; G1 ouviu.
Thom Yorke larga obsessão por eletrônica em álbum com 5 canções 'velhas'.

Cauê MuraroDo G1, em São Paulo
Capa do novo álbum do Radiohead, lançado neste domingo (8) na internet (Foto: Radiohead/ Divulgação)Capa do novo álbum do Radiohead, 'A moon shaped pool' (Foto: Radiohead/ Divulgação)
primeira música tem “cara de festival”. A segunda é “uma canção longa, tipo chata”. A oitava “lembra Kung Fu Panda”. A nona é uma “música legal”. A décima primeira “pode fazer as pessoas chorarem”. Avaliação final: nota 7.
Mas diz aí: o minicrítico tem razão? Apesar de rigoroso, ele tem, sim. O trabalho é OK. Bonito, belos momentos. Mas o Radiohead já foi melhor (no celebrado “OK Computer”, de 1997) e já chutou o balde na ousadia (no eletrônico “Kid A”, de 2000). Só que já foi pior (no dispensável “Amnesiac”, de 2000).Esta "crítica" do novo disco do Radiohead, "A moon shaped pool", foi escrita por um sucinto garotinho de oito anos. Divulgada pela mãe do menino (clique aqui), tem repercutido desde o lançamento do álbum, no domingo (8).
Em “A moon shaped pool”, a banda abandona a rebeldia sem causa e a obsessão pela eletrônica como – suspiro... – experimentação. O quinteto acredita em guitarra, violão, piano e percussão. E, sobretudo, nos arranjos e na pretensão do guitarrista Jonny Greenwood. Muito bem, Radiohead. Rola até (quase) bossa nova, folk, psicodelismo, blues (de leve). Eis o lado bom do grupo que carrega o status/clichê de “o Pink Floyd de sua geração”.
O lado ruim é que o Radiohead se ocupa mais da própria reputação – e do próprio mistério – que da própria música. “A moon shaped pool” é inédito naquelas. Das 11 músicas, cinco circulam em versões prévias. Caso de "True love waits", tocada em shows desde 1995.
“De onde menos se espera, é daí é que não sai nada mesmo”, diz a frase atribuída ao Barão de Itararé. Com o Radiohead é o contrário. Avaliar sem levar isso em conta é subestimar. Se “A moon shaped pool” – nono CD de estúdio e primeiro desde “The king of limbs” (2011) – for o último disco, então terá sido um testamento digno. Não o auge.
Veja, a seguir, o faixa a faixa de 'A moon shaped pool':
Clipe em stop-motion para a música 'Burn The Witch' é lançado pelo Radiohead nesta terça-feira (3) (Foto: Reprodução/YouTube)Clipe em stop-motion para a música 'Burn the witch', do Radiohead (Foto: Reprodução/YouTube)
1. ‘Burn the witch’
O primeiro single do disco tem “cara de Coldplay”. Tem arranjo de cordas orquestrado que quer ser grandioso e você imagina gente com coroa de flores, mãos e celulares para cima. E então a canção ameaça acontecer mas... Na hora H, fica pelo caminho e nada de refrão para cantar junto. O Radiohead evita soar como Coldplay para soar como Radiohead. Ufa.


2. ‘Daydreaming’
Excelente – mais como trilha sonora do que como canção. O clipe é dirigido pelo renomado (e metido a artístico) Paul Thomas Anderson. Ele mostra Thom Yorke sendo Thom Yorke: angustiado e perdido, depois perdido e angustiado. A faixa é lenta, com piano repetitivo. “Para além do ponto sem volta/ E é tarde demais/ O estrago já foi feito”, canta. No fim, um grunhido em reverse: “Efil ym fo flaH”, ou “Half of my life” (“metade da minha vida”). Possível ou provável referência ao divórcio do cantor. Em 2015, ele se separou após 23 anos.


Thom Yorke no clipe de 'Daydreaming' (Foto: Divulgação)
Thom Yorke no clipe de 'Daydreaming'
(Foto: Divulgação)
3. ‘Decks dark’
“Há uma nave espacial bloqueando o céu/ E não há onde se esconder/ Você corre de volta e tapa os ouvidos/ Mas este é o som mais alto que você já ouviu/ Mas era apenas uma risada, apenas uma mentira/ Apenas uma risada, apenas uma risada.” Metáfora óbvia em termos de Radiohead: falar de ET para falar de EX. O fundo musical é Radiohead clássico: piano constante bem marcado e ruídos eletrônicos eventuais. E coral. Funciona.

4. ‘Desert island disk’
Começa com o violão folk, e você espera qualquer um – até o Eddie Vedder, do Pearl Jam –, mas aí aparece o Thom Yorke e, já não era sem tempo, um punhado de ruídos digitais. Faixa perfeitinha, da voz agora muito contida aos versos: “Diferentes tipos de amor/ São possíveis/ São possíveis”.    

5. ‘Ful stop’
Parte do mérito do Radiohead torna coerente a seguinte sequência: uma música com cara de rodinha comandada por monitor de acampamento (“Desert island disk”) e depois um krautrock para a pista, dançante e cheio dos falsetes (“Ful stop”). Claro que foi de propósito: “Vamos provar que somos muito versáteis na transição do som do violão para o som da programação?”. Vamos. Era tocada nos shows em versão diferente.

6. ‘Glass eyes’
Qual a função desta balada no disco? Pois é... Nenhuma. Sorte que é a mais curta, nem 3 minutos. Uma lamentosa combinação de piano e cordas que parece trilha sonora de filme romântico fraco. Thom Yorke canta com melancolia afetada e sente “este amor esfriar”. O disco também. Próxima!

7. ‘Identikit’
Outra das antigas, que já aparece em show e em outra versão desde 2012. “Identikit” é daquelas que fazem propaganda do virtuosismo do Radiohead (virtuosismo estético, não técnico). Ritmo quebrado e aparições imprevisíveis, como o coro de gosto duvidoso e um solo de guitarra questionável. Mas tudo melhora com o tempo, conclusão que se aplica à voz do Thom Yorke. Belíssimo vocal que é melhor do que parece na primeira ouvida. “Corações partidos fazem chover”, diz o verso. Parece ironia.   

Thom Yorke durante o festival de Glastonbury (Foto: Joel Ryan/AP)
Thom Yorke durante o festival de Glastonbury
(Foto: Joel Ryan/AP)
8. ‘The numbers’
“The numbers” é Radiohead acertando no blues. Está certo quem achar parecido ainda com Neil Young ou Patti Smith. E está certo quem apenas colocá-la entre as favoritas de “A moon shaped pool”. É blues com psicodelismo e com cordas, piano inteligente e tal. A música foi apresentada por Thom Yorke, em dezembro de 2015. Chamava “Silent spring”.

9. ‘Present tense’
Legal o Radiohead sendo bossa nova, sendo latino e, mesmo assim, não sendo ridículo. É o oposto: tem jeito de virar momento obrigatório em shows – até porque é executada ao vivo desde 2009 e sempre agradou. A letra simples não chega a igualar “Chega de saudade”, de Vinicius de Moraes, mas ao menos evita citações “peixinhos a nadar no mar”. Canta, Thom Yorke: “Distância/ É como uma arma/ Como uma arma/ De autodefesa/ Contra o presente/ Contra o presente/ Contra o tempo presente”.

10. ‘Tinker tailor soldier sailor rich man poor man beggar man thief’
São cinco demorados minutos de Radiohead tentando ser sombrio com violinos mas acabando somente cansativo. Dispensável.

11. ‘True love waits’
De todas as músicas de “A moon shaped pool”, esta era a mais esperada. Frequentando shows havia mais de duas décadas, “True love waits” chega em releitura definitiva com piano e fecha bem o disco. Yorke canta bem versos acima da média de incompreensão (para os padrões Radiohead). “Apenas não vá embora/ Não vá”, diz a letra, cheia de significado e (agora) de contexto. “E o amor verdadeiro espera/ Em sótãos mal-assombrados”. “Pode fazer as pessoas chorarem”, sentenciou o garotinho que abre este texto. Pode mesmo.

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